morgana_4 Morgana

A historia de um mulher traida e abandonada gravida os 16 anos em busca de vingança Catarina foi dada como morta após pular de uma ponte. Julian um rapaz reservado e carismático sempre se perguntou como seria sua vida se tivesse feito as escolhas certas. Alguns anos após o acidente Julian acredita reconhecer traços de Catarina em Sidney a nova estudante de Designer da Universidade nacional de Azucena. Confrontando o próprio passado ele vai descobrir que talvez a morte tenha mais segredos a se revelar do que a vida. A dor nos faz tomar decisões erradas. O medo dela também! Seria possível se vingar do mal, sem se tornar parte dele?



Romance Romance adulto jovem Impróprio para crianças menores de 13 anos. © Todos os direitos reservados

#301 #intriga #378 #vingança #258
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Prólogo - Morte e ressureição

Eu me chamava Catarina. Isso mesmo. Chamava, do verbo passado.

Confuso, eu sei! Muitos acontecimentos me levaram a isso. Uma legião de escolhas erradas, essa foi a última alternativa, afinal o que eu ainda tinha a perder? Minha vida havia sido virada de cabeça para baixo, eu não tinha como escapar nem onde me esconder, estava nadando em um mar de monstros, e só havia uma solução, haveria de enterrar o passado para renascer no presente, era o que eu iria fazer, naquela noite eu renasceria, estava pronta para tudo, para qualquer chumbo grosso que viesse.


Ter. 5 de maio de 2017

Era madrugada de uma terça feira em uma cidade argentina quase na fronteira conhecida por seus festejos e por atrair muitos turistas, um Ford Ecosport estava parado na passarela do rio que cortava a cidade, o carro estava abafado, cheirava a álcool e sobre o banco do passageiro havia sangue derramado, ouvia-se uma respiração pesada, as mãos ao volante estavam trêmulas, a jovem moça no banco do motorista parecia tensa, mas era um pouco tarde para voltar atrás, o fluxo de carros aquela hora estava parado, ela então estacionou o veículo ali mesmo no meio fio, vestida apenas com uma camisola e um casaco para disfarçar a jovem garota desce do mesmo retirando os scarpin prata saindo descalça e totalmente desorientada sendo capturada pela câmera de trânsito no local, ela nem se deu o trabalho de fechar as portas do carro apenas sai atravessando a pista sem olhar para os lados, atrás dela um carro buzina freando bruscamente, a jovem garota continua a andar por mais alguns metros, em uma mão segurava um colar com pingente coração e da outra caiam gotículas de sangue ela avista um casal que identificou como uma prostituta e um cara a medida que tentavam se aproximar dela, gritando algo que ela não ouvira, a jovem não ligou para o fato de não está sozinha então ela solta o colar no chão e sobe nas velhas barras de proteção enferrujadas olhando para o rio lá embaixo.

Naquele mesmo noite alguém faz uma ligação para emergência :

─ Emergência em que posso ajudar? Alô, Alô!

─ Alo! Uma mulher, uma mulher pulou da ponte e se jogou no rio!

A voz falha e soluçante do outro lado da linha era feminina e parecia atemorizada.

─ Disse que uma mulher pulou da ponte?

─ Sim, sim, ela pulou, ela pulou, tentamos impedi-la, tentamos mais quando eu vi ela já havia se jogado na água.

Notando seu desespero a atendente com uma voz calma e controlada tenta lhe passar tranquilidade.

─ Eu sei que deve estar em choque mais preciso que respire fundo e mantenha a calma, a senhora sabe me dizer quem era essa pessoa.

─ Não, não, eu não sei quem era, quando eu vi ela já tinha pulado por favor precisa mandar ajuda agora.

Ouvisse ruídos de passos externos e uma voz rouca masculina falando palavras sem nexo no fundo da ligação.

─ Tem mais alguém alguém com a senhora nesse momento?

─ Sim, sim, tem um cara comigo ele também viu tudo.

─ Ok permaneça em linha vamos mandar uma unidade até aí, mas antes precisa me dizer onde a senhora está.

A mulher passou-lhe o endereço nervosamente e de vez ou outra falava palavras sem nexo.

Pouco tempo depois sirenes da polícia e da equipe de bombeiro ecoaram nas ruas da cidade até o local, o cenário encontrado pela polícia era sugestivo, agentes encontraram marcas de sangue na pista, o suposto local de onde a mulher havia se jogado havia sangue nas barras de segurança, ao chão encontraram um colar, e apenas a alguns metros na outra extremidade da ponte encontraram um carro largado a porta do passageiro estava aberta, havia um sapato feminino jogado perto do carro, os agentes foram instruídos a não tocar em nada e isolar todo perímetro com faixas amarelas, enquanto eles esperavam uma equipe de peritos chegar ao local, o chefe de polícia juntamente com o inspetor foram interrogar as testemunhas.

