affonso Afonso Luiz Pereira

Bentinho, cabra temido no sertão, intima o seu amigo Vadico para levá-lo até a casa de “Tonhão dos Espíritos”, homem versado em conversar com os mortos. Bentinho precisa saber se a mãe, morta recentemente por um ataque súbito do coração, precisa de alguma coisa lá do além. A velha Antonha, então, lança uma missão para o filho recuperar a sua alma para o mundo dos vivos.


Horror Histórias de fantasmas Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#Conto-de-terror #pacto-macabro #causo
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O PACTO MACABRO DA VELHA ANTONHA


O caboclo Bentinho era homem de coragem. Ah, era sim. Não havia vivente neste mundão de meu Deus que botasse dúvida de sua macheza na frente das fuças dele, não senhor. E matador também! Sim, muito matador ele era, pois não se metia em encrenca braba com a qual o cabra da peste não resolvesse na ponta da faca. Nas suas costas já se botava por riba uma boa dezena de desafetos, que ele tinha mandado desta pra melhor. A fama do homem corria longe. Muito além das terras que faziam fronteira com a pequena cidade de Juazeiro, onde ele morava, contavam-se os causos de sua valentia. Era assim o caboclo Bentinho: não tinha medo nem de homem nem de bicho e, dizia-se inté, tampouco de assombração!


Bentinho e o folclore em torno de sua figura só tinham rival em outro sertanejo de igual fama conhecido como “Tonhão dos Espíritos”. Deste, então, pouco se sabia, a não ser que tinha parte com o Sacripanta, o Capeta, o Coisa Ruim! Vivia isolado numa casinha esturricada, feita de madeira velha e escura, sempre vestido de paletó e calça marrom, surrados pela poeira acachapante dos ventos que esmerilhavam os elementos naturais da caatinga.


Mas não era Tonhão um capiau qualquer, não senhor. Era homem versado nas letras dos cafundós dos infernos porque a criatura falava com gente morta através dos papéis. Ô se isso lá era coisa de gente certa!


Um dia, diz que a mãe de Bentinho, de quem o marvado puxou a ruindade, bateu a caçoleta sem aviso, de supetão, coisa de coração cansado que pede sossego pelo avanço da idade. Da boca do povo corria o cochicho que a velha já ia tarde. Ninguém gostava dela porque a cobra coral carecia de freios na língua, falava mal de todo mundo. Ela derriçava o cacete nos animais e nos empregados da fazenda fácil, fácil, assim, sabe? Como quem joga lavagem pra porco.


O baque da morte da santa mãezinha pro coitado do Bentinho foi grande. Ah, se foi. Ficou o homem inconformado de um tal jeito que, mal o corpo da defunta tomou gosto dos bichos da terra, veio ele ter comigo, antes da lua fazer assento naquela fatídica noite cheia de acontecimentos sombrios, que ainda me acompanham por onde vou neste sertão sem porteira.


— Vadico, quero que vosmecê me leve inté no cafuá do Tonhão dos Espríto.


— Oxênte homi! Vosmecê tá de miolo mole, é? Abilolou de vez? Aquilo lá tem parte com o cão!


— Arre égua, deixe de sê abestado, homi! E eu lá tenho medo de lidá com criatura bisonha feito ele? Minha santa mãezinha finou-se num repente. Não deu tempo de nada, visse? Não chegou a dá o último suspiro, a pobre coitada. É capaz que ela teja percisada de alguma coisa lá do outro lado, né? Diz que o Tonhão é de falá com quem bate a caçuleta. Pois então?


— Ô meu padim padi Ciço! Lá vou não! Cruz credo!


— Deixe de sê cagão homi. Diz que vosmecê é dos pouco que conhece o caminho inté lá. Se vosmecê não vai, tá me fazendo uma desfeita. E homi, mesmo sendo amigo meu, que me faz uma desfeita eu deito a faca no gorgomio sem dó nem piedade.


Pois, então, foi assim que Bentinho me deu o convencimento de ir ele mais eu, cada qual encarapitado no seu jegue pachorrento, pras profundas da caatinga, em noite escura que nem carvão. Bom... lá, depois de umas tantas horas, já de destino certo e enveredando por trilhas e atalhos, num sobe e desce da cachorra, calhou a gente de ver ao longe a morada do malacabado, filho do Tinhoso.


A luz tremelicante de vela a mercê do vento, que se escapava das gretas das paredes pregueadas do casebre, batia nos olhos da gente como uma parecença de farol maligno dentro do negrume da noite. Eita visão dos infernos! A vontade que me deu era carcá dali rapidinho, feito calango que foge de caboclo morto de fome. Olhei pra peixeira escorrida ao lado do Bentinho e desisti do pensamento.


