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jprneves João Pedro Neves

As escrituras antigas já diziam que entre os séculos surgiria um humano capaz de elevar sua alma em chamas e que sua determinação pararia guerras assim como eliminaria os impuros e desalmados que vagavam pela face da terra. No continente de Kurum, seis reinos andam em atritos constantemente, causando um grande derramamento de sangue em suas terras, seja ela inocente ou culpada, com o decorrer das tensões internas no Reino da Panvaluredia e as faíscas da revolta que se forma, os Ascendientes acreditam que a profecia está próxima de se cumprir.


Fantasia Medieval Para maiores de 18 apenas.

#7 #guerra #aventura #romance
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Capítulo I - Forjado Pela Dor

Toda história tem um começo e um fim, isso é certeza, e a história que será contada aqui tem origem em um continente chamado Kurum, uma porção de terra forjada através de guerra e sangue. Durante muito tempo os reinos que aqui se levantaram, travaram diversas batalhas entre si, mudando radicalmente a cultura da vasta terra e fragmentando a mesma em seis reinos que permanecem até hoje em conflitos. Os seis reinos que sobreviveram ao tempo foram o Reino da Panvaluraredia, Reino da Brivetreria, o Império Szeglariano, a Heptarquia da Enhagodia, Reino de Avers e o Reino Cermonrery.

Apesar desses reinos estarem em pé, nada impede que algum deles sucumbam devido a tais guerras, um exemplo a ser dito é o Reino da Brivetreria que recentemente acaba de perder uma guerra para o Reino da Panvaluredia, tendo os seus domínios amplamente reduzidos e agora altamente ameaçado pelas outras nações, porém ainda há uma saída, sabendo da grande rivalidade do reino que acabara de perder que possuem com o Império Szeglariano, o Rei Tol Werdlac da Brivetreria ordenou que mercenários saqueassem vilas e mercantes que estivesse associados aos panvaluredianos, todos ataques deveriam ser em autoria dos szeglarianos , dessa forma causando um mal estar entre essas duas nações evitaria que as mesma procurasse fazer uma campanha de conquista contra seu reino, mesmo que isso custasse o sangue de inocentes camponeses ou comerciantes, e é nesse ponto que nossa história de fato começa.

Em rota a aldeia de Kiszod que fica bem na fronteira entre os reinos szeglariano e panvalurediano, mas pertencente aos szeglariano, a família de comerciantes Ferthhes estava indo de encontro a uma feira de comerciantes que aconteceria ali próximo. Eram pessoas aparentemente humildes, não eram de ficar fixo em um lugar, o jovem Heron estava aprendendo desde cedo com seu pai e seu avô a como se sair bem em uma negociação de produtos, com oito anos isso viria a calhar futuramente para sobreviver nessas terras consumidas pelas desgraças da guerra, grande parte das vilas que passavam eram relativamente pobres então a barganha era bem intensa, ou você tinha roupas boas ou você comia algo, ou você comprasse gado ou você tinha roupas desgastadas.

Ao pararem próximo a uma floresta com um córrego em seu interior, a família faz uma parada antes de partir até o destino final, ali situam um acampamento provisório para seu descanso. Heron ajudava seu pai a montar as tendas enquanto sua irmã, mãe e avó preparavam fogueira, estava entardecendo então passariam a noite ali. Rasean, seu pai, era o chefe da família, assumiu o cargo assim que o avô de Heron passou suas responsabilidade a ele, um homem determinado e responsável, a quem Heron tinha herdado tal características, tinha ali seus aproximadamente trinta anos, conheceu Anria, mãe de Heron e Dasvia, em sua juventude durante uma de varias viagens comerciais de sua família. Dasvia era a irmã menor de Heron, com seis anos via seu irmão como protetor e com seus avós expressava amplo carinho, por fim, Gormawin e Laumara, que possuíam grande experiencia e que passou adiante seus conhecimentos a família, acompanham os mesmos para garantirem que tudo dê certo.

Enquanto brincava com seu irmão em volta do acampamento, Dasvia avistara um coelho próximo a floresta, encantada com o animal, a mesma pede a seu irmão que pegue o bicho para ela – ‘Olha que bonitinho, eu quero para mim Heron!’, ao ver que sua irmã se interessava pelo coelho, o mesmo se nega ao ter trabalho de capturar o animal.

Mas você prometeu que me daria um presente em meu aniversário’, disse a garota resmungando.

Suspirando de aborrecimento por não ter cumprido uma promessa a sua irmã, ele muda de ideia facilmente, achando que não teria trabalho para capturar um coelho ele vai em direção ao mesmo que estava comendo graminhas – ‘Tudo beeem, eu vou’, responde de maneira entediante o garoto. Ao chegar próximo de tentar agarrar o bicho, o coelho rapidamente se afasta para perto da floresta, se adentrando na mesma, ao olha para seu irmão tomando um tombo devido ao falhar em segurar o coelho, Dasvia começa a dar risada que ao mesmo tempo inspira seu irmão a capturar aquele maldito coelho. Heron se levanta e se adentra junto ao coelho a floresta, deixando para trás o acampamento, veloz e ágil o coelho continua a fugir de Heron que também continua a persegui-lo desviando de arvores e pedras. Não era mais questão de presentear o bicho como presente de aniversário e sim de cumprir sua promessa, era o que mais valia, assim como seu pai, Heron era muito determinado e não queria desapontar sua irmã, porém ao pensar demais sobre isso enquanto corria, acabou tropeçando em uma raiz de uma arvore que estava em seu caminho, caindo no chão e batendo sua cabeça em uma pedra causando um corte leve porém levando ao desmaio. Como era tolo essa criança inocente, acreditando que o mundo se resumia em ter determinação, acima disso era necessário também força, porém o mundo trataria de mudar esses ideais.