─ Boa noite, eu me chamo Gaston sou chefe de polícia, e esse é o inspetor Moura, foi a senhora que fez a ligação

Referiu-se o senhor a mulher sentada no meio fio com a cabeça entre as pernas.

─ Sim! Fui eu, eu vi tudo ─ Afirmou ela levantando-se de onde estava.

Tirando por seus trajes e pelo chiclete que não parava de mascar de forma ansiosa a moça era uma prostituta da região, cabelos ondulados muito magra, usava um casaco longo com corpete mostrando a barriga e uma saia muito curta com botas de salto cano longo e meias arrastão carregando uma pequena bolsa.

─ Pode explicar o que aconteceu?

─ Cara eu só tava tentando ganhar uma grana aqui quando eu vi uma mulher caminhando, ela parecia descontrolada sei lá, a maluca atravessou na frente de um carro, devia ta doidona estava até descalça nós tentamos ir até ela mais não deu tempo ─ afirmou a moça ainda com a voz falha.

─ Ok como era essa mulher

─ Só deu para ver que ela era assim da minha altura mais ou menos 1,60m, tinha cabelos vermelhos, e eu acho que tava sangrando.

─ Olha eu nem deveria esta aqui minha mulher está me esperando em casa ─ responde o homem ao lado dela, ele passa a mão na barba repetida vezes como um tique

─ Senhor ninguém sai daqui até história ser averiguada ─ afirmou o inspetor de braços cruzados ao lado do chefe de polica

─ Disse que ela estava sangrando ─ retornou ele a pergunta.

─ Sim, só o que deu para ver foi que um dos pulsos estava sangrando bastante.

Eles continuam colhendo o depoimento, levou quase 20 minutos para os peritos chegaram, o homem com a prostituta pedia para ir embora em 5 em 5 minuto o que já estava irritando os agentes de plantão, com a área isolada demoraram algum tempo a procura de pistas e coletando provas que servirem para determina o que havia acontecido ali. No carro os peritos encontraram sangue no banco do motorista, uma bolsa feminina no parabrisa aberta, a vários objetos espalhados no carpete e também encontraram um canivete, no porta luvas havia uma carteira e vários frascos de remédios além de um casco de cerveja no banco de trás.

─ Senhor!

O perito entregar ao Chefe de polícia a carteira da vítima.

─ A vítima era Catarina Pimentel 17 anos.

O chefe de policia levou a carteira de identidade para as testemunhas e eles confirmaram que era a mesma mulher.

─ Eles a reconhecem ─ afirmou o chefe de polícia ao perito.

─ Então não a mais o que dizer, refizemos os passos da vítima e tudo aponta para um possível suicídio, tinha sangue no banco do motorista e o canivete encontrado no carpete indica que ela tentou cortar os pulsos pela quantidade de sangue deve ter atingido alguma veia, mas não estava sendo tão rápido quanto ela pensava que seria então ela abandonou o carro e andou até as grades de segurança da ponte e achou que pulando acabaria com tudo mais rápido.

─ Infelizmente é o que também achamos que aconteceu, mas precisamos de um resultado preciso.

─ Em um caso como esses os resultados são inconclusivos e sem um corpo é impossível afirmar com certeza o que aconteceu, a sangue por todos lugares onde ela passou, além disso encontramos comprimidos antidepressivos no porta luvas e um o casco de cerveja vazio.

─ Então não temos muito o que fazer aqui, o jeito é esperar o dia clarear e pedir ajuda da marinha para procurar o corpo na água, a essa hora já deve ter sido carregado pela correnteza.

─ Sim, podemos também pedir as imagens das câmeras de segurança da ponte mais vais levar tempo.

─ Ok! Bom alguém vai ter que acionar a família

─ Vão ficar devastados.

─ Não poderia ser diferente, essa é umas das piores partes do trabalho.

Dar a uma família uma notícia dessas no meio da noite é não é nada fácil, mas alguém precisava fazer, a mulher que atendeu o telefone se identificou como Lúcia Pimentel a mesma entrou em total desespero ao receber a notícia e não era para menos, ela então confirmou que morava a poucos quilômetros e estaria saindo de casa imediatamente. Demorou pouco menos de 20 Minutos para um carro parar na entrada da passarela e uma mulher de meia idade sair dele quase que correndo, o agentes de campo impedirem que ela entrasse no perímetro.

