veres Veres

Em um universo onde existem diversos seres místicos, os humanos possuem a capacidade de formar um contrato de sangue com esses seres. O contrato é uma aliança formada por um humano e um ser místico. O ser místico torna-se seu espírito guardião, enquanto o humano ganha grande parte de sua magia. O contrato dura gerações, só podendo ser quebrado caso o humano não tivesse filhos com seu sangue. Após um acontecimento marcado na história, o contrato de sangue passou a ser proibido. Zekrom e Reshiram, dois dragões que fizeram parte do acontecimento, sumiram com os outros dragões. Todos acharam que os humanos que fizeram contrato com esses dragões nunca passaram o contrato pra outras pessoas. No entanto, esses humanos tiveram filhos, e desses filhos, surgiu a geração atual. Agora, Hilda W. Touko, e o rei temporário de Lilies, Natural Harmonia Gropius, vão encarar uma nova visão do mundo em meio a uma quase guerra e uma busca pelos dragões das antigas lendas.


Fantasia Medieval Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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00 - Prólogo



Livro das Lendas, capítulo 7:

A Maldição do Dragão

Existiu uma época onde nós, humanos, vivíamos em total harmonia com os seres místicos. Trezentos anos atrás, em um movimento marcado como Início, o rei do país de Lilies escolheu dois de seus sucessores para adquirir grande poder e conhecimento dos dragões Yin Yang, Zekrom e Reshiram através do contrato de sangue. Ambos filhos trouxeram abundância para o país e consequentemente levaram seus conhecimentos para outras regiões.

*O contrato de sangue nada mais é do que uma aliança formada por um humano e um ser místico. O ser místico tornava-se um espírito guardião, enquanto o humano ganhava grande parte de sua magia e, em alguns casos, adquiria a habilidade de comunicação avançada —porém, apenas se o ser místico aceitar sua oferta, o que é muito difícil para criaturas tão poderosas.

O contrato durava gerações, só poderia ser quebrado caso o humano não tivesse filhos com seu sangue ou,em casos especiais, encontrasse o local do primeiro contrato e ordenasse que o espírito guardião recebesse seu poder de volta. Entretanto, a última opção causava a morte do humano.

O filho mais novo, o único que não recebeu nada, sentiu inveja de seus irmãos mais velhos. Como influência de seus sentimentos, o jovem partiu em busca de um dragão mais poderoso que os de seus irmãos para firmar um contrato de sangue. Seu sumiço causou confusão ao país, e nunca mais se ouviu falar do irmão mais novo por treze anos.

O irmão mais velho, sucessor que fez contrato com Reshiram, tornou-se rei. Quando isso aconteceu, houve uma grande comemoração em Lilies. Contudo, ninguém imaginaria o ocorrido do dia sete de julho do ano de 777. O irmão que havia sumido por anos, voltou com um dos dragões lendários, Kyurem.

Houve guerra e destruição entre os três irmãos após o mais novo proferir que mataria os mais velhos para conquistar o trono.Após três anos, a guerra de Lilies encerrou-se coma morte dos três irmãos.

Depois do acontecimento, foi declarado mundialmente a proibição do contrato de sangue, para não ocorrer novas guerras de poder. Poderiam apenas firmar contrato com criaturas não tão poderosas, em sua maioria, apenas com a permissão do rei responsável pelo país. Existem regiões que prendem pessoas que vão contra as leis, e outros que até mandam executar.

Após esse ocorrido entre os três irmãos, os dragões magicamente sumiram de nossa terra e nunca mais foram vistos desde então. Históricos da época não confirmam se ambos irmãos tiveram algum descendente, nem se esses supostos filhos continuam com o contrato dos dragões.

Esse marco na história ficou conhecido como “Maldição do Dragão”.

“Se não fossem os dragões, não teríamos passado por tanto sofrimento entre três irmãos que se amavam tanto. Kyurem manipulou a mente frágil do filho mais novo do rei, fazendo-o se virar contra sua própria família. Esses monstros são perigosos demais para nossa convivência, nunca imaginamos isso antes, é uma pena que nossos olhos só enxergaram a verdade depois de uma enorme tragédia em um país tão pacífico.

