sandranaua Sandra Braz

O despertar para o fim de uma história é quase sempre espinhoso, mas às vezes pode vir em meio ao perfume das flores.


Conto Todo o público.

#emoções #despedida
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Num fim de um dia comum em que a nostalgia se debruça sobre os corações nublados,eu te esperava refestelada na grama espreitando nuvens desfilarem e o sol morno se bandear para o outro lado do globo. Não sei que horas são, mas já passou do tempo de tu chegares. Será que depois dessa ausência mútua tu ainda vais gostar do meu rosto? É que apareceram novas linhas de expressão e minhas feições de menina estão se perdendo dia a dia, pouco a pouco.Escolhi um vestido meio recatado, meio indecente. É que almejo a-parecer bonita para te recordares que possuo graça, mas também quero cutucar tua memória para que relembres que eu sei rir desajeitado e enxergo o mundo com as cores da tua paleta,onde nele habitam contrários: ira e compaixão, admiração e desdém, sagrado e profano, mel e fel. Ah! Não tive tempo de tingir as unhas e,no meu peito,galopa um cavalo incansável. Aproximam-se as sombras da noite e você não apareceu. Despeço-me das flores que dormem. Elas não ouvem, sonham com borboletas. Depois de meia dúzia de passos cadenciados alerto-me: não te convidei para este encontro. Mas que cabeça! E sentenciei entre punhados de pensamentos que foi melhor assim. O veredicto por fim, é mesmo o fim.

14 de Julho de 2020 às 21:29 0 Denunciar Insira Seguir história
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