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igor-morais-costa Igor Morais

Esta é a jornada de um garoto sem futuro, com uma promessa em seus ombros e um caminho de morte em sua frente, esta é a história de Kazu Hiri, o homem que construiu a Agatsiko ka nijoro!


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Kazu Hiri

A noite era calma, o vento frio passava pelos complexos de prédios e pelas ruas, que formavam um labirinto, na avenida principal, que tinha mais de 30 metros de largura, três pessoas caminhavam em direção ao grande portão de entrada, dois desses tinham armaduras de placa, juntamente de várias partes de uma malha leve, além disso se portavam com duas lanças e um capacete que imitava um gavião, obviamente esses eram os guardas da cidade, eles escoltavam um jovem até o portão, este parecia ter seus dezessete anos, tinha cabelos pretos, olhos castanhos escuros, vestia uma camiseta cavada preta, por baixo de uma blusa de frio, esta era azul escura, não tinha mangas e ao invés de um capuz, esta tinha uma gola longa e tampava um pouco de seu queixo, agora indo para a calça, esta era preta, vinha até metade de sua canela, após isso vinha seu calçado, este era uma espécie de sandália misturada com uma bota, pois ela vinha até antes do joelho, ela tinha a parte de baixo de uma sandália, mostrando os pés, mas as laterais e a parte de trás, tinham uma ligação com um cano alto de couro azul, que vinha até a antes do joelho.

Os dois andavam rápido, eles pareciam querer acabar logo com o que estavam fazendo, já o garoto, ele parecia querer alongar o máximo possível aquele momento, pena que por pressão da sua escolta, ele não teve essa oportunidade, após alguns segundos percorrendo a avenida, eles finalmente chegaram no portão, este era grande e levava com sigo dois símbolos, esses eram os protetores da Cidade-escola nomeada Marujam, nome esse sendo a junção dos nomes dos deuses, Maru, o deus das florestas, esse sendo representado por um homem grande e musculoso, com mais de um milhão de braços, já Jam, esta era representada por uma mulher com assas de agua, penas até o antebraços, cabelos ruivos e pernas de humano, estes eram os deuses protetores dessa vila e aqueles que a fundaram.

Já na entrada da cidade e praticamente com um pé de distância da saída, o garoto com certa dúvida hesita de pisar para fora, os guardas o observavam atentamente e então antes do garoto decidir se saia ou ficava, um dos guardas fala:

-Você sabe que não precisa fazer isso, perseguir uma ideia tola como a do seu avô, não te trará nada de bom...

O garoto olhou para trás e com um sorriso avançou, ele sabia que aquela escolha mudaria sua vida, ele não faria mais parte do povo de Severna e não faria mais parte dos Caçadores e nem da escola de artes marciais, mas mesmo perdendo seu passado, amigos, família restante e sua paixão, eu fiz uma promessa a meu avô…, eu prometi que depois de sua morte, nunca descansaria até recuperar e assassinar todos aqueles que se tornarem receptáculos de demônios, isso foi o que prometi...., pena que mal sabia eu que minha jornada me levaria para todos os cantos desse mundo, mas ainda assim não me arrependo, nunca desistirei e nunca descansarei.....

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“Este mundo é estranho, todos nascem com seus papeis definidos, alguns são lordes de cidades, príncipes ou princesas, outros são lendários artistas marciais conhecidos como Caçadores, eles são dotados de uma energia conhecida como ZIERO, esta energia foi concedida pela terra aos humanos, que por sua vez criaram as habilidades de Estilo, estas foram divididas entre, Aguá, Terra, Fogo, Ar, Magma, Poeira, Metal, Planta, Barro e Raio, estes Estilos foram os que sobreviveram a intensa mudança de períodos e nações, mas ainda assim no fim a muitos que estão perto de sua extinção, como o meu Estilo de Metal, técnicas que pelo menos as básicas dominei e aperfeiçoei nesses anos que fiquei neste local, no caso a cidade de Marujam, meu antigo lar que não posso mais voltar agora....., mas bem o que passou, passou, o que me resta agora é apenas seguir em frente.”

