leticiablack Letícia Black

Não é necessária a leitura do livro 1 (embora seja recomendado) ... Com as Travelers, Tish Foster alcançou sua melhor versão, realizou seus sonhos e foi muito além do que sequer sonhou conseguir através de sua música. Nos assuntos do coração, sua vida também deu uma bela guinada; ela e seu amor de juventude, Christopher, conseguiram resolver suas diferenças e estão juntos de novo. Mas tudo na vida tem seu preço e Tish tem uma longa bagagem emocional para atrapalhar. Será que sua cabeça e seu coração estão prontos para suportar pagar o preço da fama? . A terceira parte da série Baladas de Sucesso conta a história da Tish dos 24 aos 30 anos, narrando a desenvoltura após o ápice de sua vida pessoal e profissional.


Romance Contemporâneo Todo o público.

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Olha o que você me fez fazer

Ouça enquanto lê:

Taylor Swift - Look what you made me do


Aconteceu primeiro comigo.

Foi bem na semana que meu sobrinho, Andy, tinha nascido. Nós tínhamos voltado de turnê há pouco mais de uma semana e Chris e eu ainda estávamos naquele período mágico em que ninguém quer sequer arriscar cometer erros ou desagradar o outro e tudo era simplesmente perfeito. Ele tinha praticamente se mudado para a minha casa, marcado jogar golfe com David às quintas e tínhamos um encontro duplo agendado, também.

Ao menos tínhamos conseguido encontrar o caminho para fora da cama e, apesar dos olhares travessos e apaixonados que trocávamos o tempo todo, a vida era mais que sexo. Embora o sexo fosse importante e eu tivesse descoberto que ele estava realmente se segurando antes para me proteger ou não me assustar, acabamos desenvolvendo um gosto por assistir programas de investigação juntos e éramos isso que estávamos fazendo naquela manhã de domingo quente e abafada.

Enquanto a TV narrava um caso não solucionado famoso, Christopher tinha os braços ao redor dos meus ombros e eu pintava minhas unhas dos pés. Tinha conseguido convencê-lo a pintar o mindinho de preto depois de uma batalha de cócegas e gargalhadas.

Seu telefone tocou e eu pausei a programação enquanto ele atendia. Acenou e mexeu os lábios para me informar que era sua mãe, então se levantou e começou a andar pela casa; ele tinha essa mania ao falar ao telefone, principalmente quando fosse sua família ou um dos meninos da DeLorean. Com sua mãe, porém, ele costumava se afastar o suficiente para ficar longe dos meus ouvidos; eu sabia que ela não gostava de mim e ele estava tendo um momento difícil tentando manejar um acordo de paz entre nós duas.

— Pode continuar assistindo — ele me informou. Então, como esperado, levantou-se e saiu andando pela casa, em direção ao jardim.

Eu não continuei assistindo. Tinha esperado seis anos para garimpar minha chegada àquele lugar e poderia aguardar uma ligação, então, ao invés, enrosquei o esmalte e peguei meu celular, que estava virado para baixo na mesa de centro.

Foi como se o mundo inteiro tivesse explodido na minha cara.

Quando Chris voltou, eu estava encolhida no sofá, os joelhos encostados em meu queixo, as mãos sobre as orelhas, me balançando e chorando, enquanto murmurava palavras inteligíveis em qualquer língua, embora se assemelhassem mais ao português.

— Tish? — Chamou-me, estranhando. — Tish! — quase gritou quando percebeu o que estava acontecendo. Pulou por cima do encosto do sofá para o meu lado e me puxou para seu colo no segundo seguinte, me apertando em seus braços fortes. — Calma, meu amor. O que aconteceu?

Eu não conseguia falar. Não consegui responder nada útil. Era a primeira crise séria que eu tinha em anos e eu nem sabia mais que tinha dessas. Christopher tentou me acalmar com tudo que ele tinha, acariciando meus cabelos, dizendo coisas agradáveis, mas não conseguiu. Depois de algum tempo, ele achou que era melhor fazer uma ligação para minha irmã, já que Michael estava enrolado com um recém-nascido que adorava ficar a madrugada toda acordado.

— Não sei o que houve, saí por cinco minutos e, quando voltei, ela estava assim.

“Eu sei” a ouvi responder. “Já estou a caminho”.

Se eu estivesse bem, reclamaria que ela não devia dirigir e falar ao telefone ao mesmo tempo, mas estava grata que ela fosse tão rápida em avaliar os danos.

Não demorou cinco minutos e irrompeu pela porta de casa após Chris gritar que estava aberto. Então, fui gentilmente passada para seus braços, vendo Christopher coçar a cabeça, tentando compreender o que tinha acontecido.

