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mandy-mars Amanda Karynne de Almeida

“Reunião da turma geek que ama comédias adolescentes dos anos '80, e é absolutamente louca pelos filmes do John Hughes. — Honestamente, o que será que aconteceu com o Cameron? Depois do que ele fez com o carro do pai dele? – Mel faz a pergunta que não quer calar, uma vez que CURTINDO A VIDA ADOIDADO tem mais de 30 anos, e a pergunta ficou no ar. — O pai dele deve ter matado ele – Suho disse sério. — Credo Suho!? — Quê? Ele destruiu uma Ferrari! — Mano, é um filme de censura livre. Não tem como ter um assassinato logo na cena de abertura da sequência!? — Talvez por isso, não tenha tido sequência. – Mel encerra a questão. Aquele bando de doidos ainda tomaria muita cerveja, comendo bobagens, e ainda por cima fariam as teorias mais absurdas antes que a noite acabasse. — Quem é sua atriz favorita, das garotas do John Hughes, Mel? — A Molly Ringwald. — Justo. Gosto da Mia Sara. A Sloane é inesquecível. — O CURTINDO A VIDA ADOIDADO é um filme todo inesquecível, Kai. — Touché! Mas me diz, qual personagem da Molly Ringwald te representa? A princesa do CLUBE DOS CINCO, talvez? — Na verdade Kai, sou mais a Molly Ringwald do GATINHAS E GATÕES. Ela sonha com o cara mais gato do colégio o filme inteiro e no final, ela fica com ele!” COMÉDIA | ENCONTRO NERD | ANOS’80 A! U | CROSSOVER | EXO | RED VELVET ⌈™ & Copyright © 2020 by Mandy Mars. Todos Os Direitos Reservados⌋ Plágio é crime


Conto Para maiores de 18 apenas.

#personagens-originais #anos-'80 #red-velvet #hetero #exo #wendy #kai
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Capítulo Único.

➠Todos os personagens são adultos;

➠Os fatos e eventos aqui descritos são fictícios;

➠Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas – terá sido mera coincidência;

➠Enredo contraindicado para menores de 18 anos;



Conheçam Mel Thiboult (Wendy – Red Velvet).

Coreano-francesa radicada em Seul.

Mel trabalhava em uma livraria/cyber café no centro de Gangnam e levava a vida com leveza. Seu passatempo predileto era se perder no mundo dos livros. Porém sua absoluta paixão era com certeza a sétima arte.

Seu diretor de cinema favorito era o John Hughes, a quem Mel considerava um gênio – que entendia as angústias, as dores e as maravilhas de ser adolescente, como ninguém mais.

Conheçam Kai (Kim Jongin – EXO).

Bancário.

Codinome para: emprego infernal | tédio sem fim.

Kai suportava a rotina do Banco de Seul por um motivo simples: aquele emprego pagava suas contas. E possibilitava que ele e seus amigos, que se recusavam terminantemente a crescer, a manter hábitos peculiares... como ir a encontros geeks de aficionados por cinema, e cultura pop dos anos '80.

E ver mostras exclusivas de filmes antigos remasterizados.

Não por acaso, o diretor de cinema cult anos '80, favorito de Kai também era o John Hughes.

A turma baderneira e barulhenta à qual ele pertencia desde sempre, compunha-se de mais 8 marmanjos: Suho, Sehun, ChanYeol, D.O., Chen, Xiumin, Lay e Byun Baekhyun – o mais barulhento da turma por sinal.

E por um golpe de sorte, Mel e Kai se encontraram numa sessão especial – uma mostra da obra de John Hughes, patrocinada pela Paramount exclusiva para a Coreia do sul, e por tempo limitado – um verdadeiro orgasmo nerd!

A turma inteira foi.

Depois de umas 8 horas de cinema, muita pipoca, chocolate e refri... saiu todo mundo ofuscado daquele ambiente mágico, de volta pra realidade.

E todo mundo foi pro mesmo lugar: a exposição de cartazes originais dos filmes. Depois comprar souvenirs exclusivos daquela mostra. Depois de tanto tempo juntos, todo mundo já tinha conversado com todo mundo, e já mais ou menos se conhecia.

Mel trouxe sua colega Anita Fittz, uma intercambista alemã com quem dividia um apartamento e as despesas. E na convenção encontrou com todas as suas amigas de faculdade (recém concluída) e elas notaram os 9 gatinhos, que estavam sentados duas mesas depois delas.

Claro que o fato deles serem mó bagunceiros não atrapalhou nada, que as garotas da mesa de Anita e Mel notassem a presença deles.

