larissabaoli Larissa Baoli

Anastacia é uma dhampir de 14 anos, filha adotiva de Mark e Oksana e que sempre quis saber sobre sua história e família biológica. Notas da História: Essa é uma história que começa em Promessa de Sangue (Blood Promise). Ela não altera nada significante da história original criada por Richelle Mead e tem como objetivo apenas fechar alguns assuntos que ficaram abertos nos livros.


Fanfiction Livros Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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Capítulo 1

Anastacia

Ela estava procurando alguém.

Bem, todos ali estavam à procura de alguém ou alguma coisa, mas ela estava procurando alguém com urgência. Todas as noites ela chegava no Nightingale e apenas observava. Se ela estivesse ali para se unir as outras dhampirs, ela já teria tentado. Se ela quisesse flagrar algum Moroi, eu conhecia os frequentadores o suficiente para saber que ela já teria feito. Mesmo assim ela vinha todas as noites e ficava esperando por alguém. Eu honestamente ficaria aliviada se ela simplesmente desistisse e fosse embora, afinal, já era ruim o suficiente que eu parecesse nova demais para estar naquele lugar e mesmo assim eu conseguia disfarçar bem. Quer dizer, na maior parte do tempo eu estava sempre no armazém trazendo as bebidas, levando o lixo para fora ou cuidando do armazenamento dos produtos e eu quase nunca estava ali depois da meia noite. Além disso, eu prendia meu cabelo e colocava maquiagem o suficiente para parecer ter pelo menos 16 anos ou até mesmo 18. Graças aos bons genes de dhampir eu já tinha o corpo desenvolvido o suficiente para isso e na maioria das vezes eu me mantinha ali o mínimo possível. Era raro quando eu precisava ficar além da meia noite para ir buscar ou levar algum alimentador ou guiar algum dhampir que precisasse de ajuda.

- E ai, Ana? Já descobriu o que a novata quer aqui? – Yuri me perguntou e eu percebi que já estava encarando a estranha há muito tempo.

- Não, mas também não é da minha conta. Agora se ela se tornar uma das outras mulheres... aí eu vou precisar ajudar – suspirei tentando não revirar os olhos.

- Então... – ele começou o que eu já sabia que terminaria com uma cantada ou um convite – amanhã é a sua folga e eu vou sair mais cedo também, se você estivesse livre, nós poderíamos...

- Eu não posso esperar que você termine o seu turno, Yuri... Se minha mãe desconfiar dos meus horários novamente, ela vai fazer perguntas e não é isso que eu quero. – menti.

Eu realmente me sentia cansada para lidar com desculpas razoáveis.

- Tudo bem, eu entendo... – ele disse enquanto pegava uma bandeja com bebidas e ia servir alguma mesa.

Voltei para o armazém peguei as sacolas de lixo para levar para fora, dando uma boa olhada antes para ver se eu sentia algum perigo. Sentir algum perigo no meu caso era sentir se um Strigoi estava por perto ou não. Desde pequena, eu e meu pai conseguíamos sentir a presença de Strigois – com um grande acesso de enjoo, eu devo acrescentar –, mas isso era uma algo muito útil.

O bar era sempre cercado por guardiões além dos guardiões que seguiam os seus Moroi, mas eu sempre me mantinha em alerta, em partes por que eu era uma dhampir e tinha a ideia de me manter em guarda praticamente dentro de mim, por mais que eu odiasse e eu realmente odiava isso. “They come first”. Era tudo o que os dhampirs aprendiam desde a pré-escola. Eles eram criados para a batalha, para o combate físico, para se sacrificarem pelos Moroi. Bem, eu não poderia estar mais agradecida a minha mãe que me criou longe de toda essa paranoia absurda.

Levei as sacolas e senti a outra sensação com que eu estava acostumada: ser puxada para dentro da mente da minha mãe. Ela estava lavando a louça enquanto meu pai retirava os pratos, o que era o comum, mas ela olhava constantemente o relógio e eu senti que ela ansiava para que eu voltasse para casa. Fazia exatas três semanas desde que eu havia voltado a trabalhar na cidade, três semanas desde que nós discutimos e eu resolvi que voltaria a trabalhar aqui. Não é como se ela não pudesse vir aqui e me obrigar a voltar para casa, mas ela entendia o quanto eu estava chateada e eu não me sentia a vontade para voltar para casa, pelo menos por enquanto. Eu sentia falta dela e do meu pai todos os dias, mas saber que eles me dariam privacidade e espaço era a melhor coisa do nosso relacionamento de pais adotivos-e-filha ovelha negra. Essas minhas fugas começaram quando eu tinha 10 anos e de toda forma, eu sempre voltava para casa depois de um tempo. Eles sabiam disso e contanto que eu ligasse todos os dias, eles respeitavam e me davam esse espaço. Sai da mente dela assim que pude e voltei para o bar para avisar a Yuri que eu terminaria meu turno mais cedo. Eu precisava ligar para minha mãe e acalma-la o máximo que eu conseguisse. Quando voltei, vi que a estranha que eu estava observando, estava com uma expressão mais abatida do que a que ela já costumava ter no final da noite, exceto que para todos desse bar, esse era o começo da noite.

