karimy Karimy Lubarino

Sakura se vê obrigada a trabalhar em conjunto com o homem que destruiu um clã inteiro e devastou o coração da pessoa que amava. Porém as coisas não são tão simples e logo ela se depara a um abismo de dúvidas. Dividida entre o coração e a razão, é forçada a tomar várias decisões que a empurram cada vez mais para seu destino. Obs.: história escrita em 2016


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#romance #Uchiha #Naruto #Itachi #sakura #hentai #pwp #ino #Itasaku # #akatsuki #ooc
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O aniversário dele

Ele estava fazendo 17 anos e eu queria muito estar com ele, mas sabia que isso não seria possível e imaginava o quão indesejável minha presença seria para ele. Irritante. Talvez ele tivesse razão, talvez eu fosse mesmo muito irritante, a prova disso era que nem sequer havia aberto os olhos ainda e já estava pensando nessas coisas. No entanto, simplesmente não conseguia evitar.

Minha mãe e meu pai estavam fazendo tanto barulho na cozinha, que eu poderia jurar que poderiam estar brigando. Apostava ser mais uma daquelas piadas sem graça do meu velho Kizashi.

Abri meus olhos e sentei na minha cama, encarando a foto do time sete que estava na cômoda. O que ele deveria estar fazendo agora? Onde estaria Sasuke?

— Sakura, anda logo ou vai se atrasar! — gritou minha mãe, a voz já empolgada. Não fazia ideia de onde ela tirava tanta energia logo cedo.

— Já estou indo! — falei, e entrei no banheiro para tomar banho.

Por mais que eu tentasse afastar o Sasuke da minha cabeça, estudando e trabalhando, ainda não conseguia. Muitas coisas mudaram na minha vida desde que ele saiu da Aldeia, mas ele continuava sendo como uma mancha em minha pele, uma cicatriz impossível de se remover. Às vezes, parecia uma maldição.

Dei um largo sorriso ao chegar na cozinha e ver Ino me esperando enquanto minha mãe tentava empurrar uns bolinhos na boca dela. E, por mais que ela estivesse tentando rejeitar, acabou não tendo chances com as investidas da senhora Mebuki. Não poderia ter uma amiga melhor. Senti os meus olhos se encherem de lágrimas ao ver ela vindo em minha direção com aquele ar contagiante que ela tinha. Era tão difícil se fazer de forte, mais difícil ainda se fazer de forte perto das pessoas mais importantes da minha vida.

— E aí, testuda! Achei que não ia descer nunca mais! — disse Ino me abraçando, após engolir rapidamente seu bolinho.

— Não exagera, Ino! Vou só tomar um suco e a gente já vai — falei piscando para ela, enquanto caminhava até a mesa.

— É, filha, vê se não vai matar ninguém no hospital...

— Nossa, pai, você tem um humor tão esquisito!

— Para de perturbar a garota, Kizashi! — disse minha mãe, e veio em minha direção para apertar minhas bochechas.

Simplesmente odiava quando ela fazia isso!

— Para, mãe! Eu já estou indo — falei deixando o copo de suco em cima da mesa. Só bebi metade, não ia aguentar ouvir mais nada daqueles dois logo pela manhã! Era sempre do mesmo jeito, eles pareciam gostar de me envergonhar. Ino passou seu braço pelo meu e descemos as escadas.

— O que você tem hoje, amiga? Está mais rabugenta que o normal, e olha que o dia nem começou ainda. — Ino estava andando tão rápido, me puxando pelo braço, que parecia que ia alçar voo. Queria ter a animação dela para as coisas.

— Você não sabe, Ino? — falei baixo, fazendo com que ela diminuísse o ritmo.

— Saber o quê?

— Rhum... Hoje é aniversário do Sasuke, Ino porca! — falei tentando sorrir, mas ninguém me conhecia tão bem quanto ela.

— É mesmo... eu nem me lembrava. — Os olhos dela já estavam cheios de lágrimas quando a abracei. Às vezes me esquecia que ela também nutria sentimentos por ele.

— A gente vai ficar bem, Ino. — Não sei se estava tentando dar forças a ela, ou se tentava dar forças a mim mesma com aquelas palavras, mas ela era muito mais forte do que aparentava.

