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mandy-mars Amanda Karynne de Almeida

“Kim Junmyeon era um professor de contabilidade que poderia facilmente ser promovido a gestor administrativo. Porém, ele amava lecionar. Rafaela Santos era uma aluna brilhante – ela gostava de contabilidade, entendia de contabilidade – nada naquela aula avançada podia lhe causar problemas, exceto... oh oh – ela não contava com a atração e magnetismo que sentiria pelo professor. Um brasileiro-coreano de sotaque forte, caráter e determinação – mais ainda!” AGE GAP | ONE SHOT | EXO | SUHO | O. C | ALUNA | PROFESSOR | HENTAI | 18+ ⌈™ & Copyright 2020 © Mandy_Mars | Todos os direitos reservados. ⌋ Plágio é crime. ➳ Série: Você vai encontrar o homem dos seus sonhos.


Conto Para maiores de 18 apenas.

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Capítulo Único.

➠Todos os personagens são adultos;

➠Os fatos e eventos aqui descritos são fictícios;

➠Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas – terá sido mera coincidência;

➠Enredo contraindicado para menores de 18 anos;

Ah sim, tinha esse cara.

Professor de matemática – bem, não apenas professor. Estava mais para mestre em matemática financeira e contabilidade.

Talvez por ser filho de um coreano com uma brasileira – e ter um tremendo complexo com seu terrível sotaque, forte demais pra alguém que nasceu aqui, ao falar a língua natal de sua mãe – tenha o feito desabrochar em matemática.

Junmyeon gostava de matemática, entendia as fórmulas que a geriam – e a junção de todos os elementos, faziam dele uma criatura sem igual. Formidável. Sua desenvoltura acadêmica natural o promovera a mais que um aluno brilhante.

Entretanto, ele nunca teve aspirações científicas.

Por isso se tornou professor – seu objetivo principal sempre foi encontrar outros iguais a ele. Alunos brilhantes, gemas preciosas, que consideravam a ciência exata da matemática – uma paixão.

Cálculo – Matemática avançada. Contabilidade. Os números sempre o fascinaram.

Ele lecionou em várias universidades – porém há quatro anos, ministrava aulas na UNIP-SP.

Por ser um prodígio, as pessoas tinham o péssimo hábito de encará-lo como afetado. Esse não era o caso... a verdade é que ele achava difícil se envolver nos problemas cotidianos das pessoas. Parecia algo tão simples – resolver tudo – pra quê complicar?

Esse era o seu meu maior erro.

Achar que elas queriam soluções pros seus problemas.

Elas não queriam resoluções mágicas no papel, para problemas palpáveis que elas tinham que enfrentar. Por isso, ficavam bravas e o chamavam de afetado.

É incompreensível – tanto para elas, quanto pra ele. Às vezes tudo que elas querem era alguém disposto a ouvir... e eu, definitivamente, não sou esse alguém.

Rafaela Santos sempre ralou muito pra alcançar seus objetivos. Era uma garota negra de grandes e expressivos olhos castanho-escuro – ressaltados pelos óculos de grau. Tinha lábios grossos, uma boca muito bem feita e exibia seus dotes naturais com orgulho.

Como os cachos que desciam em cascatas por seus ombros.

Tinha um corpo voluptuoso e tentador, mas tencionava exibi-lo apenas para o cara que realmente a merecesse. Entretanto não se concentrava em nada disso. Prestou vestibular em várias universidades – todas deram um sinal negativo.

Era o segundo ano assim.

Queria sair da casa dos pais, sair daquela cidadezinha. Tomar suas próprias decisões.

Já não tinha mais esperanças, quando recebeu um telefonema da UNIP. Ela tinha passado no processo seletivo deles – precisavam agendar uma entrevista com ela – e ver onde ela ia morar, se no alojamento – ou em um apartamento fora do campus.

Ela era de uma cidade do interior paulista, esperava uma oportunidade assim há anos.

Agendou e fez a entrevista, e ficou decidido que ela dividiria as despesas com outro estudante – em um apartamento fora do campus. Ela tinha passado no exame para cursar matemática financeira. Tinha feito o vestibular concorrendo a uma bolsa integral. Mas ainda assim teria que arrumar um emprego em meio período, para cobrir as despesas de sua parte, ao sublocar um apartamento não muito longe da faculdade – os dormitórios estavam lotados.

