ouvidodevenus san tanas

Rafiq, um talentoso e solitário artista de rua, tem sua vida enlaçada com a de Amy quando ela oferece a ele dinheiro para cumprirem o que, inicialmente, parece simples: sua lista de vinte coisas para fazer antes de morrer. O destino da garota já está definido pelo tumor cerebral, não sabendo ela quanto tempo de vida ainda tem. Juntos, eles partem nessa aventura contra o tempo, na qual a união pela lista de desejos acaba ganhando um nome, uma forma e um significado mais amplo do que ambos acreditam estar destinados.


Romance Romance adulto jovem Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#drama #morte #negra #hetero #239 #258
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Amy

Amy.

significado: amada.

Exatos três anos após sua partida, em um caótico e esmagador acaso, finalmente descobri o porquê de seu nome soar tão bonito nos lábios alheios. Amy é amor. E, arrisco dizer, soube disso no exato momento em que te conheci.

Às vezes eu me pego sorrindo sozinho, para nada em específico, e me pergunto se você já parou em frente ao espelho, se olhou nos olhos e tentou, com sua voz doce e agitada, chamar por si mesma. Não há nada mais bonito na existência do que amar a si próprio, Amy. É a partir desse amor que você expande o leque de possibilidades que é se permitir. Quase consigo visualizar você encarando as dobras que se esticam diante dos seus olhos risonhos, e você não pisca pois tem medo de perder o espetáculo. Um espetáculo todo seu, é verdade. Você sorri, grande como o sol, aperta os olhos de levinho e me enxerga também. É por detrás do leque que você me acha. E então, sem qualquer tipo de receio, você me puxa e me coloca cuidadosamente por entre as dobras esticadas do seu espetáculo, como se fosse me ninar em sono eterno. Sinto-me acolhido como há muito tempo não sentia.

De repente, eu também sou uma possibilidade no meio de um milhão de outras possibilidades. Isso aquece tanto o meu coração que eu não sei como agir daqui em diante, pois estou tão feliz que é como se tivesse acabado cair no sonho mais bonito de todos.

É quando perco você.

É quando eu perco a sensibilidade e não consigo sentir que estou sendo afogado em um barril de gelo porque minha ficha ainda não caiu e a minha mente não faz nada mais do que me levar, repetida e incansavelmente, ao dia em que nos conhecemos.

O dia em que você disparou e eu não fui capaz de me desviar.

•••

[Londres. 2014]

Há uma agitação comum em Covent Garden. Ela vem dos turistas que andam para lá e para cá, lotando as calçadas e fazendo a felicidade dos comerciantes, especialmente os de rua, que aproveitam a despreocupação típica dessa gente para cobrar absurdos em mercadoria que muitas vezes não passa de velharia enfeitada. É verão, época em que Londres fica mais previsível se tratando do clima. O trânsito flui bem, mas isso não quer dizer que os faróis irão colaborar com o pedestre que espera tempo demais para poder atravessar. Eu não mexo no celular igual todo mundo ao meu redor, ao invés disso me distraio com o malabarista colorido que tenta fazer do motorista sua possibilidade de alimentação diária. Sei bem como é, mas, ao contrário dele, meu patrão é gente como eu, que caminha despreocupada pelas ruas barulhentas do distrito.

— Oi, Rafiq!

No meio da multidão caótica, não consigo ver quem me chama. Aceno para todos os lados, é uma indicação óbvia de que não sei quem é mas estou cumprimentando de volta. Alguém esbarra acidentalmente no meu ombro e isso faz com que eu segure mais forte o meu case, receoso de que ele caia e danifique o violão. É difícil me desviar de todo mundo que vem e vai, mas acaba virando parte do caminhar quando se está acostumado a dividir um espaço tão pequeno todos os dias. Há música latina tocando em uma esquina e uma criança berra próximo ao meu ouvido, mas o grito some tão rápido quanto veio ao que a mãe se afasta a passos largos, o menino se contorcendo em seus braços. É esse o caos diário de um dos bairros mais artísticos de toda a Londres, mas já não me impressiona tanto quanto as minhas primeiras vezes aqui. Há cores, cheiros, sons e agitação, mas para mim perdeu grande parte do encanto conforme a necessidade de estar aqui se tornou maior do que a livre e espontânea vontade. Eu sou um dos muitos artistas que faz dessas ruas seu palco, disputando a atenção desse monte de turista desavisado, dos trabalhadores e dos moradores já tão difíceis de impressionar.

