caesarinox Diana Ramos

Uma noite louca, um suposto devoto a Deus e o pecado em pessoa. As memórias de uma noite intensa se haviam varrido e davam lugar a uma bagunça de cabelos verdes e lábios manchados de liptint. E o pior, é que os olhos felinos que o encaravam com um sorriso divertido nos lábios eram a chave para as recordações da noite anterior assumirem forma, e o pior, é que o devoto a Deus queria cair em tentação novamente, desde que fosse com ele.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

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Capítulo Único

Era de manhã, e o sol entrava pela janela de forma ferina, atingindo diretamente os olhos de um moreno alto e entroncado, o corpo desnudo coberto por uma bagunça de tecidos que não sabia mais onde começavam ou sequer terminavam. Sua cabeça latejava, e seu corpo se encontrava dolorido como se cinquenta caminhões houvessem passado seus rodados por cima de si; a destra sendo levada ao rosto de forma a tentar tapar os olhos, se protegendo daquela luz que tanto o estava incomodando naquele mesmo instante. Seu celular tocava e vibrava sobre a mesa de cabeceira de forma incessante, como numa manhã normal de Sábado, o braço livre sendo estendido para tentar colocar o mesmo em modo soneca, se virando depois na cama de forma lateral.




No pequeno móvel do lado direito da cama, repousavam algumas garrafas vazias de bebidas alcoólicas, que o herdeiro do império Higashikata sequer se lembrava como haviam ali acabado, a tentativa de alguma lembrança fazendo suas têmporas lampejar de dor, um certo enjôo se apossando de seu ser. A famosa e infame sensação de ressaca se tornando mais do que evidente naquele momento. A urgência em expelir tudo o que ainda restava no seu estômago era mais que real, e fora isso que o impelira a sair cambaleando da cama, se apoiando em tudo que era móvel para tentar chegar ao banheiro de sua suite de hotel, o vómito vindo como uma companhia indesejada e de quem o mais novo da sua família pretendia se livrar.




O barulho de lençóis sendo afastados de forma rude se fizera ouvir pelo cômodo, o ranger da cama anunciando que não estava sozinho. Não só havia bebido até ficar detonado, como trouxera alguém para seu quarto para fazer coisas que sequer se lembrava. O moreno acabara escondendo o rosto na palma da sua mão, pensando no que lhe dera na cabeça para que tudo aquilo acontecesse. Suas últimas memórias remetiam ao bar do hotel, onde havia se permitido celebrar sua festa de aniversário surpresa com seus amigos mais próximos, celebrando assim sua maioridade recém atingida. Não se lembrava porém de ter voltado para o quarto.




Assim que conseguira botar tudo o que o fazia enjoado para fora, Josuke permitira-se olhar para si, notando vários arranhões nos braços que tinha quase cem por cento de certezas que ali não estavam antes. Com dificuldade, se levantara, apoiando-se na pia, o olhar ficando à altura do espelho que dava visão para diversos arroxeados e chupões que não lembrava de ter recebido, estes parando perto da clavícula, continuando com mais marcas de unhas pelo peitoral. Pelo jeito sua noite fora mais animada que aquilo que se lembrava, e todos os esforços de conseguir pelo menos uma recordação, uma pista que o levasse aos acontecimentos da noite anterior; acabavam se tornando infrutíferos.




O som de passos pelo quarto o alertara, lentamente se permitindo olhar para a ombreira do quarto, onde o corpo desnudo de uma pessoa que não reconheceu de imediato em meio à bagunça de fios esverdeados que lhe cobria a face, notando a mão pálida e de dedos longos tirar os mesmos da frente de seu rosto, dando de caras assim com o olhar felino e o sorriso divertido do seu melhor amigo. Os lábios ainda manchados de lip tint encarnado se destacavam da tez cor de marfim, tornando o sorriso alheio ainda mais lascivo, quase um tom jocoso que lhe era bem conhecido. Algo havia acontecido, algo em sua mente se iluminando ao ouvir as palavras que haviam escorregado por entre os carnudos de Kishibe com maior malícia que aquela que alguma vez esperara ver no garoto que era alguns anos mais velho; as mesmas funcionando como uma espécie de sensação de dejá-vu.




