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jord73 Jordana Lima

Carolina e Fernando são melhores amigos desde a infância. Carol sempre acreditou que o amigo sentia por ela o mesmo tipo de sentimento que tem pela irmã gêmea dele, Amanda. Isso... até uma tórrida noite de paixão em que Fernando demonstra seu amor. Carolina fica confusa e se afasta tentando entender seus próprios sentimentos e os dele. Por sua vez, Fernando resolve lutar por esse amor que sufocou por anos e anos por medo de ser rejeitado e tentar convencer a amiga de que eles foram feitos um para o outro. Mas será este o momento de viver esse romance?



Romance Erótico Para maiores de 18 apenas.

#hot #amizade #triângulo-amoroso #acidente #crime-organizado
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Em progresso - Novo capítulo Todas as Terças-feiras
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Revelação

Carolina bateu a porta da sala quando entrou. Sentada de costas na poltrona, Adelaide, que estava lendo um livro, virou-se e fitou a filha. Espantou-se com sua aparência: uma sombra de transtorno no rosto, os cabelos pretos e lisos bagunçados; ofegava como se estivesse correndo.

- Filha, o que aconteceu? - largou o livro na mesinha da frente, levantou-se, rodeou o assento e caminhou até ela. Segurou-a nos braços - Meu Deus, você está até tremendo! O que você tem?

- Eu... eu tenho que sair, mãe... - Carolina se desvencilhou e desviou o rosto.

- Não, não vou te deixar sair assim! O que aconteceu? - Adelaide viu que Carolina levava a bolsa aberta - Meu Deus, você foi assaltada?

- Não, mãe... nada. Eu estou bem.

- Claro que não está! O que houve? Eu não entendo. Você não foi à casa do Fernando?

Ao escutar o nome do amigo, Carolina estremeceu.

- Sim... eu passei a noite lá na casa dele... - ela apertou os olhos e tirou uma mecha do rosto - Mas foi um erro.

- Como assim, Carol? - insistia Adelaide. Sua expressão se anuviou. Seria possível...? - O que ele fez com você?

Não podia acreditar que Fernando fosse capaz de qualquer maldade ou canalhice contra sua filha. Mas era a única explicação plausível.

- Não... mãe... Ele não me fez nada... Pelo menos nada de mal... – Carol parecia atordoada – Na verdade... fui eu que fiz com ele.

- O que quer dizer?

- Mãe, pelo amor de Deus! Não me pergunte nada, eu...

O telefone tocou; Carolina se sobressaltou. Adelaida apenas deu uma olhada, mas não deu importância e voltou-se para sua filha.

- Carol...

- Eu tenho que sair, mãe... Por favor, juro que estou bem. Não me pergunte mais nada porque nem mesma eu sei.

- Filha...

- Mãe, por favor, me deixe ir.

- Não vou deixar você sair dirigindo assim! Foi um milagre você não ter sofrido um acidente do jeito que está!

- Não exagere, mãe... Olha, eu chamo um táxi, tá? Mas... eu tenho mesmo que sair.

O telefone continuava chamando.

- Pra onde você vai desse jeito, Carol?

- Vou passar o resto do feriado na casa da Magda... Liguei para ela e concordou. Preciso me afastar para pensar numas coisas.

- E não vai me dizer? - Adelaide suspirou. O maldito aparelho tocava - Ai, esse telefone agora...

Fez menção de se virar e atender, mas Carolina segurou seu braço.

- Não atende, pelo amor de Deus!

- Carolina... você está me assustando!

- Desculpe, mãe... – soltou o braço de Adelaide - Olhe, mãe, só... só...

O telefone parou de tocar e caiu na secretária eletrônica. A voz de Fernando se fez ouvir alta e preocupada.

- Carol... você está aí? Adelaide... Alguém? Por favor, Carolina se estiver aí, fale comigo... Estou te ligado no seu celular, mas você não me atende. Precisamos conversar sobre o que aconteceu. - suspirou - Eu estou bravo com você, mas entendo sua reação. Ou pelo menos estou tentando. Mas você não devia ter saído assim... Me ligue agora se você tiver chegado. Ou irei até ai falar com você.

A mensagem acabou.

- Está vendo? É por isso que tenho que ir - Carolina falou apressada - Ele vai vir aqui... e não quero que me encontre. Tenho que ir.

- Pelo amor de Deus, Carolina! - Adelaide a segurou mais uma vez - Não vou deixar você sair daqui até que me diga o que aconteceu entre vocês!

- Não aconteceu nada, mãe! - elevou o tom sem se importar - Me deixe ir!

- O que o Fernando fez com você?

- A gente transou! - ela gritou exasperada.

Adelaide recuou um pouco o rosto como se tivesse levado um choque. Carolina abaixou o rosto e tapou-o com a mão. Durante alguns segundos, tudo o que ouviam eram suas respirações até que a mais velha das mulheres balbuciou:

- Como? Você... e o Fernando?

- É, isso que você ouviu. A gente... passou a noite juntos - ela usou o eufemismo ao repetir o fato - Aconteceu...

