alexisrodrigues Alexis Rodrigues

Após os eventos da Saga de Hades, quando o mundo inteiro está em paz, Afrodite e Milo decidem se abrir um para o outro e ceder às emoções que tentaram reprimir.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#fluffy? #pos-saga-de-hades #AfroditeDePeixes #MiloDeEscorpiao #MiloDite #yaoi #cavaleirosdozodiaco
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notinhas rápidas: eu escrevi essa fanfic em 2016 (e de lá pra cá eu mudei muito como pessoa e isso mudou minha escrita). essa fanfic estava postada no nyah fanfiction (ou plus fiction), e no social spirit, e fazia parte de uma fanfic de Cavaleiros do Zodíaco que eu ia postar nesses sites (e que inclusive tava postada aqui, mas eu deletei porque vou fazer uma original, desisti de brigar com as coisas do Kurumada). eu não mudei muita coisa nesse texto além de ajeitar a formatação dele (basicamente é um yaoi de MiloDite que rola depois que tudo se resolve pós Saga de Hades), só decidi postar aqui porque teve gente interessada nela na live do InkBr <3

música tema da oneshot

~

Mesmo que a paz na Terra estivesse restaurada e tudo estivesse bem no Santuário, Afrodite, na Casa de Peixes, não conseguia pregar os olhos. Havia algo que lhe tirava o sono desde que tudo havia se resolvido, pois, na verdade, era a única coisa que ele não havia de fato resolvido.

Levantou-se de sua cama e deixou seus aposentos. Era tarde da noite, possivelmente era madrugada. A maioria dos cavaleiros e amazonas já estavam dormindo. Havia uma quietude reconfortante nas redondezas, agora. Enquanto atravessava algumas casas, o loiro sentia a brisa fria da noite beijar-lhe o rosto, fazendo seu cabelo dançar.

Passou pela Casa de Aquário, silenciosa e fria, onde Camus dormia. Passou por Capricórnio e Sagitário, igualmente silenciosas, e então chegou à Casa de Escorpião.

Imaginou que encontraria o escorpiano em estado semelhante aos outros cavaleiros, mas surpreendeu-se ao perceber que o loiro encontrava-se sentado nos degraus da entrada de sua Casa, observando a noite. Para a surpresa de Afrodite, Milo trajava apenas um short azul.

– O que acha que Atena diria se o visse com tão pouca roupa, Escorpião?

Milo baixou a cabeça, rindo um pouco.

– Não sei. Eu nunca me preocupei com isso.

Afrodite aproximou-se, sentando-se ao seu lado. Milo o fitou com um sorriso, incapaz de não notar seu pijama: uma calça de moletom e uma camisa de mangas longas, com estampa de peixes e de flores, típico dele.

– Diga-me, Peixes... – Milo o fitou. – Quando pretende mudar as estampas das suas roupas?

– Por quê? – arqueou uma sobrancelha. – Incomodado?

– Sim. Gostaria de vê-lo sem essas roupas coloridas, elas fazem doer meus olhos. Na verdade, gostaria de vê-lo sem roupa alguma.

Desta vez o pisciano arqueou ambas as sobrancelhas, sem palavras para retrucar, enquanto o escorpiano o encarava com malícia.

– Milo... – Afrodite desviou o olhar. – Nós não devíamos.

– Nós devíamos – o escorpiano insistiu. – Agora, mais do que nunca. Não há deuses para nos julgar e nos dizer o que fazer.

– Falando assim nem parece que serviu Atena – o pisciano fez uma careta.

– Atena não permitiria que ficássemos juntos, eu suponho. Acha que eu servia aquela garota mimada por gostar? Eu servia a deusa Atena, mas nunca pensei que Saori Kido fosse uma criatura tão tapada – bufou, fazendo Afrodite rir um pouco. – Chata e tapada. Como uma deusa não saberia se defender? Confesso que fiquei surpreso em vê-la lutar com as amazonas.

– Eu também. Ela nunca sequer tentou defender a gente, nem o coitado do Seiya, que sempre se matava por ela. Confesso que sempre tive vontade de esganá-la.

Milo riu.

– Acho que todo mundo, Dite. Mas me diga, por que acha que não deveríamos?

Afrodite desviou o olhar, cabisbaixo e pensativo. Milo sabia o que aquilo significava. O escorpiano repuxou os lábios em uma careta, compreendendo a situação.

– Às vezes eu sinto que deveria ter morrido com vocês. Se eu tivesse ido para o inferno ao seu lado, talvez não fossemos julgados por nada. Eu sei que tem medo do julgamento, mas Afrodite... – segurou o queixo do loiro, fazendo com que se virasse para olhá-lo. – Isso não importa mais. Nós fomos obrigados a esconder isso, eu nunca sequer pude cuidar de você como deveria para não levantar suspeitas. Eu não tenho medo disso agora. Nem que o próprio Zeus viesse e me matasse com um de seus raios... Eu não ligo para o que vão dizer. Eu te amo e sempre te amei e a opinião alheia não vai me parar por isso.