Se dependesse de Mel, nada teria acontecido – ela era muito reservada.

Já Anita vivia pela máxima de que só se vive uma vez. Sendo assim, não perdeu tempo em se aproximar daquela mesa e convidar os caras para sentar com elas e comentar os filmes. Mel nada disse, mas comemorou internamente a iniciativa da amiga. Estava mesmo flertando abertamente com aquele garoto moreno sério.

Anita não conseguia se decidir – estava encantada por Sehun, Chen e lógico, a sinfonia em um homem só, Baekhyun. Ele era exuberante demais para não ser notado – e bonito demais também.

E lá se iniciou um debate acalorado sobre as brechas no roteiro do CURTINDO A VIDA ADOIDADO:

— A velho, eu queria saber o que aconteceu com cada um deles! – Um Xiumin inconformado vocalizou a insatisfação de 100% da mesa.

— Verdade – Yoojin uma amiga de Anita e Mel, concordou. Ainda que tivesse mais interessada no próprio Xiumin, não só no que ele dizia.

— Honestamente, o que será que o pai do Cameron fez com ele? – Mel botou mais lenha na fogueira, ao jogou na roda, a dúvida de 15 a cada 10 fãs do filme de Ferris Bueller.

— Acho que o pai dele o deserdou, pegando leve – Chen disse polido.

— Que nada! Deve ter matado ele, isso sim! – Um Suho meio agressivo soltou essa.

— Credo Suho!? – Todos responderam chocados.

— Quê? Ele detonou uma Ferrari!

— Mano, é um filme com censura livre. Não teria como ter uma sequência com um assassinato! Ainda mais um patricídio!? – Baekhyun pontuou de forma muito sensata.

— Talvez por isso, não tenha tido sequência... – Mel encerrou a questão.

Como todos naquela patota eram maiores de idade – e para não causar problemas, saíram todos para a barraca de soju mais próxima e foram jantar e beber, lógico. E aí as provocações começaram de verdade!

Imagine, se sóbrios eles já causavam – calcule algumas garrafas de soju depois.

Depois de obrigarem os Ahjussi e as Ahjumma da barraca de soju, a cozinhar para um batalhão (eles comeram mesmo o equivalente à refeição de um exército!) – trocaram telefone e marcaram de se encontrar novamente.

Mel tinha ficado totalmente balançada por Kai.

Ele como era mais introspectivo – ficou na dele, mas também se interessou por ela.

Aos poucos, as garotas passaram a fazer parte da turma dos rapazes.

Kim Yoojin foi a primeira a lograr sucesso em ter um encontro romântico... fisgou Xiumin rapidinho.

Seol Hana já estava meio enrolada com D.O. – para eles pararem de gracinha, bastou ele fazer o pedido. Às vezes é necessário apenas isso.

Todo mundo se envolveu com alguém... menos Mel, Kai, Anita, Sehun e Baekhyun – que disputava Anita com Sehun sem a menor cerimônia.

E todos tinham um acordo velado de empurrar Mel pro lado do Kai, e vice-versa.

Amigos quando inventam de bancar os junta corações – Deus tenha piedade!?

Entretanto, era inevitável que eles ficassem juntos. A parte mais importante já estava feita – eles já estavam apaixonados um pelo outro.

Mas seguindo o plot dos filmes que eles tanto gostavam – tudo aconteceu em câmera lenta.

E baseado numa armação de Anita, Sehun e Baekhyun (essa garota alemã... é fogo na roupa!) – as coisas finalmente se desenvolveram:

— Mel, eu convidei os rapazes pra uma sessão pipoca e Netflix aqui no apê hoje, tem algum problema? – Anita disse inocentemente.

Na real, a guria tinha marcado de sair com Sehun, mas como queria ver logo Mel e Kai saindo do 0 x 0, achou que não fazia mal dar uma ajudinha pra amiga.

— Não, problema algum... quem vem?

— A galera de sempre, as garotas da facul, os meninos... a patota do Kai... e ele mesmo!?

— Anita!

— Quê? – E riu do desespero da outra.

— O Kai vem!? E você só me avisa agora!? Bela amiga você é!

— Deixa de ser boba, Mel. Ele gosta de você, já cansei de dizer. E é do jeito que você é. O que quer dizer, com olheiras de panda e tudo... - e continuou rindo, até a outra alvejá-la com uma almofada.

— Sua bruxa!?

— Deixa de drama, Mel!? Até parece que você sabe o que é estar feia!?

Anita pôs seu plano blasé em execução.

