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esternw Ester Cabral

Condenada a passar mil anos dentro do cofre, guardado pelo Doutor, a maior companhia de Missy tornou-se o silêncio. Entediada, seu principal passatempo era tocar o piano de cauda, cessando com o silêncio que era um companheiro constante naquela caixa-forte. A música, porém, não era apenas um dos únicos meios de se entreter dentro daquelas paredes, mas a única forma de silenciar as lembranças que gritavam em sua mente.


Fanfiction Seriados/Doramas/Novelas Todo o público.

#mestre #drama #within-temptation #missy #12th-doctor #fanfic #doctor #doctor-who
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Antes que leiam, algumas coisinhas:

Essa one é uma songfic da música Mercy Mirror da banda Within Temptation. Eu coloquei vários trechos da letra ao longo do texto, junto da tradução.

Essa one se passa ao final do episódio The Lie of the Land da 10° temporada, a última parte da trilogia dos Monges, logo, temos algumas menções breves a fatos ocorridos no episódio.

É isso, boa leitura ;)

XXX

A melodia melancólica e harmoniosa do piano arrastava-se para fora dos limites das grossas paredes do cofre até atingir o lado de fora em um porão escuro, onde o Doutor abria as inúmeras e diferentes trancas daquela caixa-forte que escondia um dos seres mais perigosos do universo.

As trancas finalmente acabaram, deixando que a porta se abrisse junto de um barulho pesado, que, mesmo assim, não era mais alto do que a peça que Missy tocava no piano e preenchia todos os recantos do ambiente cinza. A senhora do tempo mal parecia ter se dado conta da presença de outra pessoa em seu santuário, mais entretida com seu piano de cauda e de costas para a entrada.

O Doutor encostou a porta, encaminhando-se em seguida em direção ao campo de contenção, que permanecia desativado, e da mulher e seu instrumento.

— Doutor! Você voltou cedo dessa vez — Missy comentou com os olhos fixos nas teclas que tocava distraída, como se o fizesse de uma forma mecânica, apenas para se ocupar de algo naquela solidão. — Achei que fosse demorar mais seis meses.

O Doutor ultrapassou a área do campo de contenção, se aproximando do piano negro enquanto analisava a senhora do tempo, que aparentava estar mais entediada do que qualquer coisa, e deixava o saco de papel sobre o tampo fechado do instrumento musical, que de tão reluzente era possível ver seu próprio reflexo a olhar-lhe de volta.

— Os Monges foram derrotados — o Doutor afirmou, referindo-se ao motivo pelo qual ficara tanto tempo sem visitar o cofre. Ele esteve preso por seis meses, em uma realidade que não existia mais, procurando por uma solução para expulsar os Monges do controle do planeta Terra. O que não sabia, porém, era que a resposta para um problema tão grande seria mais simples do que qualquer um esperava.

— Sério? — Missy desviou os olhos das teclas, erguendo o rosto em direção ao Doutor, parecendo finalmente ter saído do estado entediado de outrora em questão de segundos. — Bem, meus pêsames. A garota das perguntas não parecia ser tão mal assim, eu até tinha gostado um pouco dela — disse como se fosse um comentário qualquer.

Missy acreditava que o Doutor cumprira com o que ela dissera ser a única solução para expulsar os Monges do planeta e, para isso, Bill teria que ceder, afinal, a jovem era o link com os alienígenas.

— Bill está bem — o Doutor respondeu conforme se afastava do piano e da senhora do tempo, chateado com a frieza que ela proferira sua última sentença. Devia repreender-se por ainda ter esperança de algo diferente, porém, era impossível não tê-la. — Inclusive, foi ela quem fez essas batatas fritas. — Apontou para o saco de papel que deixara intocado sobre o tampo do piano e se jogou em uma das poltronas que faziam parte da pequena decoração do cofre, com direito a um barulho do estofado ao se sentar.

