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Talvez visitar o Brasil em outra época, não fizesse tanto sentido assim para Kageyama, mas agora ele tinha um motivo bem plausível para isso: Hinata Shouyou. Esse é um compilado de pequenas histórias onde Kageyama vai visitar o Hinata no Brasil.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

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Hinatassauro

Kageyama olhava para o relógio de pulso a cada minuto. O celular havia acabado a bateria, e com o avião se preparando para pouso, não dava mais tempo para carregá-lo.

Ele observava o sol quente pela janela pequena do avião, o prédio em um formato arredondado e as pequenas estações de descida, se perguntando se Hinata já estaria no portão de desembarque esperando por ele, ou se teria que passar por alguma situação constrangedora por não saber falar o português.

Com o celular sem bateria, não tinha muito o que fazer para evitar isso.

Aguardou pacientemente o pouso, as instruções que já sabia de cor e deixou com que as primeiras pessoas descessem para evitar o tumulto. Não demorou muito para que saísse, levando uma mala de um tamanho considerável na mão direita e um casaco na mão esquerda. Aquele lugar estava quente demais para continuar usando um.

Passou pelo portão, já procurando por uma cabeleira ruiva que chamasse atenção no meio das outras pessoas, mas tudo que encontrou foram rostos desconhecidos, e não queria admitir, mas o desespero bateu.

Por que diabos Hinata não estava lhe esperando? Era algum tipo de brincadeira? Estava atrasado?

Indo para um canto, ao lado do portão, Tobio parou ali com a mala para não atrapalhar o fluxo de pessoas e olhou para as paredes, na esperança de ter alguma tomada, ligar o celular, fazer uma chamada para Shouyou e xingar o nanico de todos os nomes possíveis.

Seu rosto praticamente se iluminou quando viu um banco com várias tomadas aolado. Praticamente correu até lá e conectou o aparelho, esperando que carregasse pelo menos um pouco antes de ligá-lo.

Bem, isso era sua intenção inicial, mas assim que viu que o celular já havia um pouco de carga, escutou a voz estridente chamar pelo seu nome. Sua cabeça se virou praticamente sozinha, procurando o som da voz para saber de onde aquele ser estava vindo.

E o que viu, fez com que tivesse vontade de sair correndo para um posto policial e pedir por ajuda.

Correndo pelo sentido contrário das pessoas, vinha um dinossauro gigante, marrom, desengonçado e gritando pelo seu nome. E o pior de tudo, ele que sabia muito bem quem era. Nada se comparava a voz escandalosa de Hinata.

Algumas pessoas olharam com curiosidade e algumas, até com um sorrisos divertidos. Atrás de Hinata vinha uma garoto com o celular na mão, mas Tobio não entendeu muito bem quem era, apenas se focou no dinossauro inflável que vinha correndo na sua direção.

— Será que ainda dá tempo de voltar para o avião? — perguntou a si mesmo, pensando em seriamente em se fazer se demente e fingir que a situação não era consigo.

Hinata se aproximou com aquela fantasia ridícula, gritando alguma coisa que não entendia. Sim, queria sair correndo dali, mas o dinossauro pulou em cima de si, gritando e fazendo um estardalhaço. Hinata ria afobado, dizendo algumas coisas desconexas que Tobio mal entendia.

— Senti saudades, Bakayama-kun! — Ele riu dentro da fantasia, o tecido de plástico afogando Kageyama, enquanto ele tentava falar alguma coisa.

— Sai… de cima… de mim…. hummmm! — o moreno tentou reclamar, mas tudo que saiu foram murmúrios abafados, enquanto um Hinatassauro o esmagava com toda força.

— Hinata! — aquele garoto que veio mais para perto chamando Shouyou, e ainda que segurasse a risada, era nítido que estava com perto de soltar uma gargalhada. — Tu vai matar o garoto, imbecil!

— Ele aguenta bem mais do que isso! — Hinata gritou, fazendo com que Tobio franzisse o cenho em confusão.

“Ele está falando o português tão bem assim?” questionou-se internamente, sentindo o peso e o calor do Hinatassauro se distanciar.