— Aqui — Piper ofereceu seu celular para ele. Tinha vindo a tiracolo, já que ela e Hope ainda moravam juntas. — Saiu uma matéria dessa ontem à noite, mas hoje as pessoas começaram a compartilhar e criar versões e teorias e, bom… Não parece nada legal.

Meus cabelos estavam sendo amassados pela minha irmã quando Chris voltou a sentar ao sofá e, entendendo o problema, beijou minha têmpora esquerda com carinho, voltando a esfregar as mãos pelas minhas costas.

Minha cabeça continuava repetindo as frases que tinha lido no meu breve momento na internet.

“Pai de estrela da The Travelers vive na rua, catando lixo”, “Nossa, essa garota mesquinha não ajuda nem a própria família”, “Ela comprou a porcaria de uma ilha e não dá um prato de comida para o pai”.

Pai.

Aquela palavra era gosma podre na minha boca e, enquanto a bile subia pelo meu esôfago, meu corpo entrou em colapso e me levou à crise extrema, mesmo depois de eu ter acreditado que tinha superado.

Porra nenhuma.

Existem algumas coisas que não somos capazes de superar, nunca. A gente só aprende a conviver com aquilo, começa até acreditar que está tudo bem, mas bastava um chute em nossas canelas para nos afundar na mesma lama até o pescoço e sufocar até a morte.

Piper me ofereceu uma caneca de chá assim que minhas mãos pararam de tremer. Eu tinha Hope de um lado, Chris do outro e Piper, sentada sobre a mesinha de centro da minha sala, à minha frente. Estava bem. Estava protegida. Minha família estava aqui. Eu ia lidar com isso.

— Meu amor — Chris me chamou. — Você vai precisar falar sobre isso, sabe, não?

Eu sabia. Sempre soube que, em algum momento, a fama ia me cobrar aquele preço. Imaginei que alguém iria me perguntar da minha família biológica e eu tinha ensaiado minhas respostas, mas estavam todos encantados com a história dos irmãos musicalmente talentosos que ninguém nunca se atreveu. A maioria das pessoas sequer questionava e achava que éramos irmãos, mesmo e, apesar de sermos essencialmente diferentes, tínhamos nossas similiaridades: o mesmo sorriso, o mesmo nariz, o formato do queixo…

Achei que seria mais fácil, menos invasivo e, certamente, não imaginei que me colocariam de vilã.

Abaixei a cabeça, mas concordei silenciosamente, bebendo meu chá. Chris beijou minha têmpora mais uma vez, enquanto Hope ainda esfregava meu cabelo com força porque sabia que a fricção sempre me ajudara a concentrar e melhorar.

— Podemos chamar a Mary Ann, se quiser — minha irmã sugeriu. — Conseguimos qualquer programa que quiser. Chamamos a mamãe. Tenho certeza que Michael vai aparecer assim que souber. Vamos estar todos aqui com você.

Chris e Piper concordaram imediatamente. Ela chegou a se curvar para frente e colocar a mão sobre o meu joelho para mostrar-me que estava ali.

Encarei-os um a um, minha mente trabalhando na velocidade máxima para colocar as peças em todos os lugares. Neguei com a cabeça.

— Não quero TV — falei. Minha voz saiu muito mais grossa que o normal e tentei limpar a garganta, mas não resolveu. — Quero fazer nos meus termos. Ninguém perguntou minha versão antes de sair espalhando mentiras. Se for entregar minha história pra alguém, que seja alguém que se preocupa com a verdade.

Hope respirou fundo. Tinha certeza que ela me achava um porre, às vezes. Para ela, só fazer sempre funcionava, enquanto, para mim, precisava ser feito de um jeito específico ou não iria dar certo.

— Eu tenho uma sugestão — Piper disse, levantando-se da mesa. Acenou para Christopher, empurrando-o para o lado enquanto ele ria, e ocupou o lugar, os dedos ágeis movendo-se na tela do seu celular, até que virou-o para mim. — Tem esse rapaz, aqui. Ele é um blogueiro alternativo, não é muito famoso, mas costuma ser gentil. Eu sigo ele há algumas semanas, ele fez uma matéria sobre a gente que foi super legal, então tenho acompanhado e ele postou sobre você hoje de manhã.

Peguei o celular, cautelosa. Hope se ocupou em me segurar pelos ombros, mas decidiu tampar minhas orelhas por precaução, porque era o que eu costumava fazer quando entrava em colapso.

Era uma mudança boa, devia relatar. Minha irmã me considerava forte o suficiente para acessar os gatilhos que poderiam me levar à crise, se eu achava que conseguia.

Ele tinha postado uma foto bem bonita, em preto e branco, minha com meus irmãos, em uma das sessões que fizemos juntos para revistas e propagandas. Aquela, em especial, era tão natural que parecia informal: eu e Hope abraçadas, com Michael nos abraçando por trás, o rosto apoiado atrás da minha cabeça.