ㅡ Com que então você também ajoelha para essas coisas, hm, JoJo?






**** Flashback: Noite de aniversário de Josuke ****






A noite se avizinhava longa e festiva.




Bebidas, mulheres, música e muita lascívia. A festa de aniversário surpresa que havia sido preparada pelos dois melhores amigos de Josuke , Rohan e Koichi, estava sendo um sucesso. Entre familiares de magnatas japoneses e artistas das mais conceituadas empresas que eram próximos do herdeiro das empresas Higashikata, o ambiente ali estabelecido era claramente de diversão, embora a pessoa que deveria estar mais animada ali, era a mais solitária, e essa pessoa era o próprio aniversariante.




Depois de cortar o bolo e depois de dar início aos festejos, o nipónico de cabelos curtos e morenos moldados num elegante e antiquado pompadeur havia se resguardado perto do bar, pedindo um copo de uísque sem gelo, apoiando o cotovelo no balcão, enquanto o barman o olhava com certa condescendência, como se sentisse pena de si, essa que o rapaz dispensava imensamente. Logo sentira duas mãos nos seus ombros, uma maior e a outra mais pequena e delicada, dois sorrisos o cercando. Kishibe e Hirose haviam notado sua distância, assim se acercando de si, sentando-se ambos um de cada lado do jovem empresário, que pedia para servir uma rodada a ambos, para que assim o acompanhassem enquanto bebia.




ㅡ Que se passa, JoJo? Não gostou da nossa surpresa? ㅡ Rohan questionara com um muxoxo em seus lábios, enquanto descia depois a mão pequena na sua coxa em uma carícia que já lhe era habitual, e que realmente não o incomodava como incomodaria provavelmente outros homens. Para Josuke, o fato do esverdeado de cabelos cortados num undercut perfeito; ser homossexual nunca fora motivo de desconforto para si, muito menos quando o outro o tocava. Na verdade e se eram amigos, fora porque defendera o mais velho na faculdade de ser estuprado por dois colegas do seu curso de gestão, se tendo mesmo envolvido numa luta física para defender o garoto de cabelos compridos - sequer desconfiando que Rohan era gay, o que era claramente contra os preceitos da religião que praticava e fizera Josuke repensar seriamente em suas crenças; ainda mais depois de o rapaz, na altura ruivo, haver desmontado todos seus argumentos religiosos e o ter feito então refletir. Desde então eram bons amigos, mesmo que o pai, que sabia dos “podres” de Kishibe - como os apelidava “carinhosamente”- discordasse da amizade de ambos.




ㅡ Eu gostei, de verdade, Roh! E sou muito agradecido a vocês por se terem lembrado. Porém é muita gente, queria algo bem mais privado. ㅡ Mal acabara a frase, o japonês de estatura baixa a seu lado rira baixo, e logo pedira uma série de garrafas de álcool, desde vodkas a licores, tudo pago naquela mesma hora com dinheiro vivo, deixando Higashikata confuso.




ㅡ Ué, JoJo, tira essa cara de confuso, você quer uma festa privada, vamos ter a festa privada, só não bota as culpas da ressaca em mim depois. Vamos fazer desta noite a melhor noite do fim da sua adolescência! ㅡ Koichi ditara, logo piscando o olho, se permitindo entregar as garrafas aos dois, o trio deixando o bar. Por algum motivo, o garoto confiava Hirose a sua vida, por já se conhecerem praticamente do berço, apesar da diferença de idades. O platinado era filho de uma família bem abonada e que era amiga desde sempre da sua; se permitindo mesmo dizer que era uma das únicas pessoas que se importava consigo de verdade em meio a um círculo de conhecidos do meio de gestão, aparte do Kishibe, que estava a seu lado para tudo.




