pandinhakk PandinhaKk

Com vinte e cinco anos, Leesa não era mais aquela pequena menina que sonhava em reerguer um Lord ou muito menos em se tornar a sua Lady das Trevas. Agora, Leesa era apenas Vice-Ministra. Mas em um dia como qualquer outro, Leesa vai para o passado sem ao menos saber como chegou nele. E como se fosse obra do destino, Salazar estava ali para finalmente expressar seus sentimentos mais conturbados para sua amada, mas será que Leesa vai finalmente dar uma chance para o fundador da casa Slytherin?


Fanfiction Livros Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#slytherin #harrypotter #voldemort #diferente #tom #viratempo #Salazar
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Capítulo um

Já estava com meus vinte e cinco anos, sem poção, sem feitiços. Apenas estava com vinte e cinco anos. A guerra já estava ganha a tanto tempo e eu ainda pensava nos meus amigos fundadores e como eu passei por aqueles meses estressantes mas libertadores.
Estava pensando no meu passado quando eu vejo a minha secretária entrar com mais papéis para assinar.


_ São papéis da nova escola e do orfanato?- Pergunto espantando os pensamentos daqueles velhos tempos da minha cabeça e focando nos assuntos de agora. Estava morrendo de dor de cabeça mas eu tinha que ficar firme e forte.


_ Sim.- Colocou todos os papéis em minha mesa e disse:_ O Ministro viajou novamente com a esposa e como você é a Vice então todos os trabalhos foram encarregados para você.


_De novo? Quantas viagens Tom já fez? Só nesse mês eu ouvi você dizer que ele viajou umas quinze vezes.- Esbravejei nervosa, minha cabeça estava doendo antes e agora parecia que estava piorando. Respirei fundo, Alissa não tinha culpa de Tom viajar o tempo todo e não levar a sério o seu cargo no ministério.


_ Eu sei que isso é pesado para a senhorita mas entenda o lado do Ministro, ele acabou de saber que vai ser pai pela terceira vez, ele está comemorando.- Tentou apaziguar, ter a segunda melhor bruxa do mundo irritada não era bom.


_ Mas.- Tentei argumentar mas nada saia._ Ok, pode sair, prevejo que terei que fazer hora extra e levar alguns documentos para casa.-Vejo que na minha xícara de café o conteúdo já estava acabando e Alissa já estava saindo de minha sala, mas a parei antes de ir._ E me traga café por favor ou não sairei viva daqui.


_ Pode deixar.- Saiu rindo .


E lá vamos nós de novo, desde que Tom se casou ele não era o mesmo. Claro que no meu antigo futuro nós éramos marido e mulher, tinhamos filhos e éramos felizes, mas talvez por mexer tanto com o tempo os sentimentos de Tom que estavam aflorando no nosso tempo de escola tinham sido roubados pelo tempo, como uma forma de me punir por mexer tanto com ele. Eu lutei muito para ter seu amor mas chegou uma hora que eu cansei e eu me cansei a muito tempo.

Eu me valorizo e valorizo ainda mais meus sentimentos e receber migalhas não serve para mim. Se eu amo demais mereço receber a mesma porcentagem desse amor, bufo com meus pensamentos, assim morrerei sozinha com vários gatos em minha casa para me fazer companhia. Espera! Paro os meus pensamentos e bebo um pouco do café que ainda estava fumegante e logo volto para os meus pensamentos. E qual é o problema de morrer sozinha e ter vários gatos? Talvez eu não tenha nascido para ter filhos, marido ou sei lá. Salazar gostava de você e você não ficou no passado por causa de sua promessa com sua mãe! Gritou o meu subconsciente. Ele tinha idade para ser meu pai e eu não sinto nada por ele, respondi quase espumando de raiva.


_ Senhorita?- Olho para cima e vejo Alissa na batente da porta .


_ Diga.


_ Uma amiga minha me deu alguns sachês de café e eu não gosto de café, eu posso fazer um pouco para a senhorita?- Balanço a cabeça em concordância.


Depois de alguns minutos Alissa já trazia mais uma xícara de café e o cheiro era ótimo. Tomo um pouco e o gosto era esplêndido, isso sim é era café.

Olho em volta e vejo as horas, já era sete horas da noite. Todos já deveriam ter ido para casa e eu iria fazer o mesmo. Pego alguns papéis que não poderiam ser deixados para amanhã e coloco dentro da minha pasta, saio do meu escritório e ando sem pressa nenhuma para saída. Os meus saltos que batiam no piso fazia um som alto por eu estar sozinha e aquilo me preocupava, por que não tinha ninguém aqui? Mesmo sendo as sete, tinha que ter Aurores para supervisionar este lugar mas não tinha ninguém.


