sweet-mary Mary

Amizades tóxicas nem deveriam ser consideradas amizades, mas eu encontrei algo bom para superar... afinal de contas, as aparências iludem e o desencanto abre feridas.


Não-ficção Todo o público.

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Curitiba, 25 de setembro de 2020.

Você não supera nunca aquilo que foi bom. No início é a ferida impiedosa que sangra, arde e incomoda. As lágrimas mancham as bordas do papel. O coração aperta, as palavras se embaralham. Você olha para o céu e com uma réstia de esperança ainda deseja que um dia seja possível recomeçar, que o que sobrou de você ainda saiba amar porque você sabe que toda despedida tira algo de você, algo que a própria recordação boa pode preencher com amor, ternura, nostalgia. Quiçá as próprias lembranças sejam o bálsamo para atenuar a dor, mas entendo que se supera algo que te fez sofrer, alguém que te humilhou, difamou, de alguma forma feriu a honra, entretanto... superar um amor verdadeiro?

Não, eu não acredito.

Se você "superou", não era bom e passava longe de ser amor, aliás, nem amor era. Se era amor, pode acreditar, volta e meia os ventos despertarão sensações mil, quem sabe você derrube algumas lágrimas ao escutar uma música - e nem está em questão se ela fazia sucesso na época que esse amor ocupava cada célula do seu corpo - que traduzia seus sentimentos em forma de melodia, sentir um aroma ou pensar por onde anda aquela alma tão linda, no escuro da noite, quando o travesseiro pode abafar os questionamentos que nunca sairão da sua cabeça.

Eu não "supero" amores, até porque não sou lá mulher de muitos amores, apenas sei que amo de todo o coração e posso superar a dor que uma separação traz, que o fim de um sonho provoca porque nesse caso não me resta saída, mas não descarto seres humanos como se estivéssemos a discorrer sobre aparelhos celulares cuja tecnologia está obsoleta para as demandas de consumidores ávidos por recursos novos, posto que os celulares "antigos" ainda podem ser muito úteis para quem não tem condições de comprar, o mesmo vale para roupas, aquelas peças que não me servem mais e não condizem com minha personalidade podem alegrar muito alguém.

É verdade que coração mole não é desculpa para ser capacho, para aguentar amizades tóxicas, manipulação, torturas psicológicas, vácuos, falta de educação, traição, porque dizer eu te amo até um bichinho de pelúcia diz, amar são outros quinhentos, entretanto não estou a fazer digressões para ocupar linhas e sim para dizer que, NÃO MESMO, eu não supero pessoas, sou obrigada a aprender a viver sem algumas, a ir tocando o barco como dizem os mais sábios, seguir no mundo com as lembranças que doem, amargando muitas vezes aquela sensação de que estou sozinha, de que tornei a ser aquela menina do ensino fundamental que passava os recreios sentada num canto do pátio, aquela de quem nem as renegadas queriam a amizade.

Por sorte, às vezes você só está no lugar errado, tentando se encaixar num nicho que não é o seu e, entendendo isso, pode mudar, descobrir que o mundo é grande e que se certas pessoas não fazem a menor questão de você, elas não são unanimidades, muitas outras gostarão de ter a sua amizade e outras dobram os joelhos todas as noites na esperança de conhecer alguém como você. Porque sempre vai existir aquela pessoa que vai te notar no meio da multidão e o coração dirá em voz alta dentro do peito que aquela busca incansável chegou ao fim, porque para ela você será não menos do que maravilhosa.

Ela vai te ajudar a compreender por que antes as peças não se encaixam, por que tão frequentes e desgastantes eram os desencontros. O que para muitos no passado era um "defeito", para essa pessoa será encanto. Tudo depende do olhar que se tem. De olhar com o coração. E só os fortes e corajosos superam a frivolidade e amam sem reservas.

Então, eu repito, insisto, coloco em caixa alta, NÃO SUPERO AMORES E AMIZADES.