Mal invadimos a mangueira do casebre sombrio, Bentinho não contou passo. Desmontou do seu jumento raquítico e mandou pernas na direção da porta de entrada do cafuá do Tonhão. Não chamou o vivente pelo nome, tampouco bateu palmas pra se fazer anunciar. Empurrou a entrada do batente e mergulhou lá dentro, emproado, que nem galo velho quando faz presença pra galinha nova. E eu, na cola dele, fui junto, não com a mesma empáfia porque sou criatura de paz, temente ao nosso senhor Jesus Cristo!


Lá estava o Tonhão bem do aboletado atrás da velha mesa de carvalho.


Cruz credo! Não conhecia o cabra de presença porque dele só ouvira falar estórias. E, de fato, como se dizia nas conversas, o homem mais parecia um cão chupando manga de tão feio. O ambiente funesto do cômodo escuro, a vela de chama tremeluzente próxima dele, mais as folhas de papéis em desalinho por todos os lados, não lhe faziam melhor a figura.


De começo, após nossa entrada de supetão, ele não nos deu atenção, ou fez que não viu, não sei dizer. Bentinho tomou aquilo como uma afronta. O porquêra simplesmente pigarreou, forçando o barulho de engasgamento de quem puxa catarro pra limpar o gorgomio e cuspiu no chão de madeira tosca da sala. Os olhos negros da cara amassada e empalamada de Tonhão, estando de pouso nos papéis por cima da mesa, tomaram prumo e buscaram nossa direção. Rapaiz, Só da mirada que o caboclo me deu veio um sopro de frio forte que me arrepiou todo o corpo, dos pés à cabeça! Bentinho não tomou tento de apresentar-se, foi logo intimando:


— Tonhão, comi muita poeira nestas estradas pra mode de vosmecê me dizê cumé que tá a minha santa mãezinha, que bateu a caçoleta não faz nem cinco dias. Quero sabê se a pobre tá percisada de alguma coisa.


A vosmecê que me ouve, não sei direito como explicar o acontecido. Tenho pra mim que Tonhão já devia de tá de conluio com o Sacripanta, em meio d'algum tipo de ritual, porque assim que Bentinho deu intimação, ele começou a rabiscar a folha de papel num apressamento desembestado, os olhos se fugiram pra não sei d'onde e, por pouco, não me borrei nas calças, quando ouvi a voz espremida e roufenha da velha Antonha, mãe de Bentinho, saindo da boca da criatura molambenta!


— Fio... meu fio... Bentinho... meu menino... Eu já tava te esperando. Tô nas profunda dos inferno e não tô gostando nadica de nada desse diacho de lugar. Vosmecê tem que me tirá daqui, meu fio.


— Oxênte, mas como mãezinha?


— Meu fio, meu menino, já fiz um “combinado” aqui com o Belzebu, só que vosmecê tem que me ajudá!


Naquele exato momento, Tonhão dos Espíritos começou a se estrebuchar. Vixe Maria, mãe do céu! O homem ficou feio! As mãos que bolinavam o papel pareciam querer abandonar o serviço da escrita exigido pelo Capeta. Deu dentro das minhas ideias, assim, no meu jeito de pensar, que o traquinas malacabado tava num esforço pra mode de se livrar do encosto maligno... mas não tava conseguindo, não!


Daí, vosmecê, caboclo atencioso nessa minha contação do fato assucedido, vai botá dúvida no que vou te contar agora. Mas te adianto que não sou cabra dado a mentiras e nem invencionices não. Pode acreditar. Por riba da cabeça do Tonhão começou a se formar uma nuvem empanturrada, meio escurecente, tal qual se assucede no começo das tempestades brabas, quando, no raro, desabam por aqui. E dentro da sala, veja vosmecê! É isso mesmo. Uma nuvem dentro da sala, homem do céu! Vosmecê acredita nisso? Mas espere que o pior mesmo vem por aí. De dentro da nuvem começou a aparecer um mundaréu de criaturas medonhas que, decerto, vinham das profundas. Um arrepio me cutucou forte a espinha de baixo pra cima, que nem choque elétrico.


Nossa Senhora dos Desvalidos, Tonhão tinha aberto a porteira dos infernos!


