andressa-alves1602295466 Andressa Moraes

Essa não é uma história que se trata apenas sobre o amor de uma mulher e um homem, mas também, um amor entre uma mãe e um filho. Ter um filho muito jovem, faz parte da realidade de muitas moças. Aos 14 anos, Rebeca descobre que está grávida, e mesmo sem o apoio dos pais e namorado, ela fica com o bebê e enfrenta o desafio sozinha, dá duro para criar seu filho Gabriel. Anos depois conhece Caleb, um músico, que um dia foi abandonado pela mãe ainda pequeno e cresceu em um orfanato sem família e até hoje sente muita mágoa.


Romance Romance adulto jovem Para maiores de 18 apenas.

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Capítulo 1



Atualmente e infelizmente, é comum encontrarmos meninas muito jovens se tornar mães, muitas vezes perdem sua juventude por um grande desafio. Rebeca é uma dessas meninas, porém por ser forte e batalhadora, consegue seguir a vida normalmente, apesar da grande dificuldade.

Aos 14 anos de idade, conhece Felipe na escola, um rapaz três anos mais velho e logo começam a namorar. Ela sabe que seus pais são muito severos e exigentes, ainda não aceitam um namoro na sua idade, muito menos com um garoto de 17 anos prestes a completar a maioridade. Mas está tão apaixonada, que decide namorar escondida.

Todos os dias ela se encontra com seu namorado escondida no recreio, tem medo que suas amigas vejam e contem para os seus pais. Um dia, a mãe de Felipe o deixa sozinho em casa, Rebeca então fica sozinha com ele e acontece a primeira vez de ambos, é onde tudo começa.

Dias depois, ela compra um teste de gravidez escondida, se tranca no banheiro e descobre que está grávida. Desesperada, não sabe o que fazer, tem medo da reação dos seus pais e ainda não contou pra ninguém.

Decide que é melhor contar primeiro para Felipe, seu namorado, mas a reação dele não foi como ela esperava e eles discutem:

— Gravida?? Não, você não pode estar grávida!

— A gente não usou preservativo!

— Eu não quero ter um filho!

— E eu? Você acha que eu quero?

— Por que não se lembrou do preservativo?

— Nós dois nos esquecemos e agora temos que arcar com as consequências!

— Eu não, se vire sozinha! Peça para os seus pais, nem emprego eu tenho, aliás, tenho muitos planos pra depois do ensino médio e ter um filho não está incluído!

— Eu também tenho planos Felipe, mas agora vou precisar da sua ajuda, não me deixe sozinha!

— Aborte, doe, faça o que você quiser, mas me deixe fora disso! Nunca mais fale comigo!

— Como pode falar assim, seu... Idiota! — Seus olhos começam a se encher de lágrimas. — É eu filho!

Felipe vira as costas friamente e vai embora, deixando-a ali, sozinha e chorando. Ela vai para casa abatida, seus pais estão trabalhando, e se tranca em seu quarto. Se joga na cama sentindo-se completamente desolada.

—Como ele pôde fazer isso comigo? Tratou-me com se eu fosse um lixo! — Rebeca desaba em lágrimas — Meus pais não podem ficar sabendo disso. Tive uma ideia: Vou ter meu filho sozinha e longe daqui! Vou fugir de casa!

Rebeca arruma uma bolsa com suas coisas, mas antes de sair, sua melhor amiga, Aline, chega em sua casa preocupada, pois a viu triste na escola e não respondeu suas mensagens. Rebeca explica toda a situação, Aline fica assustada:

—Você não pode fugir, você por um acaso tem pra onde ir? Não! Como vai ter esse bebê? Precisa contar para seus pais!

— Eu não posso! Meus pais sequer sabem que eu estava namorando!

— Eu sei o quanto eles são bravos, por isso te ajudo a contar.

— Não posso! — Rebeca volta a chorar.

Aline convence sua amiga a contar para os pais e fica com ela conversando e a acalmando até quando eles chegaram. Ambos ficaram muito chocados com a situação e decepcionados pela filha ter escondido seu namoro por tanto tempo e ainda ter engravidado aos 14 anos.

— Depois de tantas coisas que te ensinamos, tantos conselhos, Rebeca... Para engravidar? Será uma criança cuidando de outra criança! — Diz o pai, um homem grisalho com semblante muito sério.

Enfim, depois de muita discussão, os pais aceitam, mas com uma condição: Depois que o bebê nascer, irá ser doado. Ela não queria doar seu bebê, pois acha que todo bebê deve ficar com sua mãe, independente da situação, mas precisa obedecer a seus pais.

