spidermax0 Max Lake

Vivendo uma fase de alegria e boas notícias, Pandora se vê em uma jornada de auto-descoberta ao receber uma caixa misteriosa e a missão de protegê-la enquanto as forças do mal não estiverem afastadas. [História participante do UFC Fanfics, desafio organizado pelo SBLAN (Sociedade dos Betas, Leitores e Autores do Nyah!) em agosto de 2018]


Suspense/Mistério Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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A Felicidade de Pandora

O céu nublado não tirava a felicidade da jovem Pandora. Trajando o uniforme escolar azul e branco e pedalando em sua bicicleta, a garota negra exibia um largo sorriso e um olhar de alegria. Tirou nota máxima em todas as disciplinas pela primeira vez desde que chegou à nova cidade, as meninas que a perturbam não apareceram, o rapaz por quem tem uma paixão secreta a convidou para uma festa no próximo sábado. Mas, talvez a melhor notícia do dia seja que sua mãe fará uma visita durante o dia.

Sentia falta da sua terra natal, uma cidade com cerca de 100 mil habitantes no sul do Estado, cheia de pernilongos, terra e mercadinhos. Teve que se mudar para a capital, deixar a mãe, os irmãos, amigos de infância e morar com o pai instável, com problemas com bebida e cigarro. Todos esses problemas pareciam pequenos ante as boas notícias. Ela está feliz e era o que importava.

Virando à esquerda na esquina, Pandora imaginou o que vestiria para a festa no sábado. Talvez o vestido azul que trouxe da antiga casa, ou então uma blusa e uma saia para combinar com sua sapatilha. Virando à direita, pensou em como iria contar ao seu pai que tirou as maiores notas e em como isso seria o suficiente para ele permitir sua ida à festa. “Ah, como é bom estar feliz!”, pensou.

Chegou à sua casa. Freou e desceu da bicicleta, pegou a chave na mochila e entrou na moradia. Guardou a bicicleta no canto debaixo de uma telha.

—Cheguei, pai – gritou, mas não obteve resposta. – Deve estar no trabalho.

Pandora seguiu até seu quarto, trocou de roupa e deitou na cama com os braços abertos. Não sabia o que fazer enquanto esperava a chegada de sua mãe. Enquanto encarava a lâmpada, desmaiou de sono.

...

Chovia no sonho. Andava no meio da rua sem se importar com os carros em alta velocidade quase lhe atropelando. Pandora escondia algo em um longo casaco branco que parecia ser de outra pessoa. Pandora sentia o que estava tocando, era frio e longo, como se fosse um cano. A respiração ofegava, parecia ter feito ou visto algo errado.

Entrando em um beco, Pandora tirou o casaco, revelando o vestido azul no qual pensara em vestir para a festa de sábado. Passou a mão entre a grade de ferro e bateu na porta de madeira quatro vezes, pausou, e mais duas vezes. A chuva engrossava, a porta abriu lentamente.

—Trouxe a caixa? – pronunciou alguém.

—Sim.

—Foi seguida?

—Não.

—Entre.

A grade abriu e Pandora entrou no local. Ela acendeu a luz para ver melhor o lugar, mas não conseguia.

...

O sonho terminou, Pandora acordou graças ao estrondoso trovão que soou pela janela. A chuva chegou e podia atrapalhar a chegada de sua mãe. Levantou-se e caminhou para o banheiro, lavou seu rosto. Pandora retornou ao seu quarto e pegou a mochila para guardar os livros na estante. Estranhamente, o que encontrara dentro da mochila não era seu livro.

—Uma caixa? Sério? – Riu da coincidência. Conhecendo o mito grego, deixou a caixa na cama.

De repente, a campainha tocou. Devia ser sua mãe! Animada, nem ligou para a forte chuva. Calçou o chinelo e correu para a porta, abrindo-a e se surpreendendo.

Pandora olhou para o homem negro que ofegava, sua mão estava dentro do casaco branco. Ele encostou a mão livre na porta, impedindo que ela fechasse.

—A caixa – disse ele.

—O quê?

—Você está com a caixa, Pandora?

—Caixa?

—Responda! – gritou.

—Sim! – respondeu no susto.

—Custe o que custar, não abra a caixa! – O homem se virou, deixando-a confusa.

—Quem é você?

—Ninguém.

Pandora pensou em segui-lo, mas a chuva engrossou. Entrou em casa e correu de volta para seu quarto.

21 de Março de 2021 às 18:27 0 Denunciar Insira Seguir história
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