Lógico que é prudente sair de cena, tive que aprender depois que minha dignidade me cutucou no caso de amizades porque chega um momento em que se você não se impõe, as pessoas te tratam como lixo, se sentem nesse direito e o mesmo se aplica aos "amores" ou talvez "desamores".

Só nunca me venha com esse papo de que na vida é preciso superar, superar, superar, superar tudo, vou julgar que você seja psicopata. Ausência de sentimentos é indício de psicopatia. Também faça um favor: PARE DE ROMANTIZAR TRANSTORNOS MENTAIS. Ninguém se deprime por livre e espontânea vontade, "bipolaridade" não justifica mau-caratismo, não manche a classe dos autistas para argumentar a total deficiência de empatia porque no seu caso é pilantragem.

Já fui machucada diversas vezes e nem por isso uso as pessoas para afagarem meu ego, até porque quem me dera ele fosse inflado a ponto de eu ter moral para dar um vácuo em alguém e a pessoa, que pouca dignidade deve ter, ainda me tratar bem, mesmo eu não merecendo, porque, vamos combinar, ninguém é tão ocupado que não tenha tempo de responder. Diz respeito às prioridades. E o que dói nem sempre é ver os dois risquinhos azuis, é atinar que você não significa nada para quem está lá do outro lado, que essa pessoa vive muito bem sem você, que é com outra que ela conversa, manda áudios, fotos e ri até altas horas.

Novelas, séries e filmes começam e terminam, quer dizer então que eu não posso ter meus filmes preferidos e revê-los de vez em quando? Não posso gostar de uma novela e ficar tristinha (por uns dias até me acostumar) porque ela acabou? Não posso chorar porque o meu hamster morreu ou porque me lembrei dele? Não posso sentir saudades de uma amiga de infância com quem compartilhei altas conversas? Não posso me recordar de um amor que trouxe de volta a primavera para a minha vida depois de um inverno repleto de desilusões?

Ora, desculpe-me, mas amizades verdadeiras são pontes construídas com madeira resistente a todas as agressões do tempo e ao próprio porque elas não se guiam pelo tempo cronológico, no encontro de olhares mil anos são equivalentes a um minuto e verdadeiros amores são insuperáveis, ainda mais aqueles que são predestinados porque não importa o tamanho dos obstáculos, da distância, da saudade e do próprio medo, esse fio invisível que conecta duas almas pela eternidade pode se esticar, mas nada nem ninguém é capaz de arrebentar, então, não me diga para "superar" um amor que mora em meu coração.

O dia em que você amar verdadeiramente uma pessoa, queira Deus que ela não te use, não te trate como um contatinho, aí sim você entenderá que vácuo é para os fracos, só gente escrota e sem compaixão seduz sem fronteiras para ter a lista cheia, lista cheia e coração vazio, vazio de caráter, de empatia, carente dessa necessidade de adoração, mas pouco comprometimento em se doar, porque beleza é contexto, se sua beleza exterior não se conectar com a interior não tem esqueminha que dure.

O vácuo é legal quando ele não corrói o seu coração, quando os dois risquinhos não te torturam te fazendo pensar no que você disse de errado, no que você fez para merecer tamanha indiferença. Assim é fácil 'superar amores', agora quero ver amar alguém quando essa pessoa está numa fase em que o universo parece conspirar contra ela e por mais que ela não seja capaz de enxergar o quão incrível é, você está lá, segurando a mão dela, lhe confortando, lhe mostrando que é uma fase, um aprendizado, fases passam, a vida é talhada nos altos e baixos e não importa quantas lágrimas ela tenha derrubado na sua frente, mostrado os medos e fraquezas, você ama cada pedacinho dela e não vai abandoná-la agora, não mesmo, porque sabe que se seu mundo desmoronar, terá uma mão estendida na sua direção, aquela mão da qual você jamais pretende se soltar. E se porventura o destino te obrigar a soltar essa mão, o toque permanecerá.

