amandaberkano Amanda Berkano

Hatake Kakashi amou por anos a mesma mulher em segredo, sofreu em silêncio enquanto ela se casava e construía sua família. Até que um dia seus melhores amigos decidiram intervir e pedir para ele ao menos uma vez se abrir para conhecer uma nova pessoa e o mesmo decidiu que iria tentar pela última vez. Konoha acaba de ganhar dois novos moradores: Watanabe Daisuke e Watanabe Amélie. Daisuke vai em busca de compreender seu pai, um ninja renegado de Konoha, que abandonou ele e sua mãe quando ele tinha somente 5 meses de vida. Amélie vai para acompanhar seu filho Daisuke e conhecer o lugar que deu e tirou o primeiro amor da sua vida e pai de seu filho. Criada em 08/05/2020


Romance Erótico Para maiores de 18 apenas.

#sasuke #itachi #uchiha #budismo #361 #boruto #naruto #kakashi #hatake
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Capítulo 1.

Sem revisão.

A morena colocou os livros da série Icha Icha em cima da bancada do caixa da livraria enquanto procurava sua carteira em sua pasta transversal feminina verde musgo, sentiu a presença de um ninja atrás dela e levantou o rosto para encarar o ninja e lançar um meio sorriso de desculpas. O ninja de Konoha sorriu por cima da máscara e a estrangeira sentiu a carteira em sua bolsa e a pegou se sentindo nervosa por odiar esperar e deixar pessoas esperando, principalmente em filas.

- Desculpe a demora... – Abriu a carteira e pegou o dinheiro o entregando em seguida para o atendente. – Obrigada. – Agradeceu pegando a sacola e saindo do local com um pouco de vergonha.

O ninja colocou o dinheiro do livro em cima do caixa e se despediu rapidamente de Hideki, saiu da livraria quase correndo e olhou a multidão da rua procurando a morena que acabara de comprar toda a série de seus livros favoritos, avistou a morena encarando toda a rua com os olhos curiosos analisando cada detalhe, correu até ela e respirou fundo se colocando atrás dela disfarçadamente, estava em dúvida se era o certo a se fazer, mas preferia arriscar ao invés de perder tempo como perdeu durante anos. Era algo inusitado pra ele, estava decidido a seguir o conselho de seus melhores amigos de tentar conhecer uma nova pessoa, uma pessoa diferente já que só se atraia por mulheres parecidas com a tal mulher dona de seu coração que não correspondia seus sentimentos, porém aquela estrangeira o deixara intrigado, acreditava que poucas pessoas se mudavam pra vila, muito menos pessoas que liam os livros de Jiraya.

- Você escolheu bem a leitura, Jiraya-Sama é um ótimo escritor. – O ninja disse fazendo a morena dar um gritinho baixo e também um pulo de susto e o olhar com a mão na boca e com a respiração tremula. – Me desculpe o susto, não vou mais incomo... – Falou sem graça coçando a nuca com a mão direita.

- Sem problemas. Eu que me assusto muito fácil e estou extremamente distraída com toda a beleza da Vila Oculta Da Folha. – A estrangeira o interrompeu e deu um sorriso largo ao terminar de falar. – Na verdade eu só comprei os livros para poder criar uma crítica. – Completou levantando a sacola de papel reciclado no ar a balançando.

- Existem diversas críticas sobre o livro, não seria mais fácil ler uma delas? – O leitor de Icha Icha perguntou com a sobrancelha arqueada para a estrangeira.

- Sim, eu li todas as críticas. Tantos positivas quanto negativas, porém me sinto melhor se eu ler por mim mesma e ter a minha própria conclusão sobre a obra. – Expôs com receio ao mesmo tempo em que analisava cada centímetro do homem em sua frente e suspirou fundo antes de buscar explicar o seu intuito de comprar toda a série dos famosos livros pervertidos. – Um dos meus pacientes possui certo vínculo com a obra e eu gosto de ler as indicações deles. – Deu de ombros, foi empurrada por um homem que corria com pressa e acenando pedindo desculpas, quase caiu no chão e foi segurada pelo ninja em sua frente. – Obrigada. – Agradeceu tímida, encarou os olhos negros, sentiu as ondas elétricas que não sentia há anos por todo seu corpo e abriu a boca poucos milímetros.

- Estamos no meio da rua atrapalhando a passagem, não quer ir a uma casa de chá para conversarmos melhor? – O mais velho perguntou coçando a nuca com timidez mais uma vez, não queria parecer invasivo, olhou para os olhos da cor azul celeste e se sentiu paralisado até o instante em que a resposta veio.

- Aceito um café. – A morena respondeu sorrindo.

A psicoterapeuta não estava acostumada a ser abordada na rua e considerava algo inusitado para os tempos modernos em que geralmente as pessoas flertavam por aplicativos ou sites de namoro e se sentia surpresa por ser abordada pelo homem que a observava na livraria, entretanto gostava da ideia do ninja vir atrás dela, de ter a desejado a tal ponto de sair da livraria a seu encontro.

- Ótimo, podemos ir a umas dessas cafeterias novas que existem aqui na aldeia. – O platinado disse com a voz animada enquanto guiava a morena, começou a olhar em volta de toda a rua agitada procurando alguma cafeteria por ali, enxergou uma pequena e conduziu a estrangeira até a entrada da pequena loja com janelas transparente.

Os dois ninjas aposentados olharam todo o ambiente vazio, se entreolharam em meio a pequena timidez e por impulso apontaram para uma mesa nos fundos, andaram lado a lado até a mesa sendo seguidos pela atendente, o prateado puxou a cadeira para sua convidada em sua frente e ambos pegaram os cardápios entregues pela garçonete sorridente quando terminaram de se sentar.

