dcsales Danieli Cavalcanti

Ayumi e Hiroto são vizinhos desde a infância. Na manhã de 6 de agosto de 1945, eles estão a caminho da escola no Japão tentando lidar com dolorosas feridas do passado, não imaginando perdas maiores estão por vir. Quando a bomba atômica cai sobre Hiroshima, precisam esquecer suas diferenças e juntos lutar pela sobrevivência. Capa: Noona_capas



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I - Prelúdio do sol


AYUMI


O prelúdio do sol

Hiroshima, 6 de agosto de 1945.

9h40 da manhã


Estava olhando para baixo nos escombros da sombra e da tristeza. Deitada debaixo do céu tempestuoso me sentindo sem esperança e perdida abaixo da superfície. Quando as luzes se apagaram, acreditava que não podia ser salva. Ouvia gritos e pedidos de ajuda, muitos estavam presos como eu sem poder se mover. Quando ouvi a voz de Hiroto me chamando pelo nome, meu coração se esvaiu.

— Ayumi-san! Ayumi-san! — repetia preso não apenas aos escombros, mas a escolhas, decisões e vingança que nunca estiveram ao seu alcance controlar. O vento quente o havia arremessado para longe de mim, não mais do que ele já estava antes.

A vida pode ser uma prisão dos nossos remorsos e ressentimentos e não tem existência alguma a não ser que deixemos uma luz falsa brilhar crescer e alimentar o monstro que coexiste e nos destrói por dentro.

Uma falsa razão e uma choque com a realidade me fez querer fechar meus olhos por apenas um instante, eu queria sonhar com o paraíso onde não queria me sentir culpada por minhas ações e sentimentos, mas até meus sonhos eram dolorosos.

A voz tão próxima ao mesmo tempo tão distante me fez encontrar o desespero naquela manhã de 1945. Meu coração dava pequenos passos, mas meu corpo estava imóvel. Não sei por quanto tempo estava debaixo dos escombros, mas as vozes em formas de pedido de ajuda dos meus colegas de escola foram diminuindo e se apagaram com as chamas.

Uma bolha de ar me mantinha viva eu não sabia por quanto tempo. Hiroto chamava meu nome de tempos em tempos para saber se eu estava viva. Ele me dizia que eu não podia dormir ou poderia nunca mais acordar. Tudo o que queria dizer é que eu sentia muito pela forma como o tratei por todos aqueles anos, mas parecendo adivinhar os meus pensamentos tudo o que ouvi do meu vizinho:

— Ayumi-san, não se apegue a palavras não ditas.

Nossas vidas teriam a chance de brilhar um dia ou terminariam na escuridão?

23 de Novembro de 2020 às 00:01 0 Denunciar Insira Seguir história
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