As criaturas bisonhas se misturavam as carnes, ou estavam ligadas umas nas outras: homens, mulheres, morcegos, esqueletos humanos, bichos que não dei conta de atinar. Todos mal formados. Um por riba do outro, o outro por riba de um. Olha, era uma misturança que fazia inté mal pros olhos do vivente. Nunca vi daquilo, nem em pesadelo, se vosmecê quer saber. E no meio daquele mafuá das profundas, entre almas e demônios, num é que apareceu as fuças da velha Antonha, estampada no bucho do Bode Preto?


Vixe Maria, mãe do céu! Foi nessa hora que, por pouco, quase arriei os intestinos ali mesmo. Quis me escafeder dentro do pretume da noite, mas meus gambitos fizeram birra! De lá de riba a cobra coral mandou recado pra Bentinho botando minhoca na cachola dele.


— Meu fio, o Belzebu me aprometeu que se vosmecê sangrá, esfolá, matá de morte bem matada, pra mais de 30 cabras, ele vai me adevolvê pra vida de novo. Olhe só, meu fio. O gramuião me faz vivê de novo! Ele bota minha alma no corpo outra vez!


— Mãezinha, a senhora tem certeza?


— Oxênte, se não tenho! E tem de sê pra ontem, meu fio. Pode começá com o Tonhão aí, esse fio d’uma égua parideira, que não tá fazendo gosto d'eu proseá com vosmecê, fio. Mata ele! Mata! Cutuca a peixeira velha no bucho desse empalamado. Mata ele!


Não deu tempo de nada. Foi como o pensamento.


Bentinho, esporeado que nem galo de briga, correu com a peixeira na mão mergulhando por riba da mesa e, num corte de banda, sangrou o gorgomio do Tonhão dos Espíritos, que emborcou de cabeça, virado de pernas pro ar, o desinfeliz. Bentinho não parou o serviço encomendado, não. O sangue velho espirrou pra tudo quanto foi canto. Eu vi. Vi sim. Vi com os olhos que esta terra há de comer. Enquanto Bentinho golpeava o corpo estrebuchado do outro estatelado no chão, lá de riba, dentro da nuvem, as criaturas dos infernos se agitavam, parecendo um amontoado de cobras ao redor do Tinhoso, que levava a cara da velha Antonha pregueada no bucho.


Ela se ria alto, feliz, feito passarinho preso que foge da gaiola, a maldita. E, de repente, os olhos negros dela caíram por riba de mim. Ai, ai, meu Senhor Jesus Cristo. Senti que a coisa ia ficar mais preta ainda. Um sorriso murcho da boca chupada da velha me estremeceu o prumo e quase desmaiei.


— Bentinho, meu fio. Esse aí já se foi. Larga dele. A alma já desencarnou e tá vindo pra cá. Agora, pega aquele estrupício lá, ó. Vadico é fuxiquero! Estripa esse disgramado, fio d'uma porca, tumém!


Daí pra diante pouca coisa posso dizer. Não sei o que foi que deu no meu amigo Bentinho, meu compadre, meu parceiro de traquinagens da infância. Ele se levantou num pulo e virou-se pra mim. Não disse palavra, mas os olhos dele diziam: vosmecê vai morrer, cabra!


Eu, que não sou bobo nem nada, não pedi explicação, não senhor! Tomei o vão da porta escancarada pra noite e deitei cabelo pra fora do casebre do Tonhão. Deixei o meu jegue na mangueira e “garrei” o mato da caatinga sem olhar pra trás. Enquanto corria desesperado, caindo e levantando, ainda podia ouvir o riso da velha Antonha azucrinando os meus ouvidos.


Ninguém, que sobreviveu àquela noite, esquece da tragédia. Não se comenta, mas ninguém esquece. Corri até à cidade. Fiz o maior barulhão que já se tinha visto na história daquele povo. Eu berrava alucinado nas ruas empoeiradas de Juazeiro, que Bentinho vinha estripá gente de bem pra resgatar a velha Antonha dos infernos. Muitos fugiram, outros não acreditaram, no entanto, um grupo se armou de facas e armas de fogo pra esperar o lazarento nos limites fronteiriços da cidade. Foi assim que vimos o Bentinho, acompanhado da velha Antonha, desenterrada, apodrecida e amarrada no meu jegue.


Quando ele desmontou do seu jumento estropiado, a faca rombuda e os olhos do cabra tomaram brilho dentro da noite. Não fizemos muxoxo. Começamos a atirar. Os animais de carga, e a velha também, desempacotaram-se no chão, mas Bentinho não! O homem tava de corpo fechado, pelas graças do Capeta, de uma tal maneira que nem bala entrava na carcaça do vivente! Ele berrou, correndo pra cima de nóis.