Rafaela não deu importância a isso... queria mesmo era se mudar.

A informação de que seria pra um apartamento, ao invés do alojamento no campus – foi um extra. No caminho pra entrevista na universidade – Rafaela passou por uma lanchonete muito movimentada. Não paravam de chegar e sair alunos. Tanto da faculdade, quanto dos cursos preparatórios. Eles estavam oferecendo vagas para atendentes em meio-período – o que pra ela, era perfeito.

Ela pegou o contato deles, e agendou uma entrevista de emprego para aquela tarde mesmo.

Estava tudo certo – Rafaela conseguiu o emprego de meio período e seguiu a indicação da UNIP e alugou um apartamento junto com outra estudante. Ela naturalmente, estava em outro horário. Seus pais custeariam suas despesas, para que ela pudesse se concentrar apenas na faculdade.

Laura não dizia, mas qualquer pessoa reconhecia na atitude dos pais dela uma certa covardia. É como se eles pagassem para mantê-la longe – e não os importunar.

Era triste.

Laura frequentava as festas no campus – e era a mais animada de todas. Porém, era uma péssima aluna. Dormia nas aulas, não fazia as atividades, pouco se importava com qualquer coisa. Pouco falava com Rafaela também – estavam sempre se desencontrando.

Rafaela começou a frequentar as aulas – e por mais incrível que pudesse parecer, as matérias que mais lhe davam dor de cabeça, eram as humanas. Espanhol, que era uma matéria obrigatória – e escrita criativa, uma matéria opcional que ela descobriu tarde demais, que era chata de doer.

Começou a estudar contabilidade, com um professor substituo – o senhor Paulo Oliveira. Ele substituiu o senhor Kim, por quinze dias. Rafa nem esquentou com isso. Gostava de matemática, entendia de matemática e tinha o alvo de trabalhar na bolsa de valores. Gráficos de investimentos, capital de giro, enfim – tudo que envolvia cálculo, ela se saía bem.

Nada na aula de matemática poderia atrapalha-la.

Nada – exceto, Kim Junmyeon.

O professor.

Meu professor.

Eu estou muito ferrada.

Estudo no noturno. Faço minhas atividades da faculdade e alguns exercícios físicos de manhã – e pego na lanchonete das 13:00 às 17:00. Era uma rotina perfeita – até chegar o “senhor” com muitas aspas, Kim.

Sim, porque ao contrário do que imaginei, ele deve ter no máximo 30 anos.

Maldita mania de ter ideias pré concebidas sobre as pessoas! Eu nem sei o que eu estava pensando. O cara decidiu se tornar professor porque nasceu pra isso.

Assim que ele entrou na sala, achei que ele era um aluno perdido. Mas notei sua postura empertigada e a maneira como estava vestido. Tudo nele exalava autoridade. Antipatizei com sua postura – até chegar em seu rosto – sim, eu o estava secando! Medindo e analisando!

Desgraçado!

Como alguém consegue ser tão bonito – e ao mesmo tempo, tão reservado?

Estava aí – algo com o que Rafaela não contava: a atração absurda que sentiria pelo professor de ciências contábeis... de uma hora pra outra, seu corpo se tornou consciente da presença dele. Como driblar aquele magnetismo?

Amava aquela aula – mas com ele presente, era quase impossível se concentrar.

Suho voltou de um seminário de contabilidade no Rio Grande do Sul.

Aquilo era uma ideia ruim – logo no início de um novo semestre? O povo andava com a cabeça na lua – só pode. Suas turmas eram naturalmente menores – nunca lhe ocorreu que era por ele ser um professor muito exigente.

Mas esse ano a turma estava “lotada” – tinham quinze alunos matriculados.

Ministrou duas aulas – daí aplicou um teste.

Assim, só pra ver se todos estavam atentos.

Qual não foi sua surpresa – os alunos se saíram muito bem! Era até de estranhar... A maior parte dos alunos, nove mais ou menos, eram homens. A outra parte da sua turma, eram mulheres. Elas não ficaram devendo em nada no bom desempenho da turma.

Entretanto... havia uma aluna que agia estranho.

