uma-pequena-escritora- Darya Kalliestê

Quando a noite não consegue mais esconder a verdade, as sombras o perseguem e o mal está à solta. Certo ou errado já não soam como existentes, aquilo que pensava ser surreal se prova mais de uma vez verdadeiro aos olhos mortais. O que se pode fazer sem força sobre-humana? Correr ou simplesmente ir a fundo? Nesse mar de loucura, não há verdades que não estejam apenas esperando para serem descobertas!


Fantasia Épico Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#demonios #suspense #fantasia #misterio #magia #anjos #tragedias #ceifadores
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Prólogo


Prólogo


Em um mundo onde a paz era apenas uma ilusão, onde o caos habitava, a vida cotidiana era quase rara. Alguns levantavam espadas contra a escuridão eminente, enquanto outros lutavam ao lado dessa destruição avassaladora. Enquanto o mundo chorava sangue, em um convento misto no interior local, uma jovem moça lá vivia...

Ela vestia seu paramento das cores presentes, preto e branco, como de costume e contra muitas de suas irmãs, ela deixava duas mechas de seu cabelo ondulado roxo escuro exposto. Ela era conhecida por diversos nomes como por exemplo: Senhora, Mama, Irmã, Moça dos céus e entre outros, mas aquele que predominava era: A Dama da Espada, Ayla. Afinal, ela era casada com um dos jovens caçadores, Amoz.

Naquele ano, naquela véspera, ocorria o maior festival da casa, A Grande Homenagem, onde todos que ali viviam, passariam um ano no bosque, em devoção aos deuses e anjos, por um ano inteiro. Mas naquele ano foi bem diferente, Ayla estava esperando um pequeno raio de luz, uma menina, sua filha, fruto do amor entre ela e Amoz. Mas não era o que os céus queriam, no nascimento de sua filha, o céu estava nublado, era noite de lua minguante quando houve apenas um apagão, e em segundos, não havia mais ninguém vivo naquele lugar, mas minutos antes, Ayla, que acabara de dar a luz, saiu para tentar defender sua casa, que já não existia mais naquele bosque escuro.

A chuva começou a cair, como em respostas às lágrimas, gritos e sangues derramados na noite, com a chegada da chuva, veio a chegada dos executores, que buscaram por sobreviventes, encontrando apenas a pequena menina recém-nascida de Ayla com Amoz e mais um menino de um ano escondido debaixo da mesa do lado de fora da casa. Ninguém esqueceu daquele dia em diante, que de 1.500 pessoas, somente 2 sobreviveram ao infortúnio e sem lembranças de absolutamente nada daquela noite sombria.


✶⊶⊷⊶⊷❍⊶⊷⊶⊷✶


5 anos antes


Eu cresci em uma casa, um convento, na verdade. Nunca fui de me abrir muito mas sempre tive dom de atrair encrencas e para evitar isso, as irmãs e padres me enchiam de deveres, desde domésticos a cuidar dos mais novos, e de toda aquela bagunça tinha uma pessoa com quem eu podia contar, Mikael.

- Acorda! - Sou sacudida rapidamente.

- O que você...Ah, perdão irmã - Falo sorrindo mas sinceramente com medo.

- Você está a minutos parada com o cesto de roupas em mãos...

Antes que ela falasse mais, sai correndo para fora da casa indo em direção ao riacho para lavar as roupas. Volto a andar com mais calma quando vejo algumas das crianças brincando de pega-pega, e outras rezando para os céus enquanto algumas somente conversando aproveitando a brisa da manhã.

- Bu!

Acabo deixando o cesto cair no chão, me virei pronta para bater em quem fosse mas encontro ele, sorridente e rindo da minha reação.

- Mikael...

- Vem, nunca foi até o limite da casa né? - Perguntou o mesmo segurando minha mão.

- Não mesmo, não podemos, regras Mikael! - Falo brava sendo puxada por ele.

- Então, por que você treina comigo desde sempre? - Ele me olhou esperando uma resposta que nunca veio - Certo, vamos!

Suspirei rendida, deixando o mesmo me levar, isso durou uns bons minutos de caminhada até chegarmos a um muro enorme depois de passar por uma pequena floresta.

- Uau.

Me desvencilhei de Mikael, aproximei-me do muro colocando minha mão na parede fria.

- Para que isso? - Pergunto me virando para Mikael.

Ele sempre foi mais alto que eu, sendo um ano mais velho com cabelos até os ombros de tom loiro e olhos tão escuros quanto o céu à noite.

-Eu Não sei, é isso que vamos descobrir - Ele falou dando de ombros com aquele sorriso de quem vai aprontar.

Mikael não esperou nem uma semana, no mesmo dia ele já estava com tudo necessário sobre a grande muralha da casa. Ele disse que foi feita para prevenir o que estivesse do lado de fora, por que algo grande aconteceu antes que assustou todos, bom, não que eu me importasse, afinal, eu só devia cumprir meus deveres e essas informações esquecer.


23 de Fevereiro de 2021 às 16:45 0 Denunciar Insira Seguir história
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