mandy-mars Amanda Karynne de Almeida

“— Eu te encontrei no momento mais delicado da minha vida, Kyungsoo. Não é de causar espanto, eu fugi. – Victoria se justificou, mais não pediu perdão. — Você foi o caso jurídico mais difícil de resolver. Foi também a mulher mais difícil de esquecer – tanto que eu nunca consegui.” EXO | D.O. KYUNGSOO | HÉTERO | UNIVERSO ALTERNATIVO | O. C ⌈™ & Copyright © 2018 by Mandy Mars. Todos Os Direitos Reservados⌋ Plágio é crime Série: Você vai encontrar o homem dos seus sonhos.


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O Litígio.

Alguns avisos:

➠Todos os personagens são adultos;

➠Os fatos e eventos aqui descritos são fictícios;

➠Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas – terá sido mera coincidência;

➠Enredo contraindicado para menores de 18 anos;

➠Criança – o que você ainda está fazendo aqui? Esse conteúdo não é pra você;

Aos demais, boa leitura. Por favor, leia as notas finais.


— Me chamo Victoria Quinn, tenho 28 anos, um filho de 2 anos e meio e sou viúva. E é justamente pela morte prematura do meu marido que vim parar em seu escritório, Dr. Kyungsoo.

— Não sei se a compreendo, Sra.?

— Wu. Meu falecido marido se chamava Wu Yifan, mas desde que a família dele entrou com esse processo absurdo contestando o testamento dele que voltei a usar meu nome de solteira.

— Pois muito bem, srta. Quinn. Eu lido com divórcios, mas nunca aceitei um caso de litígio pós-morten. Não faz muito sentido entrar em disputas de família desse tipo.

Ele soava descrente.

Mas não saberia dizer se era uma jogada da jovem mulher ou o quê, mas a aparição estratégica do garotinho Wu, por alguns instantes derreteu o coração de gelo do advogado empertigado.

Adam Wu era uma criança levada e arteira.

E o centro daquela controvérsia.

“Como as pessoas podem ser tão cegas? A ponto de pôr o futuro de uma criança inocente a perder? Estarrecedor.” – Kyungsoo entendia menos ainda porque se importava com aquilo.

O caso é que se importava.

E sem se dar conta de que o poder de persuasão da srta. Quinn já estava em ação, se viu aceitando o caso. O que ele não sabia, era que a partir dali nada mais seria como antes em sua vida.



“Esse cara é admirável.” – Cochichos corriqueiros, aonde quer que o jovem e brilhante advogado fosse. O garoto prodígio do curso de direito. Ele poderia ter se especializado em qualquer área de atuação – desde direito criminal até o seleto time de advogados (tubarões) das grandes corporações sul-coreanas.

Porém, para espanto geral, ele acabou por escolher a vara da família e especializou-se na área mais malvista do exercício da advocacia. Tornou-se advogado de divórcio. Mas não era um advogado qualquer, não mesmo. Um rapaz de estatura baixa, que se tornava um gigante, sucinto e absolutamente implacável e por isso mesmo, saia-se vitorioso em todos os casos que aceitava.

Contratá-lo era praticamente ganhar a causa com antecedência. A quem pertence essa fama? D.O. Kyungsoo. Ninguém entendia realmente o que fez o jovem advogado desempenhar tão bem, sua função de anjo vingador dos tribunais distritais. A única certeza que se tinha, quando D.O. Kyungsoo aceitava um caso, é que ele selaria o destino do marido ou esposa infiel.

Ele não entrava em uma controvérsia para perder.

Kyungsoo não se deixava afetar pelas histórias terríveis e de partir o coração de seus clientes, nem ele mesmo sabia o que o levava a aceitar os casos que defendia, não era por alegar inocência, nem por ser inocente. Contudo algo deveria convencê-lo de que a pessoa que o contratava, confiava piamente nele.

Como se fosse um caso de vida ou morte. É isso mesmo, D.O. KyungSoo gostava de brincar de Deus. Mas conhecem o ditado:

“Não importa o quão forte, esperto ou talentoso você seja – sempre haverá alguém mais forte, esperto e talentoso que você.”

Esta era Victoria Quinn.

A mulher que devassaria sua vida, poria tudo de ponta cabeça e atestaria por A + B que D.O. era um ser humano.



