thaygc Thayná Garcia

A alma é algo puro demais para as mãos sujas do ser humano tocar. Anne não sabia disso, ela foi tomada, a loucura se apossou de seu corpo e suas vontades controladas pela obsessão de ter mais poder. O mal a controla, ela perdeu a guerra de si mesma. Controlaria você. Acha que é mais forte? Então fique cara cara com aquilo que fez Anne se perder, quando achar que está lúcido, será a prova de que enlouqueceu.


Horror Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#português #terror #tragédia #obsessão #horror #demônio #alma
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Doce Obsessão - O mal transforma

Vi quando sua alma se desprendeu de seu corpo magro, o azul brilhante e intenso que reluzia de cada aureola daquela imagem embaçada, se tornou na minha visão algo totalmente desconhecido, uma coisa que jamais pudera imaginar. As várias camadas esbranquiçadas daquela alma, em seu ser, por dentro de todo mal que o ser que lhe servia como casca era, estava de fato desaparecido para cores tão simples e brilhantes como estrelas no alto de um céu negro. Vendo obcecada para aquela imagem e ver para onde afinal ela iria, fiquei atenta com o que veio em seguida, a alma se levantando do corpo e com uma facilidade inacreditavelmente eficiente se deslocou para mais longe da casca agora vazia, até se endireitar na minha direção. Porém não era como se ela caminhasse, não acreditava se quer que pudesse haver pés, não, era diferente, assim como a imagem nublada que se aproximava de mim com cautela, não pude evitar de dar um passo à frente, queria muito, necessitava tocar naquilo. Eu precisava de qualquer jeito possível trancafiar o que quer que fosse aquela coisa em algum lugar e tê-lo somente para mim. E foi como se a alma ouvisse meus pensamentos e desejos mais sombrios e esdrúxulos que ela recuou da mesma forma que avancei.

A silhueta daquilo era como o de uma pessoa, exceto que com o degrade de cores brancas para o azul deixava tudo ainda mais confuso quando se tratava de detalhes como pés ou mãos, fora isso, tudo estava ali, em seu mais profundo puro sentimento e divino poder que carregava dentro daquela energia que eu naquele instante estava totalmente extasiada em tomar posse. A alma enfim se distanciou e notando anteriormente meus pensamentos houve uma mudança em seu interior, pude ver com uma observação quase impossível quando um minúsculo e quase invisível timbre diferente de tonalidade seu azul havia mudado. Aquilo que caminhava se vê no canto de uma viela tão cercada por uma intenção maligna que poderia há qualquer momento partir para cima e de alguma forma estranha, poderia agarrá-la e capturá-la retirando de si, sua liberdade que agora era tão desejada depois de anos trancafiada naquele corpo fétido.

Posso sentir meus olhos mudando drasticamente de tom, o castanho fosco e com brilho tênue havia apagado, dando-se lugar a um negro maligno e venenoso, a qual dentro escondia todas as obsessões que estava querendo realizar com aquilo parado de luz brilhante e poderosa. Meus braços levantaram como quem iria pegar com força o que estava à frente, e a alma por um breve momento se eu não estivesse cega pela fixação que me consumia, havia se assustado e mudando para um pavor profundo, assim como sua cor azul e branca pura e sem maldade, mudou então para um cinza enegrecido e pecaminoso.

Aquilo que antes era lindo agora se transformou naquilo que eu havia desejado, fazendo então que uma alma pura e inocente, se transformasse em meu pesadelo interior a qual eu levaria comigo por toda a eternidade, porque assim como minha vontade de capturá-lo ainda, era extremamente válida e com muito fervor, mesmo que houvesse mudado para meu estado podre de espírito, eu consegui pegá-lo para mim, aquela alma era minha, não era? Não, aquele era meu demônio.