Enquanto tentavam sair por entre todos os convidados, Koichi fora convidado por uma mulher a se juntar a esta, sequer dando hipótese a recusar ao menor dos três. Rohan e Josuke riram da desgraça alheia, sequer se arriscando a procurar o amigo, pois sabiam no que acabaria aquela noite para o outro, se assim este o desejasse. A mulher era alta, mas muito bonita e dona de longos cabelos arroxeados, bem o estilo do amigo, pelo que sabiam que este estaria bem entregue, ainda que soubesse que provavelmente o multimilionário provavelmente acordaria sendo tablóide de novo; afinal, sua fama de dormir com várias mulheres não era desconhecida das revistas cor de rosa.




Assim ambos, munidos das bebidas alcoólicas, haviam escapado por um triz da festa, rindo de nervoso como dois adolescentes que se preparavam para aprontar algo; correndo ambos para o elevador que assim os levaria ao topo do hotel, onde ficava a suite que Josuke havia alugado para alegadamente passar seu aniversário sozinho. No elevador, Rohan já debatia planos com o maior para saberem o que fariam, e ficara decidido que iriam jogar “Eu Nunca” e logo em seguida “Verdade ou Desafio”. Ambos poderiam acabar ou muito bem, ou muito mal, mas naquele momento, pouco importava aos dois amigos, que ansiavam por uma noite bastante divertida.




O aniversariante fora o primeiro a entrar na suite, visto ele ter a chave magnética que abria a porta, e o Kishibe passara à sua frente, bamboleando suas coxas de uma forma quase proposital, como se estivesse seduzindo o jovem estudante de gestão no início dos seus vinte e um anos, arrancando uma risada deste. O esverdeado sempre agia daquela forma consigo, era como se o provocasse, isso despertando suas confusões diversas em seu cérebro. Sacudiu a cabeça a esses pensamentos, tirando a chave da porta e a fechando, logo a colocando na zona dos interruptores, fazendo com que as luzes do cômodo majestosamente decorada em tons de creme, dourado e vermelho se acendessem, e pudesse então ver o Higashikata pegar em dois copos de shot, os levando para a cama adornada de uma colcha creme e uma decoração vermelha que repousava aos pés desta, o vendo se sentar de pernas cruzadas depois de se livrar dos incômodos sapatos e as garrafas de bebidas recostadas nos travesseiros, de forma a estarem ali aconchegadas e livres de quedas.




Josuke afrouxara a gravata e a jogara em cima da mesa de centro próxima à cama, e logo fizera o mesmo com a jaqueta do terno, a deixando por sua vez sobre a cadeira. Rohan fez o mesmo, pedindo para deixar seu casaco em tons de vermelho e padrão axadrezado em algum lugar que não se amachucasse, o fazendo sem hesitar e deixando na cadeira igualmente, se sentando logo diante si, o vendo sorrir sapeca, como sempre que jogavam aquele jogo íntimo, as coisas sempre acabando no outro rindo da sua cara e ele bêbedo. Todavia naquele dia o dono do pompadeur confiava na sua sorte, e que tudo correria nos conformes e sem qualquer problema de maior, contanto que as afirmações que fossem feitas por ambos fossem coisas corriqueiras, e nada que colocasse o mais novo em xeque.




Como havia se acomodado primeiro, Kishibe servira duas doses de Vodka nos copos de shot que ali dispusera, enquanto olhava Josuke com um esgar divertido no seu olhar, se permitindo aguardar que este se sentasse diante si para então começarem a partida pela qual tanto ansiavam. Logo o mais velho tomara a dianteira, se permitindo avançar com a primeira afirmação da noite.