Pois bem, D.O. aceitou ser seu advogado na controvérsia jurídica Família Wu versus Victoria Wu Quinn. Basicamente, os familiares do jovem e bem-sucedido empresário do ramo de construção civil, Kris Wu, morto tragicamente à idade de 32 anos num acidente à bordo de um helicóptero comercial – contestaram judicialmente o testamento do mesmo, que assegurou por meio de um documento oficial, que numa fatalidade ocasional, metade de seus bens e negócios estariam no nome de seu filho, Adam Wu.

Até aí, nada incomum. E parecia até mesmo um caso ganho.

O documento era legítimo, não havia o que contestar.

Porém, a família Wu lançou suspeitas sobre a paternidade do garotinho. E no caso de Adam Wu não ser filho de Kris, o contrato perdia a validade – o que deixaria mãe e filho na miséria, além de completamente desacreditados.

D.O. marcou uma audiência com sua cliente:

— Está ciente de que os argumentos da promotoria são pífios e circunstanciais, não é mesmo srta. Quinn?

— Me desculpe, Dr. Mas tanta formalidade me deixa ainda mais estressada do que eu consigo suportar. Seria antiético lhe pedir para que me chame de Tory?

— Não é antiético. Mas atrapalha minha linha de raciocínio, srta Quinn. Eu sinto muito, mas não me envolvo pessoalmente com as pessoas que defendo – isso é ruim para os negócios.

— Por favor, abra uma exceção. Por mim.

“Porque ela insistia em chamar sua atenção, para detalhes que ele conscientemente sabia que devia ignorar? Mulher estranha.”

— Certo, Tory. O maior e mais importante trunfo da promotoria é justamente alegar uma infidelidade ocasional de sua parte. Sim, porque mesmo que seu falecido marido a tenha traído, ele já não está mais aqui para responder sobre isso.

— Vá direto ao ponto, Dr.

— Eles vão lançar dúvidas sobre a legitimidade da relação de vocês e vão querer uma prova definitiva da ligação dos três – trocando em miúdos, irão pedir com certeza um DNA para comprovar se Adam é mesmo filho de Kris.

— Isso não pode acontecer. – Havia pânico na voz de Tory.

Ela havia se mantido impassível durante todo o processo – era o primeiro lampejo de desespero que ela demonstrava, desde que o contratara.

— Seja absolutamente honesta comigo, existe algum risco de Adam não ser filho de Kris Wu?

Tory o encarou confusa e profundamente embaraçada:

— Existe. – Disse num fio de voz. – Kris e eu mantínhamos um casamento aberto, por assim dizer. Na teoria, significa livre de amarras. Na prática, era apenas uma desculpa que ele usava sempre que quisesse sair com as vadias que o cercavam. Quanto a mim, quando finalmente me cansei de esperar por ele, naquela mansão suntuosa em que vivíamos transei com seu sócio, um coreano chamado Song Joon Ki. Não me leve a mal eu amava o Kris. E a dúvida existe porque pouco mais de uma semana depois que dormi com seu sócio, tivemos uma segunda lua de mel da qual eu voltei grávida. Por isso, não tenho como saber e obviamente, tenho medo de descobrir.



“Esse pode ser o caso mais importante e expressivo de minha carreira. – Ele pensava seriamente. – Ou pode ser um completo fiasco, e o fim prematuro dela também.” – Pensou com certo desgosto.

Mas não posso recuar agora.

O julgamento se arrastou por intermináveis seis meses.

Seis meses de depoimentos sem o menor cabimento.

Seis meses de trocas de farpas afiadíssimas de ambas as partes.

Seis meses de um desgaste emocional brutal, para todos os envolvidos.

Kyungsoo jamais admitiria em voz alta, mas já estava se acostumando com a presença ostensiva de Tory Quinn e seu filho pequeno, que tornavam seu dia e jornada menos desgastantes – uma vez que passavam juntos, todas as horas do dia que passavam fora do tribunal, com a desculpa esfarrapada de que estavam se preparando para o que desse e viesse.

Não era totalmente mentira. Mas passava longe de ser totalmente verdade.

D.O. estava irremediavelmente encantado por Tory Quinn – e ele mesmo sabia, que negar seria mentir pra si mesmo. Mas controlava-se ao máximo, empurrando para o fundo de sua mente, a atração devastadora que sentia por ela, bem como a mania imbecil que desenvolveu de analisar o perfil dela todas as manhãs, tomando notas mentais de que era impossível uma mulher ser tão bonita, mesmo em trajes informais e com o mínimo de maquiagem.