Na legenda, se lia: “Vi várias matérias sobre a negligência de Tish Foster com seu pai biológico, mas ninguém pareceu se recordar que ela foi adotada pela tia aos nove anos e todas as vezes alegou não ter lembranças muito boas de sua infância. Pedi para uma amiga portuguesa fazer uma pesquisa simples com o nome do pai dela e encontramos matérias do início dos anos 2000, dizendo que ele foi acusado de fraudes trabalhistas em um processo de falência e que foi preso por homicídio. Não tivemos acesso aos processos e eu não quero teorizar, mas nós sabemos o que aconteceu a seguir: seus irmãos, Hope e Michael, cansaram de dizer que Tish era uma garota incomum quando chegou em sua casa. Não falava, não brincava. Tish também já alegou que sofria de distúbios ansiosos severos, como TOC e fobia social. Então, antes de julgarem a mulher que acabou de inaugurar uma fundação que ensina arte para crianças carentes no Brasil de ser mesquinha, vocês poderiam pensar melhor”.

— Sim — concordei, devolvendo o celular para Piper. Chris pegou-o para terminar de ler. — Podem pedir para Emilia organizar tudo, por favor?

— Claro — Hope finalmente soltou minhas orelhas e voltou a me segurar pelos ombros.

Chris recebeu várias ligações preocupadas, também, já que eu tinha desligado meu celular; Michael quase teve um colapso tão grande quanto o meu quando soube e Chris demorou um tempo para acalmá-lo e dizer que estava tudo bem, enquanto Hope ligava para tia Liah para evitar que ela se exaltasse também. Demorou até que Hope achasse que poderia me deixar sozinha com Christopher. Chegou a dizer que poderia dormir no sofá, mas informei-a que estava tudo bem e que ela e Piper podiam voltar para casa.

Quando nos deitamos na cama, Christopher estava me tratando como uma bonequinha de vidro, o que era bem semelhante a como fazia em nosso primeiro namoro. Cuidadoso ao extremo, exageradamente carinhoso e mal me deixava sozinha, vigiando-me com o olhar.

— Me pergunto — murmurei, encarando o teto. Chris estava virado para mim, absorvendo cada mísera expressão do meu rosto. — Como conseguiram ir tão longe para encontrar esse homem, mas não descobrir o que ele fez.

Chris chegou ainda mais perto e passou seu braço por cima da minha barriga.

— As vezes até descobriram — soprou, baixinho. — Mas só queriam ser maldosos.

Entortei o lábio e concordei com a cabeça.

— Acho que você tem razão.

Virei o rosto para olhá-lo e ganhei um beijinho rápido que me fez sorrir. Era quase ridículo como me sentia tão confortável com ele.

— Eu não sabia que ele não estava preso — disse. Percebi, em sua expressão, que se arrependeu de suas palavras assim que as disse. Estava curioso, mas não queria que isso me fizesse mal.

Virei-me para ele e levei uma mão ao seu rosto. Era tão apaixonada por Christopher que doía a ideia de perdê-lo outra vez. Ele ainda estava tentando entender a mulher que eu era agora, me conhecia profundamente, em parâmetros diferentes, em uma fase ruim. Tinha me tornado mais forte com o tempo, naquela tarde me pegaram desprevenida, com as guardas abaixadas, e eu não permitiria que isso acontecesse de novo.

— Eu sabia — contei-lhe. — Ele ficou preso por uns quinze anos. Estava trabalhando para Capitu quando foi solto. Quando contei para ela sobre, ela manteve alguém de olho nele e, quando liberaram ele da cadeia, me avisou. Chegou a me perguntar se queria fazer algo sobre isso.

Chris me encarou profundamente, daquele jeito que fazia quando tentava me ver além dos conceitos que tinha criado para mim, quando entendia que algumas nuances eram diferentes da garota que tinha conhecido e quisesse atualizar a informação para amar essa minha parte nova também.

— E você fez?

Meus olhos encheram-se de lágrimas e neguei com a cabeça. Tinha pensado tanto sobre aquilo na época, sobre como queria que ele sofresse pelo que fez com minha mãe, pela forma com que tinha me destruído, mas, em algum momento, cheguei a conclusão de que eu não me moldava pelas atitudes dos outros e não deveria converter minha índole por algo que não faria mais diferença na minha vida. O mal já tinha sido feito, já fincara as raízes no meu coração e eu não precisava reproduzir nada. Eu sempre poderia escolher ser melhor.

— Eu só queria conseguir esquecer a existência dele e, na maior parte do tempo, consigo — confessei. — Mas alguns dias…

Travei-me, mas não precisava dizer mais nada. Chris puxou-me ainda mais para perto e grudou nossos corpos, beijando minha testa, antes de me encaixar abaixo de seu queixo.

