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scargreystoke Scarlett Greystoke

- O quanto perdemos de nós mesmos, quando nos entregamos á alguém? Eu, perdi muito, perdi minhas cores, parte de meus amores, minha coragem, parte de meus poderes, minha pureza, minha FÉ. Principalmente em mim mesma e em outros homens. Ao meu lado mais 8 vidas se perderam. E por elas hoje eu escrevo. 𝑷𝒂𝒓𝒂 𝒕𝒐𝒅𝒂𝒔 𝒂𝒔 𝒏𝒐𝒗𝒆 𝒓𝒐𝒔𝒂𝒔 𝒎𝒐𝒓𝒕𝒂𝒔 𝒑𝒐𝒓 𝒒𝒖𝒆𝒎 𝒖𝒎 𝒅𝒊𝒂 𝒆𝒖 𝒋𝒖𝒓𝒆𝒊 𝒍𝒖𝒕𝒂𝒓. *Conto Complementar ao livro MAESTRO*


Suspense/Mistério Para maiores de 18 apenas. © Todos Os Direitos Reservados

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Annie

𝑳𝒂𝒄𝒆𝒚 𝑺𝒕𝒓𝒖𝒎 𝒖𝒎𝒂 𝒗𝒆𝒛 𝒆𝒔𝒄𝒓𝒆𝒗𝒆𝒖:

" ―𝑽𝒐𝒄𝒆̂ 𝒕𝒆𝒏𝒕𝒂 𝒐 𝒔𝒆𝒖 𝒎𝒂́𝒙𝒊𝒎𝒐 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒂𝒑𝒆𝒓𝒇𝒆𝒊𝒄̧𝒐𝒂𝒓 𝒔𝒖𝒂𝒔 𝒆𝒙𝒑𝒍𝒊𝒄𝒂𝒄̧𝒐̃𝒆𝒔

𝑽𝒐𝒄𝒆̂ 𝒎𝒆𝒏𝒕𝒆, 𝒂𝒕𝒆́ 𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒍𝒆𝒔 𝒏𝒂̃𝒐 𝒕𝒆𝒏𝒉𝒂𝒎 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒑𝒆𝒓𝒈𝒖𝒏𝒕𝒂𝒔".

E durante muito tempo eu fui essa mulher. Por ele eu mentia e menti até que se tornou parte de mim como meu idioma materno.

O meu nome é Anya Jones, e essa é a minha história.

𝑷𝒂𝒓𝒂 𝒕𝒐𝒅𝒂𝒔 𝒂𝒔 𝒏𝒐𝒗𝒆 𝒓𝒐𝒔𝒂𝒔 𝒎𝒐𝒓𝒕𝒂𝒔 𝒑𝒐𝒓 𝒒𝒖𝒆𝒎 𝒖𝒎 𝒅𝒊𝒂 𝒆𝒖 𝒋𝒖𝒓𝒆𝒊 𝒍𝒖𝒕𝒂𝒓.

*Nota da autora: Este livro contém gatilhos para pessoas sensíveis e só deve ser lido por maiores de 16 anos, contém cenas com demonstração de depressão, assassinatos, tortura psicológica e entre outros tipos de violência, favor ler com cuidado. *

━━━━━━━━━━ 🌹 ━━━━━━━━━━

Oi, eu me chamo Anya, Anya Jones. Para as minhas amigas eu sou a Annie, para minha mãe a pequena Annie, para o meu irmão mais novo sou o motivo dele agradecer todos os dias a Deus por ter nascido um homem. É ser mulher não é uma tarefa fácil, mas você provavelmente já sabe disso, então vamos ao que interessa. Você quer me conhecer não quer? Essa tarefa não será muito difícil nessa primeira parte, é só seguir o meu raciocínio. Pronta? Vamos lá, eu sou uma garota negra, norte americana que nasceu na preferia, mas teve a sorte de se mudar para um lugar que o restante da sociedade julga como menos perigoso, e eu julgo como estranho o suficiente para que eu possa morar e me sentir em casa.

Este lugar é a vila de Greenwich, o número da minha casa termina em 13 e eu nasci no mês que tem o nome igualzinho ao da minha tia favorita May (maio), e o dia do meu aniversário é o sétimo. Suficiente? Não?

Então vamos continuar, o meu cabelo é o tipo difícil de pentear, sim esse mesmo que você tá pensando, enrolado e grosso, e isso acabou causando um certo estranhamento... O que? O que eu tô fazendo?

Preconceito, ok? É essa a palavra, irmãos, o meu cabelo gerou um certo preconceito entre as outras meninas do meu bairro, preconceito que me seguiu até aqui para esta escola onde eu estou me mudando hoje. E não sejam bobos tá? É óbvio que não foi só o meu cabelo, foi o conjunto.

Não se enganem, eu não sou do tipo das que tentam se adequar a maioria, até porque eu fui criada em uma casa onde duas mulheres sempre me ensinaram que tudo o que eu sou e represento, também é uma forma de protesto, contra o quê?A má e velha segregação, a má inferiorização, os maus e velhos costumes e hábitos que após anos longos de vivência e estudos decidimos chamar de racismo.

Mas essa história não é sobre isso, essa história é sobre o que pode acontecer a você quando o motivo que faz você querer parar de protestar e tentar se adequar aparece, e quando isso acontecer você terá de estar atento para não perder a si mesmo, como eu me perdi.

Era uma manhã ensolarada e o meu primeiro dia de aula no S.T George high, eu havia sido aceita ali por duas razões a primeira, minhas notas e a segunda meu padrasto faz parte da divisão policial do local então a boa reputação do trabalho ajudou bastante.