Talvez você se refaça, recrie sua rotina, aprenda a falar dela sem chorar, talvez até goste de alguém de novo, talvez até ame, mas não vai se esquecer de quem te viu quando você era invisível.

Ou eu sou uma incurável otimista ou eu não pertenço a esse mundo onde curtidas são mais importantes que afeto recíproco, onde bios de Instagram e Wattpad definem personalidade, fotos com filtros, sorrisos de mentira, empatia seletiva, onde é bacana dar vácuo e é brega se apaixonar.

Bem, tenho comigo que os "bregas" são felizes, os bregas se entregam, os bregas quebram todas as regras e vivem intensamente.

Nesse caso, escolho ser brega. Profunda.

Escolho o amor. O frio na barriga. As mãos suadas. O coração que bate com desejo e em descompasso. O abraço onde duas almas coabitam sem neuroses. A música que traduz o brilho do olhar.

Escolho beijar de olhos fechados e alma aberta.

Escolho me desnudar e deixar que alguém me veja como sou.

Escolho acreditar que meus amigos não precisam ser clones meus e eu vou amar cada um de maneira ímpar, até porque amo cada pessoa de um jeito, não tem explicação, com cada amigo eu tenho um jeito de conversar, estou consciente de que cada pessoa é um mundo e fazer parte dele é um privilégio sem igual, razão pela qual amizades devem ser cultivadas e não apenas para tirar proveito de popularidade, fama, beleza, inteligência.

Escolho ter o coração partido por algumas despedidas, sim, mas sou ousada, corações partidos são bonitos.

Sim, seria lindo e ideal nunca ter o coração partido e amar como se ninguém tivesse me ferido antes, sem medo de perder, sem essa angústia que significa a vida quando alguém especial vai embora, esse espaço vago que incomoda tanto, a rotina que perde as cores, o gosto, o sentido. E é mais lindo pensar que apesar de todos esses questionamentos, é possível amar.

Supero uma situação, por exemplo, a fase de "luto", não a pessoa, até porque nem sempre eu perca alguém para a morte, todo fim de ciclo representa uma morte, ainda que simbólica, e em casos onde a outra parte segue para a outra dimensão, a saudade permanece e é impossível apagar alguém, as marcas deixadas, viver como se esse alguém nunca tivesse existido é vergonhoso. Se não é saudável se isolar por demais e nunca mais se permitir nada, agir como se nada tivesse acontecido me é bem mais preocupante porque aquela que chora demonstra abertamente que nada tem a esconder.

Supero o receio de falar em público assim que me concentro no objetivo maior.

Supero a vergonha de falar com a câmera porque se a gravação der errado, posso deletar o arquivo e refazer.

Supero um trauma de infância, como o de andar de bicicleta sem receio de cair, uma palavra contrária que me foi lançada e me fez nutrir (por muito tempo) a crença de que eu não seria ninguém.

Supero a rejeição que me foi incutida desde muito cedo porque depois de caminhar em círculos buscando respostas diretas para questões que estão além do meu entendimento humano, agradeço às pessoas que me acolheram sem distinção e mais ainda pelos caminhos abertos que aqueles que nos rejeitam deixam para que outras pessoas, dispostas a nos conhecerem, cedem sem ressalvas.

Supero as críticas voltando a fazer o meu trabalho porque se eu for me abalar com cada crítica e moldar minha arte ao politicamente correto tão somente para "agradar" um público que nem é o meu, abrirei mão do que me diferencia, que é a essência.

Minha escrita não é "só indireta" nem "depressiva e sombria", ela é carregada de alma. Sou transparente, às vezes me odeio por isso e às vezes sinto que outras pessoas, ao lerem, se identificam com os questionamentos levantados.

Pense o que quiser, me refute, minha opinião eu não mudo por nada. Sou "mente fechada", pode revirar os olhos e me chamar de retrógrada, cafona. Dispenso as lições de moral. Já sou crescida para formar minhas próprias opiniões, com base nos valores que me importam.

