lightsunstarmoon Vitoria Gomes

"Eu nunca tive alguém para chamar de família em todos esses anos. Eu agradeço a cada um de vocês...espero encontrá-los logo, Minha família..." Bastou apenas uma única árvore para a minha vida mudar por completo. Parecia tudo tão intenso, tudo tão complicado, mas sabia que com Claire e todos os meus amigos que eu fiz em Belpha, daria absolutamente tudo certo. Um toque, um olhar, uma guerra entre humanos e os sobrenaturais me fizeram abrir meus olhos, ver que os monstros novamente eram os humanos que estragavam vidas que viviam pacíficas. A pergunta que não se calava em minha mente era...eu iria conseguir ajudar Belpha a ser o mundo pacífico novamente?


Fantasia Épico Todo o público.

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°Prólogo°

Meu aniversário de 20 anos. Finalmente, depois de tantos anos esperando por isso…
Suspirei soltando a fumaça do cigarro entre meus lábios apagando o mesmo logo em seguida no muro que tinha atrás de mim. Voltei a andar com cuidado até o bosque, o bosque que tanto me chamava atenção…
Minha amiga Claire me esperava ali, já parada me observando de canto de forma cuidadosa, seu sorriso se abriu aos poucos e os olhos começaram a brilhar.

— Eu não acredito que você já está drogada, Luise…

— Bem, então acredite. Eu estou 100% drogada para essa aventura no bosque.

Ri alto colocando minhas mãos nos bolsos do meu casaco inclinando a cabeça levemente pro lado. O tempo frio e gelado na minha cidade melhorava o meu humor. Eu definitivamente amava o inverno.

— Bem...já que você está totalmente louca, melhor irmos antes que aconteça alguma coisa perigosa…

Concordei com a cabeça. Normalmente eu nunca iria concordar com ela, mas comigo já estando em um nível grande de loucura, era melhor não arriscar. Ainda tinha amor à minha vida de qualquer maneira.

Começamos a andar logo em seguida observando tudo em volta com cuidado. Enquanto andávamos, Claire falava sobre o trabalho e a vida dela, e claro, sobre o Bofe que tinha acabado de conhecer e já estava se iludindo.

— você é uma verdadeira trouxa, por Deus…

— Você só sabe me ofender, seu vocabulário não consegue passar da fase de ofender suas amiguinhas não?

Escutei ela me alfinetar, revirei meus olhos um pouco nervosa por isso, sem falar nada.

— Pelo menos eu me garanto em não ser trouxa com facilidade.

Retribui a alfinetada sem muita paciência para ela, era errado meter a cabeça dela em alguma árvore agora? eu espero que não, já estava a um passo de cometer esse ato agressivo.

Ela me encarou com uma certa frieza com vontade de me xingar, mas apenas se segurou para que não falasse um único palavreado naquele instante. A aposta que tínhamos feito estava de fato prestando para alguma coisa nesse momento.

Ela me empurrou levemente para o lado revirando seus olhos e logo em seguida rindo. A risada dela era a típica risada de uma hiena que provavelmente estava a um passo de morrer engasgado. Era engraçado até…

Sua risada acabou me fazendo ter uma crise de risadas junto com ela de uma maneira exagerada. Nossas risadas ecoavam por toda a floresta de maneira espontânea.

— Deveríamos procurar alguma coisa para fazer já que estamos aqui nesse meio de nada por causa de um pedido super esquisito seu…

— HEY! Me ofender é uma coisa, ofender meus gostos é outra coisa. Cada um tem seu gosto, sua palhaça.

resmunguei andando na frente um pouco mais apressada que ela, observando a mesma tentando acompanhar meus passos, o que me fez rir um pouco.

— Vou ofender mesmo, se não tivesse gostos estranhos, não estaríamos aqui neste lugar assustador

— E se você não fosse amiga da menina com gostos estranhos aqui do seu lado, eu tenho certeza que não estaria nessa coisa extremamente "assustadora".

— Se eu sou sua amiga, é porque claramente gosto mais de você do que imagina…

Encarei ela de canto e sorri enquanto ela me abraçava de lado, coisa que eu retribui em alguns instantes acariciando o cabelo dela de forma suave, era incrível como nossa amizade de infância durou mais do que eu mesma imaginava que iria durar.

— Vamos mais ao fundo dessa floresta? Eu sempre fiquei curiosa sobre o que tinha bem lá no fundo, já que ninguém foi para lá nenhuma vez na vida…

Falei de forma completamente normal, como se não quisesse nada. Na verdade eu apenas queria poder ver o que tanto tinha lá no final. O fato das pessoas terem medo de ir para lá e falarem que viram espíritos ou outras coisas, era o que mais me deixava intrigada entre isso tudo.

— Então foi por isso que você queria vim...estou me sentindo levemente usada agora, mas acho que dá pra te entender bem. Até eu estou curiosa sobre o que tem lá. Me pergunto se realmente tem espíritos ou seres sobrenaturais da floresta…

Encarei ela que me encarou de volta, não precisamos falar nem um "A", entendemos perfeitamente nossos olhares. Suspirei prendendo meu cabelo que era de certa forma, longo e cacheado e super complicado de prender.

Comecei a andar junto de Claire com bastante cuidado, sempre olhando em volta e nunca desviando em nenhum momento. Não sabia o que esperava por nós duas, poderia ser um estuprador ou até mesmo pior, canibais. Ok, talvez minha imaginação esteja maior do que o costume...mas quem nunca teve uma imaginação tão esquisita assim?
Acabei que por fim, fiquei tão perdida nos meus pensamentos estranhos, que me perdi na vida real também.