Costumo me apresentar próximo a Ladureé. É um pico jovem, mas só enche mesmo aos finais de semana. Deve ser por isso que minha concorrência é quase nula de segunda à sexta, há quem ache que trabalhador é cego e surdo, que não dá a mínima para os artistas de rua. Eu não penso assim. Já constatei que, embora o movimento seja mais empresarial durante a semana, meu pequeno público nunca deixa de existir. E quando estou aqui, apesar do tráfego e a pressa comum do Londrino, sinto que, por um instante, consigo deixar de lado a sensação de obrigação que tanto me sufoca e sentir um tipo de paz generosa que me faz querer abraçá-la com a minha música.

É o que eu faço. Sempre.

Algumas pessoas ao redor me olham tanto que tenho a engraçada sensação de estar completamente nu. A timidez já não existe desde que eu cheguei aqui pela manhã, então, da mesma forma que elas parecem me devorar, eu devoro um repertório extenso e diversificado que vai desde B.B. King até Madonna. O dinheiro que eu costumo ganhar me ajuda a pagar metade das contas de um apartamento que eu divido com Liam, mas nunca é o suficiente para sair fora de Londres. Não sei para onde iria, sendo sincero. Holanda, talvez? Tentador, mas acho que eu preciso mesmo é de um lugar que tenha sol o ano inteiro, como se o calor pudesse ferver novamente o ânimo que se esconde dentro de mim. Eu tento não pensar nisso com frequência, mas nas últimas semanas esse ar melancólico parece pairar sobre meus ombros, como se eu já não pertencesse mais a este lugar. Sendo sincero comigo mesmo, acho que nunca pertenci.

É na última canção de uma tarde consideravelmente produtiva que meu meu estômago ronca baixinho, só então eu percebo o quanto estou faminto. Há um pouco de suor escorrendo por minha testa, meu corpo nunca realmente acostumado com a rotina.

Aplausos soam.

Eu me curvo perante meu pequeno e tão atencioso público, sinceramente grato apesar do cansaço. Tão rápido quanto chegaram, todos começam a se afastar, cientes da minha também breve despedida por hoje. Passo a alça do violão para fora do corpo e dou um passo até o case para recolher o dinheiro. Confiro rapidamente os trocados, feliz por ter sido melhor do que ontem. Minha garganta ressecada parece agradecer quando eu deixo o dinheiro de lado e a encho de água.

— Você é, de longe, a pessoa mais talentosa que eu já vi por aqui.

Olho para cima, atraído pela voz sorridente e animada que acaba de me elogiar. A primeira coisa na qual reparo é em seu corte de cabelo, algo entre Halle Berry e o curtinho de Audrey Hepburn. Eu gosto, confere a seu rosto um ar de rebeldia apesar da gentileza que parece emanar de todo o resto. Gosto também de como a cor de sua pele combina bem com a regata amarela que ela veste. Eu me levanto. Ela parece mais baixa vista de cima, mas o sorriso, no entanto, só aumenta.

— Uau, isso é... Obrigado! — Digo finalmente, mas nunca sei como responder a elogios. Acho que ninguém realmente sabe. — Legal que você gostou.

— Sou Amy. — A mão dela é pequena e quente ao que eu a cumprimento de volta. Os dedos estão cheios de band-aid que prendem minha atenção por um pequeno instante. — Ah, isso — ela encara os próprios dedos. — Acidente com madeira. Eu devia ter usado luvas quando meu pai insistiu.

