pri_inacia Pri Inácia

Os Soldados de Olímpia finalmente serão testados em batalha. Enfrentarão um inimigo místico e desconhecido para eles. Nessa batalha, o principal objetivo é salvar a deusa Vênus, mas para isso muito sangue será derramado. Volume 2


Romance Suspense romântico Para maiores de 18 apenas.

#fantasia #deuses #athena #vênus #Mitologia-Greco-Romana
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Capítulo I - Resgatem Vênus

Athena foi apoderada de um mal estar súbito. Atento à condição da deusa, Amú a segurou em seus braços.

– Precisamos encontrar Vênus o mais rápido possível. Ela está correndo sérios perigos. – A deusa falou sussurrando.

– A senhora tem ideia de quem possa tê-la raptado? – Amú estava muito preocupado.

– Pela descrição fornecida por Iolo, acredito que foram Lilith e Lúcifer. – Athena explicou desolada.

– Lilith e Lúcifer? Mas isso é possível? Achei que eram só uma lenda. – Tebas estava incrédulo.

– Sim Tebas, é possível. Eles foram condenados a vagar pelo mundo. E, para se divertirem, fazem atrocidades terríveis com os mortais. Não sei o que querem com Vênus, mas com certeza eles têm planos terríveis para ela.

Athena tentou se concentrar, a fim de sentir a energia vital de sua irmã. Porém, não conseguiu sentir a presença dela. Ficou mais preocupada.

– Precisamos retornar ao Monte Olimpo imediatamente. Zeus nos ajudará a localiza-la e poderemos cuidar melhor de Iolo. – Athena se reergueu.

Shakina e Amú se uniram para ajudar Iolo a se locomover, visto que ele ainda estava atordoado.

Enquanto os cinco soldados e Athena partiram para o Monte Olimpo, os raptores da deusa do amor tinham chegado ao seu esconderijo. Vênus encontrava-se adormecida e foi colocada em uma grande cama de madeira, com entalhes de anjos em feições demoníacas. Ela estava amordaçada, com as mãos amarradas postas para trás e também com os pés amarrados com cordas de um sisal enfeitiçado por Lilith.

Ela estava sendo observada por duas lindas e obscuras criaturas: Lilith em sua aparência humana e Lúcifer, o supremo dos Anjos Caídos.

– Quando ela vai acordar?

– A qualquer momento, Lúcifer. E aí, a nossa diversão vai começar.

Lilith pegou um punhal e deslizava-o em movimentos lentos pelo pescoço de Vênus.

– Seria tão fácil tirar a vida dela agora, não é? Totalmente indefesa.

– Não haveria nenhum prazer em agir dessa forma. – Lúcifer se sentou em uma poltrona a frente da cama. Encarava Lilith em seu ato insano.

– Eu sei. – Lilith se afastou de Vênus, sentou-se no colo de Lúcifer e o beijou com um selinho. – O prazer vai ser todo seu, meu anjo.

***

No Monte Olimpo, Iolo foi deixado em uma enfermaria para receber cuidados médicos.

Athena foi imediatamente ao encontro de Zeus.

– Pai, Vênus foi raptada por Lilith e Lúcifer e não consigo localiza-la. Não sinto a energia dela em lugar nenhum e temo pelo pior.

Zeus estava consciente de tudo o que estava acontecendo, graças a sua águia. Infelizmente não podia interferir nos acontecimentos que ele observava, mas poderia dizer onde sua filha estava.

– Você está certa, minha filha. Foram Lilith e Lúcifer que sequestraram Vênus. Não é possível sentir a energia dela, porque sua irmã está aprisionada nos domínios dos anjos caídos.

Athena ficou mais nervosa.

– O que vamos fazer, pai?

– Será necessária uma missão de resgate. Lilith e Lúcifer aprisionaram Vênus nos subterrâneos de uma grande mansão abandonada em um monte que circunda a praia de Agia Marina. Não será difícil encontra-la, pois lá sentirão uma imensa força maligna.

Ao terminar as suas palavras, Zeus foi surpreendido com a entrada de Iolo e Amú.

– Nós iremos resgatar a deusa Vênus. – Disse Iolo, quase recuperado do golpe sofrido.

– E por que você acha que merece ser designado a tamanha tarefa, soldado Iolo?

Iolo respirou fundo. Enfrentaria Zeus, se fosse necessário, para resgatar a sua amada.

– Porque eu amo vossa filha de todo o meu coração, Zeus.

Athena se surpreendeu com a declaração de Iolo.

– Se a ama, por que a tratou com tamanho desrespeito?

– Fui um tolo, me deixei levar por conjecturas.

– Você mais do que ninguém deveria saber que presunções podem ser cruéis e resultar em tragédias.

