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maximus-avlis Mr. Maximus

Duas pessoas que se afastaram pelo destino, mas que o mesmo não conseguiu apagar o amor. Um conto em três partes que faz o leitor dialogar com os personagens e em cada um ser surpreendido pelo desconhecido. Quem são essas personagens?


Erótico Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

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Você

Estava frio e o vento gélido da meia noite batia contra a sua nuca, causando-lhe arrepios e não somente o tempo fazia-o estremecer, mas também a certeza de que ele encontraria a pessoa que tanto lhe causara saudades e tristeza. Porém, apesar de tudo, nada iria estragar a sua felicidade.

A saudade da sua terra natal, Porto Alegre-RS, não era tão intensa e imensa, somente sentia falta do calor brasileiro. Isso sim, fazia muita falta nos Estados Unidos.

Foi tarde da noite, após os cumprimentos natalinos, entregas de presentes etc. Não queria que ninguém sentisse a sua falta, principalmente seus pais.

De longe o vi encostado ao parapeito da sua varanda do seu quarto. Parecia que eu estava vivendo a mesma cena de anos atrás.

Usando um conjunto de moleton azul marinho, tragava um cigarro.

“ - Por que ele ainda insistia naquele vício?“ – pensou.

As pessoas ainda estavam em sua casa, amigos, colegas e parentes, menos ele que não fazia questão de comemorar o Natal.

Quando cheguei à casa cumprimentei a todos. As perguntas foram inevitáveis. Como eu estava, se estava gostando dos EUA, se eu voltaria etc. Respondi rapidamente cada uma e ao mesmo tempo perguntava por ele, mas ninguém sabia, aliás, já estavam tão alto devido a bebida que nem mesmo eles sabiam onde estavam. Quer dizer, somente sabia que os pais dele já haviam se recolhido mesmo com toda aquela barulheira. Na verdade, eles sempre foram assim, acostumados com festas, acho que era para lembrar a juventude deles.

Dei mais uma volta na parte de baixo da casa para disfarçar e subi as escadas, de maneira que ninguém, me visse. Bati na porta do seu quarto.

- Entra. – disse sem mais delongas.

Entrei sem falar nada e ele não virou para saber quem estava adentrando em seu quarto. Seus cabelos negros e lisos brilhavam a luz do luar, tinha olhos negros, nariz pequeno e lábios grossos.

Seu quarto estava na penumbra, somente a luz do poste que vinha da rua clareava um pouco o ambiente.

- Não vai perguntar quem é? – disse mudando a voz, um pouquinho.

Virou.

- Ora, ora... se não é..

E antes que ele continuasse a falar disse:

– Como está sua mãe?

Vê-lo depois de 10 anos trazia uma sensação de nostalgia. Ele não havia mudado muito fisicamente. Eu lembro que quando adolescente, lá pelos seus 15 anos ele já despertava emoções nas moças. Ele tinha um olhar que sugava, possuía um corpo atlético de tanto fazer barras e as inúmeras aulas na academia. Agora os seus cabelos tinham mudado, percebi que estavam compridos, quase na altura do ombro.

- Enfim você veio. Eu pensei que nunca mais teria o prazer de...

O seu olhar misterioso me secou.

- Eu enviei cartas, SMS e e-mails e você não respondeu a nenhum. Por que?

- Você está muito bem – cortou o assunto – corpo bonito.

Os anos fora do país me fizeram mudar o meu modo de vestir.

- E você está com os mesmos trejeitos.

Ergueu a sobrancelha e passou a língua nos lábios inferiores, algo que me desestabilizava. Ele sabia disso e eu tinha certeza que o seu porte atlético e ainda fazia sucesso com a mulherada.

- Mas você não respondeu.

- Ah! A minha mãe? Ela está bem. Louca para que o filhinho se mude daqui – soltou uma gargalhada.

– E por que você não saiu? Em todas as minhas mensagens, eu e meus pais o convidamos para ...

- Lá vem você com essa conversa – largou o cigarro no cinzeiro, deu meia volta e passou a olhar o céu.

Não era a primeira vez que eu tentava convencer Marcos a ir morar com ele nos EUA. Ele sentia falta das tardes que passavam juntos jogando diversos jogos, até mesmo de quando dormia lá. Mas após ter completado 16 anos, sua família decidiu ir embora do país para buscar melhores oportunidades de trabalho. A despedida foi triste e por um tempo conversaram, mas depois perderam o contato um com o outro.

– O que prende você aqui? Você sabe que nos EUA você vai conseguir um emprego rápido, e lá as oportunidades são muito melhores que aqui. Você sabe disso.

Ele emudecido veio até a mim, e pelo fio de uma luz olhou sério para mim, suspirou por um momento, não precisava responder, o motivo sempre foi muito claro para ambos.

22 de Julho de 2020 às 04:12 0 Denunciar Insira Seguir história
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