Ao acordar, Heron lentamente abre os olhos, percebe que estava de noite visto que ao sair para perseguir o coelho estava a entardecer, se passara algumas horas enquanto desmaiou , porém é lua cheia , não era uma floresta densa então a lua fazia seu papel iluminando a noite, caso ao contrário Heron estaria em apuros. Olhando para o lado ele avista o coelho que estava perseguindo e no instinto estica a mão e o agarra – ‘Consegui!’, comemora o garoto. Após isso ele se levanta e caminha em direção ao acampamento pensando o quanto sua mãe e seu pai devem estar preocupados por sumir, porém, pensa também na alegria da sua irmã ao ver o coelho.

Se aproximando do acampamento e vendo a fogueira, Heron começa a ouvir risadas vindo de lá, seria bem estranho, pois todos deveriam estar preocupados, porém ao se aproximar entre os arbustos ali próximo a saída da floresta, a estranheza é esclarecida, haviam cerca de dez homens bem equipados com espadas rindo em volta de corpos caídos no chão, que logo Heron reconhecera como sua família, seu pai estava decapitado enquanto sua mãe morta e provavelmente violada já que estava despida no chão , pelos sujeitos, certamente lutaram para proteger sua vó e sua irmã, porém foi em vão, estavam juntamente as mercadorias pegando fogo, foi uma barbaridade, Heron estava em choque, não entendia o por que aquilo acontecia, afinal era uma criança tola e inocente, e antes mesmo de soltar um grito de raiva, alguém o impediu colocando as mãos em sua boca para abafar o grito do menino – ‘Fique quieto, se não eles vão nos ouvir’, a figura que tampava a sua boca era seu avô que portava uma adaga e surpreendentemente estava vivo.

Vovô? por que eles fizeram isso? o que está acontecendo?’, pergunta o garoto desesperado e chorando.

‘São mercenários, precisamos sair daqui’, responde Gormawin com um semblante sério e horrorizado.

Até antes de pensarem em fugir, o coelho que Heron tinha acabado de soltar faz um barulho entre os arbustos, atraindo a atenção dos mercenários, rapidamente Gormawin joga seu neto ao chão e sai dos arbustos surpreendendo os mercenários, dessa forma o garoto não tinha sido visto, atraindo totalmente a atenção a ele.

‘Vejamos bem, temos um covarde que estava escondido’, diz um mercenário que se aproxima a frente de todos os outros, certamente era o líder – ‘Acabe com ele Mann’ja’, diz um dos capangas ao redor. Enquanto desenrolava essa situação, Heron se arrasta para trás de uma arvore observando dali o que se seguia.

Eu tenho uma ideia melhor, como essa missão foi fácil demais, quero um duelo contra esse velho, aposto que dará uma boa diversão’, diz Mann’já todo presunçoso, ao proferir tais palavras seus capangas riem e gritam aprovando a proposta, Gormawin sem escolha levanta sua adaga em direção a Mann’ja e ao mesmo tempo todo seus capangas começam a bater com as espadas e machados em seus respectivos escudos. Ambos avançam um sobre o outro, Mann’ja portava apenas um machado, se recusava a lutar de escudo, seria humilhação contra um velho, assim desviando dos golpes de Mann’ja, Gormawin se aproveita de uma falha e consegue desferir um golpe que cria um risco que atravessa o olho de Mann’ja quase o cegando, irritado com aquilo o mesmo avança sobre Gormawin em um acesso de raiva e o derruba, acertando diversos golpes de machados e sua cabeça.

O medo dominava agora o pequeno Heron que ao recuar um passo, pisa em um galho chamando atenção de Mann’ja que ainda estava em cima de seu avô – ‘Mais um verme? Não é possível, matem ele e certifiquem que não tenha mais um escondido!’, Heitor corre desesperadamente para a floresta se orientando pelo caminho através do brilho da lua enquanto capangas de Mann’ja o persegue, diversas flechas são disparadas pelos mesmos em direção a Heron que não é atingido. Continuando correndo Heron chega a uma encosta que havia próximo ao outro lado da floresta, embaixo havia uma correnteza de um rio com algumas pedras, não havia saída, os capangas de Mann’ja estava chegando e o matariam ali, então deveria tomar a decisão entre pular e morrer ou ficar e morrer, olhando para baixo estava difícil se decidir, mas em um descuido, o destino toma a decisão por ele que o faz cair na correnteza com pedras antes mesmos de os capangas chegarem ao local e chegarem a conclusão que o menino se jogou e morreu na correnteza.

Como era tolo essa criança inocente, em meio a correnteza descobriria que determinação não era suficiente, ali naquele momento, sua alma não era a mesmo.

9 de Agosto de 2020 às 19:48 0 Denunciar Insira Seguir história
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