Eita que foi um Deus nos acuda, um desespero sem tamanho. Era gente espalhada correndo pra tudo quanto era canto. Quem corresse mais, chorava menos, porque Bentinho ia passando a faca em todo mundo. Era no pescoço, nas costas, nos braços, nas pernas... vixe, foi uma gritaria que se ouviu de longe. Na confusão, o caboclo que Bentinho não lanhava uma boa ferida pro resto da vida, morria estrebuchado, segurando as tripas no meio da caatinga. Olha esta cicatriz aqui nas minhas fuças. Não nasci zarolho, não. Foi ele quem fez.


Bem... vou dar o causo por terminado porque não tenho mais o que dizer. Esta estória que eu te contei já vai há muito, sabe? Jamais voltei a botar os pés lá pras bandas de Juazeiro, mas estou bem informado do que acontece naquele eitão de terra. É verdade. O Belzebu, o Demo, o Coisa Ruim, o Bode Preto, faz questão de me deixar inteirado a quantas anda o combinado dele com a cobra coral.


Em algumas noites, escuras que nem carvão, me bate um encosto maligno, fico em transe, assustando os meus amigos, meus filhos e parentes. Nestas horas, sou tomado pelo sentimento de desespero de alguém, vítima de Bentinho, que não conhecendo a região acaba estripado e abandonado pra morrer sozinho dentro da noite, em meio à caatinga. Então, vejo claramente pelos olhos do agonizado, esvaindo-se em sangue, o casebre isolado; e lá no vão da porta, alumiada pelas velas tremeluzentes, alcanço com a vista boa, escorada no batente, a figura apodrecida da velha Antonha sorrindo seu sorriso murcho e me dizendo:


— Falta pouco, Vadico! Falta pouco!

15 de Fevereiro de 2021 às 13:30 9 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Afonso Luiz Pereira Sou professor de inglês do ensino fundamental e entusiasta de Literatura Fantástica (Ficção Científica / Terror / Fantasia / Insólitos). Isto não quer dizer que não leio os clássicos. Sim, leio e gosto de Graciliano Ramos, Jorge Amado, Machado de Assis, Rubens Fonseca e outros internacionais do mesmo calibre da literatura mainstream, mas meu xodó mesmo é a escrita mais popular da Litfan.