Missy pareceu perceber que fora deixado algo perto de si e tirou as mãos das teclas de marfim, abrindo o saco de papel branco com a rapidez contida nos dedos finos e ágeis. Ela revirou os olhos ao ver o que o Doutor lhe trouxera.

— Batatas? Sério? — dirigiu-se para ele aparentando estar ofendida e torceu os lábios ao ver que o Doutor lia uma revista qualquer. Ele mal estava prestando atenção nela! — Pensei que você fosse trazer uma das coisas que eu pedi. Querendo ou não, eu te ajudei.

A senhora do tempo abandonou o saco de papel e a visão do Doutor, voltando os olhos para as teclas reluzentes de tão limpas enquanto corria os dedos por elas com distração, formando uma melodia qualquer que lhe vinha à mente.

— Eu não vou te trazer um pônei — o Doutor retrucou, abaixando um pouco a revista para poder olhar a figura de Missy a alguns metros de distância. Em seguida, voltou os olhos para as letras impressas, mal lendo o que estava escrito no papel, apenas usando aquilo como um disfarce para seu real objetivo ali embaixo: vigiar Missy e observar o seu progresso em sua missão de se tornar boa. Além de passar um tempo com sua amiga de outrora e não deixá-la se perder demais naquela solidão das paredes cinzentas, mesmo que ele nunca admitisse isso em voz alta.

— Ao menos me trouxesse alguns livros! — Missy exclamou, percebendo através da visão periférica que o Doutor continuava a não prestar quase nenhuma atenção nela, pelo que aparentava. — É tão entediante aqui embaixo… — soltou em um lamento manhoso que ficou no ar, ignorado e sem resposta.

Missy soltou um “hunf” ofendido, voltando a tocar sua canção melancólica com a mente bem longe daquelas paredes nuas e sem graça que eram sua casa havia décadas.

O Doutor ergueu os olhos azuis do outro lado onde permanecia sentado, tendo o rosto parcialmente oculto por trás da revista, usando-a como um escudo para suas intenções. Em silêncio observava a senhora do tempo tocar a mesma peça de quando tinha somente a solidão como companhia há alguns minutos atrás. A luz que vinha das janelas que davam para o nada dentro do cofre a iluminavam como um holofote, destacando o reluzir do instrumento negro como ébano e sua figura diminuta em comparação com um ambiente tão grande e carente de uma decoração que desse alguma vida.

O Doutor soltou um suspiro, com a mente vagando para lugares distantes daquele porão isolado sob a universidade St. Luke.

We are forever as one in what remains
You're in my blood from the cradle to the grave

(Nós somos para sempre como um no que resta

Você está no meu sangue do berço até o túmulo)

Suas lembranças lhe traziam de volta a épocas tão antigas que perdera a conta de quanto tempo transcorrera entre passado e presente. Lembranças do tempo em que ainda era uma criança. De quando eles ainda eram duas crianças.

Naquela época em que sonhavam em conhecer as estrelas, nunca poderia imaginar que terminariam daquela forma, presos um ao outro por um milênio, tentando ensinar para sua amiga de outrora o significado da bondade. Nunca imaginara que ela fosse se tornar quem era, que mataria sem piedade, destruiria pelo simples prazer de fazê-lo e conquistaria ao em vez de observar, com suas promessas desfeitas até não sobrar nada senão cinzas.

Mesmo com suas manias de grandeza, o Doutor nunca esperaria que Missy fosse se voltar para um lado tão oposto ao seu e que possuísse um lado tão sombrio e maldoso dentro de si.

I don't like to think about the pieces
Or the cracks and the breaks that still remain

(Eu não gosto de pensar sobre os pedaços

Ou as rachaduras e quebrados que ainda restam)

Ele nunca esperaria que ela sequer fosse tentar matá-lo um dia. Nunca esperaria que isso acontecesse tantas e tantas vezes que chegaria a perder a conta.

