misssiozo Miss Siozo

Shaka é um universitário veterano que precisou gastar parte do dinheiro da parcela de sua festa de formatura em uma emergência. Para repor esse dinheiro ele aceitou uma tarefa que parecia ser simples, mas degradante para seu status: ser babá de crianças.


Fanfiction Anime/Mangá Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#cdz #fluffy #comédia #universoalternativo #saintseiya #ikki #shun #mu #shaka
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Sábado

O resultado das contas na planilha de gastos não estava errado, ele mesmo refez os cálculos manualmente, fez uma busca minuciosa em cada fatura, notinha de supermercado, mas não teve jeito. O indiano sabia que parte do desfalque havia sido para ajudar um amigo que sofreu um acidente de moto e precisava comprar os remédios e produtos necessários para o tratamento, apenas não contava que seu gesto de generosidade em emprestar uma parte de seu dinheiro fosse deixar o virginiano “quebrado”. O orgulho de Shaka o impedia de falar com a família para pedir dinheiro, afinal eles não o apoiaram no curso de ciências sociais que foi fazer em uma universidade japonesa. Shaka sabia que Aiolia o pagaria, mas havia um boleto da parcela de sua festa de formatura que venceria na segunda-feira e não queria ter que pagar a multa.

A salvação para seus problemas caiu dos céus quando seu namorado Ikki disse que precisava fazer uma viagem a trabalho, que era a oportunidade de ouro que seu chefe deu a ele que é um estagiário e que não poderia deixar seu irmãozinho com a avó, pois a senhora já não estava muito bem da cabeça e havia colocado pimenta no lugar da canela em pó na mamadeira da criança. Com isso ele já conseguiria metade do valor da parcela, a outra metade viria da indicação que Ikki fez ao seu patrão quando eu topei a ideia de ser babá. Afinal, Shun já veio aqui antes com o irmão e é bonzinho, logo mais uma criança não faria tanta diferença, ele pensou ingenuamente. Mu, o filho de Shion que tem seis anos ficaria numa boa com o pequeno Shun que completaria três anos em poucos meses.

Shaka deu o seu melhor para deixar a casa pronta para receber as duas crianças nesse final de semana, alguns móveis foram afastados, colocou alguns protetores de tomadas extras que Ikki havia deixado lá da última visita acompanhado de Shun e guardou bem objetos importantes frágeis além de deixar seus cadernos e livros da faculdade bem longe do alcance dos pequeninos, pois seria humanamente impossível ficar de olho neles o tempo todo. O virginiano até assistiu alguns vídeos no youtube sobre cuidados com crianças, além de ter revisado as listas que o namorado enviou na tarde anterior que falava sobre os cuidados básicos de rotina e alimentação.

—Já vai! – disse o loiro quando ouviu a campainha tocar – Oi meu amor – deu um selinho rápido – Olá pequenos, como estão?

— Eu tô legal tio – respondeu o pequeno Mu – A gente vai passar o final de semana aqui? – eu assenti.

—Ikki, para que todas essas malas? Será apenas um final de semana, não uma mudança definitiva.

— Ah isso? Essa azul são as coisas do Mu e essa verde e a pequena ali são as coisas do Shun. Já as sacolas são alguns alimentos para o preparo nesses dias, não permitiríamos que gastasse seu dinheiro para que ganhasse dinheiro, isso não existe – fez um carinho na cabeça do irmão que estava sonolento em seu colo – Vamos acordar Shun?

— B-bom dia! – a vozinha infantil manhosa se manifestou no ambiente – Já chegamos nii-chan?

— Chegamos sim – Shaka sorria ao ver o lado doce de seu namorado que sempre se manifestava com seu irmãozinho caçula – Ah! O senhor Shion está no carro e eu preciso ir logo, pode mandar mensagem caso precise de alguma ajuda e o meu patrão disse – aproximou-se do ouvido para que somente o indiano escutasse — Caso o Mu dê algum tipo de prejuízo que ele arcará com os custos e disciplinará o filho, pois ele é um tanto hiperativo.

— Não me avisaste isso ontem – murmurou irritado.

— Vamos torcer para dar tudo certo – sorriu amarelo — Você é a pessoa mais calma e centrada que eu conheço, por isso que confio em ti para essa missão.