Amélie olhava cada detalhe visível do homem em sua frente, os olhos negros expressivos que analisava os itens do menu, os cabelos prateados espetados que conforme a luz do sol que entrava pela janela de vidro brilhavam em cada mínimo movimento de sua cabeça e olhou os lábios finos por cima da máscara e elevou o cardápio mais para cima enquanto mordia seu lábio inferior e batia as unhas grandes e amendoadas pintadas na cor nude de sua mão direita em cima da mesa em um movimento acelerado tentando controlar sua excitação. Tinha se relacionado com muitos homens depois que ele tinha partido de sua vida, sentia excitação por outros homens, mas não dessa forma.

O indivíduo que estava sentado de frente para a estrangeira era diferente dos que a mesma se relacionava, não parecia ter mais de 30 anos, porém sabia quando ninjas eram experientes e o em sua frente parecia ser até mais experiente que seu irmão que era apenas 2 anos mais novo que ela, abaixou o cardápio, começou a esfregar as pontas de seu polegar, do dedo anelar e médio umas nas outras, mordeu novamente o lábio inferior e abaixou um pouco a cabeça tentando se esconder em vão já que estava sendo muito bem observada pelos olhos negros em sua frente.

Os olhos negros examinavam a pequena marca azul-turquesa que não era maior que 2 centímetros em forma de uma tríqueta no lado esquerdo da testa de sua convidada que aparecia singelamente quando a estrangeira alisava levemente nervosa sua franjinha para a direita tentando esconder seu rosto, o cabelo preto que ia até os ombros femininos largos, olhou disfarçadamente para o decote bem marcado no macacão pantacourt social de alças regulares preto e agradeceu mentalmente por estar sentando e poder disfarçar ao menos sua leve ereção que tentava controlar, voltou o olhar velozmente para o cardápio antes que a mulher em sua frente notasse sua excitação que achava que era evidente em seu rosto, olhou para cima novamente e encarou os olhos azuis pensando no quanto eles eram diferente dos olhos verdes que ele tanto ama por vários anos em segredo. Considerava que a estrangeira em sua frente era totalmente diferente dela fisicamente, notou o lábio inferior carnudo da mulher em sua frente ser levemente mordido pelos dentes brancos e se arrumou na cadeira buscando novamente disfarçar sua ereção forte.

O platinado ama a mesma mulher por quase 15 anos e se privava de qualquer relacionamento sério, quando se relacionava de forma casual eram sempre mulheres parecidas com ela e diferentes da estrangeira que lia o cardápio com atenção em sua frente, porém tentava seguir o conselho de seus dois melhores amigos sobre tentar se interessar por outra mulher e seguir sua vida, afinal o amor da sua vida já era comprometida e mãe, seguir sua vida com outra pessoa que seja parecida ou de preferência diferente daquela que tinha o seu amor. Estava receoso com a ideia de seguir o conselho de seus melhores amigos, mas a morena provocou seu interesse enquanto a observava em sua livraria preferida fazendo caras e bocas ao mesmo tempo em que olhava as capas de alguns livros e segurava toda série Icha Icha debaixo de seu braço esquerdo, presumia que a estrangeira ter comprado seus livros favoritos estimulou seu desejo por se aproximar dela o mais rápido possível por acreditar que por ser já uma estrangeira ela provavelmente iria embora da vila a qualquer momento.

A morena se arrumou na cadeira expondo o seu decote adquirido depois de ajustar as alças de sua roupa com o intuito de diminuir o calor em seu corpo, agradeceu mentalmente mais uma vez ao ver a garçonete chegar próximo a mesa com um bloquinho de notas e uma caneta na mão direita e tentou arrumar as alças de seu macacão deixando seu decote menor, mas ainda marcante para o ninja que olhava para ele disfarçadamente.

- Eu vou querer um cappuccino. – A morena disse antes de entregar o cardápio para a garçonete que anotava o pedido no seu bloquinho de papel branco com atenção.

- Vou querer um Gyokuro. – O ninja falou para a garçonete ainda escondendo seu rosto com o cardápio colorido com o intuito de fingir que escolhia algo para comer, teve seu pedido anotado pela atendente antes dela sair de perto da mesa e decidiu cortar o silêncio depois de alguns minutos. – Você é nova aqui, não é? Nunca te vi antes.

- Sim, sou da Vila Oculta da Felicidade. – A estrangeira respondeu enquanto pegava o celular no pequeno bolso de sua pasta, apertou o botão que liga a tela para olhar se tinha alguma notificação em seu aplicativo de mensagem de texto e desligou a tela ao ver que não tinha nenhuma mensagem que considerava importante. – Só estou vendo se tenho alguma emergência ou algo do tipo. – Buscou explicar sorrindo sem jeito ao ver que o ninja ficara desconfortável, colocou o celular com a tela desligada em cima da mesa e olhou para o homem em sua frente. – Você costuma abordar estrangeiras na rua geralmente ou eu sou um caso especial? – Perguntou de forma provocativa para o homem riu sob a máscara.

- Foi um caso puramente especial. Por mais que Konoha receba muitos estrangeiros, boa parte são ninjas conhecidos e acredito estar evidente que você não uma ninja e sim uma turista visitante. – O mais velho tentou se explicar coçando a nuca e ficou surpreso por se sentir nervoso quando a estrangeira lhe lançou um olhar confuso. - Principalmente mulheres que gostam de Icha Icha, fiquei curioso. – Tentou se defender e ficou aliviado quando a garçonete chegou à mesa com os pedidos.

- Aqui está Rokudaime-Sama. – A garçonete disse colocando o chá e o café em cima da mesa.

O ninja agradeceu para a atendente com um leve aceno, pegou sua xícara de chá, sentiu o olhar da morena ansioso sobre si mesmo e bebericou o chá levantando o pires junto da xícara tampando seu rosto.