Olhando para ela daquele jeito, distraída e, de certa forma, vulnerável, longe de todo o caos que sempre a cercava, podia até esquecer-se de tudo o que aconteceu e lembrar-se de como eram em um passado tão distante. Lembrar-se de seus sonhos infantis e dos planos que faziam juntos sob um céu estrelado.

If I could breathe, I'd ask you

(Se eu pudesse respirar, te perguntaria)

— Por quê? — Missy questionou de súbito, puxando o Doutor para longe de seus devaneios sobre o passado. Ela ignorava o peso daqueles olhos claros a observarem-lhe de forma velada, mantendo o rosto voltado para baixo em direção ao piano na intenção de disfarçar o seu semblante, mesmo com a luz que iluminava sua face.

— Perdão? — O Doutor devolveu, sem saber do que ela falava e achando que perdera algo na conversa anteriormente, afinal, sua mente devaneava por lugares distantes daquele cofre.

— Por que você ainda tenta? Nós dois sabemos que nunca serei boa como você espera que eu seja.

To look in my mercy mirror
I need you more than I have known

So look in my mercy mirror
'Cause I'm not ready to let you go

(Para olhar no meu espelho de misericórdia

Eu preciso de você mais do que nunca

Então olhe no meu espelho de misericórdia

Porque não estou pronto para te deixar ir)

Missy voltou os olhos de um azul gelado para o Doutor, que tirou a revista da frente de seu rosto, tendo sequer prestado atenção naquelas palavras impressas em momento algum. A senhora do tempo o encarava, esperando por uma resposta enquanto o silêncio os envolvia. Ele sequer percebera quando ela cessou a melodia melancólica que os acompanhava anteriormente.

— Talvez… Talvez eu esteja errado e você não possa ser boa como eu espero que seja. — O senhor do tempo deixou a revista no colo, olhando firmemente para aqueles olhos azuis que o analisavam do outro lado.

Now I know, now I know
I'm not ready to let you go

(Agora eu sei, agora eu sei

Eu não estou pronto para te deixar ir)

Engoliu em seco ao ver tudo aquilo que Missy deixava ficar no ar, abstendo-se de expressar qualquer palavra que fosse. Conhecendo-a tão bem, ele sabia exatamente o que ela estava pensando e o que não conseguia ou não queria dizer. Havia apenas uma pessoa que a conhecia tão bem em todo o universo, e essa pessoa sempre seria ele.

— Mas você ainda pode ser boa, do seu próprio jeito. Ainda há um pouco de bondade em você, sei disso. É por causa disso que eu ainda tento.

Missy riu fraco, abaixando o rosto e tentando esconder-se daqueles olhos compassivos que ainda sentia observarem-lhe.

My heart, like a planet the sun forgot
Where now? Orbiting the light that I had lost

(Meu coração, como um planeta que o sol esqueceu

Onde agora? Orbitando a luz que eu perdi)

Missy achava o Doutor um tolo por ainda ter esperanças. Ela nunca seria aquilo que ele esperava que ela fosse, assim como ele nunca seria como ela esperava que ele fosse. No fundo, talvez os dois tivessem esperanças grandes demais sobre o outro. No fundo, tudo o que eles queriam era que o outro fosse igual a si mesmos, como um dia foram. No fundo, tudo o que queriam era aquela amizade de volta.

Às vezes, Missy se perguntava por que ainda estava ali, afinal, bem seria capaz de escapar quando quisesse daquele cofre, não importava o quão seguro fosse, ela sempre daria um jeito. Porém, quando se questionava isso, a resposta era sempre a mesma pergunta: para onde iria? Não tinha mais nada, teria que começar do zero mais uma vez, talvez em um planeta diferente, enganando mais pessoas para atingir qual fosse o objetivo que surgisse em sua mente.

Como ela sempre fez inúmeras vezes. Como sempre fez nas tantas vezes em que o Doutor ganhou.