O pisciano não pôde evitar que algumas lágrimas enchessem-lhe os olhos. Não esperava ouvir aquilo nem em seu leito de morte e ainda assim, ali estava o homem que amava, disposto a enfrentar qualquer um que os impedisse de ficarem juntos.

– Deixe-me amá-lo como você merece.

Afrodite cedeu ao choro, abraçando Milo como se a qualquer momento alguém fosse tirá-lo de seus braços. O escorpiano afagou as ondas douradas dos cabelos de seu amante, acalentando-o.

– Me perdoe por tê-lo julgado... Brigado com você... Eu jamais deveria ter te machucado. Me perdoe por ter te abandonado.

– Não me abandone mais – o pisciano chorou.

– Nunca mais. Eu prometo.

Milo afastou-se um pouco, beijando-lhe a testa e enxugando suas lágrimas.

– Eu amo você.

Afrodite sorriu sem jeito.

– Eu amo você também.

– Quero, ao caminhar pelo mundo, que todos saibam que você é meu e eu sou seu. Nunca mais vou me esconder. Seremos o casal que deveríamos ter sido há muito tempo.

Levantando-se, ele estendeu a mão para ajudar Afrodite a se erguer, puxando-o para perto. Surpreendendo-o, Milo o apanhou em seus braços, fazendo com que Afrodite se apoiasse em seus ombros e girou no ar, aos risos. Quando parou, fitou o jovem de olhos azul-celeste e mordeu o lábio inferior.

– Eu estou doido para fazer esse seu pijama em pedacinhos.

Afrodite fez uma careta.

– Deixe meu pijama em paz, ele não fez nada de errado. Poderá tirá-lo... –mostrou um sorrisinho venenoso. – Se conseguir me pegar.

E então se soltou dos braços do escorpiano, correndo. O outro loiro correu atrás de seu amado sem pensar duas vezes, sorrindo ao perceber que ele corria direto para os seus aposentos.

Afrodite gritava e ria enquanto corria de um lado para o outro, e não demorou muito para ser apanhado pelo Escorpião, que o colocou contra a parede, imobilizando-o, ofegante.

– Ganhei.

O pisciano sorriu, encarando-o. O sorriso aos poucos se desfez e ambos entreolhavam-se fixamente, sentindo-se invadidos por sensações difíceis de descrever. Pela primeira vez, Afrodite sentiu-se livre. Sua vida lhe pertencia, ele era dono do próprio destino, pela primeira vez. Sentindo-se tomado por uma estranha urgência e coragem, ele afagou o rosto do escorpiano, fitando-o.

My heart is beating in a different way
Been gone such a long time and I feel the same
My heart is beating in a different way
Been gone such a long time

Milo aproximou o rosto lentamente, sentindo a respiração quente do pisciano. Encostou a ponta do nariz ao dele, sentindo seu frio e sorriu, sem jeito. Suas mãos alcançaram o rosto de Afrodite, deslizando sobre o contorno de seu rosto, e então seu polegar pousou sobre seu lábio inferior.

Will you miss me
(How did I, how did I how did I, oh)
When there's nothing to see?
(How did I, how did I how did I, oh)
Tell me, how did this come to be?
(How did I, how did I how did I, oh)
And now there's no hope for you and me

Lentamente aproximou seus lábios aos dele. Ambos fecharam os olhos, sentindo-se afogar em uma mistura de excitação e medo. Milo afastou-se por um momento, fitando-o, ansioso, e Afrodite o beijou novamente, agora se sentindo mais seguro, mais firme em seu beijo.

Sentiam uma estranha energia percorrer seus corpos, levados pela correnteza, afastando-os da realidade.

Afrodite deslizou as mãos sobre as curvas no pescoço de Milo até alcançar seus cabelos, afagando-os. O escorpiano afagou sua cintura, a princípio timidamente, e então com mais vontade, puxando-o para mais perto, sentindo seu membro enrijecendo, assim como o do pisciano. Beijaram-se mais intensamente até que o ardor se tornasse insuportável e Milo livrasse Afrodite de sua roupa de dormir.

Era a primeira vez que se viam nus desde que eram crianças. Entretanto, era uma época diferente, uma época em que eles jamais imaginavam que se apaixonariam.

Passaram alguns instantes contemplando a beleza de seus corpos, fascinados. Havia marcas de batalhas, tantas cicatrizes...

– Você é lindo – disse Milo.

– Você também é lindo – Afrodite sorriu.

O escorpiano segurou-lhe a mão, levando-o até a sua cama, onde deitaram-se lado a lado, observando um ao outro.

