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Nannerl

Se fosse pra narrar alguma coisa preferia ficar em casa, ô seu menino salafraio corre daqui sobe lá no teu mato. Vá dar no pasto. Saí metendo a bicuda no farol daquele bostinha, quis dar nele de mão fechada. Eu tive levado, acho mesmo que posso requerer mudado meu nome Nannerl, quanto estranho menos definido. No brasil aqui do bairro é um recanto que ninguém sabe alemão nem eu, mas detalhe duríssimo não pode mais seguir sendo só macho. Calculei o pinote dei o perdido, tudo sopesado de violência. Sabe que ontem meu cachorro morreu, então, fui cobrar, sentei na covinha dele que fiz no terreno no mato, achei vacilo mesmo bruto botar direto o meu amigo na terra, aí principiei uma caminha de umas pedras pra ele antes. Fui cobrar bravo, que o velho jogou salsicha com chumbinho pro dog morrer, o certo era matar o velho, mas o certo mesmo era não matar ninguém. Botei o dog na cova sentado com o lombo de lado na caixa de terra, ele tudo duro, tinha de evitar quebrar ele né, aí providenciei a cova rápido sem nem chorar um pouquinho nele antes não queria quebrar pra enterrar o coitado já tudo fedido de baba e sujo, pus fim no enterro. Agora voltando pra casa bate um medo que eu fiz esquecer por qual motivo eu tinha ido cobrar o velho, era sem motivo, aí dei naquele buraco fechado do amigo. Ainda assim não tive, motivo, não tinha, fui indo de revirado, cheguei em casa bati o portão, que eu quase que derrubo que eu tava só do triste. Foi meio que isso o dia e não tem o que narrar não, não tem ponto

1 de Outubro de 2020 às 03:00 0 Denunciar Insira Seguir história
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