Desço um lance de escada e vejo um faxineiro limpando o piso manualmente e quando o mesmo escutou passos ele se virou para mim e me olhou como se visse um fantasma.


_ O senhor esta bem?- Pergunto me aproximando._ Por que não tem ninguém no ministério? Teve alguma emergência que minha secretária não me avisou?


Ele me olhou ainda mais espantado, seus olhos só faltavam sair de seu crânio e eu queria rir daquela visão.


_ A senhorita deveria estar aqui? E como assim secretária? As mulheres não deveriam estar dentro de casa cuidando do marido, da casa e dos filhos?


_ Como? Estamos no século XXI como o senhor tem esses pensamentos ainda? E como eu não estaria aqui? Sou a Vice Ministra.


O senhor ficou pálido em segundos, como se realmente visse um fantasma e falou com a voz falha:


_ A senhorita é uma viajante do tempo?! Agora olhando a senhorita mais de perto eu vejo que é realmente uma viajante do tempo, a senhorita não usa vestimentas dessa época e também não fala como eu.


Viajante? Tempo? Eu só posso estar sonhando não é? Eu não toquei em um vira tempo desde dos meus doze anos, eu só posso estar num sonho. Com esse pensamento em mente logo me vejo beliscando meu braço e doeu. Merda.


_ Em que ano estamos? - Pergunto afobada.


_ 992 d.C.


_ Puta merda! Dois anos se passaram desde que Hogwarts foi fundada.- Me dou um tapa na testa._ Quantas horas são agora?


_ São.- Ele para e vai até uma janela que no meu tempo não tinha e fala:_São cinco horas da manhã.


Tinha esquecido que eles ainda não tinha inventado o feitiço Tempus ou muito menos relógio. Agradeço pelas informações e uso Obliviate nele. Saio do ministério apenas parando para pensar para onde eu iria e onde eu iria arrumar roupas desta época, com certeza eu tinha que arrumar materiais para fazer um vira tempo. Penso por alguns minutos e aparato onde sempre iria me aceitar, Hogwarts.


Aparato em Hogsmeade para não ativar a barreira e avisar os meus amigos que eu tinha voltado novamente. Eu queria fazer uma surpresa para eles, então eu fui para uma das passagens secretas que eu fiz.
Como a passagem ainda era nova, não tinha tanto lodo nas extremidades da passagem, mas continuava escura então eu tive que usar Lumus e com isso eu cheguei em Hogwarts em cinco minutos.
Saí de dentro do armário que ficava na minha sala comunal e vejo que tudo estava como sempre foi. Começo acender velas pela sala e me vejo pensando nos dias que eu fiquei trancafiada aqui, sem poder sair para nenhum lugar.


Saio da sala e me vejo no banheiro. Imaginar que se não fosse por minha intervenção no passado esse banheiro não existiria e os alunos que iriam estudar aqui teriam que fazer suas necessidades em algum canto de Hogwarts, isso me dava um pouco de ânsia de vômito apenas por pensar.

Limpo os meus pensamentos e saio do banheiro, ainda era cedo e eu queria passear por aí e mais tarde eu poderia ver meus amigos.
Vou onde meus pés me levassem e eu ria como uma boba pelos corredores até que eu escuto aquela voz:


_ Quem está aí ?- Perguntou uma pessoa com uma voz rouca e angustiada._ Ainda é cedo para ficar andando pelos corredores, volte logo para seu dormitório.


Me viro vendo meu amigo Salazar, seus olhos continuavam deslumbrantes, suas vestes verdes e refinadas fazia aquele homem ser atraente para qualquer um que o visse, sua estatura alta e seus ombros largos faria qualquer mulher desejar pelo mesmo, seus cabelos eram lisos e rebeldes e dava um charme a mais para aquele homem de trinta e sete anos, mas parecia que o mesmo tinha uns vinte e três, deveria ser por causa de seu rosto longo e fino com os lábios volumosos e avermelhados que davam vontade de morde-los, o nariz não era pequeno e nem grande, suas bochechas delineadas tinha certa protuberância.
Nunca olhei para Salazar especificando sua fisionomia, eu era retardada na época?


_ Salazar, o que faz acordado? - Dou um meio sorriso e ando até chegar nele, o mesmo era maior do que eu pensava, talvez medisse 1,88?


_ Pequena menina?- Perguntou temeroso._Leesa é você mesmo? - Falou me acariciando, aquilo era bom e tinha tanto tempo que eu não sentia um contato desse tipo e com esse pensamento em minha mente tombo minha cabeça na palma de Salazar curtindo o carinho que o mesmo me dava.


_ Sentiu saudades Salazar?- Digo de olhos fechados.


_"…."


_Salazar?!- Abro os meus olhos e vejo o meu amigo chorando mas se não fosse pela proximidade eu nunca notaria._O que ouve?