Mas, dessa vez, Missy não sentia a mínima vontade de recomeçar. Ela sabia que o final sempre seria o mesmo, confrontando o Doutor mais uma vez, cada um de um lado diferente do campo de batalha.

More than words the silence teaches
How to see and to feel what is real

When sunlight reaches my soul

(Mais do que palavras o silêncio ensina

Como ver e como sentir o que é real

Quando a luz do sol alcançar a minha alma)

— Sabe, quando eu fico em silêncio aqui embaixo, eu me lembro dos gritos enquanto eles morriam. E como eles gritavam... — Missy voltou os olhos para o vazio das janelas, parecendo perdida em seus próprios sentimentos enquanto confessava verdades que ocultava dentro daquela caixa-forte. — Por isso eu toco, porque eu não quero continuar ouvindo.

Em certos momentos, Missy queria voltar a sentir o mesmo que outrora quanto a isso: nada. Assim como aquilo que enxergava do lado de fora de suas janelas, o nada era o que ela antes sentia quanto às mortes. E quantas pessoas não morreram ao longo dos séculos através de suas mãos…

[...]

It’s a wicked game life plays

How it gives and takes away

[...]

(É um jogo perverso que a vida joga

Como dá e toma de volta)

Antes, todo aquele jogo entre quem morria e quem vivia não passava de diversão. Era divertida a sensação de ter poder sobre a vida, de decidir entre o mais forte e o mais fraco, entre aquele que lhe interessava e aquele que era insignificante aos seus olhos. E a maioria era assim, fraca, medíocre.

Ela era uma senhora do tempo, afinal — ou senhor do tempo, não esquecendo de suas vidas passadas —, uma das civilizações mais poderosas de todo o universo, que brincava com o tempo e enganava a morte. Não tinha ela o direito de se aproveitar disso como bem quisesse?

Entretanto, não era dessa forma que o Doutor pensava. E era isso que ele tentava ensinar a ela. Era isso que lhe doía naquele momento. Impotente naquele cofre, tudo o que lhe restava eram lembranças a atormentarem-lhe na solidão e a quebrar-lhe a paz de seu silêncio.

— É por isso que não quero que me ensine a sua versão da bondade, Doutor. Porque ela dói.

No turning ‘round, touching ground

What we had was so much more than I realized

(Sem meia volta, tocando o chão

O que tínhamos era muito mais do que eu pensei)

Subitamente, Missy virou o pescoço em direção ao senhor do tempo, tirando os olhos da claridade das janelas para a parte mais escura da caixa-forte, fora do campo de contenção, onde o Doutor ainda se encontrava sentado no mesmo lugar.

Os dois encararam-se em silêncio, enquanto o Doutor ponderava o peso daquelas palavras. Deixando sua revista de lado, ele se levantou da poltrona de estofado confortável, entrando na área do campo de contenção com passos lentos e comedidos, deixando para trás a meia penumbra onde estava.

— Eu sei, eu sei como se sente.

Ele parou ao lado do piano, mantendo uma distância entre os dois que poderia ser encerrada com alguns passos de suas pernas longas. Apesar da postura descontraída com as mãos nos bolsos de seu casaco preto de capuz, esse não era o sentimento naquela conversa.

Aquela era o tipo de conversa que dificilmente tinham, com a sinceridade exalando por entre as palavras.

— Eu sei como é ouvir os gritos daqueles que morreram. Parece que nunca mais vai acabar, sempre ecoando na sua cabeça — o Doutor confessou em um tom mais baixo, não querendo subir a voz para ouvi-la ecoar por entre aquelas paredes vazias. Missy estava tão perto, que não era preciso de muito para ser ouvido por ela. Não era preciso mais nada para que ela compreendesse aquele sentimento que ele entendia tão bem.

— Isso se chama arrependimento.

Missy encarou-o confusa. Nunca se imaginaria sentindo algo como arrependimento, tanto que sequer considerou essa possibilidade. Impiedosa do jeito que sempre foi? Parecia algo absurdo demais para sequer se considerar.

