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Bereu Chan


Hoje é meu aniversário. Para mim, o melhor dia do ano e também, o pior. Tudo por culpa dele, sim, do Iori Yagami.


Fanfiction Para maiores de 18 apenas.

#The-King-of-Fighters #yaoi #romance
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Meu namorado sádico

Hoje é meu aniversário. Para mim, o melhor dia do ano e também, o pior. Tudo por culpa dele, sim, do Iori Yagami.

Estamos juntos há quatro anos e alguns dias. E cada ano que completamos juntos, ele me presenteia com algo mais constrangedor do que o outro. No primeiro, ele me deu um perfume feminino. Claro, eu não usei. Dei para minha mãe, dizendo que era um presente desse desgraçado.

Sim, ela sabe que eu sou gay e que somos namorados. No começo, ela não viu com bons olhos, mas depois fomos nos acertando.

No segundo ano, o idiota me deu uma lingerie vermelha. Para não jogar fora, dei a Leona. Eu jamais iria dar uma coisa daquelas para minha mãezinha. Não sou louco para levar uma tamancada na cara.

Já no terceiro, ele meu deu um vibrador — um daqueles enormes, que não sei como algum ser tem coragem de usá-lo. Fiquei puto da vida com ele, mas como sempre, ele me driblou.

Hoje será o quarto aniversário que completo com ele. Recebi um telefonema dele, dizendo que quer que eu passe em sua casa para comemorarmos nosso aniversário. Provavelmente vai ser a mesma coisa que acontece todos os anos: chego a casa dele, vamos para um restaurante elegante, depois para um motel de luxo e, por último, voltamos para sua casa para ele me dar seu presente — que sempre é um lixo que me deixa puto da vida.

***

Já deixei tudo preparando. Com certeza, ele vai adorar o presente desse ano. Os dos outros não se compara ao que planejei para esta noite.

***

Já estou à frente da casa dele. Peguei a chave, no meu bolso, que ele me deu no nosso segundo ano de namoro, e abri o portão. Adentrei e fui caminhando até chegar à frente da porta da sua casa.

Respirei fundo — eu tinha que me preparar para a noite agitada e estressante que eu iria ter.

— Hum... — murmurei, estranhando a chave não entrar no buraco da fechada. Voltei a insistir e nada. Depois de insistir várias vezes, explodi. — Abre a porta, maldito!

Eu batia na porta com bastante força. Eu não estava me importando com a droga da companhia.

— Calma, princesa. Pra que esse estresse? — perguntou calmamente, após abrir a maldita porta.

Como eu odeio esse maldito olhar, que ele lança para mim quando está zombando da minha cara.

— Você trocou a fechadura por quê?

Nem liguei para o fato de mais uma vez o idiota se dirigir a mim como se eu fosse uma mulher. Eu estava puto da vida por ele ter trocado essa droga; eu queria imediatamente a sua explicação.

Se for por estar trazendo outros homens aqui, eu o mato. Juro que o mato!

— Ah, a fechadura? — colocou a mão dentro do bolso e tirou algo que não deu para ver direito. — Eu ia entregá-lo assim que chegasse. — estendeu a mão para que eu a pegasse. Ao olhar direito, vi que era uma chave. — Troquei a fechadura por causa da louca da Leona. Ela tinha feito uma cópia da minha chave e estava trazendo homens para minha casa. Não gosto disso. — informou, me deixando mais aliviado.

Ainda bem que era apenas isso. A Leona é a irmã do Iori. Ela é muito boa, engraçada, o seu único problema é que ela é muito folgada. Se ele está dizendo que esse foi o motivo, creio que foi mesmo.

— Ainda bem! — soltei sério.

— O que foi? — riu após inclinar o corpo um pouco para o meu lado. — Achou que eu estava lhe traindo?

Maldito sádico! Por que ele consegue ler tão facilmente o que penso?!

— Não sei do que você está falando. — eu entrava aborrecido. Não queria deixar claro que ele estava certo. Ainda pude ouvir sua risadinha. — Hum... — murmurei, estranhando a mesa estar arrumada com alguns pratos, talheres e velas. — Nós não vamos jantar no restaurante? — questionei confuso.

— Dessa vez vamos jantar aqui mesmo. — avisou, trancando a porta. Fiquei o fitando se aproximar até o lugar onde eu estava. — O que foi? Você não gostou?

— Não é isso. É que só achei estranho já que normamente você me leva para algum restaurante da cidade.

— Nesse ano, eu quero algo diferente para nós. Chega da mesma mesmice! Mudar um pouco de vez em quando faz bem. — sorriu.

Por que diabos esse sorriso me deixou com um calafrio na espinha?

— Você tem razão. Mudar um pouco será muito bom. — forcei um sorriso. Eu estou com medo do que ele preparou para esta noite. Algo me diz que é pior que dos últimos anos.

Após seu comentário, começamos a arrumar à mesa com os pratos que ele preparou para jantarmos. Colocamos também vinho tinto, que ele tanto ama tomar, e começamos a jantar tranquilamente. E, enquanto comíamos ficamos jogando conversa fora sobre vários assuntos do dia a dia.

— Eu tenho algo para lhe dar. — informou após terminarmos de comer me fazendo engolir seco. O que diabos será? Eu realmente estou com muito medo. Conhecendo-o bem, temo pelo o pior. — Espere um minuto que eu já volto. — se levantou, indo em direção ao seu quarto.

Ai, meu Deus! Será que é algo ridículo como um boneco sexual?

Após alguns minutos, o vi chegar com uma pequena caixinha.

