veronica-star Veronica Star

Tudo começou quando o professor Aizawa revelou que era casado com seu parceiro, o professor Yamada, ou simplesmente Present Mic. Neste dia, os jovens de 1-A perceberam que não há problema em amar. Casais se juntam e se saparam, crianças são adotadas e casamentos são destruídos! Acompanhe seus casais favoritos de My Hero Academia, em situações do dia-a-dia, como brigas, momentos de afeto e amor, entre tudo o que um relacionamento pode trazer.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#Tsuchako #kiribaku #tododeku #boku-no-hero
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High School Sweethearts - Kiribaku

Os dois jovens estavam sentados no chão do quarto do loiro, estudando para uma prova na qual o vietnamita precisava urgentemente de uma nota muito alta.

-Eu não entendo como você não consegue captar a matéria... Não é possível que você seja lerdo assim! –Katsuki sinalizou, claramente irritado.

O moreno havia aprendido Libras desde pequeno, pois suas mães acreditavam que um herói deveria saber se comunicar com todos, independente do modo. No final, esse esforço valeu a pena, pois assim conseguia se comunicar com Bakugou.

Katsuki gostava de retirar seus aparelhos auditivos quando estava com Kirishima, só os encaixava quando queria ouví-lo falar o idioma de nascença.

-Calma, Bakubro! É que é realmente muito difícil focar nisso tudo quando as provas finais tão chegando, e eu preciso de muita nota!

Praticamente todos tinham uma dupla para as provas, menos Kirishima. Não leve a mal, mas Eijirou tinha um pouco de dificuldade para aprender conceitos teóricos, e ninguém queria ajudá-lo a passar na matéria da professora Midnight.

Bakugou bufou, recostando em sua cama. Ele queria ajudar o amigo, mas não sabia como. Não importa quantas vezes tentasse lhe explicar, não era o bastante para fazer Eijirou entender. E o loiro sabia que Kirishima realmente necessitava dessa nota, senão iria repetir de ano ou passar para o 1-B.

-Você não tem dupla pra essa merda, né? –Perguntou, esperando a resposta do outro garoto, que sinalizou negativamente com a cabeça. –Então a gente vai fazer isso junto. –Ele também não tinha um parceiro para as provas, mesmo que a menina rosa insistisse em perturbá-lo convidando-o para ajudá-la.

-Sério? Muito obrigado, Katsuki! –O vietnamita sorriu com seus dentinhos pontiagudos e deu um abraço apertado no amigo.

Katsuki bufou, mas não reclamou. Não sabia o porquê, mas não reclamava dos abraços de Eijirou. Gostava de ser chamado pelo primeiro nome quando estava com o outro garoto, e estava acostumado com o afeto de Kirishima.

Talvez gostasse um pouco da companhia dele, talvez fosse só amizade, ou talvez algo mais.

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Katsuki nunca havia pensado em estar com alguém. Bem, ele não pensava muito em outras coisas além de treinar para ser o melhor herói que já existiu. Claro, sabia que um dia teria uma família como todos os outros adultos japoneses, mas ainda era muito cedo para pensar nisso.

Porém, algo em Eijirou o deixava muito feliz toda vez que o via. O sorriso dele melhorava os dias ruins do loiro, e a sua comida até que não era tão ruim... Gostava de quando Eijirou lutava com ele, pois sabia que seria uma boa luta.

Era um Sábado, e estava na casa de seus pais, ajudando a mãe a preparar o jantar, atividade que o acalmava e o fazia feliz. Mesmo assim, Katsuki não conseguia parar de pensar no amigo. Se perguntava se estava gostando dele.

-Mãe... –Sinalizou. –Como você sabia que tava gostando do papai?

Mitsuki Bakugou tinha uma personalidade muito forte, parecida com seu filho. Os dois brigavam bastante, mas também se amavam incondicionalmente.

-Bem... Eu soube que gostava dele quando comecei a querer passar mais tempo com ele, quando percebi que a presença dele me deixava mais feliz.Notei que o sorriso dele me fazia sorrir também...

-E você ficava com medo quando ele tava em perigo? –Perguntou, curioso.

-Por que a pergunta, Suki? Tá gostando de alguém, é?

-Não fala merda, velha... Eu só queria saber, só isso.

Caralho... Ele tava era gostando do Eiji. Não que tivesse problema no fato de ser um outro garoto, mas se apaixonar não estava em seus planos.