─ O que aconteceu com ela, o que aconteceu com a minha filha, Catarina.

O som de sua voz saiu choroso e desesperado, com um semblante sôfrego.

─ A senhora é Lúcia pimentel?

─ Sim, sou eu, esse é meu Marido Hernan.

─ Nós sentimos muito, sabemos que é muito difícil em uma hora como essa mais eu preciso que seja forte e mantenha a calma.

─ O que aconteceu com a minha enteada?

─ Como falamos pelo telefone testemunhas viram quando uma mulher que caminhava pela ponte subiu nas grades de segurança e pulou no rio.

─ N...não, não era minha filha n...ão! ─ a mulher negou a si mesma em um choro copioso enquanto o marido a abraçava.

─ Sinto muito senhora, foram encontrados pertences da vítima no local, além da carteira dela e do celular, mostramos a foto do documento de identificação e as testemunhas confirmaram como sendo a pessoa que viram pular da ponte no rio.

─ O sen...senhor está nos dizendo que Catarina se suicidou ─ perguntou o homem com uma expressão dolorosa.

─ Tudo leva a que crer que sim, uma equipe da perícia já esteve no local, a vítima tentou se suicidar com um canivete tinha sangue no carro e em vários lugares e encontramos isso no local que ela pulou.

O chefe de polica entrega o colar que encontraram a ela. A senhora pega o objeto com as mãos trêmulas abrindo o pingente, no meio havia uma foto de duas garotas ainda jovens.

─ Catarina, n...não! Minha filha, minha fi...filhinha.

A mulher cai aos prantos seu choro copioso diante daquela tragédia lastimável era comovente, ela se ajoelhou a chão se debulhando em lágrimas, apertando o colar contra o peito, enquanto o marido tentava levantar a mesma confortando-lhe.

Comovendo-se com a situação o chefe de polícia deu a eles um tempo até iniciar as perguntas.

─ Sei que foi uma tragédia, mas precisamos que nos dê algumas respostas.

─ Eu posso responder por ela.

─ Ok, queríamos saber se Catarina tinha algum motivo para se matar.

─ Catarina morava com a avó paterna no brasil a poucos anos veio morar com a gente, era uma boa menina senhor.

─ Então a vítima tinha dupla nacionalidade?

─ Sim minha esposa é brasileira e minha enteada nasceu lá, mais moramos aqui a muito tempo.

─ Mais a vítima não tinha nenhum problema com drogas ou alcoolismo.

─ Sim, tinha ─ Ele falou para esposa como se pedisse permissão para contar

─ Pode deixar eu conto

Respondeu ela com a voz rouca e fungando.

─ É verdade Catarina era uma boa menina, mais se meteu em muitos problemas, já não sabíamos mais o que fazer com ela eu vivia dizendo para Catarina tomar cuidado, mas eu não consegui controlar minha própria menina.

─ Não foi sua culpa querida.

─ Foi sim, se eu tivesse dado limite a ela a assim que chegou nada disso estaria acontecendo.

─ Catarina fez suas próprias escolhas querida não pode se culpar por isso.

─ Senhor a um ano minha filha engravidou, não foi por falta de aviso ninguém conseguia controlá-la, mais a criança morreu logo após o parto, nasceu prematura a coitadinha hoje ia fazer três meses, eu achei que ela tinha superado achei que ela estava bem veio nos visitar hoje e…

A mulher começou a acelerar as palavras e logo caiu aos prantos de novo, o marido se pôs a confortá-la novamente e continuo a história de onde ela parou.

─ Quando o bebê morreu ela ficou desolada, começou a beber sem parar e tomava remédios para dormir, tentamos de tudo mais não nos ouvia, uma noite ela saiu de casa e disse que não ia voltar, ficamos muito preocupados, porém ela sempre ligava para dizer que estava bem, hoje ela ligou dizendo que estava voltando ficamos tão felizes, mas quando chegou fedia a álcool brigamos e ela subiu para o andar de cima

─ Eu achei que ela tava na cama dormindo, quando me ligaram eu corri para seu quarto mais ela não estava lá e nem o meu carro estava na garagem, só estava o do meu marido lá, eu não imaginava que ela faria algo assim.

Falou a mulher fungando passando a mão no nariz.

─ Meus pêsames pela sua filha e por seu neto, mas agora não tem mais o que fazer, só esperar o dia clarear e para que marinha possa procurar pelo corpo.