Bufei rapidamente colocando minha franja atrás da orelha enquanto andava de um lado para o outro procurando por Claire enquanto gritava repetidamente, a sensação de que algo poderia ter acontecido com ela, só fez meu coração apertar e um sentimento de culpa se apossar.

— CLAIRE?!

Gritei pela última vez o seu nome, o motivo de eu ter gritado pela última vez foi pelo simples fato de um cervo ter aparecido de repente. Ou eu estava muito louca ou eu de fato vi algum tipo de cervo azul. Encarei o local onde eu tinha visto ele levemente indignada e curiosa, segui para aquele caminho. De certa forma, eu podia sentir que ele queria que eu fosse junto, mas eu só não entendia o motivo...soltei um resmungo fascinada naquele ser de pelos tão brilhantes e azulados com seus olhos me observando atentamente sem desviar o olhar, a não ser quando ele precisava dar um pulo.

— Hey! Eu não vou te machucar…

Tentei tranquilizar ele, mas ele apenas saiu correndo novamente o que me fez correr atrás dele, a única coisa que me impediu de correr atrás dele naquele momento foi o fato de eu ter esbarrado com a Claire.

— Onde é que você que estava, Claire Hudson Walton?!

Falei com seriedade colocando a mão na cintura observando de cima a baixo. Pude perceber o olhar assustado dela, o que me fez segurar o rosto da menina de forma cuidadosa.

— Eu vi um portal…

Escutei ela falar e tentei segurar minha risada por longos minutos concordando levemente com a cabeça.

— Acho que quem fumou antes de mim foi você...está totalmente louca, portais não existem, Claire. Apenas em sonhos ou filmes...livros, sei lá, músicas…

Ela me encarou com um olhar extremamente agressivo me dando um forte tapa no braço que me fez soltar um gemido de dor.

— EU NÃO ESTOU LOUCA! Eu sei o que eu vi, entendeu?! Não sou uma maconheira igual você, sua maconheira.

Fiz uma careta revirando os olhos e sorri irônica cruzando mais ainda meus braços a olhando desafiadora.

— Me prove.

Falei por fim. O olhar dela continuou com uma certa raiva, mas ela apenas suspirou e me puxou para longe de onde estávamos para um outro lugar, o jeito estranho que a garota agia me fez perguntar se ela não bebeu antes de vir para esse lugar. Bem provável…

— Um Cervo. Uma espécie de fantasma, não sei! Ele só é um cervo azul meio branco, não sei explicar. Você precisa ver...se seguirmos ele, você vai entender o que eu estava falando…

Falava rapidamente sem descansar olhando para todos os lados. Encarei ela confusa ficando pensativa.

— Eu também vi um cervo azul...achei que estava ficando louca por causa das drogas.

Ri fraco tentando de alguma forma entender aquilo, era tão esquisito…

— Ótimo, não sou a única louca desse lugar infer-

Parou de falar por um momento.

Observei a mulher por um tempo meio assustada e logo olhei para onde a mesma estava observando. Claire estava encarando nada mais e nada menos do que o animal azulado que parecia brilhar naquela escuridão da noite.

Ele nos observava de maneira curiosa, disso eu tinha certeza. Os olhos brilhantes e o focinho mexendo como se estivesse captando nosso cheiro. Aquele momento foi o suficiente para ativar a minha curiosidade e a curiosidade de Claire, que deu um passo brusco na direção do bichano que saiu correndo em seguida. Sem pensar muito, minha amiga idiota correu atrás dele imediatamente me fazendo correr também, eu contava até cinquenta pra ter certeza que não iria ter um ataque cardíaco no meio do caminho. Meu sedentarismo é para valer!

Observei uma cena meio incomum na minha terra, não sei a de vocês. O azulado brilhante entrou em uma espécie de árvore que me fez encarar aquilo abismada.

— Ótimo. Drogas, por que fui me envolver nesse mundo horroroso?

Resmunguei comigo mesma passando a mão pelo meu rosto.

— Vamos! Seja lá o que tem do outro lado, talvez poderemos voltar depois…

— Ou talvez seremos mortas e nunca mais vistas!

Retruquei rapidamente tentando imaginar o que tinha no outro lado daquela árvore assustadoramente onde coisas passam por ela como se fosse algo normal.

— Quantas vezes você acha que vai ver esse tipo de cena na sua vida, Luise?!

— Eu não sei, talvez na minha morte?

Murmurei levemente em dúvida suspirando pesadamente e olhei para o tronco daquela coisa novamente.

— Vamos só ver e vim direto para a nossa terra natal.

Avisei sem a menor paciência, Claire comemorou soltando um gritinho e sem hesitar, colocou sua mão na árvore, na qual passou através do tronco me fazendo ficar de olhos arregalados.

E em poucos segundos, o corpo inteiro de Claire tinha sumido. Apenas restava a árvore que parecia me chamar aos poucos.

— Deus, saiba que a Claire que inventou de entrar.

Falei baixinho e corri entrando na árvore de uma vez, mantendo meus olhos fechados.

Eu não quero saber nem um pouco o que me espera do outro lado.

30 de Janeiro de 2021 às 03:42 0 Denunciar Insira Seguir história
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