E mais uma vez ele não proferiu nada, apenas retirou sua mão do meu rosto me fazendo sentir falta do seu calor. Ele sem expressar uma única palavra me abraça apertado quase me sufocando e eu sorrio abraçando-o de volta. Seu coração estava batendo tão forte que era capaz do mesmo sair de sua caixa torácica.


_ Isso não é mais um sonho meu, não é?- Perguntou com a voz rouca e chorosa._ Por favor fale que não é mais um sonho, eu não aguento mais.- Suas lágrimas caiam em minhas vestes e as mesmas já estavam ficando ensopadas, me desgrudo um pouco dele e acaricio sua face tentando limpar suas lágrimas mas era inútil, cada segundo caia mais.


_ Meu Salazar por que choras?- Acabei falando "meu" sem nem mesmo pensar.


_ Eu fiquei esse tempo todo tentando ir para o futuro mas é impossível.- Franziu a testa._ Nada dava certo e eu queria te ver mais uma vez e te dizer o quanto eu te amo, mas nada do que eu fazia dava certo e eu apenas podia lhe ver na pintura, apenas ver seu sorriso, apenas ver o quanto você estava feliz naquele dia mas nunca podia te tocar. Os sonhos que eu tinha sempre me davam esperanças, mas sempre que eu iria te dizer o que eu realmente sentia, você ia embora e eu sempre acordava atordoado.


_ Ó Salazar, por favor não chore.- Tentei.


_ Me desculpe.


_ Por que está me pedindo desculpas?- Perguntei alarmada.


_ Por isso.- Sem mais palavras para dizer, o mesmo apenas sela nossos lábios com avidez. Seus lábios macios contra os meus me fazia ter calafrios pelo meu corpo, suas mãos que estavam em minhas costas foram parar em minha cintura. Ele estava tremendo. Era apenas um selar de lábios mas estava me deixando atordoada como nunca fiquei.
Salazar desgruda os lábios dos meus e morde os mesmo apreciando o contato, seus olhos ainda estavam fechados e aquilo me deixava ver seus cílios longos que fazia contraste com sua pele pálida.


_ Se eu abrir meus olhos você irá desaparecer?!


_ Eu acho que não.- Respondo um pouco zonza.


_ Você acha.- Deu um sorriso de lado mostrando um canino e uma covinha. Aquilo era golpe baixo._ Então não abrirei e irei apreciar aquilo que tenho sonhando a anos.- Voltou a selar nossos lábios, mas agora sua língua tentava adentrar minha boca e eu sem hesitar abri minha boca. Sua língua era controladora e eu não tinha chance de comandar o beijo, seu aperto em minha cintura ficava cada vez mais forte e sua língua atrevida vasculhava cada canto de minha boca me fazendo tremer e gemer em sua boca. Minhas pernas tremiam e para me segurar acabo agarrando sua nuca e fazendo um pequeno carinho em seu cabelo que pareciam ser seda preta por serem muito macios.


As vezes que ele sugava minha língua ou a mordia, me fazia repensar o motivo de eu ter ido para o futuro ajudar Tom e larguei Salazar aqui, mas sempre acabo lembrando da promessa que eu fiz para minha mãe.


A falta de ar já fazia presente mas o ósculo estava tão bom que o ar poderia esperar, mas Salazar não pensou o mesmo que eu e separou novamente nossos lábios e uma fina linha de saliva interligava nossas línguas como se fosse um lembrete do nosso ósculo.
Salazar beijava meu pescoço dando pequenas mordidas e chupões que me fazia gemer.


_ Eu te amo.- Proferiu em meu ouvido, o mesmo já tinha abrindo seus olhos._ Fique comigo para sempre, fique?!- Mordeu o lóbulo de minha orelha e sua voz continha um toque sensual que fez todos os pelos do meu corpo se arrepiar._ Seja minha por toda minha vida. Deixa-me te fazer feliz Leesa?!- Eu não poderia saber se ele estava afirmando ou perguntando.


_ Eu preciso de tempo, acabei de voltar e.


_ Não precisa dizer mais nada, eu irei esperar o quanto for necessário.- O mesmo me dá um beijo na testa e some da minha vista.


Desabo no chão e começo a chorar, eu não sei como eu vim parar aqui ou como eu devo dar uma resposta que não acabe massacrando o coração de manteiga de Salazar. Eu apenas queria minha cama quentinha sem coisas complicadas demais para resolver novamente.


O sol nascendo já podia ser visto e eu continuava sentada no chão pensando em coisas aleatórias que aconteceram na minha vida .


Revisado:09/10/2020.

4 de Março de 2021 às 18:38 0 Denunciar Insira Seguir história
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