Ah sim, a srta. Santos – Rafaela Santos.

Uma moça de 23 anos, que insistia em ficar desconfortável na presença dele. Suas notas se destacavam. Mesmo que a média da turma fosse muito boa – ela acertava todas as questões das provas.

Mas subitamente, ficava muda perto dele. E se vergonha tivesse cor, certamente o vermelho vivo do embaraço e timidez, preencheria seu rosto. Estava intrigado – porque isso? Resolveu não permanecer com dúvidas:

— É impressão minha, ou você se cala sempre que estou por perto srta. Santos?

Rafaela conversava animadamente com os outros alunos, porém sentiu o rosto esquentar e voz falhar, ao ouvi-lo e vê-lo tão de perto.

— N-não é isso... – Ela pigarreou a fim de limpar a garganta – “Como ela diria que se sentia intimidada, porém extremamente atraída por ele” – sem soar vulgar?

— E o que é então? – Ele questionava incisivo.

Ela o encarou sem saber o que dizer.

Como poderia?

Só de olhar para ele, sentia os pêlos de seu corpo se ouriçarem.

Teria que domar aquela atração infame. Se fosse pra isso acontecer – que fosse o quanto antes. Tendo isso em mente, fez um convite inusitado:

— Professor Kim, não me sinto acuada por você. O ambiente da universidade faz isso comigo. Aceitaria tomar um café comigo, na lanchonete que eu trabalho?

Contava que ele não fosse tão impressionante assim. Logo aquele fascínio idiota passaria – não sabia nada sobre o cara.

— Claro. – Ele respondeu desconfiado. Mas faria qualquer coisa para entender porque aquela jovem reagia daquele jeito.

Rafa era muito esforçada.

Desempenhava suas funções no emprego de atendente e garçonete, com maestria. Se empenhava com afinco naquele emprego – tendo em vista o emprego dos sonhos. Correntista da bolsa. Tinha de estar habituada a ser a melhor que pudesse ser.

Ou não se sairia bem.

E isso, ela não podia admitir.

Por isso também, aquela atração pelo professor Kim era tão inconveniente. Era impossível se concentrar na matéria – quando tudo o que mais queria era beijar aqueles lábios perfeitos.

Junmyeon era uma tentação – e parecia não se dar conta disso.

Ele cumpriu a promessa.

Foi ao café em que ela trabalhava. Rafaela realmente esperava que ele fosse arrogante, cheio de si e autoritário. Sinceramente estava preparada para qualquer coisa – menos pro que realmente aconteceu.

A conversa entre eles fluiu.

E se tornou subitamente fácil falar com ele. Junmyeon não era provinciano como Rafaela pensou. Tirava suas dúvidas na maior boa vontade – tudo isso, acompanhada por uma xícara de café com creme.

— Você não bebe, professor Kim? Digo – bebidas alcoólicas?

— Olha srta. Santos, esse tipo de bebida tem seu valor e ocasião. Mas não sou adepto, não. Ah, e é Suho. Só sou seu professor por lá. Não estamos nem na universidade, nem em horário de aula, não concorda? – Ele concluiu levando a xícara de café novamente aos lábios.

— Concordo. – Ela o encarou – E é Rafaela.

Aquele foi o primeiro de muitos encontros. E para desespero de Rafaela – o magnetismo e atração que sentia por ele, se tornaram algo muito mais forte. Porém, tinha todas as convenções e leis sociais, contra ela.

Suho era um homem muito honrado e correto. Jamais olharia com segundas intenções para uma estudante.

Entretanto, Rafaela já não se sentia apenas uma estudante. Ele trazia à tona a mulher Rafaela Santos. Tomou o cuidado de não deixar os estudos tomar todo o seu tempo. Tinha dado alguns beijos, ido a festas – mas nunca tinha se afeiçoado a ninguém.

É tanto que deixou de ser virgem aos 19, apenas por curiosidade.

Não foi ruim.

Mas também não foi bom.

Não viu fogos de artifício, ou algo do tipo.

Na hora foi estranho, divertido, confuso.

Depois... bem, depois foi bem decepcionante.