- Eu não estou como visitante e sim morando em Konoha. – A mais nova enunciou divertida e gozou com a cara de espanto do Prateado em sua frente, assoprou o café que estava muito quente, colocou o sachê de açúcar mascavo no cappuccino e balançou o líquido quente com a colher de aço inox que estava em cima do pires.

- O que te fez sair da Vila Oculta da Felicidade, uma vila que é extremamente avançada em tecnologia para cá? – O prateado questionou a estrangeira antes de elevar a xícara com o pires até sua boca escondendo o rosto, bebericou o chá mais uma vez e reparou que a mulher suspirou com tristeza.

- Meu filho desistiu de ser um ninja de alto escalão em nossa vila para virar um Ninja Genin de Konoha. – A morena respondeu com certo desdém, viu o homem em sua frente se engasgar e lançar-lhe um olhar perplexo depois de se recuperar rapidamente.

- Você é mãe? – O mais velho perguntou à morena, ficou atônito quando a mesma confirmou com um aceno positivo e um sorriso largo e fitou a morena de cima a baixo outra vez, abriu a boca com a surpresa ao notar o círculo dourado na mão esquerda da terapeuta e tentou olhar para a mais nova como mãe de um ninja de alto escalão. - Ele deve ter motivos muito fortes para largar tudo e virar um genin. – completou em busca de amenizar o clima que estava quase ficando tenso, particularmente para ele que estava sentindo seu membro duro novamente, mas tinha ficado desanimado ao saber que a pessoa que estava o deixando entusiasmado é casada.

- Nossa vila mesmo possuindo um ótimo sistema ninja não se compara ao de Konoha, nós investimos mais em educação, cultura e tecnologia com o fim da terceira guerra, já Konoha investiu em ninjas. – A morena tentou argumentar, entretanto não para o ninja e sim para si mesma como estava buscando fazer nos últimos meses mesmo sabendo o real motivo para a decisão de seu filho. – Ser ninja em Konoha é mais produtivo que na nossa Vila e eu como mãe não consegui não seguir ele. – Prosseguiu depois de um longo gole no seu café deixando somente dois dedos dele na xícara.

- Ter os pais o acompanhando numa enorme mudança de vida como essa deve ter sido muito reconfortante ao seu filho. – O ninja declarou procurando disfarçar seu desanimo, notou que a estrangeira olha a rua pela janela e decidiu finalizar. - A vila está mudando bastante com a paz no mundo ninja, está evoluindo tecnologicamen...

- Você nunca tira sua máscara? – Amélie interrompeu o homem a sua frente querendo mudar o assunto sobre sua mudança, seu filho e perguntas que não poderia responder sobre ele.

- Hamm... Tiro quando estou sozinho ou em momentos especiais... – O ninja expôs sem jeito enquanto coçava a nuca.

- Entendi... Deve ser bom pra quando se quer sumir. – A morena refletiu ainda olhando a rua pela janela de vidro, sentiu seu celular vibrar, apertou o botão de ligar a tela e viu a mensagem de sua recepcionista a avisando que seu paciente já a esperava por mais de dez minutos, pegou sua carteira na bolsa, tirou a quantia em dinheiro para o café junto com a gorjeta para a garçonete e colocou as notas de ryos em cima da mesa. – Eu gostaria de conversar mais com o senhor Rokudaime Sama. – Declarou sorrindo com malícia e notou que quando pronunciou o título do sexto Hokage o homem em sua frente de sentiu instigado. – É bom fazer novos amigos já que não conheço quase ninguém.

- Se quiser podemos marcar de conversarmos depois. – Kakashi decidiu arriscar-se mesmo com enorme possibilidade de levar um fora.

- Amanhã às 15h, aqui mesmo? – Amélie perguntou para o platinado e sentiu seu coração começar a bater acelerado quando notou que o homem sorriu por cima da máscara.

- Sim, estarei te esperando. – Confirmou o mais velho com a voz animada. – E me chamo Hatake Kakashi.

A morena levantou-se da mesa, colocou o celular no bolso de seu macacão e se inclinou para encarar de perto seu acompanhante o fazendo sentir o cheiro de Frésias que seu corpo tinha graças ao óleo corporal que usava.

- Sou Watanabe Amélie. – A estrangeira se apresentou com um sorriso largo. – Até amanhã Rokudaime-Sama, e eu sou viúva. – Enunciou sorrindo largo e saiu da mesa deixando Kakashi com mais alivio.

Kakashi viu a morena sair rapidamente da cafeteria com a sacola de livros na mão, atravessar a rua e entrar no pequeno prédio em frente da cafeteria, olhou para a cadeira que ela estava sentada e viu a xícara com a mancha vermelha no formato dos lábios carnudos de Amélie. Tirou o dinheiro do chá e o colocou em cima da mesa e saiu pelas ruas de Konoha com seu Icha Icha Paradise versão de bolso.

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Amélie olhou seu relógio de pulso marcando 20:13h, ouvia atentamente seu paciente enquanto girava sua aliança dourada com frésias e tampava sua boca com a mão direita com o objetivo de não demonstrar suas emoções e se arrumou no poltrona de couro.

- ... Eu sei que ela fica chateada, mas eu não tenho culpa...

- Nos vemos semana que vem no mesmo horário? – A morena cortou a fala de seu último paciente do dia que assentiu levemente com a cabeça, estendeu sua mão para o loiro que recebeu dando um leve aperto e o guiou até a saída de sua sala.

- Até semana que vem Doutora Watanabe. – O paciente se despediu antes de sair da sala e ir pagar o preço combinado da consulta para a recepcionista.