ㅡ Eu nunca dormi com mulheres. ㅡ Dissera num sussurrar, apanhando JoJo desprevinido. ㅡ Ué Josuke, até parece que não sabe que eu sou gay, vá, vira a dose… ㅡ Dissera num tom divertido, observando então o amigo beber de um só trago a bebida que queimava sua garganta de um jeito desconfortável, quase como se fosse gasolina em chamas. Bebidas brancas não eram suas favoritas, eram mais a escolha do outro, que agora esperava o mais novo se recompor.




ㅡ Eu nunca dormi com homens. ㅡ Retorquira, logo ouvindo os protestos de Kishibe.




ㅡ Ué, isso é mentira, já dormiu comigo! ㅡ Ele resmungara, enquanto tomava a dose sob o olhar atento de Higashikata, que rira. Era fato que já haviam partilhado cama em outros tempos, mas não no sentido implícito da frase que colocava em jogo; pelo que apenas deixou o moreno virar sua dose, fazendo logo uma careta em agrado pelo álcool que escorria por sua garganta. Para cessar os protestos do mais velho, acabou virando uma dose junto com ele, rindo baixo da manha que ele fazia para que assim o rapaz pagasse o pato. Logo em seguida voltou a encher os copos, enquanto pensava na próxima coisa que nunca fizera, logo disparando a frase num ímpeto. ㅡ Eu nunca tive crush em homens. ㅡ O que era claramente mentira, o fazendo virar o copo, mas deixando Josuke sem reação, pois mentir naquele jogo equivaleria a uma consequência, o que fez o religioso entrar em conflito com suas morais, logo virando o copo sem pensar, sendo pego por Rohan no seu ato. ㅡ Ué! Como assim o sempre-certinho-senhor-heterossexual que ainda ontem estava aos beijos com a famosíssima Sugimoto Reimi no corredor 5 da biblioteca da faculdade já teve crush em homens?! Quem foi, hn? ㅡ O seu senpai rira em deboche, logo o cutucando em seus abdominais cobertos pelo pano preto, fazendo o mais novo se encolher, tacando um travesseiro na cara deste.




ㅡ Ya! Roh! Eu não crushei ninguém, pare com isso! Eu nunca… ㅡ E assim desviara a conversa, sempre sob o olhar atento e felino de Kishibe, que ia servindo as doses conforme os assuntos se adensavam mais no campo sexual, o jovem de cabelos preto-azulados se revelando um quase inexperiente, pois se havia transado três vezes era muito, e mesmo sendo ele conhecido como um dos garotos que mais pegava garotas na faculdade. A verdade no fim, era que não pegava ninguém desde o ensino médio, a altura em que se soltara mais para as descobertas no mundo, e apenas beijara Reimi porque fora forçado a tal. O mais velho sempre soubera disso, e sempre achara isso fofo nele, mas ainda assim, jamais perdia oportunidade de o provocar nesse sentido.




Àquele ponto, Rohan já estava sentado no colo de Josuke, enquanto ambos já só bebiam vodka sem motivo algum, haviam se fartado do joguinho de colegiais, e o mais velho estava morto por jogar verdade ou desafio, pelo que ele fora logo o primeiro a questionar o seu amigo se pretendia verdade ou desafio. O moreno prontamente respondera desafio, achava que quem pedia verdade somente se escondia, pelo que jamais perdia tempo em tais trivialidades.




ㅡ Corajoso este meu kohai! ㅡ Falara em um tom manhoso, já claramente tocado pela vodka e pela tequila, cuja garrafa haviam aberto no entretanto, se permitindo afastar e engatinhar na cama felinamente, se permitindo retirar a blusa e deitar na cama, o olhando sapeca. ㅡ Desafio você a tomar tequila diretamente do meu corpo. ㅡ Higashikata rira debochado no momento pelo desafio de Kishibe, por algo tão fácil. O álcool o deixava torpe e não permitia que ele pensasse no quanto aquilo poderia ser errado, mas ao mesmo tempo tão certo.