Numa dessas vezes, que eles estavam em um “não encontro” – Rafa apostou suas fichas. E mesmo que corresse o risco de levar um fora do professor de cálculos bonitão, Rafaela arriscou:

— Suho, você quer sair comigo? Pra uma festa numa boate?

Isso o pegou de surpresa.

— Não sei como isso pode acontecer, Rafaela. Ainda que não estejamos em horário de aula – Eu ainda sou seu professor.

— Você é meu professor mesmo agora, droga. Eu estou apaixonada por você, inferno! Não consegue ver?

Rafaela se enfureceu.

Como ele não queria ser encarado como frio e indiferente – se era exatamente assim que ele estava agindo?

Homens...

Durante o tempo que Junmyeon tirou para conhecer Rafaela melhor, se deu conta que ela era uma companhia muito agradável. Não queria admitir – mas se pegou olhando mais atentamente para o corpo dela.

Ela tinha cachos volumosos que desciam em cascatas por suas costas. Tinha pernas torneadas – e era mais alta que a maioria das mulheres. Seu rosto era harmonioso, mais destacava-se os olhos muito vivos, o nariz característico, e uma boca carnuda – que era um céu de promessas.

Queria se alto esbofetear.

Pensar essas coisas o excitavam. Não podia se excitar com uma aluna... oh céus, o que estava havendo?

Rafaela deixou Suho sozinho.

Aquela noite não tinha aula. A festa seria na semana seguinte. Rafaela passou o fim de semana arrasada. As coisas tinham dado muito mais errado do que ela supôs. Ele podia até não ser um panaca. Mas feriu seus sentimentos mesmo assim.

Rafaela decidiu faltar na faculdade – uma semana inteira.

Laura se espantou ao encontra-la em casa. Rafa se encontrava afundada em autopiedade, sorvete e uma caixa de lenços – assistia uma série qualquer na Netflix.

— Você vai ficar nesse baixo astral até quando, Rafaela?

— Desde quando você se importa, Laura? Ah, me deixa em paz, vai pra sua festa, vai.

Laura levou um segundo pra assimilar aquele insulto. Reagiu de imediato:

— Eu me importo, porra. E não vou a lugar algum, até você me dizer o que está acontecendo.

Rafaela desatou num choro sentido.

Laura deixou de sair aquela noite e estendeu os braços pra um abraço – lhe dando apoio.

Rafaela não quis entrar em detalhes. Apenas disse que estava apaixonada (iludida!) pelo professor de cálculo. Ele recitou o óbvio – que era responsável por ela, e que um relacionamento amoroso entre eles era impossível.

Daí caiu no choro de novo.

— Rafaela, você tem que sacudir a poeira. Ele te deu um fora. Você não pode ficar aqui chorando por ele. Ainda mais – que vocês vão continuar se vendo.

— Tá sendo cruel. – Rafaela choramingou.

— Estou sendo realista meu bem. Seque suas lágrimas, existe maneira melhor de esquecer um amor – que por outro no lugar? Não! Então nós vamos sair!

No começo, Rafaela não curtiu muito não. Mas dançar a fez esquecer momentaneamente suas frustrações. Não foi as aulas naqueles dias – estava magoada e envergonhada. Não sabia se conseguiria encará-lo.

Não chegou a beber. Tentava ficar aérea de outras formas. Beijou outros lábios – e se sentiu uma mentirosa. Não sabia do que sentia falta – mas estava faltando alguma coisa.

Assim passou a semana.

Dormia até tarde, acordava – tomava um banho ressuscitador e ia trabalhar.

A noite ia para as festas com Laura.

Esta passou até a ser mais responsável. Não sabia o que a entristecia mais – se era perder aulas. Ou não ter qualquer notícia dele. O presado professor “Kim Junmyeon” não fez a menor questão de procurar por ela.

Nem mensagem, nem ligação – nada.

Infeliz.

Rafaela chutou o balde de vez.

Estava aflita, com o coração aos saltos, teria que se ver livre daquele fascínio idiota que sentia por ele de alguma forma. Com isso em mente, bebeu todas. Foi pra pista de dança com o primeiro que apareceu.

Não se importava com mais nada. O cara de voz macia tencionava leva-la para um lugar mais reservado. Rafa estava tão louca – que não se oporia a entregar seu corpo a um qualquer. Porém sentiu um enjoo muito forte. Uma pressão muito severa em seu estômago. De repente – o ambiente girou, e ela desmaiou.