- Até semana que vem. – Amélie se despediu antes de fechar a porta, se espreguiçou e pegou seu copo de água meio cheio que estava na mesinha de centro, bebeu o resto da água enquanto procurava sua pasta dentro do armário que tinha em sua sala, colocou a pasta no ombro, arrumou as alças de seu macacão com o intuito de fazer seu decote aparecer e vestiu seu casaco tench coach cinza.

Amélie saiu da sala cumprimentando a paciente de sua nova colega de trabalho, andou até a recepcionista que lhe entregou discretamente o envelope com o seu lucro do dia que já vinha descontado o valor das despesas para pagar o lugar que estava alugando com seus novos colegas de trabalho, saiu do prédio com pressa, pegou seu aparelho celular do bolso de seu macacão e o fone de ouvido em sua pasta e colocou "A Love From Outer Space de A. R Kane" para ouvir enquanto andava pelas ruas movimentadas em direção para sua nova casa. Por mais que a Watanabe não quisesse estar ali naquela vila e só estivesse por causa de seu filho, sentia que precisava entender o que era aquele lugar, o que era aquele lugar que colocou e tirou ele da sua vida e do seu filho.

A estrangeira amava o falecido esposo por quase 20 anos e sentia sua falta todos os dias, sentia falta até mesmo de suas piadas sem graça, do seu olhar calmo quando ela estava aflita em situações de conflito, seu toque suave e ao mesmo tempo marcante sobre sua pele, os cabelos negros que amava mesmo implicando com o tamanho e a sua boca que sempre parecia saber o que ela desejava. Amélie sentiu sua intimidade ficar quente ao lembrar vagamente das coisas que aqueles lábios finos fizeram em seu corpo por anos antes de ir embora quando seu filho tinha apenas cinco meses de idade e sua intimidade se acalmou quando a lágrima solitária rolou pelo seu olho esquerdo ao mesmo tempo em que tentava conter o grande choro que estava por vir.

Amélie odiava-se às vezes por sofrer pela mesma pessoa por quase 16 anos, toda sua família incentivava a mesma em arrumar um novo alguém e muitas vezes quando seu filho era criança seu tio tentava arrumar encontros para a sobrinha com amigos ninjas de diversas nações com intenção de dar um pai ao seu sobrinho-neto, porém a morena nunca conseguia se relacionar com nenhum deles por mais do que algumas semanas, queria se comprometer somente com quem despertasse o mesmo sentimento que tinha com o pai de seu filho e mesmo tendo sido abandonada por ele queria se sentir da mesma forma novamente.

A morena espantou-se ao notar que já estava em frente ao seu novo prédio, entrou na portaria, subiu com pesar as escadas que davam para o terceiro andar, chegou ao andar se arrastando pelas dores que estava sentindo devido ao longo dia de trabalho e foi em direção a terceira e última porta do corredor pequeno enquanto buscava as chaves em sua pasta, girou a chave na maçaneta, abriu a porta entrando no apartamento médio e sorriu largo ao ver a cabeleira na cor preta ônix deitada no encosto do sofá com o headphone vermelho no ouvido tocando um heavy metal tão alto que dava para ouvir por fora do fone na sala. O rosto familiar e que amava mais do que tudo em sua vida era tão parecido com ele, mas com a leve diferença de que tinha a mesma marca de nascença na testa que Amélie possuía e os olhos azuis celeste.

- Que bom que você chegou mãe, o Hokage acabou de mandar me avisar que amanhã vou conhecer minha nova equipe. – Daisuke declarou para sua mãe com euforia.

Amélie fechou a porta atrás de si, seguiu em direção ao sofá de dois lugares que ficava ao lado do sofá de três lugares que seu filho estava se levantando e observou o adolescente desligar o seu aparelho de música Ikod e o colocar na mesinha de centro da sala.

- E quando você vai conhecer eles? – A Watanabe perguntou ao mesmo tempo em que tirava seu casaco, puxou em seguida o Scarpin preto com uma leve careta devido à dor em seus pés, se levantou indo colocar a pasta verde em cima da mesa de jantar que tinha ao lado da bancada que dividia a cozinha da sala, abriu a pasta verde e tirou a coleção de livros que tinha comprado mais cedo, colocou a sacola de livros em cima da mesa de mármore e em seguida o casaco em cima de uma das cadeiras de couro, andou até a porta de entrada ainda com seus saltos nas mãos, se abaixou quando sentiu as patinhas macias e unhas grossas em suas pernas e beijou a cabeça da cadela de raça Pastor Branco Suiço.

- Amanhã. Hoje o sensei que lidera a equipe veio me conhecer aqui em casa e marcou um piquenique amanhã comigo e a equipe. – Daisuke respondeu se levantando do sofá, andou em direção a mãe com seus braços abertos, sentiu sua cintura ser enlaçada e a cabeça em seu peito, beijou a cabeça de sua mãe, se afastou indo em direção a estante de carvalho da sala, pegou o envelope de papel pardo e correu para o quarto de sua mãe. – Chegou isso hoje de manhã do tio Akihito para você. – Expôs depois de se encostar-se ao parapeito da porta do quarto de sua mãe e levantou o envelope no ar com a mão direita fazendo bico, estava curioso e com medo do conteúdo o que tinha no envelope.

Amélie amarrou o cabelo em um rabo de cavalo ao mesmo tempo em que andava rápido na direção de seu filho, pegou o envelope da mão de Daisuke e foi em direção até a cama sendo acompanhada de seu filho, sentou na cama enquanto o adolescente sentava na cadeira de balanço cinza suspensa no teto e a girava com o intuito de ficar de frente para sua mãe que abria a entrega.

O envelope foi aberto com delicadeza pelas mãos femininas, Amélie suspirou fundo quando olhou dentro do pacote, tirou o conteúdo enquanto balançava a cabeça em sinal negativo, encostou a cabeça em uma das pilastras da cama dossel e tirou o conteúdo do envelope.