***

Eles não conhecem esse sentimento, não podem afirmar que um dia já se passou em seus corações imundos que teriam tanta força em suportar esses sentimentos. Não entendem como é isso, suas vidas inúteis sempre me foram tão patéticas, quando olhava pela janela a fora do ônibus eu conseguia observar o quão vazia eram suas vidas. Porém existia uma coisa somente que todos eles possuíam em comum, a única coisa realmente pura e que valia a pena morrer por ela. Suas almas!

Como poderiam simples humanos macacos conseguirem uma liberdade tão intensa como esta? Eles não merecem nada que possuem, tudo que acham ser deles por direito, não lhes pertence, não há absolutamente em nada que realmente os pertencem. São tão prepotentes e sem conteúdo que poderiam se matar a qualquer segundo, sua presença insignificante continua sendo tosca, se sumissem da face da terra, qualquer porcaria um pouco mais evoluída poderia tomar conta.

Não é do feitio deles achar que estão errados de alguma maneira, até porque se achassem isso não seriam os macacos que são. Mal sabia esses animais que eu estaria lá em cada esquina para tomar conta de um por um. Esse sentimento que me consome há tantos anos é forte demais para ser somente meu, preciso de mais, necessito ter mais dentro de mim, suas almas me ajudam a manter a concentração, essas figuras puras e não humanas que habitam dentro de cada ser, é minha única salvação, preciso deles, assim como precisam de mim. Demore o tempo que for, terei cada alma que esses pobres corpos possuem.

Parada em meu apartamento de pé em meio à sala azul, eu encarava aquele ser, tão pequeno e preso em um frasco, sendo algo tão poderoso e estando sob meus domínios, eu não podia olhá-lo diretamente, não queria que meus pensamentos o deteriorassem, não poderia jamais deixar isso acontecer, queria aquela alma pura e doce pelo tempo que eu precisasse de mais. Meu corpo já sentia os efeitos daquilo que me consumia por dentro, daquilo que sentia fome a toda porra de instante. Sentia minha garganta seca; primeiro estágio, depois podia ver os tufos de cabelos castanhos que caiam sobre meus ombros; segundo estágio. Por enquanto ainda podia suportar, mas se demorasse mais, não iria haver escapatória para mim.

Não exista uma lâmpada na sala azul, eu a chamava assim porque toda alma que trazia para dentro, todo o cômodo já se iluminava com aquele azulado tão comum, assim era a cor da maioria das almas. Dentro daquela saleta, cortinas grossas por sob as janelas fazendo seu trabalho de não permitir nenhuma luz do sol adentrar, mais pelos cantos a tinta da parede branca descascava me dando irritação, precisaria logo pintar tudo de novo; minha maior sorte era que eu deixava tudo em cores claras, se fosse a tons escuros tudo viria a ceder rapidamente, mesmo assim já vejo os efeitos daquela alma que começa a deteriorar minhas paredes. Ao meio da sala azul, na parede do canto, construí um armário feito de madeira branca e verde-fosco, tudo feito com calma e delicadeza. Dentro daquele armário havia potes de todos os tamanhos possíveis, era tudo muito espaçoso e pensado milimetricamente, e mais abaixo uma mesa grande com estampa lisa também e tom gelo brilhante, como se estrelas mais nevadas pudessem ainda sim brilhar em um céu com nuvens. Por cima do mesmo o que parecia ser um altar com pentagrama de proteção desenhado com sal, assim facilitaria que eu pudesse desmanchá-lo e retirar a alma de dentro. E por fim meu tesouro descansando dentro daquele pote de vidro com tampa de seda amarrado a uma fita amarela. Perfeito!

Me retiro da saleta sentindo dores atrás dos olhos, era um aviso que o que me consumia estava querendo, não era a hora de fazer isso, precisava de mais tempo até pegar outra para colocá-lo no lugar dessa, afinal era minha única alma.

Caminho pelo apartamento com desgosto por pensar no que teria que fazer rapidamente, coço a cabeça retirando mais um tufo marrom da raiz, engulo seco com o sentimento tomando conta do meu corpo, respiro profundamente me livrando do cabelo no lixo da cozinha, e vou na direção do quarto, onde minha pequena faca dourada se encontrava, geralmente a guardava dentro da sala azul, em um compartimento escondido abaixo da mesa, porém havia esquecido completamente desde o último trabalho. Reparo no corte da faca o sangue fresco que continha, teria que lavar antes de usá-la. Droga, por que sempre me esqueço de lavar?