Tory era simplesmente deslumbrante.



O jogo de Tory era arriscado.

Pois além da probabilidade de ter um filho ilegítimo registrado por seu ex-marido sacana, tinha a possibilidade igualmente humilhante de Joon Ki não fazer o menor caso de sua situação aflitiva, caso ela tivesse que recorrer a ele.

E como se a situação não fosse ruim por si só, Tory estava se apaixonando por seu advogado – que em uma definição direta, era frio como uma pedra de gelo.

O jogo de Tory era arriscado e piorava a cada hora.



A despeito de sempre agir nos melhores interesses de seus clientes, Kyungsoo fez algo que podia por fim naquele processo caro, extenuante e arrastado. Poria fim de qualquer forma – só que poderia ser desastroso para sua cliente.

Pediu a droga do exame de DNA. Victoria, obviamente não sabia de nada.

“Mas não vale a pena empurrar a sujeira pra debaixo do tapete por muito mais tempo.”



A última sessão do caso Família Wu versus Victoria Wu Quinn se iniciou.

Kyungsoo mantinha uma máscara de impassividade – ainda que estivesse vibrando por dentro. O exame seria apresentado perante a corte, e derrubaria todas as evidências da promotoria, ele já sabia o resultado.

E tudo isso porque o garotinho Adam Wu, era mesmo o único descendente legítimo vivo do empresário e multimilionário, Kris Wu. Queria poder tranquilizar Tory, que diferente do que sua postura ereta sugeria, com as pernas cruzadas em sinal de classe e refinamento balançava o pé no ar de maneira nervosa. Quando a promotoria sugeriu o famigerado exame de DNA, e Kyungsoo o apresentou prontamente, evitando assim um novo adiamento, por um momento Tory sentiu a sala do pequeno tribunal girar.

“O que está havendo? Pensei ter sido clara de que não queria que as coisas chegassem a esse ponto.” – Pensava profundamente perturbada, prestes a desmaiar.

A síncope a atingiu no exato momento em que a questão principal veio à tona:

— Quanto a se Adam Wu tem o mesmo sangue de Kris Wu, o teste conduzido pelo departamento de polícia técnico científica do 10º distrito de Seul, à 98% de elos parentais positivos. Então sim meritíssimo, Adam Wu é filho do Sr e da Sra. Wu. Sem mais perguntas.

E Tory desmaiou, caindo de seu assento.



A conclusão do processo ocorreu ali mesmo, naquela sessão. É claro que a festa foi meio mixuruca, uma vez que a querelante, que obteve ganho de causa, passou mal e teve que ser medicada.

Todos ficariam abismados se soubessem que Kyungsoo cuidou pessoalmente de Tory, até ela voltar a si completamente – dessa vez, não uma mulher prestes a perder tudo. Mas sim, uma jovem e atraente viúva – multimilionária.

Kyungsoo sentia uma nostalgia estranha, não sabia dizer do quê, mas foi invadido por um sentimento de perda que ele não sabia descrever. Estava mais rico do que nunca.

Mas sentia que algo importante estava prestes a deixar sua vida – e ele nada podia fazer para impedir. Isso era o que ele pensava.

Na última noite que Tory passou sob os cuidados de Kyungsoo, ela finalmente mostrou do que era capaz.



Tory desfilava majestosamente pela residência de Kyungsoo com um roupão de seda cobrindo seu corpo de formas muito bem-feitas. Ele também estava à vontade, mas ao contrário dela, usava um pijama de flanela masculino que o deixava adorável! Porém, vestido demais!?

Kyungsoo mais uma vez amaldiçoava-se por ter regras tão rígidas nos tratos com seus clientes, Tory era uma tentação sem precedentes!? Ela o estava enlouquecendo, todavia, ele não parecia se dar conta disso!?

Cansado de se debater, sobre a impossibilidade de ficar no mesmo cômodo que ela, sem desejá-la desenfreadamente, perguntou por Adam, já na clara intenção de se recolher a seus aposentos:

— Onde está Adam?

— Dormindo. Crianças pequenas precisam de muito descanso para poder crescerem fortes e saudáveis. – Ela dizia docemente.

— Bem, eu não sou mais uma criança. Mas também prezo cada minuto de descanso, ser adulto também não é moleza.

— Tão cedo? Não me acompanha numa taça de vermute?