Sua vontade era de ir logo embora dali e deixar tudo aquilo para trás. Esquecer que um dia sentiu todos aqueles sentimentos que pareciam tão novos para si. Entretanto, ela hesitava. Ao que parecia, não era apenas o Doutor a ser um tolo acreditando que Missy poderia ser boa. Ela também era uma tola em permanecer naquele cofre, sozinha com todas aquelas memórias que lhe atormentavam no silêncio, por se permitir passar por tudo aquilo. Acreditava ser uma tola por acreditar que um dia poderiam ser iguais como antes. Mas nisso ela não era a única.

If I could, I’d embrace...

(Se pudesse eu abraçaria…)

— E se você é capaz de se arrepender… — O Doutor se abaixou, ficando da altura de Missy, que permanecia sentada de lado no banco ao piano, mal tendo alterado sua posição desde o início daquela conversa.

O Doutor tentava não sentir esperanças tão grandes, contudo, como deixar isso passar? Quando achava que tudo seria o fim com Missy, que estivera errado o tempo inteiro e que ela não poderia ter o mínimo de bondade escondida que fosse, ele percebeu que havia, sim, uma chama que brilhava fraca bem lá no fundo.

Tudo o que queria era um mínimo de esperança que fosse para poder agarrar. Ao que parecia, ela finalmente estava à sua frente. Aos poucos poderia aumentar, bastava fazê-la arder mais forte.

— Significa que você pode ser boa. Do seu próprio jeito.

Embrace you

(Abraçaria você)

O Doutor segurou as mãos de Missy, que descansavam sobre as dobras de sua longa saia púrpura, sentindo as pontas dos dedos da senhora do tempo quase marcadas de tanto tocar as teclas do piano. De tanto que tentou usar a música para silenciar suas próprias lembranças.

O toque repentino surpreendeu-a, afinal, o Doutor mostrava-se tão distante não muito antes… Missy olhou diretamente para aqueles olhos azuis que estavam agora tão próximos dos seus. A esperança que via refletida ali era ainda mais clara do que aquele tom de azul dos olhos do Doutor. Mais clara do que aquela luz que clareava exatamente aquele ponto onde os dois senhores do tempo estavam.

And look in my mercy mirror

I need you more than I have known

So look in my mercy mirror

‘Cause I’m not ready to let you go

(Então olhe no meu espelho de misericórdia

Eu preciso de você mais do que nunca

Então olhe no meu espelho de misericórdia

Porque não estou pronto para te deixar ir)

O silêncio novamente reinava naquele ambiente cinzento, agora, entretanto, sem toda aquela pressão de outrora. As palavras não eram necessárias quando era possível conversar mesmo sem o seu uso. Eles se conheciam tão bem, que às vezes o silêncio falava por si só, não necessitando que seus pensamentos fossem expostos através da fala.

Now I know, now I know

I’m not ready to let you go

(Agora eu sei, agora eu sei

Eu não estou pronto para te deixar ir)

Missy segurou os dedos do Doutor de volta, fechando seus dedos finos ao redor daqueles maiores e com as pontas marcadas de tanto tocar um instrumento musical. Assim como os dela.

E, assim como ela, o Doutor também sofria com as memórias no silêncio, tendo a música como companhia naqueles momentos. Daquela vez, eles deixavam a música de lado, tendo um ao outro como companhia no silêncio gritante dentro do cofre.

14 de Agosto de 2020 às 00:44 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Ester Cabral Diretamente do interior de São Paulo e com duas décadas de vida nas costas [apesar da carinha de menina], que sequer sabe o que falar sobre ela mesma pra fazer uma descrição interessante por aqui. Amante da música, fã da Fresno, de temperaturas amenas, de gatos, contos e que de vez em quando resolve se aventurar em uma história mais longa. Quer saber que histórias eu ando inventando por aí? Pegue uma xícara da sua bebida favorita e vamos nos aventurar por esse mundão de fics <3

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