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luraywriter Luray Armstrong

Katsuki era apenas mais um nobre num reino que lutava para se reerguer, até que decide participar do ritual organizado pela rainha Miruko. Um ritual dedicado ao esquecido deus Eijirou Kirishima, que, segundo as lendas que mofavam na biblioteca do castelo real, era o deus da fertilidade e dos prazeres carnais. “Eijirou ofereceu sua mão a Katsuki, um sorriso malicioso brincando em seus lábios. — Gostaria de passar esta noite em minha companhia? — o deus perguntou, comendo Bakugou com os olhos. — Sempre. — Katsuki respondeu, aceitando a mão estendida e seguindo o deus para fora do salão. Seguiria o deus para onde quer que ele fosse, pois agora era seu mais fiel adorador.” capa: @PullingAllMighters


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#bl #yaoi #lemon #smut #gay #sexo #bnha #kiribaku
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Capítulo único

NOTAS INICIAIS: Olá, esta é minha primeira fic do KiriBaku Month, com o tema mitologia. Eu não consegui escolher qual usar (pesquisei japonesa, celta, nordica, grega etc) então criei a minha. Pensando um pouco na Hera, que é deusa da fertilidade e do casamento, o Kiri é deus dos prazeres carnais, fertilidade e faz um bico protegendo crianças, só porque ele adora crianças mesmo, mas não é bem a função dele kkkk. A parte da Miruko é contextualização do reino mesmo então quem quiser ler o pornô só pula pro três pontinhos na vertical que é a parte do Bakugou.

Enfim, espero que gostem! Comentem!


Há muitos e muitos anos, mais tempo do que qualquer homem vivia nos dias atuais, dois reinos iniciaram uma guerra. Um dos nobres de um reino havia ofendido o visitante do outro reino. Uma mera desavença. Todavia, naqueles tempos, entre aqueles reinos, meras desavenças eram resolvidas com sangue.

Assim, décadas se passaram entre guerras, sangue, morte e fome. Milhares perderam suas vidas, outros perderam suas terras, mães morreram sozinhas sem seus maridos e filhos. E toda guerra gerava dividas, todo o dinheiro gasto para que sangue fosse derramado.

No presente dia, a guerra é uma imagem a ser superada. Hoje os dois reinos que passaram décadas em guerra se unem num casamento fruto de um amor real. O rei Shouto Todoroki, a despeito da morte de seu pai numa batalha contra o reino outrora inimigo, se casava com Izuku Midoriya, o príncipe herdeiro filho da rainha Inko Midoriya e do rei Yagi Toshinori, selando desta forma um acordo de paz definitiva que resultaria numa ajuda mútua dos dois reinos para se reerguerem da devastação da guerra.

Após o casamento, o príncipe decidiu morar no castelo do rei Todoroki, deixando sua mãe como rainha de seu reino. Inko, cansada do peso da coroa e decidindo se aposentar para viver nas belas casas de campo que possuía com seu marido, que fora ferido na guerra, decidiu coroar a nobre cavaleira Miruko, que defendeu o reino na guerra e já fora sua conselheira real, como a rainha, mantendo assim seu filho como o próximo na linha de sucessão caso Miruko morresse e se ele quisesse, já que a nova rainha não planejava ter filhos.

Miruko sabia no que tinha se metido quando aceitou a coroa. Um reino devastado e pobre, com uma nova rainha e com um novo aliado que costumava ser um inimigo. Mesmo dois anos depois de sua coroação, que aconteceu após o casamento do príncipe, o reino ainda progredia a passos de tartaruga e uma nova pedra em seu salto alto surgia. Uma pedra muito afiada.

Recentemente, depois de reconstruírem as casas e as plantações nos campos voltarem a render comida saudável e gostosa, Miruko focou em reconstruir o reino povoado e alegre que aquela terra um dia foi, segundo os livros que lia. Ela estimulou todo tipo de casamento e união, presenteou todas as famílias que cuidavam de crianças e passou a distribuir frutas afrodisíacas de graça nas feiras, ansiosa por ver crianças fortes e felizes brincando pelas ruas de seu reino o mais breve possível.

Para sua infelicidade, aquele ano lhe jogava seu fracasso na cara: três crianças nascidas mortas e dez bebês com menos de dois anos falecidos. Em famílias diferentes, sem qualquer explicação. Por mais que tivesse instruído os médicos reais a tratarem de toda e qualquer pessoa grávida, recém nascidos e crianças, eles nada puderam fazer.

O número de bebês mortos alarmou as pessoas e o boato de que o reino estava amaldiçoado começou a circular. O pânico corria nas casas e todos os dias ela ouvia fofoca dos servos, reclamação de seu povo, lágrimas de mães que perderam seus filhos, como se o fantasma da guerra a perseguisse.

