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mandy-mars Amanda Karynne de Almeida

“Há muitas primeiras vezes em nossas vidas e todas elas são marcantes de alguma forma. Meu primeiro beijo não foi diferente.” EXO | HÉTERO | BYUN BAEKHYUN | PERSONAGEM ORIGINAL ⌈™ & Copyright © 2020 by Mandy Mars. Todos Os Direitos Reservados⌋ Plágio é crime


Conto Todo o público.

#1-3 #trilogia-de-contos #livre #baekhyun #exo #hetero
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Capítulo Único.

➠Esta fic curtinha, eu fiz de presente pro @evy_pjt

➠Essa história é 12+

➠Foi revisada e reescrita com muito carinho;



Toda primeira vez é marcante. O primeiro dia na escola; a primeira vez que conseguimos nos equilibrar na bicicleta sem as rodinhas; a primeira vez que o coração dispara por alguém; a primeira decepção...

Eu senti meu coração bater mais rápido por um coleguinha de escola, – eu tinha 10 anos – porém, meu sentimento não era correspondido. Ouso dizer, que ao conhecê-lo um pouco mais, ele seria bem capaz de me cercar com a nossa turma para zombar de mim.

Nunca cheguei a dizer que gostava dele ou que meu coração acelerava dolorosamente quando ele chegava.

Se eu pudesse, teria arrancado-o do meu coração com as minhas próprias mãos.

Eu disfarçava bem, até que a indiferença que eu encenava se tornou real.

Eu não tinha mais que fingir.

Aos doze anos, um garoto coreano da mesma idade que eu, se mudou pra casa ao lado. Ele era muito acessível. Se tornou um sucesso, apenas por ser a simpatia em pessoa.

Meus pais, como bons vizinhos, convidaram Baek e seus pais para almoçar com a gente no domingo próximo.

Nós nos gostamos logo de cara.

Daí, pra nos tornarmos amigos, foi daqui pra li. Nos tornamos inseparáveis. Eu desenhava muito bem – ele por outro lado, mandava muito bem com números.

Não sei bem quando deixamos de falar das atividades da escola, mas em algum momento começamos a tocar no assunto de nossas pequenas experiências de até então.

Ele tinha se apaixonado por uma garota lá em Busan, no entanto nunca teve a chance de dizer isso a ela. Se mudou pra casa ao lado antes ele ria, mas seus olhos estavam tristes.

— Eu também me apaixonei uma vez.

Tomei coragem e falei.

— E o que aconteceu?

Um par de olhos curiosos me encararam.

— Eu também não disse a ele...

— Por que não?

Ele me encarava ainda mais incisivamente.

— Eu sentia medo quando estava perto dele, como se só eu estivesse apaixonada. Pensei que ele fosse, sei lá, rir de mim.

— Entendo.

Mas na verdade, Baekhyun não tinha entendido nada. Como uma garota esperta, talentosa e inteligente como aquela podia ser tão insegura?

— Ei, então... você conhece a sensação de frio na barriga de estar apaixonada. Você já beijou?

Nesse momento minha mãe nos interrompeu, chamando a gente para lanchar.

O que Baek disse ficou martelando na minha cabeça.

Não tínhamos celular. Era muito caro e só quem já trabalhava comprava um ou via alguma utilidade nele, então usávamos nosso telefone fixo mesmo.

— Ei...

— Hmmm?

— Você não me respondeu.

— Ah, aquilo?

— Sim.

— Não, eu nunca beijei ninguém.

— Gostaria de saber como é?

— Espera, você já beijou?

— Beijar eu já beijei, mas não quem eu queria beijar.

Achei que ele estava falando da menina de Busan. Misterioso.

— Tudo bem então.

— Tudo bem o quê?

— Podemos nos beijar.

— Sério?

— Sim. Amanhã depois da escola na casa da árvore.

— Tudo bem.

— Boa noite, Baek.

— Boa noite.

— Dorme bem.

— Sonhe com os anjos... ou melhor, sonha comigo!

E desligou.