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A classe 1-A havia se reunido na sala para conversar sobre o resultado das provas. Eijirou e Katsuki haviam tirado uma nota muito boa, uma das mais altas da sala, e estavam comemorando no quarto do moreno. O desempenho do vietnamita foi muito bom, apesar de todas as suas dificuldades, o que deixou o loiro surpreso.

O quarto de Eijirou era aconchegante, másculo como o dono gostava de descrever. Os outros amigos da dupla tinham saído para comer, enquanto os dois preferiram fazer algo mais íntimo.

Faziam testes do BuzzFeed, os quais Kirishima insistiu que fizessem. Ele adorava essas coisas que, na opinião do outro, eram bestas demais.

-Achei um aqui sobre amor, saber quando você vai casar! –Kirishima sinalizou, claramente empolgado.

Katsuki apenas bufou, tomando um gole do refrigerante. Estava gostando de passar um tempo com Eijirou, e gostaria de poder abraçá-lo.

-Você acha que eu vou me casar com alguém, Bakubro?

-Claro que sim, idiota. Todo mundo vai casar um dia, a menos que você não queira. –Não gostava da ideia de ver o outro sozinho, muito menos de ver o outro sem ele.

-É que as pessoas parecem que não gostam dos meus dentes afiados... Ou o problema é o meu nariz, sei lá... Eu não sei se alguém me acharia bonito o suficiente pra gostar de mim. –Eijirou se sentia insuficiente. Notava que as pessoas gostavam mais dos heróis de pele mais clara, de nariz mais fino, não gostavam do idioma vietnamita.

Denki sofria xenofobia na escola, por ser filho de um pai indiano com uma mãe japonesa. Estava mais do que claro que o povo japonês era um pouco racista.

Bakugou, gostava muito da cor do outro. A voz de Kirishima falando Tiếng Việt lhe soava muito bem, e suas feições pareciam pertencer a um deus.

O moreno se autodepreciava muito, enquanto encorajava outros, até pessoas que não mereciam.

-Você só pode estar brincando com a minha cara, Eijirou. Não tem nada de errado com a sua pele, ou o seu nariz ou os seus dentes. Eles são perfeitamente normais, e pau no cu dos racistas, tá me ouvindo?

-Eu...

-Não, cala a boquinha e me escuta. Eu não acredito que você pense tão pouco de si mesmo. Você sabe por quanto tempo eu tenho pensado em você? Meu Deus, Eiji... Eu penso no seu abraço, em suas mãos segurando as minhas, penso na comida que você cozinha pra gente às vezes, fico pensando em quando você me chama pelo primeiro nome, e parece que toda vez que você sorri, eu vou ter um ataque cardíaco... E-Eu...Eu te acho lindo e gosto de você, caralho!

E ele estava chorando. Não sabia como nem por que. Mas estava chorando, talvez de ver a pessoa que ele gostava falando mal de si mesmo. Talvez de vergonha de admitir isso para o outro. Ou simplesmente por ter entrado em pânico.

Fechou os olhos e sentiu braços fortes o envolverem em um abraço caloroso, ao recostarem no travesseiro.

O choro poderia ser uma reação a uma série de motivos, mas não importava, pois se sentia seguro.

-Eu também gosto de você, Suki... – O moreno sinalizou ao beijar a testa do amigo, sorrindo ao perceber que lágrimas também caíam sem pudor pelo seu rosto.

Ficaram em silêncio por um tempo, abraçados um ao outro, deitados na cama confortável de Eijirou ao esperar que se acalmassem.

-Ei...O que a gente é agora? Tipo, a gente acabou de dizer que gosta um do outro... –Kirishima perguntou, saindo do abraço.

-Eu não quero que as coisas mudem entre a gente, então... Acho que não precisamos de um rótulo ainda... Eu só sei que quero estar com você. –Viu o outro processar as informações, e sorriu.

-Eu posso...Hm... Te dar um beijo? Eu sei que é estranho, mas muita gente me disse que é bem legal e dá uma sensação boa.

-Você nunca beijou ninguém? –Katsuki viu o outro responder ao balançar a cabeça negativamente. –Nem eu...Mas sei lá, talvez seja legal...

E então se beijaram, e não foi tão bom assim. Foi estranho, esquisito. Mas trouxe uma sensação agradável e estranha aos dois.

-Eu gostei... – Bakugou estava vermelho, e evitava olhar nos olhos do outro, que simplesmente voltou a beijá-lo.

Não era digno de cinema, nem de registro nenhum sequer. Era novo e estranho, mas era só deles, jovens apaixonados. E era isso que fazia valer a pena.

5 de Julho de 2020 às 01:59 0 Denunciar Insira Seguir história
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