Hoje, os dragões serão expulsos e exterminados de nossa sociedade, colocaremos um fim no contrato de sangue, trazendo a paz que Lilies sempre teve.” A velha escritora, Elandor Lyandre, cita o comentário no livro “Antiga era de Lilies”.


[...]


— Que estranho. —Passou a mão sobre a área rasgada do livro. – Está faltando uma página.

Procurou dentro da obra alguma página que pudesse ter sido colocada a folha desaparecida, mas não obteve resultados. Soltou um suspiro decepcionado, estava animada para continuar a história de seu livro.

— Até quando ficará lendo esse livro infantil, Serena?

Sua leitura matinal foi interrompida pela mulher que estava em frente à porta recém-aberta, carregando uma espécie de bolsa com uma aparência de que estava bem pesada.

— Pergunto-me o motivo de achar o livro das lendas algo infantil, Hilda. Existem muitas histórias interessantes, e algumas contam até fatos que deixaram marcas em nossa origem. Posso lhe assegurar de que não tem nada para crianças no conteúdo do livro. – Fechou o exemplar em suas mãos, acomodando-se melhor em sua cama. Ambas mulheres estavam hospedadas em um hotel barato em uma cidade próxima ao trabalho de Hilda.

— Se é o que você diz... – Sentou-se no lugar que sua colega deixou para si.

— Agora pare de enrolação, Hilda. Eu quero saber as notícias de sua nova missão. Você não parava de ver se o Swellow-correio finalmente tinha chegado ao seu vilarejo!

— Você é curiosa demais, Serena. – Pegou a bolsa que estava carregando quando entrou no cômodo e a posicionou em seu colo. – Recebi um trabalho novo em Lilies. Vou ficar encarregada de acompanhar o rei Ghetsis até o país de Glacies para a reunião dos grandes reinos mágicos.

— Que incrível! – Levantou da cama em um salto. – Mas não é perigoso? Você sabe que Glacies é o país que está planejando uma guerra contra o nosso país!

— Eu sou uma cavaleira, é o meu trabalho.


[...]


— Vossa alteza, os magos estão lhe aguardando no salão principal. Precisa de alguma ajuda?

A jovem empregada abriu parcialmente a porta do quarto num ritmo vagaroso, esperando receber uma resposta do lado de dentro. Repetiu mais uma vez sua pergunta, agora abrindo a porta por completo. Não encontrou ninguém dentro do cômodo, apenas muitos objetos jogados no chão e a cama bagunçada.

— Alteza? – gritou na esperança de ser respondida dessa vez, no entanto, apenas recebeu o silêncio como resposta. Acendeu a lâmpada que ficava do lado da porta para ter uma visão melhor do quarto. Além da bagunça, a cortina estava um pouco aberta,algo que não acontece com frequência, já que a empregada arruma o quarto, sempre deixando ela totalmente fechada,e dava para sentir a fresca brisa do outro lado da janela.

Quando abriu a cortina completamente, avistou uma escada posicionada embaixo da janela.

— De novo não...

Saiu correndo do quarto —tomando cuidado para não pisar nos objetos no chão —e desceu as escadas quase tropeçando em outra empregada que estava subindo com algumas toalhas. Outros funcionários estranharam o fato da mulher estar correndo por todo o castelo, mas logo depois entenderam o motivo e voltaram para seus afazeres.

Quando parou de acelerar o próprio passo, acabou chegando em um jardim longe da entrada do castelo. Respirou um pouco e começou a procurar pela pessoa que tinha “fugido” do quarto que estava há poucos minutos. Não demorou muito para encontrar uma figura sentada no chão, acariciando algumas criaturas mágicas que invadem o jardim de vez em quando.

— Encontrei você!

Sua voz assustou as criaturas que correram para dentro dos arbustos. A figura escutou seu grito, virando-se já pronto para a bronca.

A figura nada mais era do que um belo jovem de fios esverdeados, bastante rebeldes,preso em um rabo de cavalo mal feito, olhos da mesma cor de seus cabelos, exageradamente alto – em comparação à pequena silhueta da empregada – e com seu corpo coberto de folhas e pedaços de galhos.