- Hey, você estava certa. A novata está procurando alguém. Um homem. E ela quer saber onde fica a Baia. – Yuri me disse como uma cerca excitação. – E então? Você quer que eu pergunte mais a ela? Quer que eu leve ela até lá? Você podia dar uma ajuda a ela e conversar...

- Yuri, você sabe que eu não posso levar alguém até a Baia desse jeito. Não sei quem ela é. Não sei o que ou quem ela quer encontrar e enquanto eu não tiver motivos para realmente ter que ir conversar com ela, não vejo porque eu faria. – dei de ombros e esbocei um sorriso tentando amaciar o que falei.

- Bem, você não precisa sentir ciúmes... não é como se ela fosse mais bonita que você ou como se eu estivesse interessado nela...

Ah, não.

Às vezes eu me perguntava o que aconteceria se eu fosse até a policia e prestasse uma queixa contra Yuri por abuso no ambiente de trabalho e pedofilia. Talvez isso o fizesse parar de investir todos os dias em cantadas baratas e galanteios que me faziam revirar os olhos internamente, mas então eu lembro que isso me faria ser demitida porque afinal sou eu que tenho 14 anos e estou trabalhando em um bar. E não era isso que eu precisava ou queria de toda forma. Yuri tinha 19 anos e era um dhampir magro, porem de músculos definidos como qualquer outro, com cabelos e olhos num tom de marrom escuro. Ele trabalhava ali desde os 16 e toda vida em que eu chegava à cidade e vinha procurar emprego aqui, era ele que me ajudava a convencer o gerente, para que eu voltasse.

- Mesmo assim – eu tentei sorrir o mais convincente que podia – não tenho motivos para leva-la até lá e até que eu os tenha, é melhor eu me manter distante. Seria melhor se ela resolvesse voltar para onde veio e se manter fora de problemas aqui.

Me despedi de Yuri pegando meu pagamento diário e dei uma ultima olhada no ambiente e na estranha. O bar parecia estar começando a mesma agitação dos fins de semana, dhampirs entrando e saindo, guardiões em alerta, Morois sendo... Morois. Okay, nem todos eram assim, mas digamos que cerca de 95% dessa raça insistia em ser tão uteis quanto uma parede. Totalmente focados em suas vidas fúteis e sem se preocupar com nada além de gastar suas fortunas com bloodwhores. Bloodwhores era um tabu entre o nosso mundo, mas nos lugares que eu frequentava era quase algo comum. Oferecer o próprio sangue para o parceiro no ato sexual não parecia algo muito erótico – e muito menos higiênico – mas a mordida dos Moroi dava um prazer indescritível, algo como uma droga pacificadora. Então todas as noites essas mulheres apareciam para se tornarem parceiras e refeições – de duplo sentido – dos Morois, por dinheiro ou simplesmente por serem viciadas nessa sensação.

Desativei o alarme do carro e ao entrar percebi que estava ficando com fome, então ao invés de tomar o caminho para casa, resolvi dirigir pelas ruas até que eu achasse algum restaurante que eu gostasse para pegar algo para comer no caminho. Eu havia aprendido a dirigir nos momentos pai e filha que tinha com Mark, nas tardes de domingo. Claro, minha mãe era completamente contra, mas ter isso entre nós tornava esses momentos ainda mais especiais. Enquanto descia uma das muitas ruas iluminadas e com diversos cheiros de diferentes culinárias que só faziam minha fome piorar, eu vi o carro de Sydney estacionado em um restaurante, mas sabia que ela não estaria ali e sim andando pela noite e pensei em comprar algo para que ela também pudesse comer, já que pelo visto ela faria hora extra hoje. Sydney era uma alquimista, pelo o que ela havia me falado. E não é como se fossemos amigas ou nos falássemos com frequência. Ela tendia a achar que eu era uma criatura maligna por ser uma dhampir e eu tendia a não odiar ela por ser a única pessoa que estava presa a esse lugar tanto quanto eu.