Imediatamente, Miruko pediu a seus conselheiros e estudiosos do reino que achassem uma solução, que lhe ajudassem. Ela não sentia que conseguia sozinha.

Foi por isso que um velho sacerdote deixou o templo do Senhor da Guerra, a quem serviam por anos para conseguir favores nas batalhas, para lhe encontrar: ele lhe contou sobre os antigos deuses, que foram esquecidos quando a guerra começou pois o reino passou a concentrar todos os sacrifícios e orações no Senhor da Guerra e no deus da sabedoria.

Ela escutou sobre diversas divindades às quais o sacerdote jamais deixou de pensar e orar em segredo, e uma finalmente lhe esclareceu por que aquele homem estava ali: o deus da fertilidade e dos prazeres carnais, que teve até seu próprio Grande templo nos tempos de Akira, o rei conhecido por organizar diversas orgias no castelo.

Segundo o sacerdote, as orgias eram um dos sacrifícios entregues ao deus para que concedesse uma alta taxa de natalidade e crianças fortes e saudáveis ao reino. Miruko não via qual o “sacrifício” que seria uma orgia, mas aquele deus parecia ser exatamente o que ela precisava.

Ela ouviu do sacerdote suas lendas e contos, e logo depois pediu aos estudiosos do palácio para que a trouxesse os livros de deuses, lendas, mitos e os registros do reinado de Akira.

Depois de dois dias de leitura compulsiva ela foi confrontada com uma verdade estranha: o fato é que o reino nunca teve uma taxa de natalidade maior do que durante o reinado de Akira. Diversas crianças fortes e saudáveis nasceram e o exército contava diversos homens e mulheres, as famílias eram grandes e o reino próspero.

Depois de ouvir apenas sobre as orgias realizadas por Akira, ela não esperava que ele fosse um dos reis mais bondosos e que conduziu o reino de forma tão magistral. Talvez seu reino realmente tivesse se tornado obcecado com a guerra, e um rei pacífico e amigável como era, Akira não seria lembrado pelos guerreiros em tempos como aquele.

Claro, talvez fosse fácil manter a paz quando todos os reis e rainhas vizinhos deitaram em sua cama, mas ela não lhe tiraria o mérito.

Como momentos desesperadores pedem medidas desesperadas, Miruko decidiu chamar o sacerdote e junto com ele organizar rituais para o dito deus da fertilidade.

Como uma guerreira, ela jamais acreditou em deuses, pois o único que lhe foi apresentado foi o Senhor da guerra e o deus da sabedoria. O Senhor da guerra jamais lutou ao seu lado, nunca salvou a vida de nenhum homem ou mulher prestes a morrer no campo de batalha. O deus da sabedoria ensinou aos seus reis e companheiros que ser sábio era ser um guerreiro impiedoso, eviscerar seus inimigos pois a vida deles era um perigo a sua e que este era o único jeito de proteger a quem se ama.

Inko Midoriya foi a primeira rainha a tentar entrar num acordo de paz, com o apoio de seu marido Yagi Toshinori, entretanto, Enji Todoroki era o rei com quem tentava dialogar: um homem amargo, cruel e ganancioso. A morte dele presenteou ambos os reinos com a coroa sendo passada ao seu doce, forte e corajoso filho, Shouto Todoroki, com quem o acordo finalmente foi feito.

Portanto, não. Miruko não acreditava em deuses e muito menos achava que eles traziam boa coisa, contudo ela não ficaria sentada sem fazer nada. Se aquilo pudesse trazer algum conforto, alguma ajuda ao seu povo ela faria. Enquanto organizava as preparações para os ritos no fim do ano, o dinheiro do reino era investido na formação de novos médicos e na procura de ervas, remédios, tudo o que pudesse fazer para melhorar a saúde das pessoas e o cuidado com famílias do reino. Mas se aquele deus pudesse mesmo ajudar seu povo, que fosse.

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Bakugou tentou não estapear de novo a mão da serva que tentava lavar seu traseiro. Quando ele aceitou o desafio, não pensava que teria que passar por isso tudo. As mãos de diversas servas desconhecidas tocavam todo seu corpo, esfregando, espalhando espuma e mais e mais água era derramada por todo seu corpo. Entretanto, sabia que outras pessoas passavam pelo mesmo tratamento naquele mesmo cômodo, pois era capaz de vê-las.

Quando Katsuki soube sobre o ritual que a rainha planejava realizar em nome de algum deus antigo, ficou curioso. Particularmente, nunca tinha ouvido falar de seu reino adorando um deus que não fosse ligado à guerra, mas a rainha Miruko tinha mesmo vindo para mudar, seguindo o legado de Inko.