Encontro uma roupa avulsa no armário e saio em disparada para o banheiro onde lavo com cautela aquela lamina afiada, mas o sangue não saia de nenhum jeito, como se estivesse impregnado e virado um efeito rubro em meio ao ouro. Esbravejo palavrões altos pelo apartamento, fazendo um eco insuportável. Quando ouço uma voz vir de dentro de mim, primeiro me veio como o de uma criança que logo aumentou para um tom grave e estranho, dizia algo que de início não pude entender.

...precisa... substituído...sangue...” – depois de eu quase gritar para aquilo falar direito, sinto uma dor aguda nas costas, como um arranhão, e manejo a forma de falar. Então ele explica corretamente. “O sangue pode ser substituído por outro, mas precisa de uma alma mais pura que a anterior. ”

Umedeço os lábios finalmente compreendendo a frase, e sinto um desconforto, sempre era complicado encontrar uma alma mais pura do que a última. Eu iria precisar de mais diligência. Resolvida a realizar freneticamente aquela tarefa, saio do apartamento descendo as escadas já que o elevador estava em manutenção, algum idiota esqueceu-se de fazer a inspeção de rotina, fazendo com que um grupo de pessoas ficassem presos por quase seis horas. Não tinha noção do motivo de um elevador já que o edifício só tinha quatro andares, a preguiça era tanta que chegava a ser ridículo. Quando soube da notícia sorri vitoriosa. Talvez aqueles macacos deixem de ser preguiçosos por um tempo.

Enquanto me deslocava três andares para baixo pelas escadas, passo por um casal de idosos que havia acabado de mudar para um dos apartamentos recentemente, jamais eu havia dado se quer um bom dia a eles, e isso pouco importava, não era interessante que gostassem ou não de mim. Mesmo assim ouvi um sussurro da senhora me desejando uma ótima manhã, a ignorei andando a passos largos para fora daquela joça podre.

Caminhando pela rua, deixo as mãos postas dentro dos bolsos da blusa de moletom velha, escondendo a pequena faca da vista de qualquer curioso, ando de cabeça baixa tentando me concentrar em alguma pouquíssima luz de algum canto escuro dessa cidade infernal. Dores minúsculas começam a me deixar tonta, sentindo uma latente amargura na língua, ela começa a ficar dormente e posso ouvir meu estomago roncar de fome. Torço a boca em sinal de protesto.

—Fique quieto, preciso me concentrar! murmuro para aquilo dentro de mim. Logo as dores e o agridoce na boca começam a desaparecer, mas somente o suficiente para que eu lembrasse de não me demorar muito para acabar com minha tarefa de uma vez, sem pieguice.

Sinto a ventania à frente me atingir com força, trazendo com ela um perfume tão gostoso de flores até minhas narinas, fecho os olhos sentindo aquele aroma delicioso e diferente, até mesmo meu demônio silenciou, admirando e saboreando o sabor daquele cheiro. Minha boca enche d’água de uma maneira quase desesperadora, como se estivesse presa no deserto há anos. Engolindo em seco caminho a passos mais rápidos na direção daquele odor, não poderia deixar que passasse, aproveitaria que o frio estava ao meu favor naquele instante, pois o gélido ar ajudava a encontrar mais facilmente almas incandescentes como a que eu agora estava fascinada.

