diazmoon D Moon

Rose Alonso, uma menina que está ficando cega e não tem motivos para comemorar o carnaval e seus 20 anos de vida. Mas isso muda quando ela é levada das areias de Copacabana para um outro mundo. Em Tétis, ela irá descobrir um reino centenário de criaturas celestiais, amores profundos e um povo ardente por vingança.


Fantasia Fantasia urbana Para maiores de 18 apenas.

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Capítulo 1

Era um daqueles sonhos no qual se percebe que só pode ser obra do subconsciente, pois aquilo não poderia ser mais distante da realidade.

Os indícios disso atingiram Rose de diferentes formas. Só o fato de poder enxergar com clareza era dolorosamente perturbador e tudo o que ela mais almejava. A princípio, ela se viu diante de um espelho com uma roupa antiquada. Em seguida, um homem a observava da porta, seu olhar era apreensivo e a tom de voz era de preocupação. Ele parecia implorar para que ela não fizesse aquilo, seja lá o que isso significasse. A mulher que deveria ser Rose, era tão parecida em uma primeira olhada, mas agora ela notava as diferenças: não tinha aquelas horripilantes orelhas pontudas e nem era capaz de andar com tamanha elegância como aquela mulher fazia ao sair do quarto. Após isso, a cena perdeu a qualidade como uma televisão que saiu de sintonia. O zumbido a fez balançar a cabeça para os lados na tentativa de organizar os pensamentos e pode voltar aquele cômodo antiquado. Queria sair do quarto, mas não era impedida por alguém. Sem saber o motivo sentiu a urgência correr em suas veias. Precisava ir. Correr para bem longe antes que a encontrassem.

O homem de cabelos longos a parou, segurando seu pulso e implorou mais uma vez. Mesmo assim Rose viu sua semelhante continuar seu percurso, sem se importar com ele , e não foi possível entender o que havia sido dito a ela. Contudo, o tom de voz dele era grave, urgente e tão preocupada que Rose se sentiu instiga a olhá-lo mais uma vez. Virou-se para fitar aqueles olhos pretos, grandes e marejados, que a encaravam e acordou.

Abriu os olhos para o que deveria ser o melhor dia do ano. Podia sentir a presença da amiga sentada na cama ao lado e percebeu que deveria ter acordado com o som dela se revirando na cama. Escutou o colchão ranger quando ela levantou dele e desejou poder encontrar os olhos castanhos de Kátia.

— Achei que não fosse abrir os olhos nunca, Rose! — Kátia exasperou.

— Como se fizesse alguma diferença eles estarem abertos ou fechados — Quase podia imaginar Kátia lutando contra o sorriso que se formaria em seu rosto. Esfregou os olhos como se isso pudesse ajudar a melhorar o embaçado da vista. Sabia que não adiantaria, porém era um hábito difícil de largar.

— Já vejo que acordou com o humor afiado, hein! Se prepare que nós temos que sair em menos de 1h. A concentração do bloco é às 14h. E nós temos que alcançar o bloco até esse horário.

Rose suspirou pensando em como esse dia ia ser complicado. Não adiantava tentar discutir com Kátia como estava completamente desanimada para os dois eventos do dia. Por mais que a amiga sempre tentasse jamais poderia compreender como só restava esperar pelo pior. Era como nutrir uma fagulha de esperança e essa chama, mesmo que minúscula, de repente é apagada com as palavras “rápida deterioração, mas não se preocupe não é o câncer que achamos que você poderia ter herdado da sua mãe. Porém, tampouco é uma condição que seja tratável e podemos apenas torcer para o melhor…” com o médico entregando um lencinho para as lágrimas. Pensou mais uma vez em contar isso para Kátia, mas sabia em como estragaria o humor de todos e desistiu. Não havia nada que qualquer um pudesse fazer para mudar isso.

— Sabe acho melhor eu não ir. A ressaca está forte depois da bebedeira de ontem.