Bakugou descobriu sobre a natureza do tal ritual, com características bem...diferentes do que o que eles geralmente faziam para os deuses da guerra. E quando descobriu que procuravam por pessoas bonitas para o ritual, sua primeira chance de provar sua beleza apareceu. Passada a seleção sem nenhuma surpresa, lá estava ele se arrumando para o ritual no dia marcado, sua pele vermelha, mas cheirosa com todos os óleos usados em seu banho.

Recentemente, seus amigos descobriram que Bakugou ainda era virgem aos 21 anos. No seu reino, a maioria das pessoas já estava casada e algumas tinham filhos nessa idade, portanto não só comentários estranhando como piadinhas encheram seu círculo social. Não que ele realmente se importante com o que os outros diziam, mas que melhor chance de calar a boca de todos eles do que participar do ritual e ser o escolhido?

Seria delicioso voltar ao seu castelo, receber os tais amigos no jardim e contar sobre perder sua virgindade com um deus, não seria?

Bakugou ria só de pensar.

Mas para isso, tinha que ser escolhido. E nem Katsuki era narcisista o suficiente para não ter dúvidas se sua beleza seria agradável o suficiente para um deus. Mesmo assim, valia a pena tentar.

Assim, o mais calmamente que sua paciência permitia, deixou as servas arrancarem sua pele com a esponja, deixa-lo tonto com uma mistura de cheiros, óleos e perfumes, vesti-lo em camadas de roupas vermelhas, roxas ou transparentes, maquiá-lo com líquidos pegajosos e cobri-lo de acessórios de ouro e pedrarias que pesavam e machucavam seu corpo.

Tudo valeu a pena quando se olhou no espelho e percebeu que aquelas servas não brincavam em serviço. Era facilmente o mais belo naquela sala onde todos estavam reunidos ali esperando o ponto mais alto da lua no céu para então ocupar o salão do ritual, como mandavam as antigas escrituras.

Katsuki sabia que não era mais a hora, mas ainda se perguntava se o tal deus os responderia ou se sequer existia. Ninguém jamais saberia quem estava ali (se o ritual não funcionasse), contudo ainda levaria a humilhação em sua mente. Junto com sua virgindade, claro.

Quando finalmente foram chamados ao salão, Bakugou se deparou com uma cena que nem sua mera imaginação seria capaz de sonhar um dia. Havia dezenas de pessoas espalhadas em cima de lençóis vermelhos, corpos de todos os tipos, gêneros e tamanhos emaranhados. Gemidos altos se sobressaiam ao cântico baixo e suave dos sacerdotes, que liam trechos de livros que pareciam mais antigos do que eles mesmos. A decoração tinha vermelho e ouro por todos os lugares, mesas cheias de frutas, carnes e vinhos.

A rainha estava sentada no extremo oposto ao ponto da orgia, sua própria mesa repleta de comida intocada enquanto ela olhava nervosa para os homens e mulheres selecionados como sacrifícios sexuais para o deus. Ela vestia um vestido negro e todo seu corpo era adornado por joias com azeviche, a cor que a realeza usava em ocasiões nobres, pois simboliza respeito em seu reino.

Katsuki se posicionou frente a uma vela, como lhe foi instruído. E agora era a pior parte: a espera.

Quando a lua chegava em seu ponto mais alto, com um banquete de carnes e frutas, uma orgia, e uma fileira dos mais belos homens e as mais belas mulheres posicionadas à espera dele, era quando o suposto deus da fertilidade e dos prazeres carnais, que curiosamente se dizia proteger a gestação, o nascimento e as crianças geradas com sua benção, deveria aparecer. A vela daquele que fosse o escolhido como sacrifício sexual seria apagada e este deveria se dirigir ao quarto separado pela rainha e lá esperar pelo deus. Foram avisados que ele também poderia escolher mais de um.

Como a rainha espalhou a notícia entre os nobre e selecionou os plebeus mais belos para explicar a situação e deu liberdade à todos de escolherem se participariam do ritual daquela forma, além do fato de que tudo o que tinham que fazer era ter sexo com um deus, Katsuki não via como aquilo poderia ser um “sacrifício”.

Vários minutos se passaram, mais e mais gritos enchiam a sala para então cessar, as vozes gemendo se tornando mais fracas. Ele não tinha ideia há quanto tempo aquelas pessoas estavam ali, esfregando seus corpos umas nas outras com tanto vigor.

Não que Katsuki não soubesse nada sobre sexo, mas para quem nunca tinha visto nada com seus próprios olhos era uma visão um pouco...inusitada. Ele assistia os movimentos e ações com interesse, só agora pensando em aprender algo que talvez agradasse o deus caso fosse escolhido. Seria escolhido? De repente não tinha mais certeza. Será que alguém naquela sala seria escolhido? Talvez os esforços da rainha tivessem sido em vão e eles …

Antes que Katsuki pudesse ficar ainda mais nervoso, um vento frio correu pela sala. Por mais que as janelas mais altas do salão estivessem abertas, ele notou que todos os olhares se voltaram às velas no chão, esperando uma apagar, esperando que fosse um sinal do deus. Quando já estava achando que era apenas um vento frio da noite, uma vela se apagou.