- Mas como, filha? Você... ele... Quer dizer, da parte dele, até entendo... mas você... não tem nem uma semana que...

- Como assim da parte dele? - Carolina interrompeu a mãe e encarou-a com surpresa - Está querendo dizer...?

- Sempre me perguntei como você nunca notou até hoje, Carol. - ela balançou a cabeça - Logo você... quando é visível para qualquer um.

- Olha, eu... eu não posso aceitar isso... agora não tenho cabeça para processar mais nada...

- Filha...

- Mãe, eu não posso e nem quero falar disso! - estendeu os braços para o lado pedindo tempo e foi se afastando de costas - É absurdo demais! Como você mesma ia dizer, não tem nem uma semana que terminei com o Alex... e Fernando sempre foi como um irmão para mim... e eu achava que ele me considerava assim. - virou-se antes que sua mãe lhe dissesse qualquer outra coisa - Vou pegar umas coisas e ir pra casa da Magda.

- Carolina! Carolina!

Adelaide a chamou, mas foi inútil. Ela correu subindo as escadas.

Quando chegou ao quarto, começou a catar uma ou outra peça de roupa às pressas e colocava dentro da bolsa. Não levaria muita coisa porque somente passaria um fim de semana na casa da prima. Tentava bloquear os pensamentos, mas estes vinham com força redobrada como se quisessem se vingar por ignorá-los.

Até que não aguentou e sentou-se na cama para se recompor. Os fragmentos da noite passada lhe vinham constantemente.

A bebida... a conversa... o olhar ardente dele... o beijo... as roupas sendo tiradas... as carícias... cada parte dela tocada por ele com fervor e ternura... O orgasmo, ou melhor, "os orgasmos"... A declaração de amor.

Seu corpo ferveu somente por lembrar as sensações inesquecíveis, até mordeu os lábios e apertou os lençóis com força... mas sua parte racional rejeitou as imagens e fê-la despertar como num estalo.

Não! Não podia ser! Era quase um sacrilégio!

E Fernando não a amava, estava apenas confuso, tal como ela. O que a mãe havia dito há pouco... não procedia; era da cabeça dela. A mãe de Fernando e a sua sempre brincavam que algum dia poderiam se tornar comadres e as duas famílias se tornarem mais próximas. Era apenas um desejo de duas amigas que eram mães, nada mais.

Carolina decidiu ignorar mais uma vez os pensamentos e retomou sua tarefa de encher a bolsa grande com toalha e chinelos (alguns acessórios, como escova de dentes, pente, etc.). Assim que terminou, apanhou o celular da bolsa e fingiu não ver o número de chamadas perdidas bem como as mensagens de voz de certo número que conhecia de cor. Discou outro.

- Alô? Por favor... será que poderiam mandar um táxi?

Informou o endereço, desligou o aparelho, pensou até em deixa-lo em casa (afinal, para que leva-lo se pretendia evitar as chamadas de Fernando ou mesmo de Amanda quando ela soubesse?), mas mudou de ideia e guardou-o na bolsa outra vez.

Desceu as escadas e passou pela sala. Sua mãe estava sentada na mesma poltrona e aguardava-a com as mãos cruzadas.

- Mãe, já vou. Avise o pai quando ele chegar que estou na Magda. Já chamei um táxi.

- Carol... - sua mãe se levantou para tentar conversar, mas sua filha se esquivou

- E por favor, não conte para o Fê onde fui e nem para a Amanda.

- Filha, por favor... Se não quer nada com o Fernando, tudo bem, mas não fuja assim. Só está adiando uma conversa com ele.

- Mãe, chega. – suspirou para conter a irritação - Me deixe fazer as coisas do meu jeito.

Adelaide a olhou com consternação.

- Eu vou agora. Te ligo ainda hoje. Pode ser?

- Pode - Adelaide suspirou mais relaxada e aproximou-se da filha. Beijou-a no rosto e depois o pegou, encarando firme o olhar de Carolina - Mas reflita sobre sua atitude com ele. Você vai magoá-lo muito mais se se afastar ao invés de ser sincera. A despeito de qualquer decisão sua, não deixe que a amizade de vocês se rompa.

Carolina não retrucou. Limitou-se a beijar sua mãe na face.

Não deixou de pensar no que sua mãe acabava de lhe dizer. Justo por não querer romper sua amizade de longa data com Fernando é que precisava fugir temporariamente dele.

Afinal, ele era e sempre seria seu melhor amigo.

25 de Julho de 2020 às 22:50 2 Denunciar Insira Seguir história
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Leitura TDB Leitura TDB
Adorei o começo da sua história Estou aqui TB para te fazer um convite O Grupo Tdb está com um concurso para obras de romance com uma premiação incrível. Para mais informações chame no WhatsApp (65) 999656719 (Ana) ou (11)95689-4597 (Taty), que estaremos ansiosas por lhe atender
August 12, 2020, 11:42

  • Jordana Lima Jordana Lima
    OK. Valeu por seu convite e comentário! Até. August 12, 2020, 15:21
~

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