Sentiu os dedos dela pressionarem de leve os seus ombros. Esforçou-se para focar naquele borrão de imagens que dançavam tentando se juntar em algo que fizesse sentido, mas a cabeça doeu de esforço. Preferiu fechar os olhos e nutrir seus outros sentidos.

— Você precisa comemorar. Afinal, não é todo dia que se faz 20 anos. Eu sei que não estamos vivendo o ideal de felicidade no momento, mas não é por isso que não vamos viver, né? — disse ela, convertendo o puxão de orelha em um caloroso abraço.

Com mais de 10 anos de amizade, Rose aprendeu a reconhecer as nuances da personalidade da mulher de olhos castanhos e longos cabelos pretos até a cintura. Kátia era animada em excesso quando estava preocupada e temerosa que tudo fosse explodir para além de seu controle quando estava feliz.

— Acredito que viver envolva dar um certo tempo para que o corpo se recupere de dois dias seguidos de folia e mais algumas horas no bar — tentou mais uma vez sentindo-se mais irritada do que o normal. Por que não podia deixá-la sozinha em casa? Por que essa obrigação de ser feliz em todo carnaval?

— Você acredita que o Rafael me ligou? Teve a coragem de perguntar se esqueceu o tênis da Nike dele aqui! Ainda disse que precisava para dar uma saída. O cara me dá um pé na bunda tem nem cinco dias e vem jogar na minha cara que já está farreando! Ainda bem que o Eduardo é bem mais atencioso. Ele disse que gostou de ser chamado para ir no bloco com a gente, sabia? — exasperou Kátia, a voz indo do deleite ao pronunciar o nome do ex-namorado ao completo ressentimento — subindo algumas oitavas ao relatar o fim da relação — e concluiu com um riso frouxo em relação a nova paquera.

— Eduardo realmente parecia interessado em você, Ká. Especialmente porque ele não te largou. Achei até que ele iria tentar entrar com a gente no banheiro do restaurante.

— Você acha? — suspirou sem notar o sarcasmo na voz de Rose, que riu ao sentir o colchão balançar quando Kátia se jogou nele, quicando algumas vezes até parar. — Ele foi realmente tão carinhoso!

— Vocês ficaram ótimos brincando de casalzinho em plena folia. Mais um indício de que não precisar de mim na saída de hoje — completou confiante com a própria argumentação, sentou-se na cama tentando expulsar a preguiça do corpo. Espreguiçou-se e passou as mão para desembaraçar os minúsculos cachinhos negros no topo da cabeça.

— Chega de falar de homem. Temos assuntos muito mais importantes — Kátia determinou jogando um amontoado de tecido na cara de Rose — Desculpe! Achei que você fosse pegar. É a sua fantasia. Vista que eu quero saber se comprei o modelo ideal.

— Kátia, eu… — começou a dizer, mas foi interrompida.

— Corta essa! Eu não permitirei que você passe o dia todo em lamentações. Ficar em casa não é uma opção já que meus pais decidiram fazer uma festa de karaokê. Não vai querer provocar um sangramento nos ouvidos, né? Foi o que pensei — zombou ao ver a careta que estava no rosto de Rose. A voz diminuiu para um tom intenso, encantador.

— Eu sei que a situação está difícil, mas não vou deixar você em casa sentindo pena de si — continuou ela — Nós vamos enfrentar isso juntas. Não pretendo observar você desistir de viver, é seu aniversário, poxa!

Sem saber como reagir a isso, Rose bufou tentando suprimir às lágrimas. Kátia, um completo borrão sorridente, estava ao seu lado em um minuto. O abraço durou umas duas fungadas até que elas se separaram.

— Eu odeio quando você está certa.

— Desde de que joguei meus livros na sua mesa para o dever em dupla, naquele dia do jardim de infância, eu estou sempre certa, Rose Alonso.

