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yukisenpai Yukki Kenji

Takemi Hiroshi, é um homem com impulsos a falar tudo o que pensa sem se dar conta de que nem sempre a sinceridade e a melhor opção. Após perder mais um de seus empregos por conta de sua sinceridade, acaba encontrando trabalho na casa de uma família rica, como mordomo. Neste emprego ele deverá tomar conta da filha rebelde de seu patrão, que sempre da um jeito de dar o cabo em seus mordomos saindo para festas e baladas sem que seu pai saiba. Em seu primeiro encontro com Hiroshi, o senhor Hayama Tanaka, pai de Hayama Harumi, gosta de sua sinceridade e o vê como o homem perfeito para o trabalho.


Romance Romance adulto jovem Impróprio para crianças menores de 13 anos. © Todos os direitos reservados a mim, Yukki Kenji (Júnio César)

#comédia-romantica #comedy #comedia #romance
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Mais um dia, mais um emprego.


Mais uma vez em uma destas salas, RH de fato se traduz para "Região Hostil".

— Você sabe por que está aqui não é mesmo? — Diz meu chefe.

— Não compreendo — Respondo.

— Ah, você não tem jeito não é? Precisamos acabar logo com isso, já é a 3ª vez só nesta semana.

— Mas chefe, não podemos mentir... Você mesmo diz que devemos ser verdadeiros com os clientes — Explico.

— Onde está sendo verdadeiro ao chamar nossa cliente de gorda!?

— Não a chamei de gorda, apenas dei minha opinião em relação a roupa que iria comprar, dizendo que o excesso de gordura não a deixaria bem naquele vestido — Ele suspira.

— Não dá mais, me desculpe, mas terei que te demitir... Nossa clientela tem diminuído bastante desde que você chegou aqui.

— Entendo... — Respondo.

— Só isso que tem a dizer? Você é realmente estranho, não tenta nem assegurar o seu emprego.

— Já estou acostumado — Explico.

— Ficarei esperando pelo pagamento deste mês — Saio da sala.


Este sou eu, Takemi Hiroshi, 22 anos, desempregado. Sempre foi assim, meu ataque de sinceridade sempre me coloca nessas confusões, nunca permaneço mais que uma semana no mesmo emprego — Ah... — Dou um pequeno suspiro e vou para casa.

Me jogo na cama enquanto penso por um momento, logo após ligo meu computador e navego atrás de um novo emprego, tenho que ser rápido e não fazer corpo mole, preciso de dinheiro pra pagar minhas contas, morar sozinho não é fácil.

— Hum... Pintor é? Lembro que não deu certo uma vez, quando dei minha opinião sobre a casa... Não quis ser grosseiro apenas disse que a casa era bem feia para que uma pintura resolvesse... — Rolo a página.

— Cabelereiro é... Não quero passar outra noite na prisão.

— Não há nada de novo por aqui? Algo que eu possa fazer sem que cause mais problemas...

Enquanto procuro, um anúncio me chama a atenção.

— Procura-se um mordomo... — Leio.

— O Salário é bom... Hum... Precisa de experiência com automóveis, artes marciais e ser alguém sincero que não minta.

— Perfeito! Já trabalhei de motorista, também já pratiquei artes marciais para um trabalho de segurança, e o ultimo... Não preciso nem falar, isso tem me atormentado já a tanto tempo...

— Certo! Vejamos os detalhes... "Comparecer a este endereço as 7 da manhã todos os interessados na vaga, favor trajar terno ou smoking de sua preferencia, acompanhado de seu certificado de motorista como também o de faixa preta em artes marciais, faremos uma entrevista com a presença do dono da mansão onde irão trabalhar".

— Ricos é?... Parece ser um ótimo emprego, mas ser mordomo de um senhor não é muito animador... Ah, se ao menos fosse de uma dama... — Suspiro.

— Certo! Vejamos o que tenho em meu guarda-roupas... Ah, aqui está! Ainda bem que comprei este smoking quando trabalhei de assistente pessoal em uma empresa.

— Hum... Agora são 9 horas, passei um bom tempo procurando, acho que vou dar uma volta pra refrescar a mente — Depois de anotar o endereço, desligo o computador.

Visto um agasalho e um cachecol pois faz frio lá fora, coloco meus sapatos e saio. "Neve é" penso comigo enquanto coloco os pés para fora.

As ruas lentamente se tingem de branco, a noite fria me deixa confortável, não sou fã do calor pois tenho gosto pelo frio, sempre podemos nos aquecer em algum cobertor ou agasalho, já o calor te deixa grudento e fedorento, sempre precisando tomar vários banhos no dia. Olho para embranquecida lua no céu, seu brilho clareia as ruas de Izuna, cidade onde moro, deixando-a ainda mais bonita. Enquanto caminho pela neve nas calçadas me aproximo de uma maquina de vendas em um parque, ao lado em um banco próximo, uma garota se senta no frio. Aperto o botão e retiro minha bebida quente da maquina, a garota continua sentada trajando poucas roupas, um vestido vermelho sem manga com um decote, a observo por um momento.

— Está tudo bem? — Pergunto me aproximando.

A garota me olha e responde:

— Sim, estou esperando meu namorado.

— Hum... Imagino o tipo de homem que ele deve ser, te fazendo esperar neste frio — Digo.

Me aproximo e retiro meu agasalho, estendo minha mão oferecendo ele a ela.