Suho sentiu sua falta – mas estava convencido de ter tomado a decisão correta.

Mas o fim de semana passou e vieram as aulas. Só que ela não as assistiu. Sempre que ele ia ao café em que ela trabalhava – outra pessoa o atendia. Era quase como se ela o quisesse esquecer – cortando qualquer comunicação entre eles.

Tentou ligar.

Quem atendeu foi a colega de quarto, que muito grosseiramente, lhe mandou enfiar as desculpas onde o sol não bate e deixar sua amiga em paz. E claro, insistiu que eu não ligasse mais.

Estava desesperado. A semana foi passando – a ausência dela se tornando cada vez mais opressiva. Até que se lembrou da festa na bendita boate, que Rafaela havia mencionado.

Junmyeon entrou na boate – teve dificuldade em se situar naquele ambiente barulhento e cheio de fumaça. Localizou Rafaela, bem a tempo de ver um cara sussurrando algo no ouvido dela e ela responder com o sorriso débil.

Porém, logo depois viu ela se sentir mal e desmaiar em plena pista de dança. Se aproximou rapidamente.

— Eu sou amiga dela! – Laura gritou desesperada.

— E está fazendo um ótimo trabalho! – Suho comentou sarcástico.

— Vai se ferrar, cara! Quem é você, pra falar comigo desse jeito?

— Eu me chamo, Kim Junmyeon – E vou levar Rafaela comigo.

— Ah, o príncipe fajuto!? Ela está assim por sua causa!

Uma facada seria menos incisiva.

— Escuta aqui, colega de quarto pedrada da Rafaela. Você sabe quem eu sou, e eu sei quem você é. Agora, que tal sair da minha frente e me deixar cuidar disso?

Laura simplesmente parou de impedi-lo e fez sinal pra ele chispar dali.

Rafaela se recobrou do desmaio, mas não recobrou a consciência. Ele a levou pra sua casa. Rafaela dormiu durante todo o percurso de carro – da boate no centro da cidade, até a casa dele que ficava numa área afastada.

Suho a carregou para dentro, a instalou em seu quarto e foi pra cozinha preparar um café. Não conseguiria dormir. Nada como um bule de café, pra acompanhar sua leitura. Ele naturalmente se instalou no sofá.

Estava pensando nisso, quando Rafaela acordou esbaforida. Queria vomitar – a náusea se tornando colossal, porém, não sabia onde estava. Ela lançou um olhar suplicante em direção a ele:

— Na porta ao fim do corredor.

Rafaela correu pra lá. Antes mesmo de chegar ao banheiro a náusea se tornou incontrolável, por pouco conseguiu baixar a cabeça no vaso. Botou todo o álcool que ingeriu para fora. Não se deu conta de imediato – mas alguém segurou seus cachos afim de não os sujar de vômito.

— Isso, põe tudo pra fora.

Aquela voz...

— Não se preocupe, Rafaela. Eu estou aqui com você.

Isso não amenizou o enjoo dela. Aquela onda de náusea só terminou quando ela expurgou todo aquele veneno de seu corpo. Ela o agradeceu:

— Obrigada, por segurar meus cabelos. – Disse totalmente desconcertada.

— Tome um banho. Vai ajudar – depois tome um pouco de café. Eu acabei de fazer.

O sotaque dele.

Tudo nele era apaixonante, tudo era único – e tinha se envergonhado perante ele até o fim dos tempos.

Depois de tomar um banho e vestir um pijama dele, Rafaela foi encontra-lo na cozinha.

— Oi.

Havia tanto a ser dito. Entretanto, pra sua surpresa, ele começou a falar:

— Rafaela, eu sinto muito. Fiquei tão preocupado com o que as pessoas iam dizer e pensar – que esqueci o que eu diria a mim mesmo. E por mais que eu tentasse me convencer de ter tomado a decisão certa – uma maldita vozinha em minha cabeça, dizia que eu estava sendo estúpido, e deveria ligar pra ti o quanto antes.

Rafaela o ouvia paralisada. Será que era mesmo possível? Ele estava mesmo dizendo aquelas coisas pra ela? Ele também a amava?