Zeus se referia a forma como Iolo foi encontrado durante a guerra para erradicar os nefastos do mediterrâneo. O rapaz imediatamente se recordou da situação de desespero em que ele, com cinco anos e seu irmão mais velho, Iago, com dez anos, estavam no final da guerra. Naquela época, Iago vagava pelo campo inimigo, muito ferido e abatido, carregando nas costas Iolo. Os dois meninos estavam condenados à morte. Mas Iago, que pressentia que não resistiria mais, teve fé e suplicou aos céus que a vida do irmão fosse salva, pois logo o mais novo estaria sozinho no mundo.

No momento em que Iago fazia sua oração, a águia de Zeus, que sobrevoava o campo inimigo, avistou os dois. E Zeus ouviu a súplica do menino que estava prestes a falecer. O deus do trovão, teve piedade de Iolo e pessoalmente foi salvá-lo, mesmo ele estando em campo adversário. Iago realmente não resistiu aos ferimentos e perdera a vida antes mesmo de que Zeus chegasse para salvar seu irmão.

Essa triste memória nunca saiu das lembranças de Iolo. E o garoto passou muitos anos sendo tratado com desconfiança no Olimpo, pois havia sido encontrado em solo inimigo.

Após recordar de tudo isso, Iolo constatou que foi cruel com Vênus, sem motivos reais. Ele, então, se ajoelhou diante de Zeus.

– Eu me arrependo do meu comportamento. Imploro, deixe-me ir resgata-la?

Em um ato de companheirismo, Amú também se ajoelhou.

– Eu também vos imploro, Zeus.

– E todos nós também. – Disse Milo.

Athena, Zeus, Amú e Iolo se voltaram para a porta, surpreendidos com todos os outros soldados de Olímpia, Milo, Tebas, Arantis, Maya e Mimi, que também foram pedir permissão para participar do resgate de Vênus.

Quando Zeus percebeu o que tinha acontecido com Vênus, solicitou de imediato que Mimi encontrasse Arantis e Maya para que eles também pudessem ajudar. Athena ficou surpresa ao ver Arantis de volta.

Zeus percebeu que todos estavam muito determinados para executar a missão.

– Me alegra ver a devoção que vocês têm pela minha filha. Vocês têm permissão para realizar essa missão. Maya e Mimi ficarão aqui para proteger o templo dos deuses. Os demais soldados, incluindo Arantis, devem partir imediatamente. Cuidado, soldados! Lilith e Lúcifer não estão sozinhos. Eles têm a proteção dos Anjos Caídos, que são inimigos traiçoeiros. Armas de nada valem contra eles, visto que eles não são deuses nem humanos. Para nós, é impossível derrota-los com a morte.

– Então os venceremos com a nossa fé! – Disse Arantis.

– Talvez Arantis! Mas lembrem-se, eles são criaturas vis que foram expulsas do paraíso por adorarem o mal. Uma vez condenados a vagar pela Terra, eles se dedicam a explorar as fraquezas humanas. Eles não terão nenhuma piedade com vocês ou com Vênus. Quando eles começam a agir juntos, é um prenúncio de desgraças. É muito importante que todos vocês saibam, não empunhem espada ou qualquer arma contra os Anjos Caídos, pois eles são mestres na arte da guerra e invulneráveis a esse tipo de ataque. Iolo, leve consigo a armadura de Vênus, ela vai precisar.

Zeus entregou a Iolo a caixa que continha a Armadura de Cipriota.

– Eu entregarei a ela, meu senhor!

– Se você realmente ama minha filha, traga-a sã e salva.

Milo ficou muito surpreso com o pedido de Zeus, afinal não estava presente quando Iolo declarou a Zeus seu amor por Vênus.

– Nós a traremos, Zeus! – Iolo estava confiante.

– Vão imediatamente, soldados! Tragam Vênus de volta ao Monte Olimpo!

Os soldados não hesitaram e se reuniram no salão principal para se preparar para a partida.

– Eu também vou, pai.

– Não, Athena!

– Você ficará! Já me basta uma filha em perigo. Você será mais útil aqui comigo. Utilize a sua energia para proteger esses honrados soldados e também a sua irmã. Infelizmente nós sabíamos que esse dia chegaria.

– Eu tinha esperanças de que isso pudesse ser evitado uma vez que cuidamos dela e com muita dedicação ela mudou.

– É uma lástima que o destino de Vênus não dependa de nós dois. Os infortúnios na vida dela estão apenas começando e você sabe disso, Athena. Preciso que seja forte para ajudar a sua irmã. Se não pudermos evitar o pior, pelo menos tentaremos amenizar o sofrimento dela. O destino de Vênus começa a se cumprir.

Athena ficou desconsolada.

– Pai, poderíamos tentar interceder por Vênus pedindo ajuda as Moiras, antes de tudo isso começar!

– As Moiras não são criaturas flexíveis quando o assunto é o destino que elas tecem. Estaríamos apenas arranjando mais um problema para Vênus, aumentando a fúria dos deuses.