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IH Izzy Hagamenon
Faço parte do Sistema de Verificação e venho para te parabenizar pela Verificação da sua história. Eu fiquei chocada com esse causo, foi uma leitura tão gostosa de se ter, comecei e terminei tão rápido que parece que foi num piscar de olhos. Sempre gostei de histórias do nordeste, causos assim sempre me fazem rir, mesmo estando na categoria de terror. Seu conto é tão fluido que faz o leitor não querer tirar os olhos da tela para não perder nenhum detalhe. Eu adorei como você conseguiu descrever todos os lugares que o personagem passou sem deixar maçante, e devo dizer, que cenário lindo você fez. Consegui imaginar direitinho o personagem correndo pelas matas da Caatinga, morrendo de medo do Bentinho e da alma da velha, ou ele e mais alguns moradores da cidade tentando matar Bentinho. Seu personagem é tão engraçado que conseguiu tornar um evento sobrenatural desse em uma comédia, eu costumo morrer de medo dessas coisas assustadoras, mas não consegui parar de ler. Sua história está muito bem escrita, eu só percebi uma coisinha que deve ter passado despercebida na hora da revisão: o "Rapaiz, Só da mirada" no lugar de "Rapaiz, só da mirada", mas isso acontece com todo mundo. Não posso sair daqui sem dizer que adoro quando um personagem tem uma dualidade, por exemplo, a que dá para ver no Caboclo Bentinho. Ele tem fama de durão, que mata sem pensar duas vezes e põe medo em todo mundo, mas era muito carinhoso com a mãe. Tão carinhoso que foi perguntar se ela estava precisando de algo no além, não sei se conseguiríamos encontrar um filho tão dedicado quanto esse andando por aí. Mas antes de ir eu queria te parabenizar de novo, foi um ótimo conto. Bye Bye!
May 08, 2021, 00:06
E. M. Vicente E. M. Vicente
Muito bom o conto. Me prendeu do início ao fim. Essa figura da velha é assustadora. Meio que mostra que com algum incentivo, algumas pessoas são capazes de qualquer coisa, até matar.
March 16, 2021, 21:35
Estella Monteiro Estella Monteiro
Professor de inglês? Deveria ser de literatura hahaha Isso aqui está uma obra de arte, tanto que eu encontrei e arrastei o Silva pra cá porque é o nosso estilo de leitura, terror, mistério, mas com adendo de um delicioso humor! E as palavras usadas, os termos, os xingamento, o regionalismo mega engraçado! Rico demais, bem trabalhado, ousado. Muito a altura do Alto da Compadecida “eu amo” Muito me admira essa trama ter sido verificada e não estar entre as melhores da semana e não ter recebido um comentário digno, o sistema de verificação me decepcionou. Vejo muita obra mediana recebendo louros indevidos e obras como essa sendo negligenciadas, isso me faz duvidosa com a qualidade do sistema, queria pagar o premium, mas a cada dia sinto que vou jogar dinheiro fora, pois não terei pessoas eficientes no julgo da minha obra. Você está de parabéns, com certeza um dos meus contos preferidos aqui no site. Abraços!
March 07, 2021, 12:31
 Silva Silva
Como nordestino fico feliz que só a gota com uma história arretada dessa. Que conto INCRÍVEL, Afonso. A narrativa me deixou imerso no enredo até a última linha. A linguagem regional foi a cereja do bolo, passando mais vivacidade e frescor as narrações do pobre Vadico, a reviravolta e o final foram bem impactantes. E Deus me livre de trombar com Bentinho e essa velha do Tinhoso kkkk Parabéns e obrigado por compartilhar esse conto!
March 07, 2021, 11:05
Wesley Deniel Wesley Deniel
Meus parabéns, amigo ! Gostei muito de seu conto. Muito bem escrito, dinâmico e com uma linguagem regional bem trabalhada. Tenhos algumas histórias (não muitas) que faço uso deste artifício, sempre com muita pesquisa e respeito. O lugar, os cidadãos às vezes pedem pelo uso, como numa história minha passada em Nova Orleans, Louisiana, em que em determinado momento, os personagens travam conversa com um senhor, um preto velho muito bondoso e que ainda fala como cresceu falando ou outras em que preciso passar uma certa falta de conhecimento linguístico aos personagens... Tem também certas liberdades de expressão quando trato com personagens estrangeiros e é algo fascinante pesquisar suas culturas e trejeitos, suas falas. Foi divertido, foi um prazer inesperado. Portanto, eu o saúdo ! Infelizmente, grande parte delas ainda estão em diversos estágios de escrita (quase todas muito avançadas) e só tenho três a oferecer aqui mesmo no Inkspired. Tem tido uma ótima recepção, se te interessar.
February 25, 2021, 07:56

  • Wesley Deniel Wesley Deniel
    Demoro para postar minhas histórias, pois, ao contrário de alguns, que dizem não ter inspiração, meu caso é o contrário : eu começo com projetos que eram para ser curtos (contos) e eles terminam como novelas com 20, 50, 100, até 200 páginas hahaha Gosto de aprofundar os personagens, cenarios e trama para prender os leitores. Tanto que tinha dois projetos de contos (um dobre as entedidades antigas dos Mythos de Cthulhu, mas passadas em nosso penso, onde em casa parte do mundo, algum comum está lidando com algo vindouro, terrível e além de imaginação; chama-se "Poderes Antigos Vol. 1". Depois dela, "Poderes Antigos Vol. 2 trará a reunião desses sobreviventes num romance prla luta da humanidade contra um mundo condenado e tomafo por deuses indiziveis. Outra coletânea "Uma mente Cheia de Fantasmas" trata de histórias de horror dos diversos temas. E é isso, respeito muito trabalhos bem feitos como o seu e, certamente passarei a seguilo. E lê-lo sempre. Fique a vontade para se visitar. February 25, 2021, 08:09
  • Wesley Deniel Wesley Deniel
    Nossa, meu teclado do celular vive contra mim. 😄 Desculpe pelos erros de digitação. E mais uma vez, parabéns por sua história ! February 26, 2021, 14:12
Manasses Abreu Manasses Abreu
Opa, grande Afonso, tudo bem? Rapaz, gostei de ler seu texto. Linguagem regional muito bem trabalhada, falo com conhecimento de causa! A leitura foi fluída, lembrando um pouco o estilo do Auto da Compadecida. Parabéns!
February 15, 2021, 19:19
Max Rocha Max Rocha
Um misto de humor negro e linguagem regionalista, desenvolvida com muita perícia. Filho de peixe (ou da diaba Antonha), cramulhãozinho é...
February 15, 2021, 15:56
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