— Ainda bem que não é o que eu pensei... — sussurrei aliviado.

— O que foi que você pensou? — questionou ao chegar onde eu estava.

Como ele ouviu se eu falei bem baixinho?

— Nada não, coisas minhas. — forcei um sorriso para disfarçar. De repente, veio algo em minha mente. — Não me diga que você vai me dar brincos e colar de mulher? — indaguei assustado. Pelo tamanho da caixinha pode ser alguma joia.

— Você tem uma visão muito distorcida de mim. — inclinou um pouco o seu corpo para o meu lado e sorriu.

— Por que será, né? — soltei com sarcasmo. Ele sabe muito bem que eu tenho mil razões para desconfiar dos seus presentinhos.

— Aqui, seu maldoso! — abriu a caixinha, mostrando uma linda corrente de ouro com um pingente em forma de cruz.

Arregalei os olhos. Eu não acredito que, pela primeira vez, ele vai me dar um presente normal em meu aniversário.

— Muito obrigada, Iori. — peguei o colocar, fechando a caixa após dar mais uma olhada nele e, em seguida, beijei o sádico. Nesse ano, ele está merecendo. Está sendo um ótimo namorado.

Após cessarmos o beijo, ele riu para mim.

Voltei a me arrepiar.

Fomos limpando a mesa e levando tudo para a cozinha, colocando os pratos sujos na pia para mais tarde — ou amanhã. — lavarmos.

— Agora chegou a hora da parte mais importante. — começou, tirando algo do bolso. Ao reparar direito o que era, levantei uma sobrancelha.

— Não me diga que isso é para você vendar meus olhos?

Sim, eu já imagino o que esse maldito possa querer fazer. Provavelmente irá vendar meus olhos para mostrar o meu verdadeiro presente. E, o conhecendo bem, já sei que é algo que vai me deixar puto da vida.

— Ora, ora... Vejo que temos um Sherlock Holmes aqui. — espremi meus olhos por causa do seu deboche. — Agora deixe de ladainha, você vai amar o que vem pela frente. — foi seguindo até minhas costas para poder vendar meus olhos. Antes dele fazer isso, ainda dei uma olhada para ele, deixando claro que eu sei muito bem que eu não vou gostar.

Após meus olhos vendados, eu fui sendo conduzido pelo o idiota. Depois de vários passos, ele tirou a venda me fazendo não acreditar no que eu estava vendo.

— Mas que merda é essa?!

Senti uma imensa vontade de assassinar esse maldito ao me deparar com um cavalete, uma mordaça, velas, um isqueiro que está junto a elas; chicote, vibradores e outros assessórios loucos usados em sadomasoquismo.

— Você vai amar, vai por mim. — afirmou, depositando um beijo no meu pescoço. Imediatamente me afastei dele, virando de frente para ele. — O que foi?

— O que foi, o quê? — já perguntei com a voz alterada. — Eu não vou usar esses bagulhos não, muito menos aquele. — apontei enraivecido para o cavalete.

— Por que não? — se aproximou mais de mim, segurando bem o meu queixo, fazendo então que meus olhos ficassem fixados nos seus. — Você irá amá-lo...

Assoprou em meu ouvido, me fazendo sentir um arrepio até na minha espinha.

— Ainda aceito usar as algemas e a venda, mas o resto não. — eu disse firme. Não vou deixá-lo me driblar dessa vez, senão daqui a pouco estarei levando chicotada no lombo enquanto ele queima minhas costas com pingo de vela.

Tcs! — rosnou ao espremer seus olhos. Espremi os meus também.

— Sem tcs! É isso ou nada. — continuei firme, pois o maldito tem uma grande lábia, poderia tentar me convencer a aceitar suas loucuras.

— Ok, ok. — sorri animado ao vê-lo concordando. Não acredito que, pela primeira vez, eu consegui driblá-lo.

— Eu não quero usar isso. — falei ao vê-lo, vindo em minha direção, segurando uma coleira.

— Você não vai morrer se usá-lo. — reclamou. Revirei meus olhos. Decidi usar, pois realmente, não vou morrer se usar essa merda.

— Satisfeito? — resmunguei ao colocá-la. Já não bastava ser uma coleira, tinha que ter um puxador.

— Tanto que eu estou com uma enorme vontade de levá-lo para passear.

— Vai dar o cu! — lancei um olhar mortal para ele.

— Não seria o contrário? — perguntou, sussurrando em meu ouvido, ao pegar no puxador da coleira e me puxar mais para perto dele. O idiota deu um grande chupão em meu pescoço, o que me fez soltar um pequeno gemido.

— Fico me perguntando o que me faz gostar de você... — rezinguei após ele me jogar na cama e subir sobre mim sem soltar o maldito puxador.

— Quem sabe os meus 23 centímetros de puro prazer. — brincou ao aproximar seu rosto do meu, me deixando extremamente vermelho e rir, logo em seguida.

— Você não presta! — soltei entre o riso.

— Eu também te amo. — e, por fim, me beijou, iniciando a nossa noite de prazer.

É... Ele tem razão! Malditos 23 centímetros de puro prazer...

23 de Novembro de 2020 às 18:42 2 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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Kagura Way Kagura Way
To adorando esses dois. Já que não conseguiu levar ele para o cavalete . Colocou uma coleira nele . Sempre acaba levando ele para cama e usa seus brinquedos.
November 24, 2020, 18:26

  • B C Bereu Chan
    Fico feliz que tenha gostado. XD Escrevi essa, assim como a outra, como oneshots a pedido de amigos. XD Até que gostei de escrevê-las. XD November 25, 2020, 17:39
~