felipe-rodriguez Felipe Rodriguez

Nos últimos 25 anos, a humanidade viveu a época mais pacífica de sua história, mas de repente tudo mudou. Em 2157 um vírus surgiu em todo o mundo, mudando assim a vida no planeta. Meu nome é Saphira e junto do meu irmão venho tentando sobreviver ao que agora chamamos de apocalipse. No dia que completei 22 anos algo estranho aconteceu, vários fragmentos do que aparentavam ser memorias e o rosto de 4 pessoas aparecem em minha mente, quem são essas pessoas e como elas podem me ajudar a acabar com esse caos?


Ficção científica Futurista Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#drama #futuristico #pangeia #vírus #aventura #açao #tragedia #irmandade #poderes #apocalipse #elementos
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Prólogo - o Fim?

Estávamos a dois dias fugindo, desde que entramos nessa bendita floresta tem algo realmente perigoso nos seguindo, eu e meu irmão somos fortes é claro, mas a aura que esse ser emana é incrivelmente ameaçadora.

– Ei Baby Blue, você não acha que deveríamos enfrentar essa coisa? -Pergunta meu irmão – Depois de tudo que passamos nossos poderes estão praticamente no auge, não deve ser tão difícil.

– Não sei Tobi, é melhor não – Respondo – Podemos até ser poderosos, mas algo me diz que se lutássemos contra aquilo seriamos mortos em segundos.

– Entendi... – diz – O que será que-

– Quieto, ouvi alguma coisa – interrompo – parece... barulho de água? -digo.

Alguns metros à frente nos deparamos com um rio cortando nossa passagem.

– Merda –digo

– E agora maninha, porque não usa aquilo de novo? – diz ele sorrindo brincalhão, já sabendo a resposta.

– Deixa de ser idiota, você sabe muito bem que não posso usar sempre – respondo um pouco irritada. Não muito longe ouvimos um rugido gutural, sinto como se minha alma fosse fugir do meu corpo, aquela coisa ta cada vez mais perto.

– Vem bundão, rápido vamos subir o rio – falo apressada – é provável que tenha um lugar que dê pra atravessar.

Corremos como se tivesse um monstro enorme nos perseguindo, o que não devia ser mentira, visto aquela porra de rugido absurdo. Depois de correr por pelo menos 2,5 quilômetros chegamos em uma parte do rio que parecia mais rasa, com o máximo de cuidado e pressa possível atravessamos para o outo lado, quando olhamos para trás vimos algo que arrepiou até o ultimo fio de cabelo, lá no meio da escuridão das árvores, um enorme par de olhos amarelos com fendas nos fitava, ao encarar aqueles olhos senti que eles diziam que mal podia esperar para provar nossa carne.

– E-Ei S-Saphira, acho melhor irmos logo – com a voz tremula meu irmão diz. Assinto rapidamente a cabeça enquanto giro meus pés correndo o mais rápido que conseguia.

Já estava quase anoitecendo quando encontramos um lugar para ficar, era uma caverna grande o suficiente para nós dois, mas pequena o bastante pra impedir algo definitivamente perigoso de entrar. Estava pensando o quão próximos estávamos de descobrir a verdade, quando sinto um arrepio causado pelo frio na caverna.

– Tobizinhoo – o chamo, ele se vira já sabendo que eu iria pedir algo.

– O que você quer, coisa chata? – Pergunta, claramente desconfiado.

–Nada demais sabe– falo– só quero que você vá pegar lenha para acendemos uma fogueira, ta frio–completo com um sorriso brincalhão.

Suspira alto já se dando por vencido, acompanhei com os olhos enquanto ele se dirigia pra saída da caverna com o dedo médio levantado para mim, gargalhei esquecendo por um tempo dos nossos problemas. Alguns minutos se passam até o retorno do meu irmão, durante esse tempo não consigo parar de pensar naqueles sonhos que ando tendo, é sempre a mesma coisa, um enorme lago com uma água incrivelmente clara e uma voz serena me chamando, dizendo algo que não entendo. Desperto do meu torpor com a chegada de Tobias, logo ele arruma os galhos para a fogueira.