— Parece dolorido.— Comento brevemente. — Meu nome é Rafiq.

— Oi, Rafiq.

— Oi, Amy.

A gente ri baixinho, finalmente soltando as mãos. Ela inclina a cabeça para o lado, tem uma presilha marrom, quase camuflada, prendendo uma pequena mecha do seu cabelo também castanho. Eu me deixo ser encarado por olhos cor de jabuticaba, tão curioso por Amy quanto ela parece estar por mim.

— Preciso da sua ajuda.

É repentino, mas o pedido dela, de início, não me parece sério ou preocupado. Eu tento me lembrar se a conheço de algum lugar, nada me vem à cabeça no entanto. Eu saberia.

— Minha ajuda? Por quê?

— Porque você é arte. Eu preciso dessa sua sensibilidade.

Eu sinto meu rosto esquentar, não pelo calor. Amy parece longe de estar flertando comigo, mas mesmo assim eu odeio o jeito que minha timidez me denuncia. Não quero que pareça que eu não sei conversar normalmente com uma garota bonita.

— Você... você quer que eu componha algo? — Eu finalmente consigo perguntar. Ela acena negativamente. — Então o quê?

Amy parece pensativa agora.

— Olha, que tal se a gente for comer um sanduíche? É melhor pra conversar.

— Conhece algum lugar que não custe toda essa minha fortuna? — Aponto para o dinheiro no case. Ela ri copiosamente.

— Eu pago.

— Neste caso...

A garota me parece totalmente inofensiva, então eu guardo as minhas coisas e sigo rua abaixo com ela. É claro que existe uma enorme curiosidade martelando na minha cabeça, mas eu tento guardar as perguntas para depois. Não muito longe de onde eu me apresento, entramos em um desses cafés cult. John Mayer toca baixinho no alto falante e o público do momento é bem jovem, parece até um daqueles romances em preto e branco.

Amy e eu nos sentamos ao fundo, já acenando para fazer o pedido. O lugar, apesar de grande e virado para a rua, é bastante tranquilo, o que me dá a liberdade de deixar o case do violão ao lado da cadeira sem precisar me preocupar. A garçonete é atenciosa, garantindo que nosso pedido chega em poucos minutos. Assim que ela se retira, Amy me encara, vestida em um silêncio sereno. Ela parece não ter pressa alguma de começar a falar e isso poderia até me deixar irritado, mas não o faz. Tudo o que eu faço é espalmar as mãos sobre a mesa e encará-la de volta, esperando até que ela se sinta confortável o suficiente.

— Tem uma coisa bem simples sobre mim — pontua. Estou mais curioso do que nunca agora, tanto que exigiria o mais breve esclarecimento possível não fosse Amy mais rápida do que eu ao continuar. — Eu estou morrendo. — É claro que o que vem em seguida não passa do mais puro silêncio. É o tipo de silêncio que não quebra nem com a entrega dos nossos pedidos ao que a garçonete volta. Amy morde um pedaço do seu sanduíche, ainda sem tirar os olhos de mim. Ela mastiga lentamente, nem parece que acabou de me dar uma notícia trágica. Já eu estou em choque, confuso com o rumo que essa conversa está tomando. — Desculpa. Eu fui direta demais?

— Eu... — droga. Quer dizer, eu nunca imaginei receber, de uma estranha, a notícia de que ela está morrendo. Não tem nada de simples nisso. — Espera aí, simples?

— Não é bem simples — concorda. — Mas se você for ver, é uma realidade irreversível, então...

Não é que Amy não esteja dando a mínima para o fato de que está morrendo. Pelo menos é assim que eu leio em sua postura. Parece mais que ela está conformada. isso, conformada é a palavra certa. Tanto que eu me pergunto o quão desesperador é não estar desesperado.

— O que você tem?