─ Obrigada, obrigada por nos avisar.

─ De nada senhora, só estou fazendo meu trabalho e diante das evidências não podemos determinar outro resultado a não ser suicídio.

A polícia deixou guardas tomando conta do local, a família foi liberada para ir para casa e as testemunhas dispensadas.


Dois dias depois de todo o acontecido, o trágico suicídio de uma garota tão jovem estava em todos os noticiários e jornais, na internet se espalharam os boatos de sua morte, vítima de depressão pós-parto depois de ter perdido um bebê a jovem não se recupera e comete suicídio, trágico demais não é mesmo? Algo para não ser esquecido nunca mais, a buscas pelo corpo da jovem de 17 anos ainda não se encerraram.

Era noite a rua estava deserta aquele era o local mais esquisito da região, frequentado apenas por pessoas de baixa índole, quase ninguém passava lá. Uma mulher usando sobretudo preto bate os dedos na mesa de um boteco ansiosamente, então outra pessoa se junta a ela.

─Mãe!

– Catarina!

A mulher levantou para abraçá-la, a moça estava usando uma peruca platinada e lentes de contato também.

─ Por um momento eu achei que tivesse a perdido de verdade.

─ Eu disse que ia terminar tudo bem, eu estou bem, com alguns arranhões mais estou bem.

─ E a Íris onde está.

─ Ela está segura mãe, está com a Samantha.

─ Eu não confiou nessa garota.

─ A confiança é relativa.

─ Que loucura você está fazendo filha, os telefones la de casa não param de tocar, as buscas não foram encerradas ainda, não se fala de outra coisa

─ Ótimo preciso da polícia ocupada e de preferência fazendo várias manchetes na tv. Mãe você sabe mais do que eu que não estavamos seguras, era só questão de tempo para eles encontrarem a gente foi melhor assim para todo mundo, vou criar minha filha bem longe desses monstros.

─ Existem mais maneiras melhores de se resolver isso,.

─ Mãe, mãe para de se enganar, o que você acha que ia acontecer se eles me encontrassem de novo em? Que íamos bater um papo com chá e biscoitos? Tentaram matar a sua neta antes mesmo dela nascer, se não fosse a Samantha eu estaria morta de verdade.

─ Eu sei, eu sei, mais não era essa vida que eu queria para você, eu nem sempre fui uma boa mãe minha querida e vou me arrepender disso para o resto da vida, eu não queria que as coisas tivessem chegado a esse ponto.

─ Eu sei disso, mais foi necessário, eu preciso que todos se compadeçam da minha história para todos os efeitos Íris não existe e Catarina Pimentel está morta.

─ Por mais que eu não aprove eu sei que você está certa meu amor.

─ Mãe não podemos mais ficar conversando aqui, você trouxe o que combinamos.

─ Sim, Agatha conseguiu tudo que pediu, Aqui, passaportes, documentos novos, uma certidão de nascimento falso para a Iris, ela ta também lhe mandou dinheiro suficiente para viver bem durante muito tempo.

─ Agatha sempre foi um anjo na minha vida, devo muito a ela.

─ Disse para manter contato assim que a poeira baixar, que ela tinha algo para você não me disse o que que era.

─ Tudo bem mãe agradeça a ela por mim, vou dar notícias quando estiver bem longe daqui.

Abrir o passaporte onde continha uma foto e um nome abaixo, foi a partir daquele momento que eu enterrei de vez Catarina pimentel e me tornei Sidney Garcia.

─ Eu tenho que ir agora, prometo dar notícias assim que puder.

─ Adeus filha, se cuida meu amor e seja feliz, quando a minha neta crescer um pouco diga a ela que eu a amo.

─ Eu direi, adeus.

Catarina agora respondendo por Sidney se retirou do recinto sem olhar para trás despedidas nunca foram seu forte, porém esse não era o fim era apenas o começo.


Notas da autora: Primeiramente bom dia, boa tarde, boa noite seja qual for o momento que estejam lendo isso, eu me chamo Morgana sou uma escritora com TDAH, tenho problemas que dificultam na revisão do texto, como pontuação, acentuação, ou seja na ortografia em geral por isso vocês talvez encontrem possíveis errinhos durante a leitura, eu peço a compressão de todos, aviso que acabei de encontrar uma revisora e em breve todos os capítulos já postados serão corrigidos.

Capitulo revisado com sucesso, até a próxima sexta beijos Morgana.

10 de Julho de 2020 às 15:14 0 Denunciar Insira Seguir história
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