- É o seu presente de aniversário filho. – A morena declarou elevando os dois crachás e bilhetes no ar, sorriu ao ver o enorme sorriso no rosto do filho e entregou o conteúdo nas mãos dele.

- São ingressos para o show do Ghost B.C. e entradas Vips para o camarim. – Daisuke berrava animado com os olhos brilhando, pulou da cadeira e deu um abraço apertado em sua mãe a deixando quase sem ar.

- Vai ser no sábado da semana que vem, espero que não tenha missão até lá. – A estrangeira disse ao mesmo tempo em que se afastava do abraço de seu filho.

O sorriso que estava na cara do adolescente sumiu quando se lembrou que o show seria em 11 dias e talvez não pudesse ir. O Watanabe acreditava que o Hokage já tinha sido imensamente generoso ao ouvir sua história e suas questões com Konoha, o incluir no meio ninja da vila e mesmo não sendo um ninja de alto escalão como era em sua aldeia se sentia feliz por vir tentar entender seu pai.

Daisuke pretendia entender como era o lugar em que seu pai tanto falava para ele nas inúmeras cartas que tinha escrito antes de abandonar ele e sua mãe quando ele tinha cinco meses de idade por causa de uma vingança, queria sentir como era as estações em Konoha, comer todas as comidas típicas, aprender todas as gírias e costumes do lugar onde seu progenitor tinha nascido e veio em busca disso mesmo arriscando tudo. Arriscou toda sua carreira ninja, sua segurança, ficar longe de seus amigos, o namoro que acabou devido sua ex terminar com o argumento de que não aguentaria à distância, estar longe de seus tios, suas tias, seus primos, seus avós e sua mãe na busca de entender todos os motivos dos atos que seu pai praticou antes de conhecer sua mãe até abandonar-los e mesmo tendo uma caixa cheia de cartas escritas explicando todos os atos que tanto Daisuke quanto Amélie consideravam horríveis, o adolescente pretendia saber como era a vila de seu pai e tentar entender os seus atos criminosos.

- Você pode ir no meu lugar se eu não puder ir. – Daisuke quebrou o silêncio tentando não se desanimar e entregou os crachás com os ingressos para sua mãe. – Só não sei quem ficaria com o outro ingresso...

- Isso é assunto que vai ficar mais para frente, por enquanto vamos jantar algo. – Amélie interrompeu, esticou seus braços no ar em busca de diminuir suas dores nas costas e se jogou na cama gemendo de alivio por sentir o colchão macio. – Trabalhei o dia inteiro e estou morrendo de fome, alguma sugestão?

- Podemos comer churrasco? – O adolescente sugeriu para sua mãe que apoiou os cotovelos no colchão, revirou os olhos ao ver a careta no rosto feminino e tentou se defender. – Quero saber como é o churrasco daqui.

- Ótimo. – Amélie disse se levantando a contragosto. – Vou tomar um banho rápido e trocar de roupa, espero que você faça o mesmo. – Finalizou enquanto esfregava a mão direita nos cabelo curtos do filho, beijou o topo de sua cabeça perto da marca de nascença que ele tinha igual a sua e foi em direção ao seu banheiro pisando com dificuldade no chão por causa dos sapatos de salto alto.

Daisuke saiu do quarto de sua mãe, atravessou a sala com pressa, entrou em seu quarto e foi para o pequeno banheiro sendo acompanhado por Cléo, tirou a roupa que calça de seu pijama azul listrado e a camiseta cinza que estava velha e desgastada e colocou a roupa suja dentro do cesto de lavar roupa, entrou no chuveiro e tomou um banho rápido. Ao terminar o seu banho, Daisuke foi para o seu quarto com a toalha enrolada na cintura, pegou no seu guarda roupa sua roupa íntima, uma calça jeans preta e uma camiseta preta de sua banda favorita da qual tinha acabado de ganhar os ingressos para ir ao show de sua mãe e um tênis comum azul marinho, voltou para o banheiro e passou os dedos nos fios curtos espetados e pretos ônix tentando os deixar arrumados e desistiu bufando com raiva, odiava seus cabelos revoltos por causa do corte que sua mãe o obrigava a usar, começou a vestir rua roupa se olhando no espelho e foi para a sala, enfiou seu Ikod e celular em cada bolso da frente de sua calça e a "pequena" arma da família Watanabe no de trás, botou seu headphone em volta do pescoço e sentou no sofá esperando sua mãe ouvindo uma música aleatória da banda Ghost B.C.

Amélie saiu de banho se secando com a toalha branca e a enrolando no corpo em seguida, andou em direção ao seu armário e pegou um vestido evasê vermelho de alcinha deixando suas costas à mostra, um tênis simples branco, uma jaqueta cor de telha e uma bolsa pequena preta e vestiu-se rapidamente, penteou os cabelos curtos, passou uma maquiagem leve, pegou metade da quantia em dinheiro que estava no envelope em sua pasta e depositou em sua bolsa junto com seus documentos, celular e a sua antiga arma de seu clã, saiu do quarto e sorriu ao ver Daisuke lendo um livro de sua religião enquanto ouvia música.

- Vamos logo filho. – Amélie anunciou parando em frente ao filho que abaixou os fones enquanto se levantava.

Ao saírem do prédio mãe e filho começaram a andar de mãos dadas pelas ruas movimentadas de Konoha em busca de alguma churrascaria.

As pernas dos dois estrangeiros doía, a morena gemia de dor pelos calos em seus pés que estouraram devido a longa caminhada que para os dois parecia ser interminável e que estavam andando em círculos. Ao desistirem da idéia de achar alguma churrascaria depois de notarem que todas as churrascarias estavam fechadas devidos ao grande festival de churrasco que teria no dia seguinta, decidiram entrar em uma loja de lamén que encontraram por acaso enquanto voltavam para a residência que estavam morando atualmemte, se acomodaram em uma mesa que ficava nos fundos e Amélie tirou sua jaqueta revelando algumas tatuagens em suas costas e parte superior dos seus braços que ficavam escondidas com intuito de não atrapalhar sua vida profissional.

