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val_son_chichi1596535884 Valquíria

O batom vermelho sempre fora uma estravagante cor para as mulheres determinadas e destemidas, mas em um lugar meio equivocado e sinistro pode causar arrepios.


Suspense/Mistério Todo o público.
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Capitulo único

O dia estava nublado, chuvoso e sombrio, como se a qualquer momento o céu fosse desabar em água e ele caminhava com a sombrinha em uma das mãos erguida, na outra uma pasta preta. Vestido com um sobretudo preto aberto na frente, uma camisa de maga curta em tricô em branco e azul, uma calça preta semi-social, um sapato preto muito bem engraxado.

O tempo naquele dia não estava ajudando em sua jornada de todos os dias e tudo parecia ter dado errado, juntamente neste dia frio, chuvoso e nublado. Seu carro estragou, o uber cancelou todas as viagens que ele tinha pedido, o aplicativo do pop estava fora do ar, a internet estava ruim para tentar olhar o horário do ônibus então ele resolver caminhar naquela chuva para ir para o seu trabalho era uma distancia bem grande e a chuva não parava apesar de estar fina.

Ele caminhava rapidamente, pois havia avisado seu chefe que ia se atrasar e do dia cheio de coisas que pareciam estar contra ele ir trabalhar.

Caminhando passos apressados ele estava chegando perto de um cemitério de muros brancos, portão preto e aberto, os túmulos espalhados em fileiras com espaços para as pessoas passarem e visitar seus entes queridos que haviam partido para vida eterna.

E João por mais que passasse ali nunca tinha reparado a arte daquele cemitério, muito menos os mausoléus e suas esculturas impecáveis que ficavam lá dentro, foi nesse momento que ele parou de frente o portão e ficou olhando para dentro, não sabia por que mais justamente naquele dia chuvoso, nublado e frio. Ainda parado ele se esqueceu completamente que estava atrasado e começou a entrar no cemitério bem lentamente observando túmulo, por túmulo e sua beleza naquele dia que parecia improprio para ele.

Depois de um tempo andando João viu uma mulher com um guarda chuva todo preto, um vestida em um vestido todo preto longo até os pés, com um decote em v no busto, com alças finas mostrando sua pele branca como a neve, olhos delineados em preto, sombra preta, seus olhos azuis como a cor do céu e em seus lábios destacava o batom vermelho, realçando o seu rosto.

Ela passou por ele e sussurrou

- A vida é muito curta para não usar batom vermelho, e também é a cor do pecado – ela deu um sorriso de lado chamando a atenção de João que não parou de olhar um só segundo até ela sair pelo portão e sumir virando para o lado direito do muro branco.

João continuou a caminhar pelos túmulos e logo se deparou com o túmulo com a foto da mulher que viu saindo para fora do cemitério e olhou seu nome.

“Maria Eduarda, filha amada e que achava a vida curta de mais para não usar batom vermelho e que era a cor do pecado. Data de Nascimento 10/05/1980, falecida em 18/10/2015”.

João arregalou os olhos de frente o túmulo e realmente aquele dia não fora nada comum, principalmente chuvoso e frio. Ele não sentiu medo, mas se lembrou que tinha que caminhar para o trabalho e começou a caminhar de volta em um dia incomum que tudo deu errado, mas que ele tinha visto a fantasma mais linda naquele dia que realmente estava sendo incomum.

4 de Agosto de 2020 às 18:30 0 Denunciar Insira Seguir história
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