– Ainda ta com seu isqueiro? – Pergunta.

– Não, devo ter deixado cair enquanto corria – respondo– vai ter que usar aquilo.

–É o jeito né –diz se virando pro que viria a ser uma fogueira– Incendia.

Da palma de sua mão surge uma pequena chama, ele a joga na direção da madeira acendendo-as, logo o ambiente começa a esquentar tornando-o mais confortável.

Depois de comermos, ficamos por um tempo discutindo o que seria feito, meu irmão também vem tendo esses sonhos estranhos, algo sobre uma deusa mãe, a única coisa que sabemos é que eles nos trouxeram até esse lugar, já era hora de dormirmos então decidimos quem ficaria de vigia da única maneira possível.

–pedra, papel e tesoura– falamos em uníssono– HA, GANHEI– comemoro

–Droga– resmunga– beleza, pode ir primeiro irmãzinha, te acordo em 3 horas, boa noite.

–Boa noite, bobão.

Arrumo minhas coisas e logo me deito, não demorou muito para que eu adormece-se, mais uma vez me encontro em no tão conhecido lago, mas com uma diferença, consigo ver uma silhueta de uma pessoa porém não consigo distinguir seus traços, vejo-a abrir a boca e dizer.

–Saphira, você está perto, mais uns quilômetros e você finalmente descobrira a verdade.

Tento perguntar quem era ela, mas como em todas as outras vezes minha voz não sai, vejo-a começar a se afastar, corro até onde ela está e quando finalmente a alcanço vejo uma luz e depois meu irmão me avisando que era minha vez de vigia e assim logo me ponho de pé. Me vejo perdida em pensamentos assim que escuto o primeiro ronco de tobi, tento em vão encaixar todas as peças desse quebra cabeça que ronda em minha mente, quem será aquela mulher? O que será que ela quer comigo? Será que isso está finalmente chegando ao fim? Essas perguntas sem resposta ficam aparecendo sempre. Ouço o bip do relógio avisando que já está na hora de irmos, vou até meu irmão e o acordo.

–Tomara que aquilo não esteja muito perto– tobi fala– ou que tenha desistido de nos caçar.

–é tomara que sim– respondo com um frio na barriga.

Tomamos um rápido café da manhã e partimos, seguimos por uma direção que meu irmão nos guiava, me pergunto se ele sabia por onde devíamos seguir porque viu isso enquanto dormia. Usando ferrum venti, Tobias abre caminho, após alguns metros nos deparamos com uma clareira a céu aberto, na extremidade oposta à nossa, uma única passagem, estreita o suficiente para uma pessoa por vez, felizmente não é uma passagem muito longa, assim que nos aproximamos da entrada ouvimos mais uma vez aquele rugido.

–E então acha que ele deixou de nos perseguir? – digo um pouco nervosa.

–Agora não é hora pra isso– responde–Vai você primeiro.

–M-mas, aquilo va– tento dizer, mas ele me olha com uma cara de quem não vai discutir isso–ok– acabo concordando

por onde passamos um tempo atrás era possível ver arvores sendo derrubadas, nos apressamos em ir para o outro lado, como fui a primeira Tobi acaba ficando sozinho.

Já do outro lado, vejo que estou no mesmo lugar com que venho sonhando, quando de repente ouço um barulho alto e meu irmão gritando para que eu fugisse, antes de poder me virar sinto algo diferente e rolo para o lado, no local em que me encontrava uns segundos atrás se encontra uma afiada e comprida estaca de madeira, sem nem ter tempo de reagir dessa vez sinto algo perfurando meu peito, todas as minhas forças vão esvaindo, com a que me resta me viro para trás e a última coisa que vejo é uma enorme criatura devorando o que até pouco tempo era meu irmão.

–Tobias– chamo fracamente antes de tudo se apagar.

1 de Fevereiro de 2021 às 02:28 0 Denunciar Insira Seguir história
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