— Não precisa, obrigada — Ela recusa.

— Por favor aceite, eu ficaria com a consciência pesada deixando uma garota passar frio nessa neve toda — Ela pensa por um momento.

— Tudo bem, obrigada. Poderia me dizer seu endereço? Mandarei alguém te entregar depois de lavado.

— Está tudo bem, pode ficar com você... Se não precisar mais pode joga-lo fora ou queimá-lo se preferir — Sem deixá-la responder, me viro e vou embora.

"Está frio!" Reclamo enquanto caminho. Após chegar em casa tomo um banho quente e vou dormir esperando o dia de amanhã.

O dia amanhece, como de costume acordo as 6. Saio para minha corrida matinal e retorno as 6:30. Depois de um banho me visto e saio ao endereço anotado em um pedaço de papel, que para minha surpresa é inesperadamente perto. Após andar por aproximadamente 10 minutos me encontro frente a um enorme portão, uma empregada vem até mim.

— Deseja por algo, senhor?

— Vim pela vaga de mordomo — Ela me olha por um instante.

— Por favor, me acompanhe.

Adentro a enorme mansão passando pelos dois gigantescos portões, como que por instinto olho para cada detalhe do lugar.

— É um bom lugar pra se morar — Deixo sair minhas palavras.

A empregada sorri e diz:

— Sim, o senhor tem bom gosto — Nos aproximamos de uma porta.

— Por aqui, por favor entre e espere por sua vez — Diz ela.

— Minha vez? — Um pouco confuso abro a porta.

O lugar está cheio de pessoas a espera, todos trajando smoking ou terno preto. A porta atrás de mim se fecha, então me assento e espero.

— Só tem velhos por aqui... — Penso alto.

— Claro, este trabalho requer experiência, não é para jovens despreparado como você — Se aproxima um dos "velhos".

— "Ele me ouviu, ah..." Talvez esse trabalho seja para alguém jovem como eu, os velhos já estão cansados, o que aconteceria se enquanto fizesse algo importante suas costas travassem? Acho que ossos jovens seriam o melhor, por que o senhor não descansa um pouco, sente-se por favor — Me levanto de onde estava, ele me olha com um olhar raivoso e sai.

— O que disse de errado?

Depois de algumas horas chega minha vez, pelo visto sou o último da fila, tenho certeza que cheguei 15 minutos antes do horário, mas tanto faz, vamos lá. Me levanto e entro na sala, há duas pessoas do outro lado da mesa, me assento na cadeira enquanto a porta atrás de mim se fecha.

— Você é jovem, não? — Se pronúncia o homem ao lado de seu mordomo.

— Tenho 22, senhor — Respondo.

— Posso ver seu currículo e seus certificados?

— Claro, aqui está! — Entrego-lhe uma pasta.

— Hum... Fala 8 idiomas, formado em várias áreas... Tem trabalhado bastante não? — Pergunta ele.

— As contas não se pagam sozinhas — Respondo.

— Entendo... — Ele fica em silêncio por um instante.

— Tenho uma pergunta para você...

— E qual seria? — Pergunto.

Ele lentamente tira algo de baixo da mesa, um quadro com uma foto.

— O que pensa sobre esta mulher? — Pergunta.

No quadro há uma mulher cuja a aparência é um tanto... Peculiar.

— Hum... Se eu fosse descrever em uma palavra, diria... Desengraçada? — Respondo.

Ele me olha... E então diz:

— Ela é minha mulher.

— "Fiz merda!" — Penso eu.

Limpo minha garganta e tento reformular minhas palavras.

— Não deveríamos jugar pessoas tão abruptamente não? O que eu quis dizer é, mesmo que não seja graciosa por fora... A beleza está nos olhos de quem vê, não é o que dizem? — O homem se levanta bruscamente da cadeira.

— Como pôde dizer algo assim!? Peça desculpas agora! — Diz o mordomo.

O homem estralas os dedos com um olhar serio, abrindo seus lábios diz:

— Perfeito! Você é quem eu estava procurando, não é como os outros que ao escutarem que era minha mulher, mudaram completamente sua postura e começaram a me bajular.

— Então... Estou contratado? — Pergunto.

— Claro que sim meu jovem, pode começar hoje mesmo! Jarbas, ajude ele com sua bagagem! — O mordomo o responde fazendo uma leve reverência.

— Minha bagagem? — Pergunto confuso.

— Claro, a partir de hoje você mora aqui! — Ainda confuso respondo com um leve "sim".

— Se me permite... Por que precisa de dois mordomos? — Pergunto.

— Ah, quase me esqueci! Você vai trabalhar para mim, mas cuidara de minha filha e me reportará tudo o que acontecer.

— Uma criança!?... Não me dou bem com crianças, sabe... — Digo.

— Não se preocupe, ela ainda é meu bebê, mas para os outros já é uma adulta.

Um pouco depois, alguém bate na porta.

— Papai, posso entrar?

— Falando nela... — O homem a responde com um sorriso.

— Sim, entre querida.

A garota entra pela porta, seus longos cabelos pretos a acompanham, olho para ela e ela olha para mim.

— Ah, a garota do banco — Digo.

— Ah, o cara do casaco — Diz ela.








24 de Novembro de 2020 às 00:32 0 Denunciar Insira Seguir história
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Yukki Kenji Não tenho medo de morrer , tenho medo de não estar vivo - Rokuro

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