— É o que os médicos chamam de Glioblastoma Multiforme, grau quatro. Sabe o que isso quer dizer? — Eu balanço a cabeça negativamente. Não faço ideia. — É um tumor cerebral. Bem, acho que dá pra perceber pelo corte despojado do meu cabelo, não é? — Ela dá uma risadinha frouxa, soltando um leve chacoalhar de ombros. Ainda assim não há mesmo qualquer traço de indiferença ou sarcasmo. Acho que, perto do de Amy, meu autocontrole não é nada. — O fato é que esse é um tumor maligno e irreversível. Então é, eu estou morrendo mais cedo do que o esperado.

— Faz quanto tempo? — a minha pergunta sai engasgada. Parece ter um pedaço enorme entalado na minha garganta e não é de sanduíche.

— Cinco meses. A expectativa de vida é de um ano com tratamento. Eu sobrevivi aos três primeiros meses que os médicos colocam como limite, aquele em que eles não têm certeza se você vai aguentar ou não. A partir daí eu me dei conta de que o que resta da minha vida não pode passar em branco. Então eu criei uma lista... Hmm... — Amy se cala para morder mais um pedaço do sanduíche. Ela limpa a maionese que escorre pelo queixo e lambe os dedos sem se importar com a minha presença. — Nessa lista eu coloquei as vinte coisas que quero fazer antes de morrer. Não é nada extremo porque minha condição não permite, algumas até parecem bobas demais, mas é mais pela sensação do que pela coisa em si. Entende? — Há um novo estado de silêncio. Eu me remexo desconfortavelmente na cadeira, a fome que tinha antes desaparece rapidamente. — Ei, não fica assim!

— Eu só... — Minha mão fica erguida no ar, impotente. É aí que Amy se curva sobre a mesa e a abaixa, cobrindo-a com a sua. Encaro os band-aid em seus dedos machucados, só agora notando que a estampa é de carneiro. Estou tentando me recompor, mas parece em vão. Toda essa história me traz lembranças dolorosas, é por isso que sinto tanto. — E onde é que eu me encaixo nisso?

Amy volta a sorrir.

— Preciso que me ajude com a lista! — O aperto dela na minha mão é o equivalente ao tapa de uma borboleta. — Quer dizer... por favor?

— Mas você nem me conhece. Eu não entendo o por quê...

— Eu já disse o porquê.

— E quanto aos seus amigos? Não tem nenhum que possa te ajudar?

Ela se recosta na cadeira, parece emburrada.

— Eu não tenho amigos. Tenho, no máximo, conhecidos.

Não é que eu esteja recusando de pronto, só acho muito estranho ela colocar uma responsabilidade tão grande, com esse tanto de significado, nas mãos de um completo estranho.

— Você? —não acredito. — Tipo, nenhum mesmo?

— Ninguém quer ser amigo de alguém que está morrendo. Você sabe, as pessoas nunca vão se acostumar com perdas.

— E o que é que me tira desse as pessoas?

— Não tira, Rafiq — retruca. — Mas você também nem me conhece, então é mais fácil, não é? E eu preciso muito de ajuda... Você pode ver isso como um emprego, que tal? Quer dizer, ninguém gosta muito de chefes... E o melhor, eu vou te dar o valor que você quiser.

— É assim que você pretende ser uma chefe odiável?

Amy solta uma risada tão sincera que nem mesmo eu consigo me conter, o que ameniza a tensão no ar. Os olhos dela ficam espremidinhos e as lágrimas acumuladas fazem com que eles brilhem feito luzes pisca-pisca em um pote de vidro. Parece impossível ignorar toda sua aura. E por um momento é isso o que faço, eu apenas a encaro.

— O que foi? — ela pergunta ainda rindo.

— Não foi nada.

— Tá.

Amy tem sardas ao redor do nariz que dançam conforme as bochechas se ressaltam em seu rosto fino. — Mas e então, o que você me diz? Topa?

