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Crocodile e Doflamingo mantinham uma relação além dos negócios onde o primeiro a ceder as tramas do amante cairia; brincando com fogo, sempre esperando a chance de queimar o inimigo.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

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No submundo das disputas.



Crocodile estava muito longe de ser ingênuo ou facilmente manipulado, possuía o pleno conhecimento do que se passava naquilo que denominaria mais tarde como uma relação. Talvez assim, ficasse mais simples, mesmo que a definição dessa palavra não pudesse ser encaixada nos encontros clandestinos entre si e o irritante loiro. O mesmo que ainda teimava em usar os mesmos óculos de sol rosa brega, todos os dias. Por isso, ainda que Doflamingo com suas artimanhas e seu jeito insano de ser, tentasse se sobressair com suas mentiras sutis, mas fatais e infames de tê-lo sobre controle nunca obteria sucesso algum. Algumas de suas atitudes poderia facilmente passar a falsa impressão de que ele não possuía controle algum,

Era tão bom nesse jogo quanto o outro, e nenhum dos lados estava disposto a ceder, o que fazia as situações serem levadas sempre a níveis críticos. Essa parte o satisfazia, não havia como negar. Vivendo por quarenta e seis anos como queria, mesclando-se cada dia mais no submundo até ter sua própria agência de serviços especiais muito bem reconhecida e temida. Provando do poder de diversas maneiras, com armas em mãos e sentenças prontas para serem executadas assim que desse a ordem. Até mesmo os dias ruins hoje pareciam ter um sabor doce, que o fazia rir, mas que se levados a fundo poderiam amargar e sufocar.

É praticamente impossível se erguer naquele mundo sombrio coberto de vermelho sem ganhar cicatrizes que serão escondidas por toda vida, inclusive após a morte também. E querendo ou não Crocodile fazia parte desses muitos, porém o preço pago foi retribuído, então remoer lembranças não serviriam para simplesmente nada.

Negociando, matando, fugindo, recrutando, subornando, se divertindo e observando. Foi no meio de tudo isso e um pouco mais, que conheceu a famigerada família Donquixote, tão cruéis e inteligentes quanto famosos. Uma parceria que era muito bem-vinda, sendo firmada em um jantar de uma noite qualquer que Crocodile não esforçava-se para lembrar, porém não se esquecia. Foi nesse fatídico dia que seus olhos caíram sobre Doflamingo, o membro da família destinado a ser a via direta de comunicações e decisões entre eles, e a organização Baroque Works.

O primeiro fato era que o homem loiro alto não fazia seu tipo, o segundo inegável era que ele podia ser bastante irritante. O que obviamente com o tempo se provou ser uma implicância consigo, a qual Crocodile se viu desafiado a retribuir. Aturá-lo pelo bem maior de ter a expansão de seu negócio e patrimônio era plausível, mas a qualquer momento, quando o contrato chegasse ao seu trágico fim, não se importaria se acertar um tiro bem no meio da testa de Doflamingo. O que ele provavelmente cogitava também.

Porém, enquanto o desfecho não se aproximava, Crocodile poderia se contentar em brincar com o outro, que sendo quatro anos mais novo que si, estava em seu mesmo nível de sadismo. Logo assim que entrou em sua mansão, foi recebido por suas empregadas com a notícia de que Doflamingo estava a sua espera para uma reunião. Sua risada tão característica, ainda que abafada, deixou os empregados ao redor tensos. Em seu escritório acendeu um charuto, julgou que o loiro poderia estar ali como de costume, mas o atrevimento dele não possuía limites e por isso continuou sua busca pela sala de jantar, o bar e sala de jogos. Até que o paradeiro veio a sua mente de forma óbvia.

Subiu as escadas para o segundo andar em direção ao seu quarto, encontrou jogada no chão um casaco de penas rosas que já havia visto Doflamingo usar inúmeras vezes. E falando no Diabo, lá estava ele com sua pele bronzeada deitado em sua cama, vestido com suas roupas e suas jóias nos dedos e pescoço. Bebendo do seu champanhe em uma tranquilidade que quem não soubesse o julgaria como dono da mansão.

— Demorou bastante hoje, Sir. Crocodile. — Apesar da fala pacífica, o sorriso de escárnio nos lábios de Doflamingo revelava descaradamente suas intenções.

— Acho que a partir de hoje terei que colocar veneno nas minhas bebidas.

— Ora, isso seria um desperdício, Sir.

— Discordo, se com isso conseguisse te matar, seria um ganho e tanto.

— À vista disso, deveria revelar seu plano somente quando estivesse concluído, hm. — Dito isso o loiro depositou a taça no chão, deitando-se na cama com os cotovelos apoiados e o rosto sobre as mãos. O óculos de sol estava sobre o móvel, possibilitando que pudesse vê-lo o devorar com o olhar. — Agora, por quê não se senta aqui para começarmos nossa reunião?


Pelo lugar e o clima que se desenvolvia, Crocodile sabia que fariam de tudo, menos realmente conversar sobre negócios, porém o convite era tentador. O perigo misturado com a falsidade escapando por cada uma das cicatrizes de Doflamingo, era a adrenalina mortal que também exalava de si. Um hobby ruim aquele, quase como brincar com fogo, porém sabia bem como não se queimar nessa aventura. Sendo assim, porquê não ir até ele e segurar firme em seu pescoço enquanto o beijava? Havia muitas coisas em jogo, mas grande parte substituível ou fácil de jogar fora. Aquela relação conturbada fazia dos negócios mais interessantes, ainda que Doflamingo provasse a cada dia que claramente não fazia seu tipo.

25 de Agosto de 2020 às 18:46 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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