— Ikki...

— Relaxa meu amor, esse final de semana passará voando e eu irei te compensar – deu uma piscadela que Shaka sabia muito bem o que significava.

— Está bem. São apenas dois dias...

— Dois dias e acabou o serviço de babá – colocou o pequeno Shun no chão para adentrar a casa junto de Mu enquanto ele e o namorado levavam a bagagem para dentro de casa.

O pequeno Shun já conhecia a casa, mas Shaka precisou apresentar a casa para Mu que não foi difícil se familiarizar, afinal era uma casa pequena. Tinha um quintalzinho nos fundos o qual o virginiano costumava meditar e cuidar de algumas plantas, dentro da casa a cozinha era integrada com a sala, havia um quarto e um banheiro, no caso os meninos dormiriam nos colchões reserva que o indiano guardava para no caso de receber visitas. Após mostrar a casa, Shaka sabia que a parte mais complicada ao seu ver havia chegado, falar sobre as regras.

— Então Mu, agora que você já conheceu a casa, eu preciso falar sobre algumas regrinhas bem simples para a gente passar esse final de semana numa boa – falava no tom mais amistoso que conseguia para convencer o ariano.

— Regrinhas?

— Isso, regrinhas. O Shun já esteve aqui e se recorda de algumas, não é? – torcia para que o irmão do Ikki colaborasse com ele, assim ficariam mais fáceis as coisas.

— Lembro sim Shaka-chan! – o pequenino agora estava mais desperto e empolgado — Não pode mexer nas coisas sem pedir, nem puxar as plantinhas...

— Isso mesmo, Shun! – fez um afago nos cabelos verdinhos dele — Vocês podem assistir à televisão, mas não são todos os canais e ninguém aqui vai dormir muito tarde. Soube que você gosta de pratos vegetarianos Mu, não se importa de apenas os cozinhar nesse final de semana?

— Tá tudo bem Shaka-san, você não gosta de carne?

— De onde venho é tradição a gente não comer carne de boi, por exemplo. No meu caso eu não como quase nenhum tipo de carne, apenas peixe às vezes – caminhou com eles até a cozinha — E as regrinhas da cozinha, Shun?

— Não pode abrir a geladeira, se tiver com fome precisa avisar o Shaka-chan – ergueu os bracinhos pedindo pra subir na cadeira que era alta. O babá colocou os dois pequenos nas cadeiras.

— Eu prometo não demorar com as refeições de vocês, dificilmente vão precisar me pedir alguma coisa – sorriu — Vocês tomaram café da manhã?

— Eu tomei bem cedo e tô com fome já — respondeu o mais velho.

— Eu dormi o caminho todo, não deu pra comer nada — resmungou fofinho o mais novo — Ah! Shaka-chan! — chamou ele mais perto com o dedinho — Eu vou precisar de ajuda.

— Ajuda?

— É... pra ir no banheiro... — corou levemente — Eu ainda tô usando... – apontou para as calças.

— Ah sim! Já entendi Shun — ele sabia que o irmão do namorado estava desfraldando, só precisava usar fraldas ainda para dormir e garantir um sono tranquilo, mas durante o dia já aprendia a usar o peniquinho e Ikki se gabava orgulhoso de cada conquista do pequeno, afinal era quase como um pai para o irmãozinho — Mu, você pode esperar um pouquinho enquanto eu ajudo o Shun? – viu a criança assentir — Quando a gente voltar eu preparo algo gostoso pra gente comer.

...

Tudo parecia estar indo melhor do que Shaka havia imaginado. Ele havia ajudado Shun com o “probleminha” do banheiro, depois fizeram um lanchinho da manhã e os meninos foram assistir na televisão o desenho animado favorito deles que o indiano havia encontrado no youtube, o que foi uma ótima distração para que ele preparasse o almoço. Depois do almoço os três ficaram de preguiça no sofá e o virginiano cansado do jeito que estava não demorou muito para ceder ao sono.

— Shun-kun, tá acordado? – chamou baixinho.

— Oi Mu-kun, tô sim — respondeu se espreguiçando — Vai querer brincar?

— Quero sim – deu um sorriso malandro — Que tal a gente brincar de pintar?