Baekhyun era muito estranho. Que menino inquieto!

Eu realmente sonhei com ele.

Não sabia o quanto estava distraída até a professora vir na minha carteira e me pedir pra levantar e ler pra sala inteira uma redação que eu fiz.

Ela sabia que eu era tímida e ficava envergonhada ao falar em voz alta, porém eu estava tão aérea que nem protestei. Li minha redação feito um robô.

Minha mente estava em Byun, no trato que nós fizemos na noite passada e no fato dele não ter vindo à escola.

Meu coração doeu.

Será que aconteceu alguma coisa com ele? É claro que tinha acontecido, burra! Ele não era de faltar.

As horas se arrastaram. Quando o sinal do fim da aula finalmente tocou, marchei com a minha bicicleta pra casa. Estava realmente preocupada, então troquei de roupa bem rápido e nem liguei de almoçar nem nada. Eu precisava saber o que tinha acontecido.

Fui direto para a casa do Baek. Lá, os pais dele me cumprimentaram e disseram que ele ia ficar feliz com a minha visita. Achei bem esquisito. Meu coração se apertou ainda mais.

— Fecha a porta!

No minuto em que fechei, ele parou de bancar o doente e pulou da cama. Mas vejam só, que moleque! Dei um cascudo nele.

— Ai!

— Eu fiquei muito preocupada contigo!

— Mesmo?

Ele tinha parado de fazer uma careta de dor, mostrando súbito interesse no que eu tinha dito.

— Mesmo.

Respondi sem dar maiores detalhes. Meu coração ainda estava doendo. Não tinha me ligado no quanto ele era importante pra mim até aquele momento.

— Tá. O que aconteceu depois que eu desliguei...

— Na minha cara. – Minha expressão de raiva gritava “sem educação!”, mas eu nada dizia.

— ... foi que eu fiquei pensando no que nós falamos. Dormi tarde e acordei no meio da segunda aula. Eu tive que fingir que estava doente ou ficaria de castigo.

Oh, Deus, que terrível! Não.

— Agora você está doente. Como vai poder sair, gênio?

Bem nessa hora, meu estômago roncou. Eu queria morrer.

— Você ficou tão ansiosa que nem almoçou?

Eu queria tirar aquele sorriso debochado da cara dele.

— Baekhyun!?

— Você pode sair pela porta. Eu pulo a janela. Nos encontramos na casa da árvore.

Nós éramos crianças. A adolescência é muito mais confusa e espinhosa.

Nunca tinha reparado que os lábios do Baekhyun eram curvados, além de serem rosadinhos. Ele costumava lambê-los também. Era uma mania que ele tinha. Nós tínhamos a mesma altura, mas não faria diferença.

Estávamos na casa da árvore, sentados de frente um pro outro. Baek alisou minha bochecha, fechamos nossos olhos e aproximamos nossos rostos.

Tocamos nossos lábios.

Foi tão singelo.

Nossas bocas tinham se tocado e esse gesto comum fez meu coração ir para a goela.

— Quer tentar outra vez?

Ele me encarava esperando que eu dissesse alguma coisa.

— Tem mais?

Ele riu.

— É claro que tem!?

Sem esperar resposta, ele me puxou e me surpreendendo outra vez, me fazendo abrir a boca e introduziu uma língua que não era a minha. Eu perdi a noção. Não sei por quanto tempo nós ficamos nos beijando.

No fim, Baek ficou de castigo.

Os pais descobriram a farsa dele ao nos acharem na casa da árvore. Descemos de lá de mãos dadas e com a garantia de que deixariam ele me ligar para desejar boa noite.


FIM DA PRIMEIRA PARTE.


➠Escrita por mim;

➠Betada por: @hanyellxw;

➠Feita com todo o carinho pro EVERYONE FROM ASIA @evy_pjt

Favorite e comente, como foi o seu primeiro beijo? O box de comentários é todo de vocês!

12 de Agosto de 2020 às 22:20 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Amanda Karynne de Almeida Escrevo pra deixar minha marca no mundo.

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