Não demorou para que o maior engatinhasse pela cama e pegasse a garrafa de bebida destilada, espalhando-a pela tez branquinha e imaculada de Kishibe, que se arrepiara com o toque do líquido gelado. A tequila escorrera pelo peitoral, os fios de bebida serpenteando ao longo deste melando os panos que cobriam o colchão. Era mais a bebida que ali se perdia do que a que seria tomada por si, mas ele não se importava, se encontrava demasiadamente hipnotizado pelos caminhos que eram ali traçados, a boca depressa serpenteando por toda a pele úmida, o aroma de tequila misturado com o de morango que emanava da pele branquinha e suave deixando-o enebriado, a língua se arrastando ali, provando da maciez como seda que a mesma mostrava. Perto do umbigo, uma poça de bebida se formava, a mesma sendo sorvida pela boca quente do nipónico, esta logo subindo pelo peitoral em beijos lentos e suaves, os suspirares que chegavam a seus ouvidos o fazendo desejar mais daquele contato, havia até mesmo sentado sobre o quadril do menor para poder ter uma melhor visão de onde estava então sorvendo a bebida. Pegando na garrafa novamente, despejou alguma tequila nos mamilos alheios, que se encontravam entumescidos, os abocanhando em seguida e sorvendo o líquido que ali manchava a pele, enquanto Rohan já arranhava seus braços gemendo baixinho e manhoso mediante as carícias, o body shot se tornando mais quente do que aquilo que era esperado, e a verdade era a de que Josuke gostara de fazer aquilo com o seu senpai.




As sensações que perspassavam o corpo do mais baixo eram surreais, jamais achara que alguma vez o dono de olhos azuis o faria sentir-se daquela forma, ainda que fosse com tão pouco; jamais imaginara sequer que ele estaria fazendo aquilo consigo, o conhecendo por ser reservado, nem mesmo sóbrio se demonstrando interessado naquele tipo de coisas. Agora o tinha ali, sentado em seu colo e debruçado sobre si, tomando bebida diretamente do seu corpo e o fazendo se sentir ardendo. Seu interior estava em chamas perante os atos daquele que sempre lhe causara distinto interesse, ainda que jamais confessasse tal coisa, e embora demonstrasse isso mais vezes que o necessário e o outro não entendesse. Mas pelo que via em seu lado desinibido, o seu interesse estava mais que espelhado.




Mesmo que Higashikata estivesse um pouco mais louco que ele, parecia exatamente saber o que estava fazendo, e isso causava fisgadas fortes no seu baixo ventre. A imagem do pecado estava representada na figura de Kishibe Rohan e sabia disso. A sensação da sua língua no menor fora-lhe tão natural, que estava se assustando pela forma como assumia isso com tamanha naturalidade. Os gemidos, a forma como o outro o arranhara perante seus toques que aqueciam seu corpo e claramente o excitavam, até mesmo as sensações que a tez suave de Kishibe causavam em si; faziam-no balançar a cabeça e logo tomar um gole bem grande da tequila, logo voltando à sua posição inicial, deixando um moreno bastante ofegante, o japonês estava até algo corado, mas o sorriso sacana de lábios pintados de vermelho não saía de seu rosto.




ㅡ Olha só, olha só… Se é tão bom assim bebendo da barriga de alguém, imagino o estrago lindo que faria com a sua boca no pau ou na buceta de alguém… ㅡ Sempre direto, Rohan tirara a garrafa das mãos de Higashikata, bebendo do mesmo lado que o maior estava bebendo, como se de um beijo indireto se tratasse, apanhando o outro de surpresa, no rosto do esverdeado bailando uma expressão de falsa inocência. ㅡ Hm, JoJo, sua vez de decidir se eu faço consequência, que certamente quero… Me diz, qual vai ser a consequência que vai dar para seu gatinho? ㅡ Os ditos eram manhosos e apanharam o mais novo desprevenido, enquanto este engatinhava em sua direção, as mãos de dedos longos se pousando nas suas coxas cobertas pelo tecido da calça preta social que trajava, apertando as mesmas indiscriminadamente. Calor, era o que subia agora por todo o corpo do jovem e nem ele mesmo conseguia entender o porquê mas a explicação era apenas uma: Rohan claramente o excitava.