A tarefa de se enturmar eu não achei que fosse ser difícil, afinal Maria está aqui, ela tem sido a melhor amiga que eu pude encontrar desde que mudei pra este lado da cidade, e eu honestamente não sei o que faria de mim sem ela. E é ela quem está caminhando ao meu lado agora, me ensinando como trancar seguramente o meu armário e me contando sobre a ideia dela de escolher alemão ou francês como sua segunda língua estrangeira.

― E você se tivesse de escolher?
― Eu sempre achei francês um porre. Mas alemão me parece agressivo demais, vou ficar entre Espanhol e italiano mesmo.
― Você como sempre apegada ao latim.
― Não é atoa que eu durmo no seu quarto duas vezes por semana.

Tem sido assim desde sempre, conversamos sobre coisas triviais que não se atrapalham entre os nossos dois anos de diferença na idade, e seguimos em frente sorrindo e aprendendo juntas, ou pelo menos esse era o plano do dia até ele aparecer.

Ele era o problema, se essa palavra ganhasse forma humana, mas por algum motivo eu me senti atraída por essa encrenca, cabelos pretos cobriam sua cabeça com rebeldia lhe alcançando o pescoço, olhos negros e profundos que pareciam esconder milhares de segredos, o andar curvado e solitário de quem tentava não ser visto e nem entendido.

E eu curiosa que era quis saber quem ele era.

― Christian Kennegan. ― Minha amiga me respondeu, enquanto continuávamos seguindo o tal garoto com os olhos.
― Filho do candidato a senador Robert Kennegan, quer uma dica? Fique longe dele! ― Eu deveria ter seguido o tal conselho, mas não o fiz.

Semanas depois ele havia mudado de figura, as cores escuras e o jeans surrado sumiram, e agora ele se vestia como qualquer outro garoto de sua idade, agora eu sabia sua sala se encontrava a dois corredores de distância da minha, eu não sei explicar o que ele tinha que me fazia ficar tão ansiosa para vê-lo, fosse nos pátios ou nos corredores, todos os dias mas ele nunca me notava. Mais algumas semanas se passaram e eu vi outros começando a andar com e ele, e de repente o animal solitário e diferenciado que eu observava, agora é só o mais magro de olhar instigante em meio a meninas que suspiravam por seus mistérios, e caras que sempre que podiam se aproveitavam de seu intelecto. E de início era assim que o via, até que um dia eu resolvi questionar pela segunda vez a aquela altura.

― E o que há de tão errado com ele?Quer dizer há meses atrás você me disse que não era bom se aproximar de homens mimados, mas ele não me parece ser isso.

― Você quer a verdade? Sim ele é um mimado, um riquinho nerd e mimado, e para piorar, o estilo que você via e agora não vê mais, era a forma dele de se rebelar contra os pais conservadores e restritos que tem, agora com as eleições á caminho ele vai fingir ser tudo o que ele não é, para ser capaz de aparecer nos jornais, programas de TV e anúncios de campanha, e quando o pai dele vencer vai começar tudo de novo.

― Ah entendi, ele é um duas caras. Por quê não me disse logo?
― Achei que você fosse esquecê-lo! ― Eu não esqueci, nem no dia seguinte, e muito menos na semana que seguiu, aquele rosto chegava habitar meus sonhos e quando cheguei a reclamar do assunto para a única mulher do mundo que eu pensei que não me julgaria, tudo o que ela fez foi gritar: ― Finalmente! ― Disse minha mãe, a senhora Marión Jones, é a minha maior inspiração em todos os sentidos, menos nesse que é onde ela vibra e dá pulinhos quando uma coisa que para mim ainda não faz o menor sentido acontece.

― Finalmente o quê?― Devolvi já com as sobrancelhas levantadas e a careta de confusão completamente exposta.
― Você está apaixonada! ― Ela afirma com um grande sorriso no rosto fazendo uma longa pausa entre cada palavra.
― Não, não estou.
― E como quer discordar de mim se menos de meia hora atrás, estava me dizendo que não faz ideia do que você está sentindo?

― Ok, mas como eu faço isso parar? ― Era tudo o que eu queria, paz para pensar de novo, até na minha escrita o rosto dele invadia, onde quer que eu me imaginasse a possibilidade de ele estar surgia, tal frequência me fazia pensar que eu estava delirando.

― Você não faz Annie, é uma coisa ótima. O amor é o sentimento mais nobre e mais lindo que se pode sentir, você não deve ter vergonha disto.
― Tá bom mãe, mas o que é o "isto"?
Ela suspira, coloca a mão direita sobre um dos meus ombros e ainda com o belo sorriso exposto me diz.
― Você só irá descobrir quando viver.― Bela resposta não? Isso não foi o suficiente para mim, e não deveria ser suficiente para ninguém que se quer ver como alguém inteligente. Eu decidi que iria investigar isto a fundo.

Eu li por horas a fio, de romances clássicos a artigos no Google, nada me satisfazia nada me dava a resposta de que eu precisava, nada era suficiente até o dia em que eu literalmente caí e entendi finalmente, do que a tal paixão se tratava.

― Você está bem? ― Ele questionou enquanto tentava me ajudar a levantar, foi um pequeno e desastrado acidente, e o meu escorregão no chão molhado me fez cair bem no meio do caminho dele.
― S-sim. ― E quando com o auxílio daquelas mãos que pareciam não ver o sol há anos luz, e olhando diretamente para aqueles olhos eu percebi que estava rendida, eu precisava entendê-lo, desvendá-lo e conquistá-lo.

Do contrário a minha fome me consumiria.

7 de Novembro de 2020 às 19:11 0 Denunciar Insira Seguir história
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