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ricky_hamer Henrique Carvalho

Em um futuro proximo, pós-apocalíptico, a história conta a experiência de uma jovem que se depara com estranhos visitantes que não parecem pertencer à sua época.


Ficção científica Viagem no tempo Todo o público.

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Prólogo

15 de fevereiro de 2021. Dia 439 da pandemia mundial.
Hoje escrevo mais um capítulo em meu diário. Se você está lendo essas páginas, eu provavelmente estou morta. Mas a morte é uma visitante ingrata que a maioria das pessoas aqui já recebeu em sua porta.
Quando esse vírus surgiu no final de 2019 alguns países não deram a devida importância... Infelizmente vivo em um desses países. Talvez eu tivesse melhor sorte se tivesse nascido na Alemanha ou no Reino Unido. O que restou desses países ainda é muito melhor do que restou ao meu redor. Lá, ao menos, as notícias são de que as pessoas recomeçaram suas vidas. Claro que todos tivemos que reaprender a viver... Quando o total de mortos passou de 350 mil a curva ganhou proporções exponenciais para as quais ninguém estava preparado. O caos foi total. A instabilidade política, a situação precária das pessoas. A guerra... Hoje estamos vivendo um dia após o outro. Sem grandes perspectivas. Muitas pessoas perderam tudo na guerra. Os fuzis e os canhões dos tanques nas ruas só não fizeram mais vítimas que o próprio vírus.
Eu vivo com um grupo de refugiados no que antes era um condomínio luxuoso da minha cidade. Hoje são destroços, mas o Thomas e os outros rapazes que tomam conta daqui conseguem nos manter seguros. Viver nesses tempos não é fácil! Uma mulher da minha idade, 36 anos, estava acostumada a viver uma vida ativa.
Mas depois de tanto tempo sem as coisas que tínhamos, já nem nos lembramos mais como era tê-las. Quem iria imaginar que viveríamos sem internet... Sem informação.
Nos acostumamos com os sons da guerra lá fora... Já faz 128 dias que não saímos para nada. A morte está à espreita além dos portões. Se você não morre interrogado pela milícia, pode morrer pelo contato com um dos infectados que vagam nas ruas em busca de abrigo e comida. Invadem o que encontram pela frente. Arrebentam portas, janelas... Eu devo dizer que tenho até sorte de estar onde estou. Aprendemos a viver em comunidade aqui. As pessoas tem suas funções. Cultivamos nosso próprio alimento. Cuidamos uns dos outros. E a única regra que conhecemos é: Ninguém entra. Ninguém sai. Hoje já encerrei minhas tarefas e espero ter uma noite tranquila de sono. É uma falsa esperança pois as noites nunca são tranquilas. Mesmo assim há sempre a possibilidade de sonhar.

1 de Janeiro de 2021 às 23:27 0 Denunciar Insira Seguir história
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