Eu não a respondo de imediato, mas ela espera com toda a paciência do mundo conforme eu vou medindo os prós e contras da proposta. Se eu aceitar, vou ter o pagamento por algo que me parece simples de cumprir, fora que eu posso finalmente ter o suficiente para pensar definitivamente em me mudar e recomeçar tudo do zero. Bem, quase tudo. E, por um outro lado, talvez eu possa ter um pouco mais de seus olhinhos pretos sorrindo. Mas, ela vai morrer. E é claro que eu faço parte das pessoas que não suportam perder, até porque a ausência de alguém machuca em proporções inimagináveis. Sei disso mais do que ninguém.

— Rafiq?

Volto a encarar Amy, quem substituiu o sorriso por uma expressão ansiosa. Então eu passo a me perguntar em silêncio: como é que eu serei capaz de me recusar a ajudar alguém que tem menos de seis meses de vida e nem por isso deixou de sorrir tão genuinamente assim? Amy não se acomodou em sua realidade apesar de, para a maioria das pessoas, ela já ser uma estatística. Então por que eu deveria? Por que não ser bom para alguém ao menos uma vez na minha vida, enquanto eu ainda a tenho?

— Rafiq, se você não quiser eu enten...

— Eu aceito, sim.

Ela fica calada, só me encarando. Parece estar processando a minha não-recusa. Então, e de repente, bate palmas de uma maneira engraçada e discreta, como que reprimindo um grito.

— Sério? Você 'tá falando sério mesmo?

— Claro! Por que não?

— Caramba! Você é a melhor pessoa do mundo por isso! De verdade verdadeira. — Ela parece prestes a dizer mais alguma coisa mas o toque do celular a interrompe. Amy encara a tela toda rachada enquanto eu me pergunto como é que ainda consegue digitar nessa coisa. — É o meu motorista. Eu preciso ir.

— Você tem um motorista?

Ela se levanta, pegando a carteira no bolso traseiro do jeans apertado. Junto dela, uma folha de papel dobrada.

— Eu não posso andar por aí totalmente sozinha. E mesmo se pudesse, meus pais não deixariam... Não nessa situação. — Dá de ombros. Então coloca alguns trocados na mesa ao passo que a folha de papel me é esticada — É a minha lista. Eu não fiz cópia, então, por favor, tome cuidado com ela porque eu já não tenho mais uma boa memória.

— Não se preocupa, vou guardar como se fosse uma barra de ouro.

Amy volta a rir. — O meu número está no verso da folha.

— Eu te mando uma mensagem.

— Legal. Vou esperar por ela. — Me oferece esse que é seu último sorriso do dia direcionado a mim. — Obrigada, Rafiq. Você não sabe o quanto isso é importante pra mim.

— Eu posso imaginar. — Garanto. Ela acena com a mão pequena e frágil, já virando as costas para ir embora. O rastro de seu perfume parece pairar no ar e de repente há uma coisa que eu preciso muito saber. Eu a chamo. Ela me olha por cima do ombro. — Como é que você consegue não ter medo?

E é primeira vez, desde que começamos a conversar, que eu vejo um borrão de tristeza em sua expressão outrora tão suave.

Então, Amy diz baixinho: — A coisa que eu mais tenho é medo, Rafiq. O tempo todo. Mas aí eu percebo que o medo não vai salvar minha vida, então eu não deixo que ele a domine.

E só então ela se vai, deixando o barulho da sineta da porta soando tão alto em meus ouvidos quanto sua breve e esmagadora confissão.

2 de Setembro de 2020 às 19:46 2 Denunciar Insira Seguir história
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cc coffe coffe
Olá! Venho acompanhando a sua obra faz algum tempo e gosto muito. Gostaria que você soubesse que está muito bom! Caso você esteja sem motivação ou algo do tipo, não pare.
December 22, 2020, 00:29

  • san tanas san tanas
    Olá! Tudo bem? Primeiramente, muito obrigada pelo teu carinho em forma de comentário. Eu fico muito feliz de saber que você está curtindo a história, inclusive desculpas imensas pela demora na atualização. Acabei me atrapalhando pra escrever devido outras necessidades do dia a dia, mas vou tentar atualizar o mais breve possível! <3 December 30, 2020, 02:04
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