Vale ressaltar que impor à força para alguém uma crença que vai contra os princípios dela é falta de empatia e consideração. Sua visão de mundo não é soberana nem à prova de contestações, como a minha também não é, mas decidi me manifestar para lavar a alma.

Amores não se superam porque jamais morrem. Ponto. Amores são imortais, ao menos os verdadeiros, os intensos, aqueles que nos transformam para sempre, que nos fazem enxergar o próprio mundo com um olhar mais apurado, mais atento, menos ingênuo, mas jamais malicioso, apenas temos mais cuidado, nem todos os sorrisos são aprazíveis, nem todas as pessoas nos desejam coisas boas, mas apesar de todo o mal que insiste em tirar a paz, o bem triunfa.

Culpa por amar?

Não, eu não posso viver num mundo onde me sinto culpada por... gostar das pessoas. Para esse trem que eu quero descer. Embarcarei em outra estação. Numa em que eu possa sorrir para quem está ao meu lado. Para onde eu possa conversar com alguém que me olhe nos olhos e não endeuse tanto um aparelho a ponto de ignorar a belíssima paisagem que o percurso oferece.

Enquanto seus pensamentos se perdem na janela e o trem segue, no fone de ouvido ressoa uma música aleatória que te desperta altas recordações. Você se lembra de tempos despreocupados, de quando seu maior medo era pegar recuperação, vêm à mente as brincadeiras, as risadas, o gosto daquele pirulito que já foi descontinuado há anos. Ou do primeiro amor. Da inocência inerente àquilo que de tão puro nem se explica, só se sente, e se sente com tanta intensidade que definição nenhuma é capaz de apurar com exatidão quando, de fato, a infância acaba. Do primeiro beijo. Da primeira decepção. Daqueles intervalos em que vestibular era futuro distante, vivia-se o aqui e o agora, a excitação com as festinhas de fim de semana, as oportunidades, a animação de esquecer os problemas sob a luz dos estrobos coloridos.

Você não superou, apenas seguiu o curso da vida, fechando os ciclos, ciente de que, sim, algumas pessoas devem permanecer no passado, tal como a memória que guardamos delas... mas, e aquele amor?

Aquele amor que surgiu logo naquele momento em que você já não acreditava mais que pudesse amar alguém ou que te mostrou essa infindável capacidade de se doar por inteiro? Que te tornou uma pessoa melhor? Que deixou como legado o que você é hoje? Você "superou" assim tão fácil e já partiu para outra? Desistiu no primeiro obstáculo ou nem sequer tentou?

Porque me julgar é cômodo, criticar a dor dos outros com a autoridade de uma juíza é simples, a ferida não arde em você, a saudade não queima no seu peito, aquela música não te faz chorar.

Sigo convicta do que ilustrei no primeiro parágrafo. Tracei paralelos por puro desejo de externar as agonias de calar um posicionamento engasgado no alto da garganta porque não importa quantos anos passem, minha intenção não é e jamais será "colecionar" amores, mas chegar a certa etapa onde ponderarei minhas ações numa balança e possa dizer com convicção que nada foi em vão porque eu sei que "aquele amor", dormindo nos meus braços ou navegando em portos distantes, me tornou uma pessoa melhor e não superei, apenas sobrevivi, sobrevivi aos dias seguintes, aos tempos sem notícias, à árdua caminhada pelo deserto existencial, tudo para amadurecer e me tornar uma mulher cujo coração nunca se fecha.

Quero orgulhar-me de ter um coração disposto a amar, não de ser uma falsa celebridade numa plataforma de escrita, com um pseudônimo falso, que precisa dos contatinhos para se sentir alguém, usar os outros, pisar nos sentimentos alheios e zombar das crenças que cada um carrega consigo para sorrir, iludindo a todos com contos românticos sem sexo nem palavrão e escancarando, como toda mentirosa patológica, os fios soltos que entregam a incoerência entre a personagem a pessoa por detrás dele. Sobrevém, portanto, a decepção.