A sua. Katsuki Bakugou era o escolhido do deus. E apenas ele.

Ele respirou fundo tentando recuperar a confiança de quando se olhou no espelho mais cedo, se deliciando ao ver os olhares invejosos de todos os outros cujas velas ainda estavam acesas e seguiu as servas que o escoltavam para o quarto escolhido pela rainha.

As portas de madeira se abriram para revelar um quarto grande e espaçoso. Poucos lugares faziam Katsuki se sentir menos favorecido do que outras pessoas, mas claro que era o castelo da rainha o faria sentir assim. A cama gigantesca o causou arrepios de antecipação e nervosismo.

Tinha se mantido virgem até aquele dia por não gostar de pessoas. Não conseguia se entender nem se relacionar com elas e por mais que tentasse o tipo de encontro em que se transa no primeiro dia, era muito fácil qualquer pessoa dizer algo que o aborrecesse e o fizesse se afastar. Jamais achou outro ser humano digno de se deitar consigo e levar sua virgindade. Mas um deus talvez fosse.

Deitou-se na cama macia, os lençóis de seda causando uma sensação gostosa contra sua pele pouco coberta. Ao lado da cama havia uma mesa de cabeceira com diversos óleos em cima, o que deixou Bakugou ainda mais tenso. Do outro lado do quarto havia mais uma mesa repleta de comida e bebida, todos os pratos tapados e bem organizados, algumas velas e incensos de orquídea em cima da mesa. As velas e uma grande janela alta faziam a iluminação do local, a luz da lua causando sombras pelos cantos do quarto.

Ele respirou fundo, sentindo o cheiro do incenso de orquídea encher seus pulmões, tentando relaxar. Não tinha ideia quando o deus deveria aparecer ou como deveria esperá-lo.

Katsuki nunca ouviu o barulho da porta abrindo ou fechando, mas de repente ouviu uma voz baixa no pé da cama.

— Olá.

Ele abriu os olhos devagar, se sentando no meio da cama. Se o ser que estava na sua frente não era um deus, ele jamais vira um humano tão belo. Se tivesse que apontar um defeito, seria o cabelo vermelho. Uma cascata de fios ruivos descia por seus ombros, uma bagunça que de certa forma o deixava charmoso. Do topo de sua cabeça se erguiam chifres marrons, que se curvavam e afinavam no topo, dando-lhe uma aparência perigosa; Olhos vermelhos lhe fitavam famintos, exibindo desejo e luxúria; um sorriso aberto exibia dentes afiados, enfeitados por lábios avermelhados; o corpo forte e musculoso tinha um tom moreno, como que beijado pelo sol; A virilha nua mostrava o pênis flácido exposto entre suas pernas, o que fez Bakugou engolir em seco, o corpo arrepiando; pernas roliças e definidas sustentavam o corpo belo.

Ele era lindo. E emanava poder, mas também gentileza.

— Eijirou Kirishima. Seu nome?

Katsuki piscou algumas vezes para se concentrar e responder.

— Katsuki. Katsuki Bakugou.

Ele se concentrou em manter seu olhar no rosto do deus e não no meio das pernas dele.

— Tem algo que você não gosta na cama, Katsuki? — Eijirou perguntou, apoiando um joelho em cima da cama, atraindo o olhar de Katsuki de volta ao que estava entre suas pernas.

— Eu, er… bem… — Já distraído, Katsuki não conseguiu formular uma resposta, até porque não era como se ele realmente soubesse o que gostava ou não com um parceiro na cama.

— Você é virgem, Katsuki? — O deus perguntou, com um sorriso debochado que indicava que ele já sabia a verdade.

Todavia, Katsuki odiava sorrisos debochados em sua direção.

— Sim. E daí?

Eijirou riu.

— Nenhum problema. Só faz muito tempo que não recebo presentes do seu povo, não imaginei que o primeiro fosse um virgem.

— Você que me escolheu. — Bakugou falou, o tom arrogante e agressivo de volta.

— Sim, e não me arrependo. Você … é lindo. Fico honrado em ser o primeiro. — Eijirou falou, se apoiando nas mãos para se aproximar de Katsuki na cama.

— Tem certeza que quer fazer isso? Se estiver desconfortável podemos parar a qualquer momento.

— Tenho. — Bakugou respondeu, com certeza. Um sorriso arrogante se espalhou por seu rosto ao pensar que realmente estava prestes a perder sua virgindade com um deus.