— Que droga de fantasia é essa? — Kageyama perguntou assim que pôde respirar direito.

— O que? Não me diga que não gostou das minhas boas-vindas? Assim fico magoado! — fingiu um certo drama, usando a mão pequena do dinossauro para levar até o peito, fazendo o garoto ao lado dar risada.

“Ele fala japonês?”

— Ela é muito ridícula! Sai pra lá com esse negócio! — ralhou, sentido as bochechas esquentarem.

— Mas eu coloquei com tanto carinho!

— E eu lá quero saber disso, idiota?

— Larga mão de ser fresco, vem cá! — Hinata estendeu a sua pequena mão de dinossauro para agarrar na de Kageyama, vendo o rosto do outro se contorcer em pavor.

— Eu disse pra sair pra lá, olha vergonha que você tá fazendo eu passar, idiota!

— E eu ligo? Vem cá, eu sei que você tá com saudade do seu namorado Hinatassauro. — Assim que terminou de falar, Shouyou usou a mão livre para pegar na boca falsa da fantasia e erguer, revelando um rosto um pouco suado.

Kageyama quase sorriu de volta para o namorado que exibia um sorriso contente, mas logo desistiu da ideia quando percebeu que o outro se aproximava com a fantasia, querendo literalmente engolir o moreno com a boca. Hinata firmou seu aperto de mão, fazendo-o se debater e quase gritar.

— Sai! eu disse sai! Eu não vou te beijar! Hinata… Idi— e então: Nhac! Tobio tinha sido devorado por um dinossauro no meio do aeroporto.

Dentro da fantasia, naquele calor, Hinata lascou um beijo. Tamanha era a saudade que sentia, mas para o outro não era bem assim.

— Você tá suado caralho! Tá salgado e melequento! — Pedro podia ouvir o tão falado namorado de Hinata quase surtar com a cabeça dentro da fantasia. Algumas pessoas que passavam em volta davam risada da situação, mesmo não entendendo nada do que ambos estavam falando.

Com muito debate, gritos e surtos, o moreno finalmente conseguiu sair de dentro da fantasia, mas o ruivo manteve a sua mão firme na do moreno.

— Nossa, vai se foder, seu porco!

— Que boca suja, Bakayama! Perdeu os bons modos que eu te ensinei? — Hinata perguntou, tom parecendo inocente, mas Kageyama não era bobo nem nada.

— Cala a boca! — suas bochechas ficaram um pouco coradas, mas não se prestou a responder mais do que isso.

— Oh… — o dinossauro se inclinou para o lado. — Envergonhado?

— Pelo amor de Deus, Hinata! Vamos sair daqui, não aguento mais esse pessoal olhando pra minha cara!

Hinata gargalhou, mas não deixou de atender o pedido. Esperando apenas que o namorado pegasse o celular e mala para começarem a sair de dentro do aeroporto, sempre se mantendo de mãos dadas. A contragosto do moreno, é claro.

— Já foi o suficiente você chegar atrasado, agora me faz passar uma vergonha dessas! — reclamou, assim que viu mais uma pessoa encarando os dois como se fossem uma espécie de et's. É claro que encarariam, não é todo dia que viam a porra de um dinossauro saindo pelas portas de um aeroporto.

— Ah, sobre se atrasar...

Pedro foi o primeiro a gargalhar, deixando Hinata envergonhado.

— Ele ficou preso na porta do Uber que pegamos! — contou em meio às risadas, deixando Tobio surpreso pelo outro saber falar bem o japonês. — Foi bem complicado explicar para o motorista também o porquê de ter um dinossauro entrando no carro dele, e esse idiota ainda ficou preso! — riu mais um pouco, enquanto Kageyama ficava horrorizado.

— Se você ficar preso comigo, saiba que eu te largo sozinho!

Kageyama mal tinha chegado no Rio de Janeiro, suas férias ali seriam de um mês, e ele já tinha quase morrido.

5 de Setembro de 2020 às 16:06 0 Denunciar Insira Seguir história
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