Sabe de uma verdade que estou há meses querendo gritar ao mundo?

EU PRECISO É SUPERAR O FATO DE TER TE CONHECIDO.

Não me isento da responsabilidade nesse caso porque te dei conversa, passei meu contato, respondi às suas incisivas perguntas, abri-me por demais porque rasa não sei ser, ainda tropeço bastante nessa lição, todavia, da forma como você ridicularizou meus sentimentos, uma culpa a qual eu nunca tinha experimentado me tem feito muito mal: gostar das pessoas e ter carinho por elas. Isso não é normal.

Se você não consegue estabelecer vínculos com outro ser humano sem querer usufruir de algo que esse alguém supostamente tenha a te oferecer, meu sinto muito, (in)felizmente eu gosto das pessoas, por mais que nem sempre seja hábil em demonstrar, gosto de muitas pessoas, ainda que receie entrar em contato, gosto até daquelas que nem conheço pessoalmente mas nutro empatia, gosto daquelas que já foram embora da minha vida e tudo bem se o ciclo delas por aqui já expirou, não pretendo bater a porta do passado à procura de algo que falta porque nada tem por lá, até onde sei, gostar não é crime e banalizar o verbo superar me soa a covardia, presumo que falei por demais, me estendi, mas me cansei de guardar toda essa inquietação no peito.

Preciso é superar você, expelir todo o veneno que sua passagem pela minha vida deixou, isso sim. Porque muitas pessoas se escondem no casulo porque por infelicidade do destino cruzam com alguém com você e acreditam que amizades verdadeiras são ilusões e o amor nos tempos de hoje dura menos do que bateria de celular.

Preciso superar as conversas tóxicas, a falta de compaixão, de educação, o medo de me impor e te colocar no devido lugar, embora sua arrogância seja tremenda que você ainda me tripudie, mas que bom que meu coração é mole e eu sou o tipo que dá conversa até para aquela "tia" que conheci na fila do banco, prefiro ser assim do que viver metida com a cara num aparelho e viver de curtidas porque se tirar o celular, honestamente, o que resta de você?

Nada, eu respondo.

Nada, nadinha, o vácuo que você dá multiplicado pelo vácuo de você ser só mais uma pessoa idiota.

Porque dependendo da história em que fazemos parte, às vezes somos embustes, tudo depende da visão de quem narra. Na minha você foi aquela pessoinha que me encantou a princípio com uma fachada agradável e quando foi tirando a casca, que nem uma cebola, vi o retrato mais caricato possível de uma alma superficial, cujos pensamentos se limitam a frases de no máximo 140 caracteres que nem foram pensadas por você, escrava de modismos, dos "gurus do amor" que deveriam ser "gurus do desamor" porque querem enriquecer apropriando-se de fórmulas fajutas para ostentar vida de luxo nas redes sociais enquanto os trouxas aplaudem regras estúpidas que potencializam o mau-caratismo de pessoas como você, que desconsideram totalmente os sentimentos alheios.

Preciso é superar sua futilidade para estar aberta a novas amizades e ser mais atenta para não abrir esse coração bobo e mole para a primeira pessoa que fingir empatia ao me dar atenção, mas posso me inspirar no seu exemplo para acreditar que amar vale a pena e vácuo é para covardes e cada vez mais ter a certeza de que nessa vida superamos os entraves, boas lembranças se guardam, se não é possível o tempo todo viver delas, podemos recorrer a elas nos tempos de deserto para ser nosso referencial de que fases vêm e vão. Aquilo que nos faz bem vai para um lindo e suntuoso baú, onde ajunto todas as preciosidades visíveis ou não e preservo, aquilo que foi ruim... eu supero!

26 de Setembro de 2020 às 02:28 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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Mary Uma joaninha itinerante e destemida.

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