— Eu vou pegar os gizes de cera e as revistinhas de colorir lá na minha mala. Espera um pouco.

— Eu tava pensando em redecorar a pintura da casa.

— Não pode pintar as paredes da casa do Shaka-chan, ele não deixa. Uma vez eu pintei lá fora e ele e o Ikki ficaram bravos — trouxe os materiais consigo desajeitadamente — Melhor pintar as revistinhas.

— Tá bom! — acabou cedendo ao mais novo — A próxima brincadeira eu escolho, ok?

— Qual brincadeira? Estou curioso.

— Que tal... — pensava um pouco até olhar para os cabelos do seu babá — Que tal salão de beleza?

— Gostei da sua ideia! Acho que vou colorir mais rápido o desenho para a gente começar a sua brincadeira.

— Vai ser muito legal — deitou-se no chão para colorir a revistinha — Daqui a pouco a gente pega as coisas de cabelo, acho que dá pra usar isso aqui para pintar o rosto — apontou para seu estojo com tinta guache.

Os meninos pintaram rapidamente os desenhos das revistinhas para começarem logo a brincadeira sugerida por Mu. O ariano começou a “embelezar” o Shun, ele viu que havia trazido glitter rosa e aproveitou para colocar na “maquiagem” e no cabelo do pequeno. Já o virginiano penteou os cabelos de Mu e fez uma trancinha frouxa desajeitada, o que foi muito para a pouca coordenação motora do menino e também pintou o rosto dele com uma estrelinha amarela.

— Shun, nós ficamos muito bonitos! Não acha que o Shaka-san ficaria bem também depois de passar pelo nosso maravilhoso salão de beleza?

— Melhor acordar o Shaka-chan pra fazer isso direito.

— Não! É melhor a gente fazer uma surpresa pra ele. Você me ajuda?

— Tá bom! O que nós vamos fazer primeiro?

— Que tal o cabelo? — pegou a tesoura sem pontas.

— Não corta o ‘belo dele, não. Ele gosta dele grande e meu nii-chan também – protestou fazendo biquinho.

— Então vamos pintar porque esse amarelo tá sem graça — resmungou o menino de cabelos lilases — Eu acho as cores dos nossos cabelos bem legais e alegres, que tal a gente usar elas?

— Êêh! — colocou rapidamente as mãozinhas sobre a boca ao perceber que falou um pouco mais alto do que deveria e ver que Shaka se mexeu um pouco — Ele ainda tá mimindo — suspirou aliviado.

As crianças continuaram a fazer “arte” agora nos cabelos de sua babá temporária, usaram o final da tinta guache e tiveram que improvisar com canetinhas, aproveitaram elas para pintar as unhas dos pés, já as das mãos os pequenos acabaram desistindo pelo nível da dificuldade, pois a posição do indiano não ajudava muito. O sono do universitário estava mais pesado do que o próprio desejava, mas era a consequência de ter dormido tarde por adiantar seus estudos para que conseguisse cuidar bem dos meninos os quais foi dada a ele a confiança.

— Falta só uma maquiagem bem bonita — disse Mu em dúvida sobre qual cor escolhia — Azul ou vermelho para a boca?

— Azul é bonito!

Quando o mais velho foi passar o “batom” azul em Shaka, ele finalmente se mexeu e acordou. Foi um choque ver como os pequenos conseguiram fazer uma enorme bagunça neles mesmos, mas o susto maior ele tomou ao olhar o seu reflexo pelo espelho da sala. Mu ria de sua traquinagem e Shun o encarava com uma expressão confusa.

— Mais o que foi isso?!

— A gente tava brincando de salão de beleza — respondeu o ariano.

— E quem falou que eu queria participar? — sua expressão estava séria.

— Era pra ser uma surpresa. Você não gostou Shaka-chan? — o menino mais novo começou a chorar.

— Ah Shun! Vem cá — pegou a criança no colo e deu um afagozinho nos cabelos até que ele começasse a se acalmar — Não precisa chorar, eu só não gosto muito de surpresas. É por isso que eu sempre peço para que me perguntem sempre que quiserem fazer algo. Não quero que ninguém se machuque e isso poderia ter acontecido enquanto eu tirava uma soneca, me desculpem por isso.

— Desculpa, Shaka-chan — abraçou-o pelo pescoço — Eu não vou fazer mais.

