u15301353131530135313 Thayna Caroline

Da década de 90 ao Século XXI eu faço uma história. História de amor, história de desafios. Querendo me derrubar, eu tenho minha família para me apoiar. Mídias, boatos, tabloides sendo espalhados são uns lixos da sociedade. Tecnologia avançada, globalização espalhada, o mundo virou outro. Desigualdade crescendo, pessoas sofrendo, e os políticos estão nem aí. Ser diferente não é uma doença, e uma qualidade. Ser criança para sempre não é um defeito, é uma virtude. Ser normal é sem graça demais, o errado às vezes parece tão certo. Justiças serão feitas, e um homem feliz será para sempre em sua vida.


Romance Romance adulto jovem Todo o público.

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Aeroporto | Los Angeles | Califórnia | 08:00

Sábado, 10 de fevereiro de 1990

Povs. Thay - Park - Jackson


Sai pelo o portão de desembarque, arrastando a mala de rodinhas pelo o chão de porcelana do aeroporto, ajeitei o óculos de sol no meu rosto olhando para todos os lados tentando encontrar alguém conhecido, mordi o lábio inferior ouvindo o tilintar do salto alto do meu sapato pelo o chão junto com os da rodinhas da mala, parei de andar no meio do saguão e ajeitei a touca da minha jaqueta preta. As pessoas passavam por mim sem me reconhecer, o que era bom, mas naquela multidão de gente era impossível ver algo ou alguém, me sentia cansada, meus pés estavam doendo pelo o salto e pelo o tanto que eu andei, tive que acordar cedo para pegar o primeiro avião para voltar a Los Angeles, como acabei de voltar de Londres, por causa dos shows e das sessões de fotos ‒ por eu ser modelo, cantora e, consequentemente, atriz. Se tudo continuar assim, é capaz de me pedirem para escrever um livro sobre minha vida, me fazendo virar escritora também. ‒. Me permiti sorrir ao lembrar do buquê de rosas brancas que meu marido me mandou antes de eu sair do hotel em Londres e veio junto com uma carta de amor. Voltei a olhar para frente, assim que escutei passos se aproximando de mim.


Vejo Bill, segurança do meu marido, parado a minha frente sorrindo em minha direção, retribui o sorriso o entregando a minha mala, enquanto eu saia do aeroporto com o segurança atrás de mim, pude notar fãs, paparazzis e repórteres no lado de fora do estabelecimento, cobri ainda mais o meu rosto com a touca e o óculos de sol, acenei para os fãs e entrei no carro, esperei Bill fechar a porta do carro e colocar a mala no portas-malas, e tomar seu posto de motorista. Cumprimentei Javon, que estava sentado no banco da frente, com um sorriso no rosto, e contei sobre minha viagem em Londres e perguntei sobre o meu marido, responderem que estava tudo bem e que eu não precisava me perguntar, o que de certa forma me aliviou um pouco e me deixou tranquila. Fiquei vendo as paisagens pela a janelas, e conversei com os dois seguranças sobre a minha viagem, que era para ser dois meses, mas uma certa pessoa impediu isso de acontecer.


E eu não o culpo, eu também estava morrendo de saudades!


Rancho Neverland | Los Olivos | Califórnia | 10:00


O carrou entrou pelos os enormes portões e seguiu caminho até parar em frente a casa principal, saio do carro sorrindo assim que a porta foi aberta por Javon, tirei o óculos de sol observando a natureza ao meu redor, o ar puro de Neverland era algo mágico e saudável, ali não tinha lugar para a tristeza e nem a solidão, Bill e Javon levaram a limousine para a garagem enquanto um emprego lavava a minha mala para dentro de casa, ‒ provavelmente, para o meu quarto ‒, eu poderia ficar horas ali fora, só observando as árvores, as flores, as pessoas que trabalhavam ali, os animais, e o parque de diversões. Ri baixinho, me virando de costas e entrei na casa, sentindo o cheirinho gostoso de limpeza, cumprimeitei os funcionários e subi as escadas entrando no corredor, entrei no quarto, que ficava no meio do corredor no lado direito, e não me contive, me joguei na cama de barriga pra cima.


Sentia tanta saudades da minha cama, o cheirinho dele presente nos travesseiros me deixava extasiada, apertava o lençol de seda branca entre meus dedos, minha mente estava translúcida ao sentir a maciez da cama que nem ouvi passos se aproximando de onde eu estava ‒ já que eu havia deixado a porta aberta ‒, continuei de olhos fechados por pura preguiça de os abrir e descobrir quem estava ali comigo no quarto. As mãos do indivíduo começaram a fazer um carinho em minha perna direita, passando por minhas nádegas e subiu por minhas costas de uma forma tão delicada e respeitosa. Abri os olhos, calmamente, e olhei para a mão em meu ombro e fui subindo o olhar até encontrar aquelas íris escuras, nas quais eu estava sentindo falta de me perder, e abri um sorriso pulando em seus braços em um abraço apertado.


― I missed you so much, my love, you have no idea how much. ‒ falei, num tom de voz choroso, enquanto abraçava seu pescoço com meus braços. Sentia seus lábios na lateral de minha cabaça, descendo por minha bochecha, maxilar, mandíbula, e, finalmente, chegando no meu pescoço, apertando de forma delicada minha cintura em seus braços.