- Vocês possuem Vinho Tinto? – Amélie perguntou animada para a atendente que estava em sua frente com um bloco de notas na mão, notou que o filho revirou os olhos e lhe lançar um olhar sério e o encarou de volta com seriedade, não gostava dos palpites do adolescente sobre sua vida ou ele querer a controlar.

- Temos Cabernet Sauvignon. A senhorita quer uma taça ou a garrafa? – A atendente perguntou sorridente.

- Uma taça desse Cabernet, uma água com gás e o lámen especial da casa também. – Respondeu Amélie enquanto se arrumava na cadeira.

- Eu vou querer um suco de laranja puro ao tempo do lámen especial da casa com porção dupla de bacon. – O Watanabe mais novo disse antes de entregar o cardápio para atendente que saiu sorrindo da mesa. – Eu ainda não acredito que posso perder o show da minha banda favorita. – Resmungou para a mãe com o cotovelo direito na mesa, a mão direita no queixo e fazendo careta.

- Não se preocupe com isso meu filho. – A mãe buscou consolar o filho e acrescentou sorrindo. – Eu vou curtir no seu lugar, mesmo não sendo fã da banda na mesma intensidade que você.

- Vai curtir sozinha? – Replicou o moreno para Amélie e bufou quando ouviu a resposta.

- Provavelmente. – A mais velha respondeu antes de sorrir para a garçonete que colocava a taça de vinho na mesa junto com a garrafa de água com gás e um copo de vidro. – Obrigada. – Amélie agradeceu para a adolescente com um sorriso malicioso ao perceber que seu filho encarava a jovem com interesse, não queria se meter na vida amorosa de seu filho, mas se sentia bem em ver que ele pelo menos estava se interessando por outra pessoa depois do término com sua primeira namorada. – Mas eu posso vender o outro ingresso na internet ou arrumar um acompanhante até lá. – Completou divertida e gargalhou ao receber a careta de seu filho.

- Eu só queria que você encontrasse uma pessoa legal e parasse de se envolver com esses caras babacas. – O ex-ninja de elite resmungou para a mãe.

- Nem todos foram babacas Daisuke. – A morena rebateu o adolescente estendendo o copo de água no ar. "Eles só não eram o seu pai." A última frase gritou no pensamento de Amélie antes da mesma bebericar a taça de vinho e começar a olhar pela janela do estabelecimento.

- Vou ao banheiro antes que o pedido chegue. – O moreno disse se levantando com raiva, encarou de volta o olhar debochado de sua mãe e saiu bufando em direção ao banheiro.

Amélie voltou seu olhar para a janela, observou algumas crianças correndo pela rua com bandanas ninjas e lembrou-se de quando seu filho era criança. Daisuke foi o ninja mais novo ao se formar na academia ninja e o ANBU mais novo de sua aldeia, superando o recorde de sua mãe que tinha sido uma incrível ninja, porém com toda certeza Amélie acreditava que quase todo o talento do seu filho vinha do pai do adolescente, a morena voltou seu olhar para o restaurante em busca de procurar o adolescente, encontrou o rosto familiar que não esperava encontrar naquele momento, sentiu seu corpo esquentar quando notou o prateado vir em direção a sua mesa e tomou um enorme gole do vinho por impulso. "Qualquer coisa finjo que estou bêbada." Amélie considerou para si depois de engolir o líquido vermelho com pressa.

- Veio comer lamén Senhora Watanabe? – Kakashi questionou a morena ao mesmo tempo em que segurava a sacola de papel reciclado com o seu jantar para a viagem.

- Estou provando a comida local de Konoha senhor Hatake, por enquanto só a comida. – Amélie respondeu dando uma piscadela para o mais velho que deu um sorriso de meia lua com olhos e as bochechas coradas por baixo da máscara.

- Bom... Eu já vou indo. – O Hatake anunciou coçando a nuca. – Nos vemos amanhã de tarde, até mais. – Kakashi acenou para Amélie e saiu do estabelecimento o mais rápido que podia.

Kakashi não conseguia ignorar sua excitação, se sentia atraído pela estrangeira de olhos azuis celestes e se via impressionado com tudo o que estava sentindo depois de longos anos só sentindo o mesmo com a mulher que tanto ama e não corresponde o seu amor, entretanto não se sentia acostumado com uma mulher direta e ao mesmo tempo em que se assustava também se sentia mais atraído.

Amélie acenou de volta para o platinado e suspirou fundo com tristeza escorregando na cadeira ao reconhecer as sensações que seu corpo sentia, as mesmas sensações que sentiu ao conhecer ele.

- Será que tenho fetiche por ninjas de Konoha? – A morena murmurou para si mesma com tristeza e quase caiu da cadeira ao ouvir a voz de seu filho.

- Fetiche em que mãe? – Daisuke perguntava com uma cara de espanto.

A jovem Chio colocou os lámens e o suco de laranja na mesa tentando não cair na gargalhada ao ver a cara de seu novo pretendente e saiu quando viu novos clientes se sentarem na outra mesa.

- Come sua comida menino! – Amélie apontou para o filho enquanto segurava seu talher descartável na mão.

Os dois agradeceram a comida e comeram em silêncio devido ao constrangimento que Amélie sentia em relação a seu filho saber sobre sua vida amorosa ou sexual, os dois terminaram de comer o jantar, Amélie pagou a conta e anotou o número de seu filho na nota fiscal para a jovem que os atendia, saiu do estabelecimento arrastando Daisuke que queria continuar paquerando Chio e seguiram para o apartamento alugado.