— Eu sabia que aquilo tinha sido de propósito — Pegou o tecido em seu colo e começou a vestir a roupa.

A malha pinicou a pele conforme ajeitava o collant como aqueles que se usam para dançar. A saia era separada e feita de um tecido mais leve, e ao passar pela bunda caia com leveza pelas coxas.

— Ficou lindo em você. Tome, esqueceu essa parte.

— O que seria isso? — questionou ao pegar o ferro que se abria num formato estranho para os lados. Tateou em busca de compreender melhor o objeto, identificando dois cordões como alças e desistindo de entender o que era.

— São as asas da fantasia. Você é uma fada. Não se preocupe a cor é a sua preferida e combina com a sua pele escura, é vinho. Deixa que eu te ajudo com isso — Kátia levantou os braços de Rose como se fosse o Cristo Redentor, e deslizou os cordões pelas mãos até posicioná-los na altura dos ombros — Está pesado? Gostou? É confortável?

— Não são pesadas — E são completamente horríveis. De quem foi a ideia de colocar uma coisa tão imprevisível nas costas para se andar em meio a uma multidão? — Achei bem legal. Obrigada, Káh.

— Sabia que você iria curtir esse collant mais do que a super enfermeira de barriga de fora.

— Super enfermeira? Ugh — gemeu ela. Tudo o que Rose não precisava era de bebida sendo derrubada em sua barriga.

— Era um cropped branco com saia e chapéu branco de enfermeira, mas parece que se confundiram e colocaram o S em vermelho em vez da cruz hospitalar. Ficou mais brega do que já era antes. Mas tudo é possível de se encontrar quando se está no Saara — disse ela se referindo ao mercado de rua, que preenchia as ruas do centro do Rio de Janeiro, com barraquinhas e lojas vendendo todo o tipo de bugigangas.

— Acho que prefiro essa de fada mesmo — confessou, sentindo a textura de roupa e pensando que as pernas de fora a fariam passar frio de noite.

— O que foi? — podia sentir os olhos de Kátia presos em suas costas. Então, quando se virou tentou sorrir e parecer radiante.

— Está piorando, não é? Não precisamos ir ao trio elétrico. Se você quiser nós podemos ficar.

Precisava controlar o pânico que cismou em surgir em sua face. Kátia não podia saber o quanto a sua visão já havia se deteriorado em menos de um mês antes da última consulta. Se soubesse isso mudaria tudo, ligariam para seu pai, mandariam mensagens de condolências do tipo “pobrezinha…ainda mais depois do que aconteceu com a mãe…” e ela não estava pronta para nada disso. Então, colocou o melhor riso no rosto, forçou a vista a entender onde Kátia estava e mentiu:

— Claro que não, boba. Só estou com a vista turva pela bebedeira de ontem. Vamos!

Saíram do quarto para encontrar os pai de Kátia, o André, e a mulher dele, Cláudia, ambos terminando de almoçar. Ao serem vistas, André riu audivelmente, e a cadeira rangeu quando ele levantou indo para o outro cômodo da casa.

— O que há com ele? — questionou Rose, surpresa ao notar a repentina agitação — Meu cabelo está fora do lugar?

— Não, seus cachinhos estão lindos. Ele se lembrou que tem que olhar uns e-mails do trabalho — Cláudia riu em um tom jocoso enquanto elas se sentavam à mesa, fazendo Rose pensar que tinha mais coisa que não estava contando a ela. — Mas esqueça isso, venham almoçar, suas vampiras. Nem pense que eu as deixarei sair antes de vocês colocarem ao menos alguma proteína para dentro. Ah, Rose! O seu pai deixou um recado e pediu para você retornar a ele.

Rose evitou de ranger os dentes. Que tipo de pessoa liga para a filha, que ele deliberadamente abandonou, no dia do aniversário e diz que ela quem deve ligar para ele?