ㅡ Não sabia que gostava que te chamassem de gatinho, olha só ein, senpai, a bebida está assim tão forte? ㅡ Debochara, recebendo um aperto forte na sua perna que quase fizera-o gemer, acabando mesmo por morder o inferior pelo ato. O mais baixo percebera essa reação de si, e apertara novamente a carne farta do seu melhor amigo, fazendo este gemer, um sorriso satisfeito e nasalado escapando pelos lábios alheios. ㅡ Só por me provocar, te desafio a fazer a coisa mais ousada que nunca faria comigo se estivesse sóbrio. ㅡ Mal acabara de dizer tais palavras, caiu no ledo engano se o outro não aproveitaria a deixa para então e de forma provocadora, se endireitar na sua posição.




ㅡ A coisa mais ousada, ein? Não sei se vai aguentar aquilo que tenho em mente, JoJo… Ou se você depois não vai querer chorar por mais… ㅡ As palavras escorregaram lentamente e com malícia da boca de Kishibe, que se havia acomodado com um joelho de cada lado das pernas de Higashiksta, as mãos segurando o rosto masculino e marcado de barba rala, algo que o mais velho amava ver no outro por o fazer parecer mais maduro; descaradamente se sentando no quadril alheio, antes de então atacar os lábios quentes com os seus, apanhando o jovem desprevenido, fazendo mesmo este ficar com o coração completamente descompassado, uma reação que nunca esperara de si mesmo. Era a primeira vez que beijava um homem e esse homem era seu melhor amigo. Melhor amigo este que pegava as suas mãos grandes e as repousava nas nádegas fartas, o fazendo as apertar, um som baixo sendo abafado contra os lábios do japonês, os sabores de vodka, tequila e outras bebidas que ali haviam sido consumidas se mesclando numa entrega que o rapaz cedera.




Mais calor, o seu corpo ardia num fogo pouco familiar, algo que nunca sentira no passado, nem mesmo com suas ex-namoradas. Era uma sensação diferente, como se ela fosse até mesmo certa, embora seu subconsciente emudecido pelo álcool gritasse a quem quisesse ouvir que aquilo era errado. Muito errado. Mas ao mesmo tempo certo, ainda mais a forma como famintamente as bocas se provavam naquele instante, as línguas se entrelaçando e se provando, explorando pela primeira vez o desconhecido que lhe era tão limitado por suas escolhas pessoais e crenças religiosas que sempre eram motivo para evitar fazer coisas que para o comum dos jovens, era mais que corriqueiro. As mãos de Rohan arranhavam com certa força a nuca de Higashikata, enquanto rebolava lentamente no seu colo em meio ao beijo; este por sua vez, apertava mais os dedos nas pernas alheias, seduzido pela tez alva e suave. Os suspirares haviam se tornando mais pesados até que o beijo tivera de ser apartado, o oxigénio se fazendo rarefeito ambos se entreolhando logo depois, o moreno de fios longos se sentando depois no colchão com um sorriso satisfeito, pois havia conseguido o que queria com tão pouco - fazer Josuke ficar duro por sua causa.




ㅡ Nunca pensei que ficaria duro por mim, JoJo… ㅡ Debochara, o sorriso travesso se alargando e marcando as bochechas alvas tingidas de vermelho por conta do álcool que haviam consumido. JoJo, por sua vez, estava afogueado, o rubor se intensificando pelo fato de estar excitado por conta de seu melhor amigo, seu confidente e acima de tudo alguém que sabia que mexia consigo de jeitos que nunca esperara acontecer. Jeitos tão errados de acordo com a sua religião que a vontade que sentia era de cavar um buraco bem fundo e ficar ali até expiar todos os pecados de si. Era muito errado em seus preceitos e lampejos de consciência, mas o desejo que sentia até naquele momento era prova de quanto seu subconsciente almejava aquilo em demasia. Logo desdenhou as palavras alheias, ouvindo a risada alta e escandalosa de Kishibe, a mesma que ele sempre dava alcoolizado e que comummente o fazia rir em seguida.