Mãe e filho fizeram suas orações noturnas, conversaram sobre seus objetivos, se incentivaram mutuamente e foram cada um para seu respectivo quarto.

Amélie entrou em seu banheiro tirando sua roupa a jogando no chão, ligou a banheira de hidromassagem e colocou sorrindo animada os seus sais de banho preferidos na água morna, vestiu o roupão verde e foi até a porta do outro quarto dando leves batidas.

- Só vim te dar um beijo de boa noite. – A morena disse antes de abraçar o filho que se curvava um pouco o rosto para receber o beijo na testa de sua mãe. – Te amo, durma bem filho.

- Também te amo mãe, durma bem. – Daisuke retribuiu enquanto sua mãe beijava a cabeça da cadela que estava em seu quarto e se espreguiçou antes de sentar no sofá e ligar o videogame que tinha ganhado de seu pai no seu aniversário de 14 anos.

Amélie entrou em seu quarto e foi direto para a sua banheira segurando o primeiro volume de seu Icha Icha.

Ao chegar à página 109 a morena deixou o livro de lado e decidiu descer seus dedos até sua intimidade já úmida pela leitura que considerava emocionante, começou a dedilhar seu ponto de prazer com animação e de olhos fechados, a imagem do Hatake com o rosto no meio de suas pernas veio em sua mente e a mesma continuou por alguns segundos até se dar conta que não era o pai de seu filho, parou rapidamente seus movimentos e tentou entender o que tinha acabado de acontecer.

Desde que conheceu seu marido a mais de 20 anos atrás só conseguia fantasiar em sua mente ele, mesmo depois de sua partida e ter se envolvido com diversos homens era sempre o moreno que vinha em seus pensamentos em momentos como esse e ao mesmo tempo em que se sentia aliviada por ter fantasiado essa noite com alguém sem ser o moreno ao mesmo tempo também se sentia apreensiva com algo tão novo.

Amélie decidiu se levantar da banheira e foi em direção ao chuveiro terminando sua higiene e hidratando seu corpo com seu óleo corporal especial, saiu do banheiro ainda de roupão, andou em direção ao guarda roupa, pegou uma camisola de seda prateada e suspirou ao lembrar do homem que involuntariamente invadiu suas fantasias eróticas.

- Tenho problemas maiores do que o de estar criando fantasias com Hatake Kakashi. – A estrangeira murmurou para si mesma enquanto vestia a camisola.

A Watanabe voltou ao banheiro estendendo seu roupão no porta toalhas, esvaziou a banheira, pegou o livro que estava lendo mais cedo e o colocou de volta em sua pasta que estava no chão de pelúcia do seu quarto, tirou os outros dois volumes da trilogia e empilhou-os na estante de livros.

Amélie sentou-se de frente a sua penteadeira limpando sua pele do rosto, seguida penteou seus cabelos curtos e negros, puxou a última gaveta do lado direito da penteadeira e tirou o bolo de cópias de fotos.

A morena tinha as mesmas fotos em seu notebook, um álbum em sua casa na Felicidade, as cópias em suas mãos e as cópias no quarto de seu filho, sabia que era exagero esse tanto de fotos, mas não queria perder as poucas boas memórias que conseguiu compartilhar com o amor de sua vida, encarou a foto em que estava grávida de nove meses sorrindo ao lado do moreno a abraçando enquanto sorria também, limpou a lágrima solitária que rolou em seu rosto, guardou as fotos e saiu para sua cama, deitou-se, desligou as luzes de seu quarto e começou a fitar o teto branco.

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O barulho do despertador cortou o silêncio presente no quarto e Amélie abriu os olhos com certa dificuldade enquanto tateava a mesa de cabeceira em busca de seu smarthphone. A barulheira foi desligada enquanto a morena se levantava da cama indo em direção a sua enorme janela abrindo-a junto com as cortinas brancas, encarou o sol com um sorriso no rosto enquanto se espreguiçava e viu seu relógio marcar 6:30h da manhã, pegou sua calça de lycra preta, casaco de moletom cinza, sua roupa íntima e seu tênis de corrida indo em direção ao banheiro.

Amélie saiu de seu quarto, abriu levemente a porta que tinha ao lado e viu seu filho deitado na cama com a boca entreaberta e as patas da cadela que dormia um sono profundo em suas costas musculosas devido aos rigorosos treinos, sorriu de alívio por ver seu filho dormindo tranquilo mesmo com todo o perigo que ele corre se descobrirem sua paternidade, fechou a porta, colocou um aviso de que iria caminhar na geladeira, fez suas orações matinais e saiu do apartamento colocando os fones de ouvido. Corria devagar pelas ruas de Konoha até chegar a uma parte da floresta aberta que tinha na vila e pode correr na velocidade em que estava acostumada.

O vento mais forte no rosto da morena começou a lhe dar ânimo, seus olhos só tinha atenção com as árvores em sua volta e o chão que pisava e seus ouvidos ouviam a melodia baixa de Tchaikovsky. Caminhou pela floresta maravilhada com toda a beleza que tinha ali, parou sua caminhada quando se deu conta que estava em cima do monumento dos Hokages, sentou em uma pedra do monumento e olhou toda a vila enquanto bebia sua garrafa de água, tirou os fones pausando sua playlist em seu smartphone e sentiu mais uma vez o vento gélido em seu rosto. Ao terminar de beber sua água viu algumas pessoas carregando mercadorias em um carrinho para alguns estabelecimentos, algumas crianças com mochilas nas costas indo para a escola, alguns idosos jogando em uma praça próxima ao prédio Hokage e seu corpo sentiu o famoso sentimento que morava em seu coração desde a partida de seu amado, fechou olhos e as lembranças passadas invadiram seus pensamentos de forma involuntária.