— Ele estava sóbrio? Pois o meu celular estava ligado o tempo todo — limitou-se a responder.

Um silêncio constrangedor se passou enquanto ela tentava aplacar a raiva. A família de Kátia não tinha nada a ver com o seu pai ter se afogado em bebida após a morte de sua mãe. Então, respirou fundo ansiosa por encerrar àquele assunto:

— Pode deixar, Cláudia. Mais tarde retorno a ligação dele.

— É melhor você parecer feliz — escutou Kátia cochichar — porque eles estão trazendo o bolo!

No minuto seguinte, ouviu os passos de André e as palmas começaram. Abriu um sorriso desconfortável. Por um breve momento a barulheira irritou os ouvidos, mas focou em parecer feliz mantendo os olhos abertos e os dentes à mostra — em vez de deixá-los bater um contra o outro como gostaria.

— Parabéns pra vocêêêê, Rose, Rose, ROSE! — Os três cantaram em uníssono quase gritando. — Assopre as velinhas!

Guiando-se pela mesa foi capaz de identificar o borrão iluminado e assoprar onde deveriam estar as velas. Deve ter acertado já que as palmas aumentaram. Como se realmente houvesse alguma coisa a se comemorar. Antes que percebesse as lágrimas já molhavam as bochechas.

— Não fique assim. Hoje nós vamos nos divertir e estamos tão felizes por você estar conosco — Kátia a apertou em um abraço.

— Pode contar com a gente para o que precisar, querida. Nós estamos em dívida eterna com você pelo que já fez pela nossa menina. Consideramos você parte da família também — André disse fazendo carinho em nos cachinhos de Rose, que sorriu para ele.

— E não há jeito melhor de comemorar do que indo para blocos! — Kátia indicou para que elas pegassem os garfos e comessem depressa. Após ter terminado o prato de almoço, no qual colocou menos do que comia de verdade, apenas dando uma beliscada no bolo para não parecer indelicada. Para a sua sorte, ninguém pareceu perceber sua falta de apetite com Kátia berrando que elas já estavam atrasadas a cada 2 minutos. O que uma jovem não sacrificaria de sua saúde para ter um carnaval animado?

— Espere! Me diga se ao menos estou apresentável para aparecer na frente de outros seres humanos? — Enrijeceu o braço para que parasse de ser arrastada para fora de casa.

— Você está linda! — Kátia disse quando desceram a rua de Santa Teresa em direção ao bloco que se estenderia por toda a praia de Copacabana.

Rose deixou-se ser guiada com a sensação de que alguma coisa errada aconteceria naquele dia e que não deveria ter saído da cama.

O cheiro enjoativo de suor misturado a vodka barata era um forte indício de que estava mais sóbria do que deveria. O sol começava a descer ao encontro do mar — graças a deus parando de bagunçar a pouca visão que lhe restava — enquanto o bloco parecia não sair do lugar de jeito nenhum. Kátia andava de um lado para o outro no ritmo do trio elétrico, enquanto tentava guiar Rose pela mão em seu ombro. A tiara em formato de sol cheio de glitter, que estava no topo da cabeça da amiga, toda hora ameaçava bagunçar os cachos ou cegar Rose de vez. De acordo com Kátia, a tiara combinava com o collant amarelo que usava. Então, mais uma vez, Rose escolheu não reclamar ao se espremer pelas pessoas.

— Estou vendo eles! — Kátia anunciou e Rose suprimiu uma piada sarcástica — Estamos perto. Só mais um pouco!

— Mais um pouco e eu vou me apertar tanto que vou virar parte desse cara aqui — disse, acotovelando o homem que insistia em jogar ela para trás.

— Isso não seria um problema — escutou em resposta. Não conseguiu evitar de fazer uma careta para o hálito do homem suado que se aproximou ainda mais.