I missed you too, my life. I couldn't take the days without you by my side! ‒ disse, com sua voz aveludada e macia, em meu ouvido, me causando arrepios. Suas mãos enormes apertaram minha cintura, novamente, de um jeito gostoso. ― To kiss you, hold you, slide my hands down your body…


Mordi meu lábio inferior, aproximando meu rosto do dele devagarinho, encostei nossos lábios em um selar lento e delicado, mas que mostrava o desejo de um pelo o outro, afundei meus dedos em seus fios cacheados ‒ que eram bem macios, por sinal. ‒, olhei em seus olhos por um bom, me perdendo cada vez mais nesse universo luminoso que eram seus olhos. Desviei o olhar para o lado, mordendo o lábio inferior, ainda abraçando seu pescoço com meus braços, seus lábios aveludados e macios fez uma trilha do meu pescoço até a minha orelha esquerda, me fazendo reprimir um gemido, sua língua brincando com o lóbulo da minha orelha me causou ainda mais arrepios, até onde eram lugares desconhecidos por mim.


Michael e eu tínhamos uma certa conexão, bastava um olhar para o outro para saber, exatamente, o que o outro pensava ou queria, nossos corpos se conheciam como nenhum outro, nossas mãos se juntavam como imãs, nossas bocas não podiam ficar longe da outra… Talvez a gente fosse almas gêmeas em nossas vidas passadas, e estávamos sendo nessa também. Suas mãos escorregaram para o fim de minhas costas, me impulsando para mais perto de seu corpo e podendo sentir sua respiração quente em contato com a minha estava me deixando ofegantes, lambi meus lábios os umedecendo. Sua mão esquerda subiu até minha nuca, fazendo um leve carinho naquela região.


A gente sabia, exatamente, o que cada um queria, mas nenhum de nós dois queria perder aquela batalha de provocações.


― I even wanted to stay here, but I need a shower. ‒ falei, mordendo o lábio inferior, e tirando suas mãos do meu corpo e saindo do seu colo. Arregalou os olhos, sem acreditar no que acabou de ouvir e me olhou indignado por o ter deixado naquele estado.


Entrei no banheiro fechando a porta, sorri abrindo as torneiras da banheira para encher a mesma e comecei a tirar minha roupa, me sentei na escadinha da banheira já nua e me lembrei de como estávamos minutos atrás, inclinei minha cabeça para trás deixando com que meus fios loiros entrassem dentro da aguá quente da banheira. Desliguei as torneiras, passei minha mão direita pela a água atrás de mim, olhei para meu reflexo no líquido transparente. Me levantei da escadinha, entrei e me sentei dentro da água quentinha, sentindo meu corpo relaxar e me permitir fechar os olhos, joguei minha cabeça para trás onde havia uma almofadinha para isso.


Decidi não ficar muito tempo no banho, então em torno de meia hora e meio eu já estava de banho tomado e vestindo uma roupa confortável para ficar em casa, deixei meu cabelo secar, naturalmente, e depois de calçar um sapato aconchegante tipo uma pantufa, eu saí do quarto atravessando o enorme corredor e desci as escadas, passei pela a sala de visitas e entrei na cozinha, encontrando dona Remy e o meu marido conversando entre os risos, o que me sorrir e me aproximar deles. Assim como Michael, eu amava dona Remy como se ela fosse minha segunda mãe, ela me chamava de filha e eu a chamada de filha, o que em várias situações é engraçado por ela nos chamar de filhos e os outros pensar em outras coisas.


― Oi, dona Remy, desculpe por não a cumprimentar antes, é que eu precisa de um banho urgente. ‒ falei em português, primeiro porque eu queria dona Remy era brasileira e eu era fluente em português, e segundo porque eu queria deixar Michael boiando na conversa. Era divertido ver Michael tentar entender uma palavra do idioma brasileiro, principalmente, quando ele tentava as pronunciar.


― Tudo bem, filha, Michael me explicou o porquê de sua demora. ‒ disse, num tom de voz doce e gentil, me aquecendo o coração. Suas mãos seguravam a minha me fazendo sorrir ainda mais com seu afeto. ― Vou preparar algo para você comer.


Assenti ainda sorrindo, me sentei numa cadeira ao lado de Michael, que olhava de mim para dona Remy e de dona Remy para mim, fez isso uma três vezes seguidas, a vontade de rir subindo por minha garganta está me deixando sem ar, mas eu me segurava para não deixar nenhuma risada escapar, até que ele parou, finalmente, o olhar em mim segurando minha canhota por cima da mesa. E de novo tivemos aquela ligação pelo o ar, dei um sorriso de lado tirando minha mão da sua e passando meu braço por seus ombros o trazendo para perto de mim. Beijei sua bochecha, sua pele macia em contato com meus lábios me traziam uma sensação de liberdade, senti sua mão direita se aconchegar em minha cintura me puxando para perto dele.


Não podíamos ficar longe do outro, sempre que um de nós saí em turnê o outro sente uma imensa vontade de chorar, eu me lembro que antes de eu ir para Londres Michael sempre me dava um jeito de me fazer voltar para cama e me abraçava como um bebê em seus braços, mas não teve jeito quando dona Remy disse que a minha empresária, Sofia Blanco, já estava me esperando junto com o motorista, minhas malas já estavam feitas também, e quando eu ia sempre dar um jeito de sair do quarto lá vinha Michael Joseph Jackson me levar para a cama de novo com aquele jeitinho só dele, em seus braços.


Me afastei de seu corpo assim que dona Remy colocou um prato com uma fatia de bolo de chocolate e um copo de suco de laranja em cima da mesa na frente frente, sorri a agradecendo e começando a comer, enquanto fazia isso eu podia sentir uma mão subiu e descendo por minha perna, olhei pelo o canto do olho o homem sentado ao meu lado e ele não me olhava, estava mais entretido conversando com dona Remy que nem percebeu meu olhar. Revirei os olhos, segurei sua mão e entrelacei nossos dedos e voltei a comer o bolo e beber o suco de laranja.


É sempre bom estar de volta em casa!

3 de Julho de 2020 às 19:02 0 Denunciar Insira Seguir história
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