— Está tarde, Tory.

— É minha última noite na Coreia do Sul. – Ela o olhava com aqueles olhos heterocromáticos de gato, implorando – Por favor, beba comigo.

— Não precisa implorar. – Ele sorriu meio torto.

— Bom saber.

Nenhum dois saberia dizer quantas taças já haviam bebido quando a conversa mudou de rumo, o ambiente sofreu uma sutil mudança de clima, esquentando gradativamente, quando as bocas se tocaram pela primeira vez, levando a uma torrente de sensações, e uma sequência insana de beijos de língua ardentes.

A consciência veio e foi embora.

Veio para mostrar a ambos o que estavam fazendo, quando Tory se abriu inteira para Kyungsoo, deitando sobre uma variedade absurda de papéis em sua escrivaninha de madeira de lei, espalhando e derrubando vários papéis importantes.

Foi embora, quando eles perceberam o que estavam fazendo – e nenhum dos dois quis parar.

Tory trocava carícias quentes com D.O. ciente do quanto estava sedenta por ele – e ele em igual estado. Sem pressa alguma ou pudor eles foram tirando a roupa e a amontoando a um canto do escritório. Kyungsoo já estava completamente teso e pulsante, enquanto que Tory necessitava de sua atenção um pouco mais, não fazia isso já há algum tempo.

D.O. sabendo muito bem do que ela precisava, a estimulou brevemente sentindo-a pulsar contra seus dedos em respostas. Tory movia os quadris rebeldemente contra a mão dele, o que o fez morder levemente o lóbulo de sua orelha, soltando um gemido excitado rente ao ouvido dela.

— Não tenha pressa, Tory. Vamos fazer isso direito.

— Oh! – Tory não conseguia dizer nada coerente, seu íntimo pulsava violentamente, estava prestes a ter um orgasmo, o que a deixava um tanto instável.

O orgasmo veio fazendo-a suar e arfar de encontro ao corpo dele. O calor no escritório atingia mil graus fahrenheit, fácil fácil.

E antes de estar totalmente dopada de prazer, ele agarrou seu quadril encaixando-a em seu membro aveludado e túrgido, completamente ereto. Tory gemeu manhosa, sentindo-o adentrá-la de maneira cálida, quase com cerimônia.

Surpresa de verdade, ela teve ao senti-lo cavalgá-la.

Tory se encontrava semi sentada na escrivaninha e o prazer que veio em ondas gigantes, ao senti-lo acertar incontáveis vezes seu marco do prazer, a levando a gritar literalmente para que ele não parasse, a dominou por completo.

D.O. bombeava para dentro de Tory, incessantemente, com força, deixando-a completamente sem fôlego e louca de desejo. Ela teve um orgasmo, depois outro e quando estava prestes a atingir um terceiro orgasmo direto, ele explodiu em um jato quente de esperma, levando a ambos terem um orgasmo multicolor juntos.

Passaram a noite no escritório. Nem mesmo quiseram ir para uma cama, por assim dizer.

O escritório ficava numa ala separada da casa, logo ninguém podia ouvir a sinfonia orgástica que tocaram aquela noite. Além do mais, ainda havia Adam. Seria embaraçoso para ambos, dar explicações para o pequeno.

E tal como Victoria dissera, no dia seguinte ela se foi. E ele finalmente entendeu do que a sensação de perda se tratava. Não teria mais ela e seu filho pequeno por perto. Ambos haviam acabado de sair definitivamente de seu convívio e de sua vida.


Quatro anos mais tarde.


Tory mudou-se para Madagascar. Era bem o estilo dela. Ninguém na ilha fazia ideia que aquela mulher gentil e bela, era também multimilionária. Vivia confortavelmente com seus filhos, sim, filhos.

Aquela noite de amor e sexo com o advogado gostoso pra cacete, sul coreano, lhe rendeu um presente inesperado e atendia pelo nome de Hanna Quinn.

E era a garotinha mais linda e cheia de luz que sua mãe conseguia ver.

Hanna lembrava demais o pai dela, que a garotinha infelizmente ainda não tivera a chance de conhecer – e a quem Tory suspeitava desconhecer a existência.

Tory não voltou a se envolver emocionalmente outra vez. Gastava toda a sua energia correndo atrás de Adam e Hanna!! Os dois eram muito levados, santo Deus!? E eram também sua maior riqueza.