Eijirou beijou Katsuki devagar, pacientemente saboreando os lábios macios enquanto guiava o corpo dele para trás, deitando-o na cama de novo. Katsuki sentiu o peso do deus em cima de si, suas pernas abertas, envolvendo o quadril fino. Ele deixou sua mão vagar pelo corpo forte, apertando a pele macia e tocando onde bem entendia, ainda assimilando a informação de que estava beijando um deus.

A língua experiente adentrou sua boca, ditando a velocidade. Katsuki se sentia sendo guiado durante uma dança, Eijirou lhe dizia quais os passos, os movimentos, a velocidade e o ritmo. E ele obedecia, obedecia pois estava entorpecido, embriagado no gosto da boca dele, enlouquecido pelo cheiro de sua pele, completamente envolvido na essência do deus.

Cada músculo, cada célula em seu corpo sentia que pertencia ao deus, era seu sacrifício, era dele, só dele. Katsuki se sentia enfeitiçado, e queria cada vez mais.

Sentiu a mão grande e gentil deslizar suavemente por sua pele, afastando os tecidos que pouco faziam para esconder seu corpo. Ele acariciou sua coxa, apertando o músculo e abrindo ainda mais suas pernas. De repente, Bakugou sentiu a outra mão dele acariciar seu membro, já endurecendo.

Katsuki não esperava que seu corpo reagiria de forma tão sensível, entretanto foi surpreendido por seu próprio gemido quando a mão de Eijirou massageou seu pau, deslizando para cima e para baixo devagar. A boca dele deixou a sua e desceu com beijos suaves por sua orelha, pescoço e parou em seu peito, a língua habilidosa brincando com seu mamilo.

Embrenhou suas mãos pelos fios sedosos do cabelo dele, tentando controlar os gemidos que queriam escapar de sua boca ao ter seu ponto sensível sendo explorado sem piedade, os dentes afiados mordendo-o gentilmente.

A boca molhada desceu com beijos ansiosos por seu abdômen, a língua passeando de forma breve pelos músculos marcados. De forma habilidosa, ele desfez o cinto que segurava os tecidos em sua cintura, descobrindo sua intimidade, alisando os lados de seu quadril enquanto lambia-o do períneo até a glande, focando na ponta com um beijo molhado, cheio de língua e saliva, logo envolvendo-o em sua boca e chupando de leve.

O gemido prazeroso que escapou de sua garganta não ocultou o grunhido de prazer de Eijirou, o som de quem se deliciava num boquete preenchendo o quarto iluminado pelas velas que queimavam, a lua já começando a descer no céu, criando ainda mais sombras no quarto.

Bakugou puxou com força o cabelo longo do outro quando ele envolveu todo o seu pênis em sua boca com facilidade, o nariz enterrado em sua pélvis. Sem pensar muito, o loiro estocou contra a garganta do deus devagarinho, seu próprio prazer sendo tudo o que importava, estava deliciado, intoxicado pela sensação nova. A boca quente e molhada, saliva pingando por suas bolas para os lençóis na cama, a garganta apertada que o recebe tão bem.

Talvez ficasse viciado nele, talvez jamais conseguisse se envolver com outro alguém pois ninguém seria Eijirou Kirishima, mas não se arrependia de nada.

Eijirou permitiu cada estocada sem ritmo, mas cheia de luxúria, de Katsuki. Mal engasgando e engolindo como se provasse um dos mais deliciosos doces de sua vida, ele acomodou o loiro em sua garganta com facilidade, a língua hábil massageando seu comprimento, acariciando os pontos mais sensíveis de seu pênis.

Sem aviso, Kirishima se afastou de seu membro quando estava próximo do orgasmo, um grunhido de reclamação deixando seus lábios de forma necessitada, todavia não havia mais espaço para vergonha no loiro, o prazer enevoando seu cérebro.

Ele tocou por trás de seus joelhos, as mãos fortes abrindo suas pernas e levando-as de encontro ao seu peito, expondo-o para a boca faminta que logo lambeu sua intimidade, arrancando um gemido obsceno de sua garganta, pegando-o de surpresa.

Bakugou havia lido bastante sobre sexo, apreciava os registros sobre como era ter seu local mais íntimo beijado e devorado de todas as formas, contudo não esperava que a sensação na vida real fosse tudo aquilo e mais um pouco. Cada nervo em seu corpo parecia estar em frangalhos, todo o sangue abandonara seu cérebro e corria para seu pau, espasmos corriam por seu corpo e ele se agarrou ainda mais aos fios de cabelo enrolados em sua mão, puxando o cabelo do deus como se não houvesse amanhã.