ㅡ Você me paga! ㅡ Dissera num tom brincalhão, mantendo a mão na coxa alheia, tão perto mas tão longe da virilha, talvez mais longe do que aquilo que o jovem de olhos verdes desejava. Fora nesse instante que pousara a mão sobre a maior, a fazendo deslizar por ali, os olhares se cruzando no mesmo instante que se atraíam um para o outro, as bocas novamente se colando, um beijo selvagem ali se iniciando, o dono dos cabelos verdes voltando a subir no colo alheio, puxando as mãos do amigo para a sua cintura esguia, esta que foi apertada com força medida, arrancando um suspiro abafado de si.




Não demorou para que Higashikata o deitasse na cama e se debruçasse sobre si, logo abandonando os lábios bonitos, para devorar em cada centímetro a tez alva, a boca marcando cada pedacinho que ali estava exposto para si a seu bel-prazer. As mãos do japonês mais velho arranhando os braços fortes e musculados que o envolviam de maneira gostosa e que silenciosamente imploravam por mais daqueles toques intensos que apenas o moreno lhe podia dar. Satisfação: era a palavra que identificava todo um sentimento que ambos conseguiam retirar daqueles movimentos e carícias que trocavam.




Os toques, beijos e mordidas evoluíram para algo mais, Rohan deixando Josuke fazer tudo o que desejasse de si, as roupas que ainda restavam no corpo magro sendo retiradas uma a uma, os lábios se encontrando novamente com um fogo que não lhes era conhecido até agora, o jovem empresário experimentando pela primeira vez o que era prazer de verdade: o ato de estar com alguém que o satisfazia nos seus desejos carnais mais profundos do seu ser. As sensações que perspassavam seu corpo naquele momento não se comparavam em nada com aquilo que havia sentido no passado - eram sentimentos de liberdade e desejo, e desejava mais de tudo aquilo. Já para Kishibe era o cumprir de um desejo que sempre tivera, e o melhor era melhor amigo aparentemente sempre quisera em seu inconsciente.




Josuke devorava a tez alheia com fome, uma luxúria bailando em seus atos, as marcas avermelhadas e arroxeadas começando surgindo em meio a sons de deleite que o outro soltava a cada sugar que a boca faminta fazia, as mãos grandes e ásperas deslizando pela tez alva e incólume de Kishibe, a tapeando e arranhando com suas unhas curtas. Se permitia chupar os mamilos alheios um por um, a destra massageando o membro mais que ereto do esverdeado que ali se contorcia em prazer, pedindo por mais, clamando o nome do empresário sem qualquer tipo de pudor. Os dígitos delicados puxavam o cabelo alheio, num pedido por mais toques quentes com a boca, que foram acedidos, a mesma deslizando pelo seu abdômen e baixo ventre, logo a língua úmida encontrando toda a extensão do pau melado e pulsante, que implorava por ser tocado pelo moreno. O músculo quente lambera toda a extensão, se permitindo depois abocanhá-lo por inteiro. Higashikata nunca antes havia pago um boquete a alguém, porém tentava lembrar-se daquilo que mais gostava quando recebia um, e fora assim que lentamente encetara num vai e vem gostoso com a boca, sentindo o outro arquejar as costas em deleite.