Seria uma tragédia, se não tivesse dado tão certo.

Assim que Kai chegou – pensando que todo mundo viria (iludido... os dois, pois eles eram os únicos a não saber que ficariam sozinhos) – Anita sumiu.

E quarenta minutos de puro desconforto depois

— Acho que fomos enganados.

— Besteira. Já que estou aqui.

— E a tv com a Netflix também – Mel completou abrindo um sorriso.

— Vamos ver o que temos aqui...

Assistiram GAROTA DE ROSA SHOCKING – Mel não via esse filme em especial há muito tempo. Não lembrava que o personagem do James Spader era tão babaca!

— Tão concentrada... – Kai a tirou de seus devaneios.

— Esse filme é muito bom. Mas tava pensando: "O James Spader precisava ser tão traste?"

— Hahahahahahhaha, tem razão.

— Falando nos atores, quem é a sua atriz favorita, das garotas do John Hughes?

— A Molly Ringwald, ela brilha na tela. E a sua?

— A Mia Sara. A Sloane Peterson é inesquecível... – Ele riu enigmático.

— Pára com isso, Kai! o CURTINDO A VIDA ADOIDADO é todo inesquecível!?

— Você tem razão. Mas me diz aí, que personagem da Molly te representa? A princesa do CLUBE DOS CINCO, talvez?

Eles tinham se aproximado sem se dar conta. Estavam bem perto de se tocar, a ponto de sentir o hálito quente um do outro. Mel expressava certa dificuldade de respirar, com ele estando assim tão perto.

— Na verdade Kai...

— Sim – Ficou ainda mais perto, tornando até mesmo pensar algo muito complexo.

— A personagem da Molly no GATINHAS E GATÕES

— Hummm por quê?

— Você vai ter que me beijar pra descobrir...

Nem ela sabia de onde tinha tirado a coragem para dizer isso. Talvez fosse seu corpo verbalizando seu desejo mais profundo, que ela já não conseguia mais esconder.

— Não seja por isso.

Ele venceu a distância mínima que os separava e beijou-a.

Mel caiu na real.

De que não sabia absolutamente nada sobre ele.

O homem era um completo mistério.

A julgar pela timidez e forma discreta com que ele se comportava – era de se esperar que ele não soubesse o que estava fazendo, certo?

Errado.

Para sua surpresa... ele não era só lindo de doer... beijava bem como poucos!

Se ela não estivesse apaixonada por ele – com certeza estaria agora.

— E então, porque a garota do GATINHAS E GATÕES é quem te representa melhor, hein? – Ele sorria lindamente para ela, que estava com os lábios tão inchados quanto os dele. Só que muito mais ruborizada que o mesmo.

— Bom... porque ela passa o filme inteiro apaixonada pelo garoto mais gato do colégio. E no final ela fica com ele!

— Então eu sou esse cara?

— A vaga é sua se você quiser...

Ele respondeu puxando-a novamente para si, e beijando-a com uma dose redobrada de paixão.

Bônus

Anita.

Se por um lado, seu plano funcionou – Mel finalmente se acertou com Kai! Ela e Sehun naufragaram de vez.

Simples.

Sehun não era homem de uma mulher só.

"Foda-se."

Anita Fittz também não era garota que ficasse se lamentando.

Nem era mulher de um homem só.

Já com a maldade na cabeça, resolveu deixar o casal de pombinhos arrulhantes/seus amigos em paz – gente apaixonada dá um pouco de enjoo. Mas Mel e Kai se completavam tão bem, que Anita resolveu levar sua raiva e seu azedume pra outro lugar.

Só que diferente do que ela planejava... que consistia em ficar com o primeiro cara que encontrasse pra enfurecer / fazer ciúmes em Sehun (o que era um plano bem bosta) – não encontrou o desgraçado do Sehun em lugar nenhum!

Já que tinha dado com os burros n'água – resolveu dar um tempo no terraço do prédio em que morava, voltou bem antes do que esperava – logo ia estragar o que quer que tivesse rolando em seu apartamento...merda!

"Eu te odeio Sehun!" – pensava furiosa.

— Tá meio tarde pra ficar aqui sozinha, não? – Uma voz aveludada, torturantemente conhecida ressoou em seus ouvidos, lhe sobressaltando.

— Byun!? Você me assustou.

— Você tá resmungando e fazendo umas caretas engraçadas... estou te observando a uma meia hora. Cansei de ficar invisível.

— Chato, vem pra cá. Aliás, o que cê tá fazendo aqui?

— Eu moro aqui, quer dizer, moro no penúltimo andar. Me mudei há duas semanas.