Não percebeu em que hora começou a chorar. O fato é que lágrimas grossas enchiam seus olhos e escorriam por seu rosto.

— Você está chorando? – Suho disse preocupado. – Não chore, Rafaela.

Ele dizia aflito. Ela se aproximou dele e indagou:

— Você também me ama, Suho?

— Amo.

Foi o suficiente. Ela juntou seus lábios aos dele – suas lágrimas salgadas misturadas – as dele?

— Agora é você que está chorando? Porque?

— Eu não achei que você fosse me perdoar...

Sem qualquer hesitação, Rafaela o beijou novamente.

Mais exigente, mais explosivo, urgente, incandescente – libertando seu desejo reprimido por meses. Suho, correspondeu ao beijo avidamente. Parou de beijá-la para encará-la. Queria saber se era isso mesmo que ela queria.

— Eu não tenho qualquer dúvida, Suho...

Ele a abraçou. Reataram o beijo, voltando pro quarto de Suho. Estavam em brasa. Ela subiu no colo dele – e passou a roçar os sexos de forma a deixa-lo ainda mais excitado.

Eles foram se despindo, enquanto suas bocas se beijavam, o desejo se tornando imperioso e impetuoso. Quando estavam nus, entregues um ao outro – Rafaela pôde ver bem de perto, o quão másculo ele era.

Essa visão apenas aumentou a curiosidade e desejo dela.

Sem menosprezar a inocência e inexperiência dela – Suho foi metódico. A acariciou e excitou até que ela tivesse um orgasmo – espontaneamente, apenas usando seus longos dedos... quando chegou a hora de juntar os sexos – Rafaela ainda estava eufórica, pelo orgasmo recente.

Ele a beijou ainda mais inflamado de paixão, quando a penetrou.

Rafaela, gemeu de susto e surpresa. Ele era imenso – como estava conseguindo acomodá-lo? Ele se moveu – e um choque de deleite atravessou seu corpo inteiro.

Instintivamente, Rafaela prendeu suas pernas ao quadril dele – as fechando em suas costas.

Ele se movia lentamente, fazendo a cama ranger.

As reações que vieram a partir daí, fez os dois amantes gemer e sussurrar. Ondas e mais ondas de um prazer sem precedentes os fazia ter espasmos. Rafaela o incentivava a ir mais rápido – obedecendo aos comandos de seu corpo.

Suho obedecia, porque ao mesmo tempo em que estava em busca de alívio – estar dentro dela era uma doce tortura. Continuava penetrando-a profundamente... quando sentiu no próprio corpo, o orgasmo se aproximar. Rafaela sentiu o ventre se retesar – e uma sensação indescritível tomar conta de si.

Ela tinha atingido o orgasmo. De novo. Suho também tinha chegado lá – mas a fim de não a engravidar logo de cara, gozou nos lençóis.

Algum tempo depois ambos acordaram pra mais nova realidade em que estavam inseridos – tinham feito amor. Estavam na mesma cama, enrolados em lençóis, unidos por uma paixão recíproca. Rafaela não tinha a menor ideia do que faria em seguida.

Ele a tirou de seus devaneios:

— Bom dia.

Ela sorriu em resposta.

— Bom dia.

— Eu devia ter dito, sabe, antes de tudo acontecer – Apontou pra cama e para eles – Mas o que não tem remédio, remediado está. Quer namorar comigo, Rafaela?

Ela ficou de olhos arregalados.

— Mas é claro que quero!

Ela estava surpresa, dele ainda perguntar. Mas uma dúvida insistia em estragar sua felicidade:

— O que faremos, Suho?

Ela se referia ao fato dele ser professor, e ela ser sua aluna.

— Honestamente, não sei. Mas que tal fazer mais disso antes de enfrentar mais um dia?


FIM.


➠Eu entrevistei uma amiga (a Rafaela realmente existe!);

➠Eu prometi essa conto com o Suho há um milhão de anos;

➠Pois bem, o Suho lançou disco solo – e eu essa one-shot!

➠Favoritem, comentem e vamos bater papo nos comentários – até.

12 de Agosto de 2020 às 19:34 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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Amanda Karynne de Almeida Escrevo pra deixar minha marca no mundo.

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