u15796603161579660316 Jéssica Layne

Quando Henry Ashley, príncipe de Tordehal presencia a morte da própria mãe, tudo o que mais deseja é se vingar do seu assassino Petrus Warren , rei de Arnor , porém o príncipe sofre um trágico acidente resultando em sua presença nas terras inimigas de Nevery aonde acaba conhecendo a bela princesa Evelyn Harville e se apaixonando mesmo ela estando comprometida com o filho de seu maior rival. Agora o príncipe se ver diante de sua maior escolha: lutar por sua promessa de vingança ou seguir seu coração?


Romance Romance adulto jovem Todo o público.

#guerra #vingança #romance
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Herdeiro um.

— Vingança, era essa palavra que estava na mente do guerreiro enquanto o exército inimigo se aproximava. Vingança, enquanto enfiava a espada no coração dos soldados de Akanor arrancando suas últimas batidas, fazendo o sangue jorrar como poça sobre a terra preta. Decapitava-os, mutilava-os, suas mãos agiam com habilidade sobre a lâmina de aço contendo o símbolo de Tordehal: duas serpentes douradas entrelaçadas.

O jovem caiu ao chão vencido pelo cansaço, exalou o odor desagradável que preenchia o ar. Um amontoado de cadáveres como abelhas em uma colmeia. No horizonte os últimos raios de luzes tocavam a superfície pintando a cena como um retrato: corpos sem vida, soldados leais e inimigos, mas ele não se permitiria desistir. Levantou-se e partiu para o conflito até encerrar o destino do adversário através de sua espada afiada.

De longe pode avistar o brilho da coroa reluzindo sobre a cabeça do rei. O homem que o treinou há anos para que pudesse ser um guerreiro, para que pudesse ser Henry Ashley, príncipe e futuro rei de Tordehal. Depois dos gritos e sangue o silêncio finalmente prevaleceu.

***

Os soldados foram presenteados com uma chuva de aplausos assim que entraram pelos portões da imensa cidade de Tordehal. Muralhas feitas com blocos de pedras negras se erguiam por toda fortaleza, enormes fortificações à direita, pessoas com uma boa condição moravam ali, no centro o mercado que abrigava a maioria dos comerciantes: ferreiros, sapateiros e cidadãos que agora prestigiavam nas ruas o retorno de seu rei, mas o que mais chamava atenção era a construção imensa e esplendorosa que se erguia logo atrás sobre as colinas. O castelo de Tordehal era enorme! Ocupava boa parte do reino. Muros duplos e torres o envolviam formando uma forte linha de defesa, uma ponte levadiça se estendia sobre a entrada principal, logo acima arqueiros e sentinelas, todos vestidos com a farda vermelha cravejada com o símbolo das duas serpentes douradas.

— Salve o rei!

Alguns camponeses gritavam enquanto a comitiva real passava pelas ruelas de Tordehal. Heron Ashley, manteve seu rosto impassível como se aquela pequena conquista não significasse nada, não enquanto o reino de Arnor continuasse de pé, não enquanto sua vingança não estivesse cumprida. O herdeiro sorriu para o pai.

— Salve o príncipe Henry!

Outro camponês gritou e o coro se formou pela boca dos cidadãos. Heron franziu a testa, ele sabia que o povo amava o filho e não viam a hora de aclamá-lo rei. Ele retribuiu o sorriso, a coroa pesando sobre sua cabeça.

Quando atravessaram os portões da muralha do castelo de pedra o rei seguiu apressado para o salão real. O duque Groulart estava a sua espera junto com os filhos , o comandante Aron e Alyssa.

Cretino desgraçado.

Pensou o monarca assim que o homem curvou-se diante dele numa pequena reverência.

— Teveuma bela conquista hoje vossa majestade.

— Pena que não esteve lá para ver.

O rei rosnou caminhando para seu trono. Um meio sorriso brincou nos lábios do duque.

— Seria um prazer se assuntos mais delicados como a invasão de Arnor não tivessem me ocupado.

— Alguma informação?

— As defesas deles são fortes demais, precisaremos de mais homens.