ㅡ Nunca pensei ver você ajoelhar para fazer outras coisas que não… Hmm… JoJo, m-mais…




Ouvia a voz rouca de Rohan implorar por mais, e fizera questão de lhe entregar aquilo que ele tanto desejava, a canhota brincando com seus testículos, os apertando suavemente enquanto a boca brincava com a glande inchada e melada de pré-gozo, sorvendo o mesmo como se fosse a bebida mais deliciosa que alguma vez tomara na sua vida. Lambera a extensão alheia novamente, depois descendo pela mesma enquanto seus lábios agora acariciavam as bolas de forma lenta, as tomando e sugando para si, o menor rebolando levemente o seu quadril, a entrada pulsante implorando ali por algum toque. Higashikata se permitira elevar o quadril com a ajuda de um dos travesseiros, as mãos apertando as nádegas alheias com certa força, depois as afastando de forma a expor o menor a si, a língua contornando aquela zona tão sensível, um puxar forte nos seus cabelos arrancando um gemer rouco do mais alto, que acabara pressionando aquele local com a língua, sentindo o outro estremecer.




ㅡ Quero mais… Hmmm…




Higashikata acedera. Simulou primeiramente alguns movimentos com a boca, e logo se entregara ali, se permitindo chupar e acariciar ali com seus lábios e o músculo quente ameaçava adentrar aquele local que era tão erógeno para o mais velho, que se deleitava em prazer; sentindo as mãos apertarem os seus fios, puxando os mesmos para tentar de alguma forma expressar o quão gostoso aquilo estava sendo, os sons ecoando pelo quarto de hotel de forma ruidosa. O sentia rebolar contra sua boca, aqueles movimentos tornando tudo mais excitante no sentido que o moreno desejava ver aquele corpo debaixo do seu, e cada vez tinha mais certezas em meio a sua ebriedade daquele fato.




Se permitiu chupar a entrada alheia, o ouvindo gemer de forma lânguida, as unhas curtas arranhando mais a nuca que já estava avermelhada daqueles toques, a canhota brincando com a ereção que estava pulsando tamanho o prazer que o outro estava sentindo, tremores gostosos prespassando por seu corpo curvilínea. As mãos de Higashikata deslizaram por todo o mesmo, palmilhando cada pedacinho e apertando as nádegas no processo com força medida, um sacolejar mais forte do corpo lhe indicando que o menor logo acabaria gozando, pelo que se permitira subir a boca novamente pelo pênis melado de pré-gozo, o chupando na glande inchada até sentir o melar quente na sua boca, se surpreendendo, era aquela a sensação de dar prazer a um homem? Se o era, era extremamente satisfatório. Sentiu seus cabelos serem puxados fortemente quando o outro ejaculara, chegando mesmo a mover o quadril algumas vezes enquanto fodia a boca do mais novo, antes então de o soltar por completo, ainda afectado pela letargia do orgasmo que tivera apenas com a boca alheia.




ㅡ JoJo, JoJo, nem parece que nunca chupou um homem na vida… ㅡ O ouvira falar numa voz ofegante e rouca, um sorriso sacana sendo notado por Josuke enquanto se sentava engolindo o gozo do menor no mesmo tempo. ㅡ Devia virar mais uma dose só pelo fato de me ter mentido, isso não pareceu boquete de inexperiente… Ou isso ou você sempre sonhou em me chupar… Volto a dizer, nunca imagin… ㅡ O aniversariante o silenciara, tomando seus lábios e debruçando o corpo sobre o alheio. Definitivamente seu senpai falava demais quando queria.




O dono do pompadeur agora desfeito logo sentiu uma das mãos alheias acariciar o seu volume dentro da calça ainda, o fazendo gemer baixo contra os carnudos de Rohan, os dedos deste habilmente já desapertando o botão da calça, ambas as mãos trabalhando no sentido de se livrar daquela peça que já incomodava ambos. Fora assim que, usando uma das mãos livres, baixou ambas as peças, logo se libertando, seu membro ereto roçando no semelhante, se permitindo encaixar nas pernas alheias de forma a roçar ambos os quadris de forma sensual.




Fora a partir desse momento que sua memória se dissipara, afogado no deleite e prazer a que haviam se acometido naquela noite louca.


10 de Fevereiro de 2021 às 00:56 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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Diana Ramos 27 anos e uma mente atribulada

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