Ino era uma inspiração para mim, era do tipo de amiga que faria absolutamente qualquer coisa por você. Trazia flores quando você estava doente, emprestava uma roupa bonita quando não tinha o que usar e ainda sempre tão positiva e alegre... queria ser mais como ela e me orgulhava de tê-la por perto. Ela se soltou do abraço, assentindo para mim e enxugando as lágrimas que haviam molhado seu rosto.

— Sabe, Sakura, às vezes eu fico pensando em como seria se ele não tivesse ido embora, se ele não tivesse partido. E sei que você pensa sobre isso também, mas nós precisamos seguir em frente, nós precisamos ser melhores!

Viu o que eu falei! A Ino era demais. E daria para acreditar que ela falou tudo isso com um sorriso enorme nos lábios?! Apenas assenti para ela, me sentindo ainda mais sortuda por tê-la ao meu lado.

Logo após alguns minutos, já estávamos no hospital. Ino ainda aprendia ninjutsus médicos, enquanto eu já estava trabalhando bastante no pronto atendimento, mas muitas vezes ela me assistia e até me auxiliava. Não tinha ninguém em que eu confiasse mais do que ela. Bom, tinha a Shizune, mas não era a mesma coisa. Apesar de sempre ter me ajudado muito, principalmente nos ensinamentos de Tsunade, ela e eu não éramos tão próximas assim.

O dia estava tão chato, tinham tão poucas coisas para fazer, e eu pensei que viria para o hospital e me distraíria, mas não foi bem assim. Minha mente viajava, pensava em várias coisas e todas relacionadas ao Sasuke. Queria tomar um chá de esquecimento só para apagar ele da minha mente por pelo menos duas horas por dia! Ao menos já me sentiria mais aliviada.

Depois do almoço, fui até a sala onde Ino estava estudando, dei um sorriso para ela e me sentei ao seu lado com um pesado livro que peguei da prateleira, que falava sobre articulações.

— Melhor estudar do que não fazer nada — sussurrei para ela, e ela riu de volta para mim, mas logo depois entortou a boca, concentrando-se no seu ninjutsu.

Fiquei ali lendo e nem percebi o tempo passar, o que foi um alívio para mim, estava louca para ir embora. Olhei pela sala, mas não encontrei a Ino e fiquei um pouco triste: queria ter ido embora junto com ela. Apostaria que ela até me deu tchau, mas eu não percebi. Ela ficava louca da vida quando falava comigo, descobrindo de repente que eu não estava prestando atenção. Mas eu não fazia isso por querer, para minha defesa.

Peguei minhas coisas, me despedi das enfermeiras que vi pelo corredor e fui embora. Não tinha muito contato com as pessoas que trabalhavam no hospital. A verdade era que eu estava sempre ocupada estudando e treinando. Tsunade era uma mulher de fibra e, apesar do seu jeito hostil, uma pessoa maravilhosa e uma ótima Hokage, o que exigia de mim bastante esforço para conseguir acompanhá-la.

Cheguei em casa e minha mãe, como sempre, me passou um sermão, dizendo que tinha de tirar os sapatos para entrar, mas não dei muito crédito, só queria ir tomar um banho e dormir, sabia que estava cedo, mas não tinha fome e me sentia desesperada para que esse dia acabasse logo.

E foi o que fiz, tomei um banho, deitei na minha cama e refleti mais um pouco, pensando em como esse dia poderia ter sido pior. Confesso que ele sempre vinha à minha mente, mas, em dias festivos como esse, eu ficava sempre melancólica e mal conseguia me suportar. Dali a dois meses seria o meu aniversário... Nem queria imaginar como ficaria!

— Feliz aniversário, Sasuke! — sussurrei para mim mesma.

No entanto, ao me virar de lado, em direção à sacada do quarto, dei um pulo da cama com a visão que tive. Não pode ser, não pode ser..., repetia mentalmente ao ver aquele homem em pé, de costas para mim, com cabelos negros, pele clara e uma capa sobre seu corpo.

— Sasuke...?

18 de Janeiro de 2021 às 17:27 0 Denunciar Insira Seguir história
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