Um minuto de silêncio e o duque acrescentou.

— Soube que as terras de Akanor são bastantes vastas.

— É um reino grande. Comentou o monarca já sabendo aonde aquela conversa iria dar.

— Nada contra minha fortificação em Tordehal mas sabe... Às vezes aquele lugar fica entediante.

Aron olhou para os soldados em pé na sala.

Um sinal, bastava um sinal do rei e seu pai estava morto.

Heron apenas assentiu.

Para alívio de Aron o príncipe Henry entrou no salão com um enorme sorriso no rosto. Definitivamente ele não tinha nada do pai. Os cabelos castanhos dourados combinando com o tom bronzeado da pele, os olhos azuis da cor do oceano, os traços firmes na face e o ar de autoridade que ele possuía capaz de fazer qualquer pessoa curvar-se aos seus pés instintivamente e ao mesmo tempo aberto, sorridente, amável. Não, ele herdara a aparência e a personalidade da mãe com certeza!

O trágico destino da rainha fora selado há muito tempo, quando Aron era apenas um garoto e vivenciara a história, quando as defesas de Tordehal finalmente foram invadidas. Houve muito gritos e sangue no conflito . Ele e sua irmã Alyssa tentavam fugir quando presenciaram a cena : Henry de pé no quarto da mãe. A rainha Dayra deitada na cama com uma enorme poça de sangue ao redor. Naquele momento o que mais assustou Aron não foi a mulher sem vida , o sangue ou a lâmina ainda cravada em seu peito, o que mais o assustou foi a criança parada, imóvel ao lado da cama da mãe e seu olhar frio sem nenhuma lágrima. Ali ele soube que a vingança tomaria conta do príncipe e ele não sossegaria enquanto não matasse o assassino de sua mãe, o conde Petrus Warren, traidor do rei Heron, traidor de Tordehal e agora rei de Arnor.

O comandante fez uma pequena reverência e caminhou em direção ao amigo que lhe esperava de braços abertos.

— Foi uma grande vitória alteza.

O herdeiro desembainhou sua espada lançando um pequeno golpe no ar.

— Apenas uma lâmina e todos se curvaram aos meus pés!

— Um pouco exagerado para o meu gosto.

Comentou Alyssa atirando-se nos braços do príncipe.

— Graças a Deus! Pensei que estivesse morto.

— Desculpe-me por desapontá-la . Ele sorriu.

— Idiota.

Ela lhe deu um empurrãozinho fazendo Aron sorrir.

— Mas agora... O herdeiro guardou a espada de volta, o sorriso ainda nos lábios.

— Vamos comemorar nossa vitória com muita festa e vinho!

— Ainda não. O rei interrompeu .—Temos um ataque a planejar.

O jovem voltou os olhos para o pai sentado no trono, a coroa ainda manchada de sangue sobre a sua cabeça.

— Tão cedo? Acabamos de sair de um conflito...

— Arnor precisa ser atacada.

Essa palavra bastava para que o príncipe se calasse. O duque fitou o monarca em silêncio.

Ele teme, teme em perder o controle sobre Tordehal.

— Quero ter o prazer em planejar tudo. Exigiu o rapaz agora sério.

Heron relaxou sobre a cadeira do trono.

— O duque acha que precisamos de mais soldados.

— Apenaspor precaução.

Groulart comentou.

— Temos reinos aliados por toda parte, eu aconselho o de Helsken ao sul da fronteira, podemos enviar uma carta...

— Não. O herdeiro interrompeu — Eu irei pessoalmente.

— É arriscado demais e desnecessário, o príncipe serve melhor em seu reino.

— Ninguém precisa saber.

Ele insistiu.

— Dê-me alguns homens e um navio e logo estarei de volta com uma escolta de soldados...

Heron girou o anel real sobre o dedo pensativo. O filho era esperto e estava sedento por vingança, ele o preparou perfeitamente.

— Que assim seja. Cedeu o monarca.

— Partirei pela manhã.

O filho se despediu do pai com uma pequena mensura antes de deixar a sala do trono.

4 de Julho de 2020 às 18:34 0 Denunciar Insira Seguir história
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