D.O. Kyungsoo procurou incessantemente por Victoria Quinn. Mas ela parecia ter evaporado da face da terra. Ou simplesmente não queria ser encontrada. Ele a procurou diligentemente, acionando vários detetives particulares especialistas em encontrar pessoas desaparecidas e/ou que tinham entrado pra algum programa de proteção a testemunhas.

Nada. Ela simplesmente sumiu sem deixar rastros. Quando estava prestes a admitir a derrota e desistir, ele a encontrou. Em Madagascar.

“Francamente.”



O dia não poderia estar mais agradável. O sol estava a pino, nada a que já não estivesse habituada. Tory era a mãe atenciosa que tinha aberto sua casa e área da piscina, para as crianças da escola onde Adam e Hanna estudavam, e todos os coleguinhas encontravam-se agora pulando feito um bando de índios na piscina.

“Onde eu estava com a cabeça.” – Tory pensava levemente apreensiva e até um pouco arrependida de sua ideia.

Estava quase se dando por vencida, e encerrando a pool party, quando a governanta da casa, que também era uma Sra. muito gentil e atenciosa, quase uma segunda mãe para si mesma e avó pra seus filhos, veio atabalhoadamente dizer-lhe que tinham visitas.

Tory estranhou o rubor das faces da Sra. Hawk, que também era estrangeira, assim como a própria Tory. Mas decidiu não dar bola pra isso, e convidar os recém-chegados para se recostarem, ou até mesmo entrarem na piscina, porque não?

Sem mais demora, foi atender seus convidados recém-chegados, ao que Hanna de quem era inseparável veio junto, se pendurando nas pernas da mãe.

Tory realmente não tinha problemas cardíacos. Pois se os tivesse, teria sucumbido ali mesmo, pois quem estava parado na entrada de sua casa não era ninguém mais que D.O. Kyungsoo.

— Então foi pra cá que você veio se esconder, Tory Quinn? – Ele sorriu aquele sorriso bonito em formato de coração.

Mas o sorriso foi rapidamente substituído por uma expressão de surpresa, quando uma garotinha de uns três ou quatro anos no máximo, desembaraçou-se das pernas de Tory e veio até ele, com uma carinha de profunda curiosidade:

— Mamãe, este é – E apontou para o rosto de Kyungsoo, que a pequena conhecia apenas de fotografias. – Este é o papai?

— É sim, meu anjo, é o seu papai.

Tory o encarou com os olhos cheios de lágrimas, e de um medo congelante do que veria nos olhos de D.O.

Mas ele não a encarava de volta. Estava em choque, feliz e triste. Com o coração aos pulos, e tudo o que disse ao encará-la e deixá-la ver seus olhos foi:

— Ela é minha?

— Sim, ela é sua.

E os olhos transbordaram de uma felicidade que nenhum dos dois julgava capaz de sentir.



— Eu te conheci no momento mais crítico da minha vida, D.O. Posso ter sido precipitada, má e até mesmo pretensiosa ao roubar os primeiros anos de convivência entre você e nossa filha. Mas não aguentaria outro processo. Eu amo você. Mas tenho consciência de que não podia obrigá-lo a me amar de volta. E sempre poderia ter sido apenas sexo.

Tory relatava sua vida, logo após deixar a Coreia do Sul.

— Bem, nossa única noite juntos trouxe algo de valor inestimável pra mim. Resultou em mais uma pessoa pra trazer alegria a minha vida monótona. E pra você Kyungsoo? O que Hanna significa?

— Estabilidade. Um lar, quem sabe? E uma esposa – que por acaso, será a mãe da minha filha.

— Você está falando sério? – Tory não podia crer em seus ouvidos. – D.O. Kyungsoo, não brinque comigo!?

— Eu não estou brincando. Te procurei pelo mundo inteiro e não tenho nenhuma intenção de te deixar ir, agora que te encontrei. Acabe de uma vez com meu sofrimento casa comigo, Victoria Quinn?


FIM



Notas Finais


➠E aí, já passou pela mente de vocês que o cara que vai mudar tudo (ou a garota) faz algo que vocês não fazem ideia?

➠De qualquer forma, favorite, avalie e comente – isso me anima a escrever cada vez mais;

➠ Banner divo feito pela sereia da @ohsemoon.

11 de Setembro de 2020 às 22:18 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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Amanda Karynne de Almeida Escrevo pra deixar minha marca no mundo.

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