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Renan Soberano


Olá, vocês. Esta presente obra faz parte do acervo de histórias que existe dentro do e-book ''A Fugitiva de Kamel''. Ela conta a trajetória de Katarina D'zoler, a maga de puro sangue que almeja ingressar na guilda dos elementalistas. Guilda que está localizada na cidade de Etheros, lugar que está cercado por um domo de energia gigante chamado Abyssa Divária (ou Absoluta Impenetrável). Katarina está viajando ao lado dos aprendizes que ela recrutou para auxiliá-la na árdua tarefa de completar as missões que estão espalhadas pelo continente natal dela. Missões que fazem parte do Ano da Penitência, evento que todos que almejam ingressar em uma das guildas de Alustia necessitam concluir. Personagens presentes nesta obra: 1) Katarina D'zoler: maga de puro sangue e aprendiza de elementalista. 2)Alune Van Na't: meia elfa e aprendiza de arqueiro. 3)Loe Ta'kast: al'faenir e aprendiza de episcopisa. 4)Arthúria Ést:elfa da floresta e aprendiza de justiceiro. 5)Ohlavrac De'ovalo: meio gênio e aprendiz de alquimista. 6) Jurenn da Tenássia: leonitériano e aprendiz de highlander. 7)Dok Cabeça Quadrada: anão da terra e aprendiz de defensor. 8) Has't de Not: humano e aprendiz de necromante. 9)Dominique Heartfilia: a raça dele(a) não foi revelada. Dominique é um aprendiz(a) de assassino.



Fantasia Épico Todo o público. © Renan Soberano
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Os aprendizes, os grifos e os dragões.

[Perspectiva Divina]


Em algum lugar de kaer


Havia muitas estrelas no céu. Elas guiavam e serviam como norte para o grupo de viajantes encapuzados que, de tempos em tempos, mergulhavam e emergiam de dentro das nuvens. Existia um astrólogo entre aquelas pessoas. Ele não era humano e não era um gênio, mas sim uma mistura entre essas duas raças. O sujeito sabia ler e interpretar as estrelas.

Aquele astrólogo estava viajando com pessoas que, assim como ele, também eram aprendizes. Eles, que haviam passado no teste de iniciação de suas respectivas guildas, estavam viajando em cima de montarias aéreas. Cada uma delas usava uma sela de couro vermelha carmim e vestia um manto. Esse não era vermelho e nem de couro, mas sim marrom e de pano. Esses mantos cobriam as barrigas das montarias, as deixavam estilosas e um pouco menos intimidadoras.

Aquele grupo de amigos havia alugado aquelas criaturas com o objetivo de encurtar um pouco a longa viagem que eles estavam realizando. Viajar usando as Marcas do Caminho espalhados pelo mundo era mais rápido sim, porém nem tudo que é mais rápido necessariamente é melhor. Elas, as marcas, podem não ser seguras. Em especial aquelas que ficam na natureza, longe da supervisão da guarda do rei e dos membros das guildas que fazem parte do exército dele.

Os locais para onde as Marcas do Caminho teleportam as pessoas podem ser alterados.

A viagem que aqueles aprendizes estavam realizando envolvia, entre outras coisas, completar missões espalhadas pelo continente de Alustia, visitar tumbas perigosíssimas que estavam repletas de armadilhas, tesouros e ameaças, explorar cavernas no fundo do mar ou no céu, encontrar objetos escondidos na base de vulcões adormecidos, matar as criaturas com dezenas de metros de altura que de vez em quando emergiam de dentro das ondas, da relva ou das nuvens, invadir fortalezas que estavam sendo vigiadas por vampiros, bruxas e necromantes, abrir e atravessar portais para outros reinos, invocar os espíritos dos heróis para auxiliá-los nas batalhas, tentar sobreviver às tempestades de fogo que de vez em quando aconteciam pelo planeta…

Para pagar pela locação daquelas montarias aéreas, o grupo de aprendizes precisou utilizar uma parcela considerável do dinheiro que ele havia recebido como recompensa por ajudar um bando de camponeses na penúltima cidade em que eles visitaram. Em troca de algumas moedas de prata, os aprendizes dormiram em uma floresta e abateram um bando de lobisomens marrons de garras vermelhas que estava aterrorizando e pondo fim à vida das mekshtfs, uma espécie de ovelha com asas de enfeite, que pertenciam àqueles camponeses. Aquela foi uma tarefa que, para ser realizada, demandou daquele grupo de aprendizes inúmeras flechas, pedras de polimento, poções de vida e energia mística, encantamentos, tempo e uma visita ao ferreiro.

Quem havia aceitado aquela missão foi o assassino do grupo, um rapaz que nasceu com um Aspecto, uma habilidade individual que não pode ser copiada ou ensinada, que permitia que ele ‘’reduzisse sua presença’’. O garoto a pegou em um mural de madeira compridíssimo que ele encontrou bem no meio da divisória entre duas ruas que eram íngremes, asfaltadas e extremamente movimentadas.

Aquele mural estava próximo do Esconderijo Secreto Misterioso, um famoso INN (que de esconderijo, secreto e misterioso não tinha nada) onde o assassino e os amigos dele pagaram para se hospedar por um período de sessenta horas. Período de tempo que, para os adeptos do calendário oficial de Alustia, equivale a dois dias.

Algumas raças, tribos e povos daquele planeta possuem jeitos distintos de contarem a passagem do tempo. Elas dispõem de calendários, credos, culturas, deuses, alfabetos, lendas e heróis próprios.

Enquanto esteve naquela cidade, uma das integrantes do grupo do astrólogo e do assassino visitou o mercado principal e vislumbrou muitas coisas interessantes no local. Lá ela encontrou à venda tapetes voadores, poções de mudança de sexo (essas eram temporárias. Algumas pessoas as compravam, engravidavam seu parceiro (a) e depois retornavam para o seu sexo de origem.), d’trevelers (acessórios mecânicos que ficam presos ao pulso do usuário e o catapulta, através de uma seta metálica que é disparada em alta velocidade de dentro deles, em direção ao local onde ele o mirou.), revólveres mágicos capazes de usar energia mística como munição, adagas e facas que se transformavam em lanças e espadas…

As coisas que ela encontrou eram realmente impressionantes e úteis, porém nem de longe tão úteis quanto o acessório que a montaria aérea dela estava usando.

13 de Agosto de 2020 às 22:10 0 Denunciar Insira Seguir história
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