A língua dele venceu a resistência inicial, enfiando-se cada vez mais fundo em Katsuki. Bakugou acariciou seu próprio pênis, sentindo seu orgasmo cada vez mais próximo, enquanto o deus o devorava como um homem faminto que via ali sua última refeição, proibindo qualquer pensamento de cruzar a mente de Bakugou, nada funcionando como o normal para que ele pudesse ter vergonha dos gemidos e gritos de prazer, da forma indecente com a qual puxava os cabelos do outro e todo o seu corpo tremia.

Seu orgasmo o arrebatou de forma silenciosa: um grito que saiu apenas parcialmente de sua boca enquanto o líquido que provava o ápice de seu prazer se derramava em sua barriga, cada pedaço de seu corpo tremendo pela intensidade do gozo que o deus o proporcionou.

Ele se afastou minimamente, a respiração quente entrando em contato com sua pele sensível e causando um arrepio. Quando sua respiração se estabilizou Katsuki sentiu a perna tremendo de forma suave, uma mão do deus acariciando cada coxa, a boca distribuindo beijos e mordidas leves.

Eijirou então se levantou da cama macia, passando os dedos grossos pela mesa de cabeceira enquanto encarava os óleos criticamente, pensando a fundo qual deveria escolher.

— Não quer que… — Katsuki pigarreou, notando sua voz muito tímida para seu próprio gosto. — Não quer que eu faça nada por você? — Ele perguntou, com um pouco mais de certeza na voz.

Para o loiro, não fazia muito sentido o deus se preocupar com o seu prazer ao invés de usá-lo como bem entendia. Apesar que não estava reclamando: foi o melhor orgasmo de sua vida e ele sentia cada parte de seu corpo que o deus tocara queimar, como se ele ainda estivesse por cima dele, como se estivesse beijando-o, como se estivesse entre suas pernas. O prazer não havia deixado seu corpo e Bakugou se perguntava se era o efeito que o deus tinha em qualquer um: se sua mera presença evocava luxúria e gozo.

O ruivo finalmente decidiu o óleo que usaria e voltou para a cama, só então respondeu Katsuki:

— Você já está fazendo bastante.

— Mas…

— Ao contrário do que muitos pensam, Katsuki, — o deus disse, abrindo o recipiente com o óleo e derramando um pouco em seus dedos, respirando fundo para sentir melhor o aroma de rosas — eu gosto de servir. Para mim, não há prazer melhor ou maior do que ver a pessoa que está comigo gemer alto e gozar diversas vezes. Nada nunca me satisfez mais. — ele murmurou, a mão no meio de suas pernas acariciando sua entrada — Relaxe. — ele instruiu, a voz calma, a expressão cheia da confiança de quem sabia muito bem como dar prazer a outra pessoa.

— Por isso digo que você já fez o suficiente. — Ele sussurrou, o dedo adentrando Katsuki devagar, dando-lhe o tempo que precisava para se acostumar com a invasão. — Só de te ouvir gemer, grunhir, ver tua pele arrepiar com cada beijo, os espasmos a cada toque, o coração acelerado só de estar em minha presença, a tua barriga melada de gozo. Já me deu prazer o suficiente.

Ele passou a movimentar seu dedo, retirando devagar e voltando até o fim, mudando a posição, o ângulo, procurando o local que só Katsuki já havia sentido com paciência e adoração, como se cada reação dele fosse preciosa para o deus.

— Mas, é claro, nós temos a noite toda. Se você quiser, posso te dar mais e mais prazer, orgasmos cada vez mais intensos. Você quer?

A resposta a pergunta do deus foi o gemido alto de Katsuki quando ele achou sua prostata, sua coluna arqueando em cima da cama e a mão apertando os lençóis macios. A mão livre dele ergueu sua perna, apoiando-a no ombro largo enquanto adicionava outro dedo.

Bakugou se viu lentamente perdendo o controle de vez, sua mente incapaz de funcionar e sua boca funcionando apenas para gemer o nome do deus, pedidos desconexos saindo de sua boca, ordens audaciosas para que ele o fodesse logo eram intercaladas com pedidos agudos de “por favor”, enquanto ele rebolava o máximo que podia contra os dedos do deus e sentia os dentes afiados morderem sua coxa com força.

Seus olhos já estavam molhados, seus músculos tensionando e relaxando, a voz começava a ficar um pouco rouca, tudo pois o deus o fodia com seus dedos, três abusando sua próstata, acertando o ponto de nervos sem dó. Sensível e com seu corpo sobrecarregado em prazer e sensações, Bakugou gozou de novo, adicionando mais porra ao seu abdômen e peito, sua pele clara manchada pelo líquido branco.

— Havia esquecido como virgens humanos são sensíveis. — o deus disse, com ar de riso.