- Eu só queria conhecer Konoha com você ao meu lado. – Ciciou enquanto a saudade invadia seu peito e sua visão ficava embaçada devido às lágrimas.

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O vento estava cada vez mais forte e as placas dos estabelecimentos locais voavam e pareciam que iriam se desprender de seus prendedores, as gotas de água caiam das nuvens que estavam grossas devido às grandes temperaturas que ocorreram na manhã de domingo na Vila Oculta da Felicidade e os dois jovens que estavam debaixo da marquise de uma loja de roupas se abraçavam com força.

- Você esta tremendo de frio. – O moreno falou um pouco mais alto que o normal ao mesmo tempo em que esfregava as mãos nas costas de sua amada. – Vamos ter que voltar para casa na chuva mesmo lua da minha vida. – Afirmou ao mesmo tempo em que alisava a bochecha de Amélie, sorriu quando a esposa assentiu e deu um beijo na testa da mais velha.

O casal saiu correndo no meio da chuva passando por algumas marquises, árvores e céu aberto rindo toda vez em que um dos dois pisava em alguma poça de água, nesse meio tempo Amélie caiu no chão, o moreno riu alto ao ver sua esposa mais molhada do que já estava e fez careta quando ela o puxou para o chão o fazendo cair também.

- Vou ter que dar uma lição quando chegarmos em casa. – O moreno disse levantando a esposa do chão molhado.

Quando chegaram diante a uma das casas que ficava em frente à Praia Da Poesia, a mais velha pegou o molho de chaves na cesta de piquenique feita de sisal e abriu a porta.

- Vou colocar a banheira para encher. – Amélie disse colocando a cesta na mesinha de centro da sala, avistou o relógio na parede da sala e apontou o indicador direito para o moreno. – E esta na hora de tomar os seus remedi... – Foi interrompida quando o mais novo selou seus lábios.

O estrangeiro pediu passagem e a morena cedeu como sempre cedia, enfiou os dedos por entre os cabelos negros o puxando mais para si e o beijo só cessou quando os dois se sentiram sem ar e com algumas peças de roupas molhadas no chão de taco.

- Você é minha esposa e não minha mãe. – O moreno replicou a mais velha tentando recuperar o fôlego com a testa colada na de sua parceira. – Vou tomar os remédios e pegar um vinho para nós. – Falou ao ver a cara de raiva da esposa e saiu correndo em direção a cozinha como se estivesse com medo de tomar bronca ou o péssimo castigo que ganhava quando se desentendia com a morena.

- Acho bom mesmo senhor "não quero tomar meus remédios". – Amélie disse e fez aspas com as mãos durante o tempo em que tinha as roupas molhadas no braço enquanto subia as escadas para o segundo andar da casa.

Amélie entrou na lavanderia, colocou toda a roupa molhada que segurava e a que estava usando em cima do cesto de roupa suja e seguiu para a suíte da casa, entrou no banheiro, ligou a água quente da banheira e foi até o Box tomar uma ducha rápida, mordeu os lábios carnudos e sentiu sua intimidade esquentar quando o moreno entrou no banheiro somente de cueca segurando uma garrafa de vinho rosé e duas taças.

- Demorei?

- Não. – Amélie respondeu rápido, desligou o chuveiro e saiu do Box.

O ninja renegado colocou a garrafa e as taças sobre o mármore que tinha ao lado da hidromassagem, deu um selinho em Amélie que entrava na banheira ajustando a temperatura da água e tomou um banho rápido somente para higiene.

Amélie lhe estendeu a taça de vinho cheia enquanto o mesmo sentava na banheira de frente para a mais velha tomando um pequeno gole do liquido rosa e depositando a taça novamente no mármore, Amélie tomou um gole grande do vinho e também deixou a taça de lado quando sentiu os dedos finos e longos deslizarem por suas pernas até o seu quadril, lábios finos masculinos começaram uma trilha de beijos no pescoço da ex-ninja fazendo seu corpo se arrepiar e molhar sua intimidade, o moreno roçou seu membro duro em torno da vagina de sua companheira fazendo todos os pelos do corpo de Amélie se eriçarem, a moreno selou seus lábios no finos do ninja renegado e começaram a se beijar enquanto Amélie se levantava para ficar por cima do homem.

- Adoro quando você assume o controle. – A frase do mais novo saiu como um sussurro antes da boca do estrangeiro abocanhar o seio esquerdo fazendo a futura terapeuta soltar um gemido baixo.

Amélie encaixou o pênis ereto em sua vagina molhada e começou a se movimentar lentamente, os dois gemeram juntos em sincronia enquanto a morena aumentavam ainda mais a velocidade dos movimentos entre beijos, Amélie envolveu seus braços em torno do colo do ninja renegado aumentando a intensidade dos movimentos fazendo os dois presente gemerem ainda mais de prazer, ao sentir o orgasmo em seu corpo continuou se movimentando por poucos segundos até ser acompanhada por seu parceiro, tirou o pênis de seu esposo de dentro de sua vagina e sentou nas pernas do estrangeiro repousando o rosto no colo do mais novo que a abraçou automaticamente e começou a fazer cafuné nos cabelos negros e curtos. Os dois respiravam com pouca dificuldade tentando recuperar o fôlego, Amélie levantou seu rosto ainda respirando com dificuldade e encarou o marido que a beijou nos lábios rapidamente.

- Meu sol e estrelas... – Amélie sussurrou quando cessaram o beijo.

- Você é tão linda lua da minha vida. – O moreno disse em meio à respiração pesada admirando o rosto suado em sua frente. – Queria poder te fazer gozar assim todos os dias senhora Uchiha Amélie.

14 de Setembro de 2020 às 14:30 0 Denunciar Insira Seguir história
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