— Alguns dias são mais difíceis — completou. — E eu sempre vou estar aqui quando eles vierem.


Nota: Oi, gente

Bem vindos ao Inkspired. Eu conheci essa plataforma ano passado, quando já estava insatisfeita com o wattpad. Fiz alguns testes e até gostei. A parte ruim dela, acho, é o alcance, que é menor, por ser uma plataforma alternativa, mas diante dos problemas que enfrentei com o wattpad, acabei preferindo. Espero que ela funcione para vocês e que gostem dela também. Se não estiverem gostando, fiquem à vontade para me deixar saber e a gente procura um cantinho melhor.

Sobre Balada da Fama: o roteiro dela está todo pronto, mas estou >tentando< escrever o livro 2 dO filho do Vice-Presidente e isso é tudo o que eu tenho dela nesse momento kkkk

Mas vou tentar me organizar para atualizar ao menos uma vez na semana. Sei que vocês são mimadas e estão acostumadas a atualizações seguidas, todos os dias, quase, mas por enquanto não dá. Quando eu tiver terminado MFP talvez eu consiga voltar para, pelo menos, 3x na semana. Tudo bem?

Por enquanto, marco com vocês que nossa data de atualizações será às sextas, ok? Essa sexta não terá atualização, então a próxima fica pro dia 25/9.

Beijões e espero que vocês estejam gostando.


Avisos extras:

1 - Balada do Topo do Mundo está postada aqui, caso queiram reler ou não consigam ler o final até eu retirar do wattpad.

2 - Balada dos Corações Partidos não veio para cá porque está em processo de publicação. E, se tudo der certo, será lançado em >físico< e ebook. Assim que eu tiver mais informações, aviso vocês.

16 de Setembro de 2020 às 03:33 4 Denunciar Insira Seguir história
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Isís Marchetti Isís Marchetti
Olá, Letícia, tudo bem? Faço parte do Sistema de Verificação e venho lhe parabenizar pela Verificação da sua história. Apesar de não conhecer a primeira história dessa coletânea, confesso que alguns pontos me deixaram completamente curiosa para conhecer algum dia. Mesmo você dizendo que não é realmente necessário conhecer para manter essa leitura, e até entendo porque mesmo não conhecendo consegui pegar uma boa parte da essência da história, eu gostaria de conhecer mais sobre como se desenveu esse relacionamento da Tish com o Cris. Pelo que eu entendi, eles se reencontraram recentemente e se conhecem desde o passado conturbado dela, mas coisas aconteceram e devido a isso eles se separaram e mesmo que o foco dessa história não seja para falar sobre tal, eu tô muito curiosa! Haha. Isso provável se sucedeu devido a sua habilidade de poder manter o leitor envolvido com cada coisa que você relata no livro. Bom, a coesão e a estrutura do seu texto estão fantásticas. A sinopse está bem atrativa e ela prende boa parte da atenção, faz com que a ansiedade de ler a história só aumente. A forma da narrativa que você escolheu para escrever também está muito impressionante e em vários momentos eu fui capaz de me sentir como se estivesse lá, vendo todo o sofrimento e todo tormento que ela passou ao ter seu passado vindo à tona. Quanto ao personagem, eu não posso dizer muito sobre eles, até porque não conhece a história por completa, porém eu fui meia aprisionada por Trish, de alguma forma mais profunda eu queria entender o porque dos ataques e tudo o mais. Saber mais sobre ela, sabe?! Assim como também gostaria de desvendar tudo o que aconteceu nesses dois livros que veio antes desse terceiro. Quanto à gramática, seu texto está muito bem escrito e desenvolvido. Apesar disso, tem um pequeno apontamento que consegui tirar, em: "e éramos isso que estávamos fazendo" em vez de "e era isso que estávamos fazendo". Por ser um capítulo relativamente grande, fiquei muito impressionada de só achar esse pequeno deslize e também por ser tão bobo que não chega a tirar a coerência ou ficar confuso, você não precisa se preocupar em corrigir. No geral eu achei muito interessante a forma com que você retratou cada detalhe nesse capítulo e fiquei bem encantada. Desejo a você sucesso nessa história e que se adaptar a plataforma. Abraços.
September 23, 2020, 20:58
Ana Carolina Ana Carolina
Esse povo não sabe nada sobre a Tish e quer julgar ela como se algum deles fossem melhor que ela...
September 21, 2020, 16:12
Amanda Evangelista Amanda Evangelista
Não creio que o povo está massacrando a Tish! Vontade de guardá-la num potinho e proteger do povo! Eita! Sogrinha não curte a Tish? 😱
September 16, 2020, 21:32
Cristiane Almeida Cristiane Almeida
A cada capítulo me apaixono mais pela história, e a cada capítulo fico mais envolvida ❤️
September 16, 2020, 04:29
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