Katsuki franziu o cenho, bravo, entretanto não tinha forças nenhuma para retrucar, seu corpo fazendo o melhor que podia para recuperar o ar que perdera e acalmar seu coração acelerado.

Kirishima se levantou da cama novamente, e Bakugou ficou aliviado pelos segundos de pausa, mas também nervoso e triste, como se a presença dele fosse uma droga na qual já estivesse viciado.

Eijirou se serviu de vinho, um pedacinho de carne e pegou duas frutas das mesas no quarto. Ele voltou para a cama e ofereceu o vinho de sua taça a Katsuki, que bebeu percebendo só então que tinha muito mais sede do que imaginava, logo depois ele lhe ofereceu a fruta para que comesse. Pela primeira vez na noite, Bakugou sentiu-se corar um vermelho profundo, vendo o deus encará-lo tão fixamente com um meio sorriso nos lábios.

Eijirou bebeu o resto do vinho na taça após comer a fruta e beijou Bakugou de novo quando ele também terminou de comer, o corpo grande e muito maior do que o do loiro o envolvendo e cobrindo com facilidade, sem quebrar o beijo.

Se afastando apenas um pouco, Kirishima encheu sua mão de óleo, logo massageando o penis duro que ostentava entre as pernas. Bakugou respirou fundo, sabendo que aquela era a hora em que iria oficialmente perder a virgindade e se preparando para receber algo tão grande num local que há pouco tempo não havia sequer sido tocado por outra pessoa.

Mas não era uma pessoa. Era um deus. Um que honrava o título de deus dos prazeres carnais, um que já o havia feito gozar duas vezes, um que Bakugou confiava que o deixaria tremendo de prazer a noite toda e faria valer sua primeira vez.

Eijirou enfiou a cabecinha devagar, deslizando sua mãos pelas pernas de Katsuki para relaxá-lo e distraí-lo, gemidos baixinhos deixando a garganta dele e reverberando pelo quarto a medida que ele entrava mais, encaixando seu membro pouco a pouco em sua entrada quente e apertada.

Após alguns minutos, quando Bakugou conseguiu relaxar e se acostumar um pouco mais com a intrusão, Eijirou começou a se movimentar, deslizando para fora e para dentro sem pressa, aproveitando o calor do outro em volta de seu pau com suas mãos apertando firmemente o quadril estreito.

Katsuki suspirava, sentindo cada vez mais prazer à medida que se acostumava, sentindo-se contrair em volta do membro do deus e todo o seu corpo ficava cada vez mais quente, suava e se remexia tentando acelerar os movimentos dele dentro de si.

Bakugou desejava-o, queria-o. Queria-o rápido e forte, fodendo-o como se não houvesse amanhã, queria senti-lo inteiro, queria tudo o que o deus pudesse lhe dar e mais. Sentia-se entorpecido, completamente insano: louco por mais e mais de Eijirou.

As estocadas aceleraram com o passar do tempo, a voz rouca de Katsuki tentando gritar sem conseguir, sons guturais deixando sua garganta e a de Eijirou. O quarto parecia cada vez mais quente, tudo estava quente, sentia sua pele queimar em desejo, o corpo cansado pedia pelo fim e ao mesmo tempo por mais, cada vez mais, como se jamais fosse ter o suficiente, como se jamais fosse ficar saciado.

Com jeito, Kirishima virou Katsuki para o lado e segurou sua perna direita em seu ombro, mudando o ângulo da penetração e atingindo sua próstata com cada estocada. Lágrimas escorreram pelo rosto vermelho e suado de Bakugou, o prazer quase demais para suportar, implorando pelo fim e implorando que o fim jamais chegasse.

Pela terceira vez naquela noite, Bakugou gozou, apenas um pouco de líquido quase transparente saindo de seu corpo, sua entrada contraindo forte ao redor do pênis de Kirishima, que gozou dentro com um gemido gutural.

Enquanto Katsuki tentava recuperar sua respiração, Eijirou se aproximou da mesa de comida de novo, encheu uma taça com água e pegou mais frutas dessa vez, levando tudo para a cama e ajudando-o a comer e beber. Kirishima pegou outro óleo da mesa de cabeceira e fez uma breve massagem no corpo cansado do loiro. As mãos habilidosas relaxando os músculos cansados, mas também excitando novamente o corpo sensível.

Bakugou foi envolvido com carinho por trás pelos braços fortes, o cansaço clamando seu corpo e virando sono, os olhos pesados se fecharam com facilidade e ele dormiu.

No entanto, poucas horas depois, Bakugou acordou e percebeu Eijirou acordado, descobrindo outro nível de prazer ao descobrir que os chifres na cabeça do deus eram também uma zona erógena, ouvindo os gemidos roucos dele em seu ouvido enquanto fodiam de ladinho e ele segurava um chifre em sua mão com força.