Meu coração acelera com a força daquele cheiro arrebatador se aproximando a cada passo que eu dava, até que finalmente algo se agita dentro de mim, e posso ver se aconchegar a dona daquele perfume. Uma moça talvez bem perto da fase adulta, com cabelos de um ruivo tingindo tão forte que se olhasse contra o sol, tem certeza que se compararia a labaredas relaxantes, eram curtos na altura das orelhas, mas que ela os deixava atrás dos mesmos, a franja caia por sobre seus olhos levemente puxados, em tom castanho, e seu rosto continha à forma mais gentil que eu já havia visto se não fosse pelos vários piercings espalhados, como no nariz, duas bolinhas prateadas abaixo dos lábios e brincos enormes nas orelhas. Tudo naquela menina cheirava a infância e uma quantidade notória de pureza. Para alguém, um macaco qualquer que não sentisse o mesmo que eu, diria que ela poderia somente ser mais uma vagabunda roqueira mimada, com uma ótima vida, mas não era exatamente isso. Podia sentir emanando do seu corpo, a forma como seu cheiro se identificava, de que tudo era apenas fachada para esconder o que realmente existia dentro de seu coração, e mais importante, dentro de sua alma.

As roupas rasgadas e apertadas demais escondiam sua real beleza, como o frio não estava perdoando ninguém naquela semana, a garota estava envolta de um casaco de couro negro com espinhos dourado visivelmente descascado nos ombros e mangas, a calça era praticamente a mesma coisa se não fosse pela corrente também de brilhante – descascado- passando por sua cintura e caindo até os joelhos.

Não importava o que ela fazia, eu podia observar tudo em câmera lenta, diferente dos outros a qual eu podia ver com antecedência tudo o que iriam fazer, ela era distinta, somente era visto por mim seu jeito e manias tudo muito lento. Ela passava os dedos na têmpora e arqueava as sobrancelhas como se sentisse dor, os lábios se entreabriam e fumaça branca que saía dançava no ar a sua frente, seus olhos se concentravam em qualquer ponto avulso que chamasse atenção, talvez seus pensamentos estivessem muito distantes, em problemas de outro lugar dali, podia ver uma tristeza vívida no brilho dos olhos. Ela estava sim a certa distância de mim, mas quando se faz o que eu faço, você adquire rigorosos dons.

Minha presença na maioria das vezes sempre se fazia insignificante a todos que não me interessassem, mas eu não queria assustá-la, por isso diminui minha energia consideravelmente até ela passar por mim, dei distância de alguns passos até que comece a segui-la de maneira sorrateira. Ninguém desconfiaria de uma mulher tão quieta e mansa como eu. – Aparentemente-.

Sentia a excitação passar por meu corpo como uma corrente elétrica, e aquela perseguição muito sutil agitava o demônio dentro de mim, podia jurar que em meu rosto estava estampado um sorriso sórdido e extremamente repugnante, como uma imagem desfigurada.

A garota andava sem se importar em prestar atenção ao redor, aquilo poderia lhe custar caro.

Seguindo-a percebo estar adentrando a uma parte um pouco mais negra da cidade, onde pichações malfeitas eram encontradas pelos muros de pedra, as ruas cheiravam a urina e sêmen, havia pequenos prédios com construções precárias e vielas repletas de pessoas estranhas e com intenções ruins. Não me incomodei em estar naquele canto podre, afinal para mim quase tudo se assemelhava aquele aspecto pútrido. Mantive a cabeça não muito levantada e me escondi com o capuz da blusa para que meu rosto não fosse conhecido, minha atenção não era em momento algum alterada daquela linda ruiva, ela era a única coisa e melhor razão de ainda estar caminhando aqui.

Passamos por algumas outras mulheres cujas roupas curtas e extrema maquiagem indicavam que fossem prostitutas, não parecia que se importavam com o frio, se não fosse por suas expressões de sofrimento ao estarem paradas sendo envolvidas por comentários maldosos e homens tão sujos quanto elas.

Minha doce menina tentava não ser incomodada pelas palavras dos porcos que se encontravam escorados nas paredes, no meu caso era como se eu fosse invisível para aquele bando. Até que depois de muitos passos para longe daqueles macacos de circo, a garota se enfia em uma viela onde escondida no canto eu pude ver não ter saída, ela não se importou com ninguém ao redor e adentra a uma porta de metal cujo um rapaz corpulento com uma expressão séria se encontrava imóvel à frente, guardando o lugar, ele somente a olha de soslaio e dá um passo para o lado deixando-a entrar. Levanto uma sobrancelha curiosa e posso ouvir meu demônio dizer.