Ela estava em missão para outros alquimistas, uma espécie de estágio e estava tendo trabalho limpando corpos de Strigois que estavam sendo deixados com frequência pelo caminho por alguém e até realmente ter visto ela fazendo isso, eu nem sabia que uma morte de Strigoi era algo a ser limpo. Ela usava componentes químicos para evaporar o corpo e eu achava isso bem foda. Uma vez perguntei se ela poderia me ensinar como fazer isso e embora ela tenha dito que o meu trabalho deveria ser mata-los e não se livrar do corpo deles, ela me disse os componentes e me deu seu contato para que se eu visse algum corpo me mantivesse avisando a ela.

E isso era o mais próximo de uma amizade que eu tinha. Não é como se eu fosse antissocial ou não tivesse amigos porque ninguém se aproximava de mim. Na verdade eu era quem não me aproximava de ninguém. Não sem motivos. O problema é que amigos faziam perguntas e eu não gostava de falar sobre a minha vida para ninguém. Com Sydney era fácil porque nós sempre estávamos nos esbarrando por aí, mas sempre tentávamos nos manter a uma certa distancia também. Maioria das coisas que eu sabia sobre ela vinha de observações que eu tinha feito e a outra parte vinha de raros momentos em que eu achava um corpo, ligava pra ela, esperava que ela chegasse e limpasse o corpo enquanto nós trocávamos algumas palavras. Acho que ela também sentia falta de alguém para conversar, mas ela tinha suas crenças distorcidas e eu sabia que era por isso que eu gostava de conversar com ela: poucas palavras, poucas perguntas, o mínimo de informações pessoais possíveis.

Me mantive pensando sobre isso enquanto eu pagava pela comida, agradecia e ia para fora do restaurante, andando por um tempo pela cidade e protegendo a comida junto ao meu corpo, aproveitando o calor que trazia para mim. Enquanto minha fome aumentava eu procurei por ela até vê-la falando com alguém que eu não esperava: a estranha do bar.

Elas pareciam estar discutindo e eu me perguntei se elas já se conheciam.

- Olha, você não pode simplesmente fazer isso, ok? Você sabe que saco é para eu lidar com isso? Esse estágio é ruim o bastante sem que você faça bagunça. A polícia encontrou o corpo que você deixou no parque. Você nem consegue imaginar quantos favores tive que pedir para cobrir aquilo.

Wow! Então ela era pessoa que tem deixado uma trilha de Strigois? Eu cheguei atrás de Sydney que percebeu minha presença e deu um passo para o lado. E sendo assim eu aproveitei para dar uma boa olhada na estranha. Tínhamos a mesma altura, mas ela tinha cabelos negros e longos, olhos castanhos e pele bronzeada deixando bem claro que ela não era daqui. Embora ela estivesse pálida devido a algum esforço ou cansaço físico, ela era bonita e parecia uma guardiã; sempre a um segundo de por a mão na estaca e matar um Strigoi.

- Quem... quem é você? – ela perguntou, é claro que a primeira coisa que ela notou foi que a Sydney era uma humana falando sobre Strigois, essa também foi a minha primeira reação.

- Sydney – ela respondeu, com a mesma impaciência que eu já havia me acostumado. – Meu nome é Sydney. Eu sou a Alquimista designada para cá.

- A, o que?

Eu tentei não soltar um risinho

- Sydney, não é como se todo mundo soubesse da existência de vocês, lembra?

- É claro. Isso explica tudo.

- Não, na verdade não. – disse a estranha que por um momento parecia confusa, mas depois de me ver tentando não rir dela se irritou – Na verdade, eu acho que é você que tem muito a explicar.

- E a atitude também. Você é algum tipo de teste que eles mandaram para mim? Oh, cara. É isso. – ela suspirou alto.

- Eles podem fazer isso com você? – eu me meti, perguntando sobre a sociedade enlouquecida que Sydney fazia parte.

- Ah, eles podem fazer muita coisa se acharem que eu estou falhando na missão que me deram. O que graças a você – ela disse encarando a estranha – é o que parece que está acontecendo!

- Olha, eu não sei quem você é ou como você sabe sobre essas coisas, mas eu não vou ficar parada aqui e -

Eu senti antes mesmo de entender o que estava acontecendo, veio como um soco na barriga e quando eu olhei para a estranha, ela também parecia ter recebido a mensagem: Havia um Strigoi por perto.

- Qual é o problema? – Sydney perguntou, sem entender.

- Você vai ter outro corpo para lidar – ela respondeu.

E então o Strigoi atacou.

24 de Outubro de 2020 às 18:52 0 Denunciar Insira Seguir história
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