Os meses foram passando e Rebeca gosta muito de ver sua barriga crescer, acha a maternidade uma coisa maravilhosa. Seu bebê é um menino e vai pedir para que seus futuros pais o chamem de Gabriel.

Ela ainda tem esperança que o Felipe se arrependa e resolva assumir o bebê, quem sabe assim possa ficar com ele. Mas Felipe realmente nunca mais apareceu e ela acabou entendendo que seu ex namorado é muito irresponsável, nunca gostou dela de verdade.

Rebeca preferiu que enquanto estiver grávida, não irá à escola, pois tem medo dos olhares de julgamentos das pessoas e de críticas, ela sabe que vai se magoar muito. Também por que seus pais tem medo da má reputação que isso pode gerar para a família, já que ela é filha única. Quando seu bebê nascer, irá continuar com seus estudos.

Seus pais sempre a levam para fazer pré natal e enfim, foi uma gravidez tranquila. Rebeca completa seus 15 anos e 9 meses de gestação já com um casal interessado na criança.

Gabriel é um menino lindo e saudável. Ela sente-se aliviada em saber que ele é a cara dela: Ruivo, cabeludo e com olhinhos verdes, assim que o colocam em seus braços, ela se apaixona na hora.

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Com seu coração feliz em ver que seu filho chegou bem, pede para seus pais pra ficar com ele em casa um pouco, a fim de ter o prazer de amamenta-lo pelo menos uma vez. Enquanto amamenta, ela dá um longo suspiro triste e pensa:

"Tão pequeno e frágil assim, ele vai precisar da sua mãe de verdade, que sou eu. Mas o que vou fazer se preciso doá-lo? Espero que ele não tenha mágoa de mim." — Ela dá um beijo delicado na cabeça dele.

Os novos pais de Gabriel chegam e Rebeca os recebe de coração partido:

— Olha amor, como ele é lindinho, tão ruivinho, uma graça! — Diz a mãe adotiva.

— Sim, uma gracinha! — Diz o pai adotivo.

A jovem mãe fica olhando seu bebê embrulhado numa manta azul e hesita muito para entrega-lo, porém percebe seu pai a observando muito sério então entrega o bebê, que imediatamente começa a chorar muito alto, a mulher tenta acalma-lo, mas não consegue. Rebeca fica muito aflita:

— Por favor, devolva meu filho — Ordena a moça.

— O que? — A mulher fica confusa.

— Devolva o meu filho! — Repete já alterando o tom de voz angustiada em escutar o choro de Gabriel.

— Rebeca, o que combinamos? — Diz o pai com os braços cruzados.

— Pai, eu não quero mais doa-lo, quero ficar com ele! Por favor, deixe-me ficar com ele! — Seus olhos começam a se encher de água.

— Querida, eu tenho 50 anos, não posso mais ter filhos. Você é jovem, no futuro pode ter vários se quiser. — A mulher insiste ainda com a criança nos braços chorando, chacoalha inutilmente.

— Pode levar o bebê, senhora... Eu resolvo com minha filha aqui — Diz o pai bem sério.

— Não! — Rebeca protesta batendo seus pés no chão — Me devolva! Ele é meu!

A mulher fica com pena e acaba desistindo de adotar Gabriel, então devolve o bebê. A jovem mãe corre para seu quarto com ele nos braços ignorando os gritos de seu pai e tranca a porta:

— Calma, a mamãe não vai mais doar você, me perdoa! Nunca vou te abandonar, vou cuidar de você até quando eu morrer! — Embala a criança em seus braços, que ainda assustado, chora alto.

Mais tarde, depois de muita discussão, os pais dela aceitam a situação, mas terá que trabalhar, estudar e ser inteiramente responsável pelo seu filho, terá uma vida de adulto e assim ela fez.

Com o tempo, seus pais ficaram ainda mais severos, principalmente o pai. Mal cuidam do neto e não a deixam fazer nada que uma adolescente normalmente faria, como sair, namorar.

Ela estuda de manhã, trabalha de tarde em uma padaria, e quando chega em casa, seu filho está sempre largado em um canto ou no berço, sua mãe apenas deu a mamadeira. Mesmo assim, Rebeca apenas suspira quase a ponto de surtar, mas não reclama, pois a escolha foi dela mesma.

21 de Fevereiro de 2021 às 19:48 0 Denunciar Insira Seguir história
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