Esse foi meu primeiro pensamento após deixar a cidade, naquela noite eu ainda estava de pé bem em frente ao grande portão, sendo observado pelos guardas de plantão e sendo julgado pelas pessoas que diziam não acreditar nas palavras de meu avô, talvez fosse por esse motivo, que me lembrei da história do mundo, esta era apreciada pelo meu avô, o vovô sempre me contava isso, toda vez, sem parar um dia se quer, talvez eu estivesse sentindo falta dele naquele momento? Provavelmente sim, afinal após eu entrar para a academia nunca mais fui visita-lo, pelo menos até seu assassinato..., haha, lembro de sentir o mesmo sentimento de agora, Tristeza e Remorso, é eu deveria ter sido um neto melhor, ter ido sempre visita-lo, ter conversado com ele, rido, além de aproveitar seus últimos dias..., mas naquela hora, já sabia que não dava mais e que deveria conviver com todo aquele peso, com minha promessa de caçar tudo o que ele me contou, sendo assim, agarrei minha mochila preta que havia posto no chão e a pus nas costas, após isso lentamente comecei a caminhar, naquela hora eu estava sem rumo, não sabendo para onde ir, apenas com as histórias de meu avô.

Segui meu caminho pela estrada, esta era abrasada pela vegetação tropical, essa estrada não era esburacada, não era suja, mas as arvores acima de mim, faziam aros que cobriam toda a luz de entrar em meu caminho, por isso varias tochas estavam pelo caminho, estas residiam em cima de uma mureta de pedra, essa era feita com artesanato de primeira, esculpidas e entalhadas por profissionais, afinal este era o caminho que o fundador fez até chegar na grande macieira, esta era uma arvore que estava no coração da vila, com mais de dez quilômetros de altura e ainda residindo acima de um morro, este local se tornou a vila de Maruja, que logo se tornou cidade e agora praticamente capital da nação, após minha caminhada que de certa forma foi longa, eu já estava no pé do penhasco, que por sinal fazia um vale que rodeava a vila em quilômetros, neste local havia uma escada, ela era de pedra, em seu decorrer podia-se ver rachaduras e até musgo, muito disso provavelmente vinha do fato de poucas pessoas saírem dos arredores do vale, no entanto este não era meu caso, afinal decidi deixar de ser um cidadão dessa nação, então logo subi o longo caminho. Ao chegar no topo, me deparei com nada a não ser um caminho limpo, sem guardas ou vigilância, parecia que todos tinham certeza que nunca receberiam um único ataque dos vizinhos, mas bem já não era problema meu, então logo pisei na parte superior da escada, este local era um rall de entrada, com um grande aro em cima da entrada, este sendo segurado por duas estatuas, essas representavam Maru e Jam, essas estavam totalmente bem cuidadas e arejadas, límpidas, além de brilhantes, bom, pelo menos isso eles fazem bem, afinal temos que respeitar nossas religiões, sendo assim antes de partir, me curvei perante os dois e então segui em frente, após isso um vento frio passou por mim e então pude ver o sol nascendo de traz de mim:

-Isso é um sinal!?

Eu gritei na hora, pensei que talvez eu estivesse seguindo o rumo certo, parecia que as coisas finalmente começariam a melhorar, afinal eu já não precisaria me preocupar com os professores, com as pessoas julgando meu Estilo e além disso pela primeira vez em anos, eu faria algo para alguém que realmente se importava comigo! Neste momento, eu ergui minha cabeça, dei um paço para frente e gritei:

-EU COM TODA CERTEZA CUMPRIREI MINHA PROMESSA VOVÔ!

Mesmo sabendo que ninguém me escutaria, eu quis fazer isso, mesmo que meu falecido avo não pudesse me ouvir, eu gritei para firmar meu contrato com essa promessa, eu talvez tenha derramado lagrimas, talvez eu sentisse fato da Jasmine, do Kim, da mãe, do pai e das poucas pessoas que me consideravam algo....

Este foi meu primeiro passo para minha jornada, esta que diferente do que esperava, durou mais do que gostaria, esta é a jornada de um garoto sem futuro, com uma promessa em seus ombros e um caminho de morte em sua frente, esta é a história de Kazu Hiri, o homem que construiu a Agatsiko ka nijoro!

Continua....

8 de Julho de 2020 às 03:17 0 Denunciar Insira Seguir história
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Conheça o autor

Igor Morais Sou bem introvertido, por isso escrevo, tenho muita dificuldade em conversar e continuar historias, tenho tentado mudar isso, mas com pouco sucesso só no primeiro caso, bom, adoro um desafio, principalmente se for difícil.

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