— Cara, eu não sabia...

— Brigou com o Sehun?

— Não, terminei com aquele filho da...

— Hey, eu entendi! Não precisa xingar a omma dele... pega leve.

— Tem razão, desculpe.

— Talvez não seja tão má notícia assim... – Ele sorriu provocando-a.

— Você é um sacana... – Ela devolveu, sorrindo também. – Alguma ideia?

— Várias... todas envolvem a gente sem roupa...

— Byun...

— É só dizer que topa... ele já te trocou por outra. Você vai ficar aí chorando as pitangas... ou vai partir pra outra?

O convite fora feito.

E sutileza não era a praia dele.

"Que se dane."

Anita foi até onde ele estava – sentado numa mesa de pebolim, o abraçou pelo tronco e sussurrou em seu ouvido:

— Vou partir pra outra.

— Tenho algumas coisas pra te ensinar, Anita...

Tudo começou com um beijo.

Ele simplesmente não deixou espaço para perguntas, divagações ou arrependimento. A puxou para si, como se quisesse fazer isso há muito tempo.

Invadiu sua boca cheio de desejo – voraz e urgente.

Fazendo com que Anita se arrepiasse e se excitasse como nunca antes, enquanto ele continuava a lhe beijar magistralmente, sufocando um gemido de luxúria, em um duelo de línguas de quem se queria...

E como esses dois se queriam...

— Você gosta de se aventurar, Anita? – Ele deu uma pausa mínima, naquele beijo/ventosa para lhe fazer essa pergunta, com uma expressão tão grande de luxúria, que Anita mal se aguentou para responder. Tava saindo melhor que a encomenda!

— Ah sim... o que você tem em mente, Byun?

— Transar sob as estrelas... aqui e agora.

— Você é um pervertido... se formos pegos, perdemos nosso apartamento colega!? – Ela não estava dizendo não... apenas a verdade.

— E se não formos pegos... teremos uma experiência das mais excitantes...

— Me convença...

Isso ele já tinha feito.

Simplesmente desceu da mesa de pebolim, e postou-a em seu lugar.

Deitou-a gentilmente... e passou a excitá-la, percorrendo todo o seu corpo com aquelas mãos hábeis... Anita já não sabia o que fazer de tanto desejo.

— Byun, chega de preliminares... faça agora, ou não vou aguentar!

— Tão quente...

— Oh

— Macia...

Ele a enlouquecia milímetro a milímetro... despindo-a lentamente. E desfazendo-se de suas roupas com igual lentidão. Quando ele se postou sob ela, Anita pode sentir a proporção de sua excitação... ele se deixou envolver pelas pernas torneadas de Anita, e começou a arremeter cadenciadamente dentro dela.

Sempre lhe ouriçando com frases desconexas e lascivas.

Anita estava indo à loucura.

Senti-lo completamente dentro de si, a estava deixando em estado de total frenesi. E a medida em que a vibração de seus corpos se intensificava, as demonstrações de prazer, que começaram como meros sussurros, se transformaram numa torrente de gritos e gemidos, que traia e entregava exatamente o que eles estavam fazendo.

O orgasmo de ambos se aproximou cada vez mais.

O suor que escorria de seus corpos e a sensibilidade exposta... logo uma onda de prazer indizível atingiu a ambos... os deixando inertes por um momento.

— Isso nunca aconteceria em um dos filmes do John Hughes... – Anita disse com uma voz travessa, agora que seu coração e sua respiração voltaram ao normal.

— Ah Anita... acho que estamos mais para a geração "American Pie".

— Ai meu Deus!? Não! – E riu da comparação que ele fez.

— É sim... somos apressados. Mas não é algo ruim. Eu não disse se estávamos protagonizando o filme, ou o vídeo clipe da Madonna... – E riu enigmaticamente.

— Ambos são excitantes...

— E aí, quer dormir comigo no meu apartamento?

"Por que não."

— Só se for aqui e agora.


FIM

➥Os clássicos nascem clássicos.

➥John Hughes era mais que um diretor de cinema sensível. Esse cara foi um verdadeiro visionário. Essa fic é dedicada a todos os fãs (eu!) desses filmes despretensiosos, que chegaram de mansinho conquistando nossos corações e um lugar na história.

➥É claro, é dedicada também ao roteiro de todas as obras de John Hughes – que hoje são indiscutivelmente clássicos cult.

12 de Agosto de 2020 às 19:18 0 Denunciar Insira Seguir história
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Amanda Karynne de Almeida Escrevo pra deixar minha marca no mundo.

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