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Um ano depois, quando uma das nobres do reino teve um bebê forte e saudável em segurança, Katsuki foi chamado ao palácio da rainha para as comemorações pelo nascimento e foi parabenizado pelos pais.

Parabenizado por ter dado o cu para um deus.

A vida de Katsuki tinha todo o tipo de reviravolta e novidade, não é mesmo?

Ele aproveitou a comemoração, já que a comida estava boa, e se deleitou nos olhares invejosos e os comentários sobre como ele deveria ser gostoso para satisfazer um deus. Era basicamente reviver a reação de seu amigos o tempo todo e a massagem no ego de Katsuki era maravilhosa.

Naquela noite, ele perdeu sua virgindade com um deus, e eles transaram a noite toda. Quando acordou pela manhã, o sol estava alto e Eijirou pedira aos servos para lhe ajudarem no banho e pediu ele mesmo um café da manhã reforçado para restaurar sua energia.

Soube que ele visitara a rainha no salão onde ocorreram os outros rituais e muitos nobres e servos admiraram a beleza nua do deus, que, diz-se, pareceu genuinamente envergonhado ao esquecer de pôr alguma roupa antes de encontrar a rainha.

Desde então, muito se falava sobre os rituais, Katsuki e Eijirou ganhara diversos adoradores, a construção de alguns templos já em andamento. E, claro, só Katsuki tinha a honra de chamá-lo de Eijirou Kirishima, não sem ganhar alguns olhares de reprovação, às vezes.

Várias crianças nasceram saudáveis e pessoas engravidaram. A rainha planejava uma festa em celebração ao deus naquele dia e a mulher teve a sorte de ter um filho nascido justo naquela manhã, sendo imediatamente convidada pela rainha, que disse ser um sinal de benção do deus e decidiu fazer uma festa adequada para a presença de um bebê. A mãe era alimentada e bajulada enquanto amamentava, quase todos na sala emocionados pelo simbolismo do ato de amamentar o bebê.

No meio da festa, quando Katsuki já se afastava lentamente do centro para ir embora de forma discreta e não se despedir de ninguém, o verdadeiro convidado de honra chegou sem ser convidado.

Eijirou entrou pelas portas pesadas de madeira. Foi...diferente para Bakugou vê-lo vestido, os mais belos e finos tecidos vermelhos cobriam sua pele, enfeites de ouro prendiam seus cabelos e ornamentavam seus belos chifres, anéis e braceletes exibiam jóias caras e brilhantes.

— Vejo que está vestido hoje. — A rainha Miruko comentou, se levantando para receber ela mesma o deus.

— Eu estava bem...distraído naquele dia. — Eijirou respondeu, cumprimentando a rainha com extremo respeito.

Ele então se aproximou da criança, que estava nos braços da mãe, e sorriu enquanto a olhava, o olhar carinhoso. Ele brincou com os dedinhos pequenos e gorduchos, logo entregando uma sacola de seda para o pai, dizendo ser um presente para a criança.

Ele logo foi bajulado por todos os presentes, cercado por pessoas admiradas e desejosas, ansiosas por poderem ter a companhia do deus.

Todavia, como se o ego de Katsuki precisasse de qualquer estímulo adicional naquele dia, o deus se afastou de todos aqueles nobres e da rainha, andando com um pequeno sorriso de canto em direção a Katsuki.

— Olá.

— Olá — Katsuki respondeu.

— Veio aproveitar as comemorações?

— Sim. Acham que devem a mim, ao menos um pouco, o nascimento do filho. Mas o verdadeiro culpado está aqui na minha frente. — Katsuki falou, incapaz de falar com o deus com sua usual agressividade, a pele arrepiando só de ouvir a voz dele de novo.

Eijirou riu do comentário e então pigarreou, parecendo ficar sem jeito por um segundo.

— E veio...acompanhado?

Katsuki sorriu um sorriso debochado, levando sua taça de vinho aos lábios e bebendo sem pressa antes de responder.

— Não.

Eijirou ofereceu sua mão a Katsuki, um sorriso malicioso brincando em seus lábios.

— Gostaria de passar esta noite em minha companhia? — o deus perguntou, comendo Bakugou com os olhos.

— Sempre. — Katsuki respondeu, aceitando a mão estendida e seguindo o deus para fora do salão.

Seguiria o deus para onde quer que ele fosse, pois agora era seu mais fiel adorador.

8 de Agosto de 2020 às 21:21 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Luray Armstrong Oiii Sou não binário e pansexual. Pronomes masculinos: ele/dele. Obrigado! Viciado em: SasuNaru, KiriBaku, WangXian. No meu perfil você encontra fics de Naruto, BNHA, PJO e em breve MDZS. Sejam bem viad0s! arte do perfil: Nathy Maki

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