— Será que pode sair da frente!? E vê se vai roçar na sua mãe, seu babaca! — Jogou seu corpo de propósito na direção dele, que foi obrigado a lhe dar o espaço que precisava para que pudesse seguir adiante. Mais alguns empurrões e elas chegaram ao destino, já que Kátia parou bruscamente.

— Pessoal, quanto tempo! — Kátia se jogou para frente e as mãos de Rose seguraram o ar. Contou cinco vultos diferentes, mas logo fechou os olhos para evitar a dor de cabeça. Sorriu, abraçou e deu dois beijinhos em cada um deles. Três homens e duas mulheres. Apenas identificou Eduardo quando ele riu ao seu ouvido.

— Esse deve ser um recorde mundial para Rose estar saindo de casa tantas vezes seguidas — falou ele antes de soltá-la e enlaçar a Kátia, que estava ao seu lado.

De algum forma todos se ajeitaram enquanto pulavam atrás do trio elétrico para que Rose se encaixasse no centro deles. Ela aceitou um pouco da bebida que a ofereceram, porém logo se arrependeu. A cabeça girou indicando que já deveria ter parado de beber. Então, recusou os copos que foram oferecidos e por mais que já estivesse ficando cansada recusou-se a parar de dançar.

— Você deveria estar feliz por fazer aniversário na maior festa de rua do mundo, Rose!

— Ah, claro! Todos sempre compareceram as minhas festas na época mais agitada do ano — disse, soando mais amargurada do que pretendia. Ela prometera a Kátia que se animaria, mas estava começando a se arrepender de estar ali.

Ao menos a luz do sol havia sido substituída pelas luminárias dos postes, o que não diminuiu nem um pouco o calor entre os corpos, mas ajudou a não sentir mais os efeitos da insolação na pele.

— Que música é essa? Não conheço — Kátia gritou para ser escutada por cima da música ensurdecedora .

— Como assim você não conhece? É uma drag que veio lá do norte, acredita? Até o mês passado os héteros estavam xingando o trabalho dela; hoje, estão aqui se esbaldando.

— Tem uma voz linda — disse antes de se assustar.

De repente, uma gritaria começou em algum canto distante da rua. Em minutos todos estavam se empurrando e correndo. Rose sentiu alguém se jogar em direção às suas costas, ela quase perdeu equilíbrio e a confusão piorou. Sentiu os dedos de Kátia agarrando seu pulso.

— Saí daqui, seu filho da p…— Alguém berrou em algum canto e todos começaram a correr em busca de um lugar seguro.

— Ladrão, pega ladrão! —gritaram e Rose sentiu a mão de Kátia escapar da sua.

— Rose, segura a minha mão! — escutou ela gritar, mas um mar de pessoas tentaram se desviar e começaram a correr para as ruas laterais. Rose ainda tentou forçar sua passagem, mas isso só serviu para a empurrarem com mais força para longe.

— Kátia?! — gritou ela para a confusão. Tentou desviar dos transeuntes afobados, mas acabou sendo jogada em direção aos pés da multidão. Eles dobraram a rua e Rose perdeu o senso de direção de onde estava. Conseguiu levantar-se a tempo de não ser pisoteada e tentou acalmar o coração.

A multidão continuou para um outro caminho e Rose finalmente encontrou o silêncio necessário para pensar no que fazer. Pegou o celular para ligar para Kátia. Escutou o bip das chamada tocar algumas vezes, mas ninguém atendeu. Com o coração apertado, e as pessoas andando para lá e pra cá fez a única coisa que podia. Com dos dentes rangendo de raiva, ela abanou as mãos na frente do corpo e disse:

— Eu não posso enxergar. Alguém pode me ajudar?

Repetiu mais 5 vezes até que esbarrou em alguém. Tentou focar no vulto, mas a apenas identificou uma figura mais alta que ela. A voz grave de um homem disse:

— Está precisando de ajuda, senhorita?

27 de Setembro de 2021 às 23:15 0 Denunciar Insira Seguir história
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