Sem ter muito que fazer, Athena se dirigiu ao salão para averiguar a saída dos soldados. Assim que ela entrou, Arantis a puxou pelo braço para um canto mais afastado.

– Me perdoe, por aborda-la assim, minha senhora. Sei que está num momento de aflição, mas preciso muito de vossa ajuda.

– O que posso fazer por você, Arantis? – Athena já imaginava o assunto que Arantis queria tratar com ela.

– Há três dias, eu retornei para casa após a jornada de trabalho e minha irmã havia desaparecido. Eu estou desesperado. Mimi apareceu hoje, precisando de ajuda e não hesitei em vir ajuda-los. Estou passando pelo mesmo problema. Minha irmã desapareceu. Será que foi raptada por esses seres também?

Ao se dar conta de que Arantis falava de sua irmã, a mesma jovem que ela havia amaldiçoado, Athena quase desfaleceu. Arantis a segurou. Ela o abraçou. O soldado ficou sem reação. Com muita dificuldade, a deusa respondeu.

– Não sei o que possa ter acontecido com sua irmã, mas garanto que não pouparei esforços para te ajudar a encontrá-la. – Com olhar marejado, Athena se afastou de Arantis.

– Muito obrigado, senhora. O nome dela é Allya.

– Sim. Allya. Não se desespere. Vamos encontrá-la. – Athena estava trêmula.

– Me perdoe meu egoísmo. Sua irmã também está desaparecida. Prometo que a trarei de volta.

Arantis beijou a mão direita de Athena e foi se juntar ao grupo que terminava de se preparar. Todos se vestiram com o equipamento de proteção e elmo.

– Senhores, qual o plano para resgatar a senhorita Vênus? – Tebas estava temeroso com a missão.

– O plano é salvar a senhorita a todo custo. – Disse Shakina. – É um tipo de inimigo desconhecido, descobriremos in loco o que deveremos fazer.

– Caras, isso é loucura. – A preocupação de Tebas só aumentava.

– Fomos treinados quase que toda nossa vida para defender os deuses. É isso que faremos, Tebas. Sem pestanejar. Vamos soldados! – Amú foi firme com o companheiro.

Athena os viu partir. Quando se viu sozinha, correu desesperadamente até os aposentos de sua irmã. Em lágrimas, encontrou a aranha, que recebera o nome de Aracne, no mesmo local em que Vênus a havia deixado.

– Pelos deuses! O que eu fiz com você? Me perdoe Allya, eu estava cega de tanto...

Athena pôs-se a refletir sobre o que a fizera amaldiçoar uma jovem que ela desconhecia. Ciúmes. Um sentimento inferior que a dominara quando ela pensou que Arantis pudesse ter uma companheira. E agora, ela estava impregnada na própria desgraça que cometera. Se Arantis soubesse a monstruosidade que ela tinha cometido contra sua irmã, jamais a perdoaria. Ainda por cima, ele solicitou a ajuda dela para encontrar a moça desaparecida. Athena estava desesperada, pois não sabia como proceder com essa situação. E para completar seu martírio, a sua própria irmã estava nas mãos de criaturas vis.

Para que seu pai não achasse estranho seu comportamento, resolveu deixar Aracne ali mesmo.

– Por favor, Aracne, acredito que você possa me entender. Não saia daqui. Eu te imploro. Vênus foi raptada por criaturas demoníacas. Os soldados foram salvá-la. Quando ela retornar, pensarei em alguma forma de te fazer voltar ao seu estado normal. Eu juro!

Athena deixou os aposentos da irmã e foi para o seu templo. E pôs-se em meditação para tentar se acalmar com a revelação de Arantis sobre sua irmã e para tentar de alguma forma proteger seus soldados e Vênus.

Maya e Mimi se puseram em guarda para defender o templo de Athena.

Os seis soldados já tinham deixado os domínios de Olímpia e corriam velozmente em suas montarias, em direção à praia de Agia Marina que ficava a algumas dezenas de quilômetros dali. Iolo e Milo seguiam lado a lado.

– Se eu estivesse naquela praia, jamais deixaria que alguém sequestrasse minha deusa debaixo do meu nariz.

Iolo ficou muito irritado com o comentário de Milo.

– Mas você não estava, Milo! Nem sabe o que se passou e está falando demais. O inimigo me atacou pelas costas como um covarde faz.

– E que diabos você estava fazendo que se encontrava com a guarda baixa? Você foi negligente com ela! – Milo estava enraivecido porque soube que Iolo era o único que estava com Vênus e nada pode fazer para protegê-la.

Iolo não o respondeu, afinal de contas concordava com a opinião de Milo. Foi negligente. Seguiram em frente sem mais discussões.

1 de Março de 2021 às 16:13 0 Denunciar Insira Seguir história
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