— Foi mal aí, Shaka-san — ele queria implicar com o babá, mas não queria fazer o novo amiguinho chorar — Desculpa Shun-kun, não queria te fazer chorar. A ideia foi minha — confessou o “crime”.

— Depois nós conversamos melhor sobre isso, todo mundo aqui está precisando de um bom e belo banho — ainda carregava o pequeno que não desgrudava do seu colo — Precisamos arrumar essa bagunça também e ainda vou fazer o nosso jantar.

— Tá bom, mas eu vou tomar meu banho sozinho — respondeu Mu.

— Tem certeza de que vai querer tomar banho sozinho, mocinho? Vai ser difícil tirar todo esse glitter do seu cabelo.

— Eu sou grandinho e vou dar conta Shaka-san — algo dizia para o indiano não confiar nas palavras do infante.

— Tudo bem, você pode ir primeiro enquanto eu e Shun começamos a ajeitar as coisas aqui. Quer ser o meu ajudante, Shun?

— Ajudo sim, Shaka-chan! — já estava mais animadinho e quase não havia rastro do choro.

Enquanto os dois virginianos ajeitavam a bagunça na sala, Mu estava sozinho no banheiro. Com algum custo ele conseguiu abrir o registro do chuveiro e estava se saindo relativamente bem, até porque a bagunça que Shun fez em si foi pouca comparada à que ele fez no amiguinho e no babá. Ele teve a ideia de tampar o ralo e sentar no chão do box para brincar de piscininha. Depois que Mu se levantou e decidiu finalizar o banho um problema aconteceu, ele não conseguia fechar o registro do chuveiro e o banheiro estava ficando alagado. Não deu outra e ele logo foi gritar por ajuda do seu babá:

— SHAKA-SAN!!!! AJUDA AQUI!!!

— O que houve Mu? — abriu a porta em rompante e viu a água escorrer para a sala — Pelos Deuses! — foi rapidamente fechar o registro de água e abriu o ralo.

— Eu só queria fazer uma piscininha pra brincar um pouco no banho, mas não consegui fechar ali — deu um sorriso amarelo.

— Ai Mu! O que eu faço com você? — o indiano massageava as têmporas — Vou precisar ligar para o seu pai depois dessa.

— Por favor, não liga pro papai! — implorava o menino.

— Vamos sair daqui primeiro. Preciso secar isso aqui antes que o Shun entre aqui e caia.

O clima ficou tenso depois da última peripécia do ariano. Shun e Shaka tomaram banho juntos e como o babá estava muito cansado não conseguiu preparar o jantar e acabou pedindo uma pizza vegetariana pelo aplicativo. O cunhadinho até tentava puxar assunto falando coisas bobinhas de criança e o namorado de Ikki tentava falar um pouco para não o deixar triste. Depois da pizza as crianças estavam cansadas e foram dormir cedo, pois não haviam cochilado à tarde.

O loiro decidiu pegar o colchão da própria cama para dormir com as crianças na sala, assim teria a certeza de que passariam a noite bem. Geralmente quando Ikki e Shun passavam a noite na casa do indiano eles dividiam a cama, o pequeno ficava entre eles para que não houvesse risco de queda. A dinâmica hoje era diferente, então precisariam se adaptar para algo seguro para as duas crianças. Antes de se deitar, Shaka havia conversado com Shion por mensagem, o pai da criança desculpou-se e explicou um pouco sobre o gênio difícil de Mu, também deu algumas dicas sobre o que o menino gostava para que eles pudessem passar bem o domingo.

— Estão tão bonitinhos, parecem dois anjinhos dormindo — murmurou para si mesmo — Espero ter mais sorte amanhã.

E assim os três foram dormir naquela noite de sábado. Mu estava do lado direito agarrado com sua pelúcia de carneirinho. Shun estava no meio com seu inseparável paninho de dormir e se remexia procurando uma posição mais confortável para dormir, era possível escutar o leve ruído do atrito da fralda com o pijama. Shaka estava na ponta esquerda voltado para os meninos, zeloso. A noite não reservava mais surpresas e passou tranquila como nas preces do babá.

14 de Novembro de 2020 às 00:00 0 Denunciar Insira Seguir história
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