O loiro de olhos celestes deslizava as pontas dos dedos sobre o peito do rapaz de olhos marinhos, percorrendo seu braço, sua cintura e encontrando sua mão, a qual segurou com firmeza.

Diferentemente do pisciano, Milo gostava de explorar com os lábios, ao invés de somente as mãos. Aproximou-se de Afrodite, beijando os lábios rosados e percorrendo sua bochecha, queijo e pomo-de-adão. Alcançou-lhe o pescoço, onde se demorou. Ouvi-lo suspirar e gemer era música para seus ouvidos.

Ansioso, deslizou a mão sobre o peitoral do amante até sua cintura, enchendo seu peito e abdômen de beijos sobre beijos, embriagado de desejo, atiçado pelo perfume de sua pele.

Gentilmente fez com que Afrodite se deitasse de costas, a fim de segurar-lhe melhor a cintura, sentindo a maciez de suas curvas. Milo pairou sobre ele, beijando-o uma última vez antes de partir para as suas coxas, percorrendo uma trilha que o levou até os pés dele. O pisciano sentiu arrepios em sua nuca enquanto o escorpiano beijava-lhe a outra perna. Ao alcançar-lhe a virilha, Afrodite prendeu a respiração.

Milo sorriu maliciosamente, deslizando os dedos sobre o membro rijo do amante, segurando-o com gentileza para então começar a beijá-lo, percebendo que o outro loiro ainda estava tímido. Quando sentiu a língua quente e venenosa percorrer seu membro e os lábios do escorpiano o envolverem, Afrodite fechou os olhos, entregando-se a ele. Seus gemidos, antes baixos, começavam a aumentar se tom e intensidade. Suas mãos afagaram os cabelos de Milo, o que o provocou ainda mais, fazendo com que o sorvesse um pouco mais rapidamente.

As mãos do pisciano fecharam-se sobre os cabelos do loiro, tensas enquanto ele gemia. Milo diminuiu o ritmo até parar, arrancando um olhar desolado de seu companheiro. Imaginando que era o momento para retribuir, Afrodite sentou-se na cama, mas seu amante sorriu:

– Não, não, eu ainda não terminei.

E o deitou na cama novamente, posicionando-se de lado sobre a cama, dado o estado ereto de seu membro. Puxou o pisciano pela cintura, segurando suas coxas juntas e as erguendo.

Afrodite arregalou os olhos ao perceber o que ele ia fazer, mas não conseguiu lhe dizer que não era necessário. Sentiu os lábios e a língua do escorpiano deslizando em seu traseiro e desesperou-se, tentando se desvencilhar dele.

– Milo...! Eu não...! Não precisa fazer isso!

– Mas eu quero.

E tombou novamente a cabeça no travesseiro, sentindo-se tomado por um prazer cheio de culpa. Embaraçado, pego desprevenido. Quando Milo parou de beijá-lo entre as nádegas e baixou suas coxas, Afrodite sentiu-se aliviado. O loiro então tornou a dar atenção ao membro do amante, segurando-o e sorvendo-o. Parou de repente, deixando o companheiro desolado mais uma vez, e então lhe sorriu:

– Agora é a sua vez.

Seus olhos azul-celeste brilharam de excitação e ele jogou o escorpiano na cama, avançando sobre o mesmo, beijando-o e sentindo o próprio sabor. Sorveu Milo calmamente, a princípio, segurando-lhe os quadris, mas quando começou a acelerar, o escorpiano sentiu que queria mais do que aquilo. Tomou o rosto de Afrodite em suas mãos, interrompendo seus movimentos e puxando-o para um beijo.

Deitou o rapaz gentilmente sob si, beijando a curva de seu pescoço enquanto acariciava suas coxas. Afrodite ergueu os olhos para ele, ansioso, e Milo gentilmente segurou-lhe o membro, masturbando-o, fazendo com que gemesse. Sorrateiramente o escorpiano fez com que seus lábios encontrassem seu traseiro, erguendo as coxas do pisciano e as posicionando-as sobre seus ombros. O loiro gemia, encurralado pelo amante que o masturbava enquanto devorava sua intimidade. Ao estimulá-lo mais rapidamente, fez com que o loiro de olhos celestiais se contorcesse e gemesse mais alto e não demorou até que alcançasse seu limite e se derramasse sobre a mão do amante.

Milo então parou, libertando-o, observando os efeitos do êxtase que provocara, sorrindo ao ver a expressão de Afrodite.

– Vai me deixar terminar a minha parte? – perguntou o pisciano.

– Sim – o escorpiano sorriu. – Temos a noite toda para isso.

15 de Janeiro de 2021 às 23:38 0 Denunciar Insira Seguir história
3
Fim

Conheça o autor

Alexis Rodrigues Eu não sei mais quem eu sou, ehehehe :)

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