— Eu nunca consigo fugir de você por mais de duas horas... Eu quase bati meu recorde, May-san.

— Poxa, N. – Suspirou de leve, ainda se recuperando da pequena “corrida” que deu. — Você sabe que não pode sair do quarto, é proibido que outras pessoas vejam você de perto...

— Eu sei, mas você sabe que aquele quarto não tem nada de divertido. É complicado ficar no mesmo lugar por tanto tempo sem ninguém para conversar, então vim encontrar alguns amigos meus.

— Eu mereço... Enfim, os magos estão lhe esperando no salão principal. Pelo que eu saiba, é muito urgente.


[...]


Estava quase pronta para viajar para Lilies. Hilda estava um pouco nervosa, não é todo dia que lhe contratam para proteger um membro da realeza em meio a uma quase guerra, ainda mais quando escolhem uma cavaleira rank A ao invés de uma com um rank S, uma classe superior à sua.

Serena já havia partido, precisava voltar para sua cidade natal, Rósir, para encontrar-se com sua mãe.

Hilda terminou de ajeitar seu cabelo e pegou sua bolsa, pronta para sair do hotel barato que estava. Quando colocou sua mão na maçaneta da porta, um grito foi ouvido do andar de baixo. Saiu às pressas, tentando identificar o som e descobrir de onde ele vinha. Outros hóspedes saíram de seus quartos perguntando o que tinha acontecido.

Desceu as escadas, não encontrando outras pessoas no andar que estava. Andou devagar, procurando algum sinal que pudesse levá-la ao local do grito – ou para a pessoa que gritou. Estava no corredor que levava a recepção do hotel quando ouviu uma porta sendo bruscamente fechada. Saiu de seu canto e se dirigiu à recepção, apenas para encontrar uma cena horrível de se ver.

Na recepção, tinha um simpático senhor que atendeu Hilda e Serena com todo carinho do mundo, parecendo um avô cuidando de seus netos. Ele contou algumas piadas engraçadas e era muito gentil... Ou pelo menos era.

Por trás da mesa que o senhor ficava, uma poça de sangue começava a surgir cada vez mais, mostrando o que tinha acontecido ali.

O que mais lhe assustou foi a mensagem deixada na parede do cômodo, com o líquido ainda fresco:

“Dragões são aberrações, incluindo você.”


[...]


— Natural Harmonia Gropius, você é filho de Ghestis Harmonia Gropius, correto? Precisamos conversar sobre seu futuro, jovem príncipe – comentava um dos magos presentes na enorme mesa do salão principal.

Natural Harmonia Gropius – também conhecido como “N”, apelidado por uma das empregadas do castelo – é o príncipe do país de Lilies, ou deveria ser. Por motivos desconhecidos, N é proibido de deixar seu quarto, podendo sair apenas em alguns eventos importantes que precisam de sua presença ou em seus aniversários, onde as empregadas conseguem deixar o príncipe passear pela cidade sem o rei saber. Por esse motivo, quase não é visto por outras pessoas, a maioria nem sabendo que o rei de Lilies tem um filho, apenas os funcionários do castelo e alguns membros reais de outros países reconhecem sua existência.

N não via seu pai com frequência, normalmente, a cada dois meses ou mais. Mesmo que não veja seu pai por bastante tempo, ele sempre está por perto, então não pode sair de seu quarto.

— Bom, recebemos a notícia de um mago desse castelo que o rei não aparece a duas semanas, não deixando qualquer tipo de rastro do seu paradeiro. Os moradores de Lilies estão preocupados com a liderança do país, e alguns familiares distantes de Ghestis estão de olho no cargo caso o rei não apareça imediatamente. Já enviamos algumas tropas em busca de sua localização, mas até agora não tivemos resultados agradáveis. Por isso estamos aqui, jovem príncipe.

Você vai assumir o cargo de rei até a volta de Ghestis.

9 de Julho de 2020 às 15:58 0 Denunciar Insira Seguir história
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