Seu menor problema será entrar aí, deixa que eu tome conta dessa casca imunda. ”

Assinto interiormente sem proferir nenhuma palavra e caminho normalmente na direção daquele homem quase do tamanho da porta, ele parece sentir-se incomodado com minha presença, dessa vez faço de minha energia ser presenciada por ele mesmo que estivesse a quilômetros de distância de mim. Ele me observa esperando que eu avance na sua direção e assim que estou parada o olhando sem vacilar, ele diz tentando uma atuação irritada. Mas eu conseguia sentir que algo se reverberava dentro de seu peito, um receio que ele não podia compreender.

—Você não pode estar aqui, mulher. Volte para a esquina que é seu lugar.

Viro minha cabeça levemente ao ouvir seu insulto sutil, e manejo com cuidado minhas próximas palavras. Podia sentir que ele estava prestes a dar as caras, coisa rara de se fazer, mas por aquela doce garota, talvez ele assim o fizesse, mas nesse caso, com um ser humano tão insignificante como o que estava parado ali, não era necessário que quisesse se intrometer tão diretamente.

—Eu prometo não me demorar, depois posso até voltar para te fazer um agrado. – Digo retirando o capuz o suficiente para que ele visse meu rosto, eu exalava luxúria com aquele meu sorriso encantadoramente branco e brilhante de segundas intenções. Mas o segurança era ensinado a permanecer inflexível, eu já esperava por isso. Meu corpo inteiro começou a mandar mensagens subliminares ao homem de que eu dizia a verdade, o nojo prevalecia em meus pensamentos.

O sujeito descruza os braços e tenta retomar o controle de suas emoções indo para cima de mim com uma rapidez até que impressionante, ele pega em meu braço com força, uma força que infelizmente para ele não chegava nem perto do que o demônio me fazia sentir quando sente fome de verdade. Meus olhos estão sob os deles e os fito com graça, ele parece afrouxar meu braço e dá um passo para trás, sei que ele viu algo se formar nos meus olhos enegrecidos, dentro deles aquele homem robusto pode ver os próprios pecados, pode ver ser comido vivo, sentir seu corpo ser estraçalhado se tentasse mais uma vez me impedir de entrar. O sofrimento que de alguma força eu causaria a ele era insuportável demais para continuar no meu caminho, entretanto mesmo com todos aqueles leves avisos e meu convite quase irrecusável de sexo barato (falso) ele se mantém daquele jeito apertando mais uma vez meu braço, eu sabia que mais um pouco e ele o quebraria, eu aproximo meu corpo no dele, encostando a outra mão livre em seu pescoço o fazendo se curvar para mais perto do meu rosto. Ele não tenta me parar, sentia como se fosse hipnotizado de alguma maneira, então sussurro em seu ouvido.

Se não a permitir passar por vontade própria, - comecei sedutoramente, contudo a entonação de minha voz se rompe para um tom grotesco e amedrontador. - Terei que arrancar seu braço e fazê-lo engolir depois que eu fritar seus malditos olhos. Seja inteligente ao menos uma vez nessa sua vida patética e solitária e não me faça gastar forças com um verme como você.

E por fim minha última fala volta a seu tom normal feminino e gentil.

—Deixe-me passar!

Aquilo foi o suficiente para que aquela casca inútil de ser humano caminhasse para mais longe de mim, e estivesse afastado de minha vista. Suspiro longamente para que o demônio se aquietasse mais uma vez dentro de mim e mantivesse sua energia diminuída, assim eu poderia entrar sem chamar atenção. Eu não tinha medo do que poderia encontrar, meu maior medo era eu mesma. No fim de tudo isso a única coisa que poderia me derrotar era o que eu havia me tornado.

26 de Outubro de 2020 às 16:29 0 Denunciar Insira Seguir história
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