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Santuário século XVIII, a Guerra Santa estava estabelecida com o retorno de Hades. Muitos perderam suas vidas em meio a esse confronto, e em meio aos mortos estava Albafica e Asmita, cavaleiros de ouro que não conseguiram vencer a forte corrente do destino, nem mesmo em nome do amor existente um pelo outro, pelo menos não naquela vida.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#amantes #morte #yaoi #the-lost-canvas #cdz #asmita #albafica
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Os nossos momentos

Albafica retornava de mais uma missão. O corpo possuía alguns ferimentos abertos, mas não era nada preocupante. O caminho para o Santuário estava vazio, o silêncio pairava junto a escuridão da noite. Imerso em seus pensamentos, notou apenas que já estava em sua casa quando o caminho se tornou vermelho, as rosas já tão conhecidas abaixo de seus pés. Elas o lembravam seu mestre, sua infância, sua vida após se tornar Cavaleiro de Atena, o sangue envenenado que corria por suas veias e também sua morte. Vivia pelas rosas e estas lhe davam o poder para proteger. E futuramente, assim como foi com seu mestre e agora era consigo, outro alguém herdaria aquele imenso, belo e mortal jardim para viver por aquelas flores. Um ciclo de sangue derramado sobre as rosas que contavam a história de cada cavaleiro de peixes.

Antes mesmo de chegar a porta do casebre, Albafica pôde notar um cosmo sobre aquela terra. Um cosmo imenso e brilhante, que apenas não percebera antes por causa de seus devaneios sobre seu jardim. Um cosmo ao qual sabia a quem pertencia, que lhe era tão familiar quanto seu destino, pois cada vez que se viam, a mente de Albafica não podia deixar de alertá-lo que todo aquele envolvimento era errado. Não por serem dois homens, ambos compreendiam a consciência de que o amor é muito mais do que dois corpos iguais ou diferentes. O erro estava implícito, mas óbvio ao mesmo tempo. O destino era o grande mal fatal que nenhum deles podia culpar ou muito menos mudar. A Guerra Santa estava começando. Hades havia retornado mais uma vez, e com isso a missão dos que serviam à Atena e sua vontade estava mais que clara. Morrer por isso fazia parte e era tão natural quanto renascer em outra vida. Porém, não poderia deixar de influir no relacionamento deles, pois era mais uma das coisas implícitas e óbvias ao mesmo tempo: morreriam. Em uma guerra não há vitória sem sacrifícios e Albafica sabia bem que, tanto ele próprio, quanto seu amado, estavam prontos para se sacrificarem em prol do êxito de Atena.

Entrou no aposento. O breu também reinava ali dentro, mas não foi um impedimento para que Albafica conseguisse ver partes de uma armadura de ouro reluzindo mesmo sem luz no ambiente. Um sorriso pequeno e singelo instaurou em seus lábios, decorando a face de quem estava um pouco cansado pelo dia cheio. Breves minutos se passaram no qual ficou em pé. Nenhum deles nada disse, absorviam juntos o momento com o pensamento funesto de que poderia ser o último juntos. Então, após alguns minutos, se aproximou de onde o outro cavaleiro se encontrava. Passando pelo pequeno móvel onde um lampião estava empoeirado pela falta de uso e que foi aceso por suas mãos, estas mesmas que tocaram o rosto de Asmita de Virgem, que mantinha seus olhos fechados e a face serena costumeira.

Albafica parecia estar preso na visão hipnótica que era Asmita. Suas belas nuances sendo percorridas por seus olhos a fim de memorizá-lo por completo em sua mente. O coração acelerando em um ritmo habitual de sempre quando estava perto dele. A partir do dia em que se tornou oficialmente um cavaleiro, Albafica nunca mais tocou alguém ou deixou que fosse tocado diretamente. Os traumas mesclados com seu sangue agro o fizeram temer o contato. Mas nunca é tempo em excesso, e veio a provar disso quando conheceu Asmita. Ele o tocava sem medo e por seus anos de treino, meditação e dedicação a sua elevação, o sangue de Albafica não conseguia alcançá-lo. Porém, seu coração o alcançou. Asmita foi a primeira pessoa em anos a quem tocou e a sensação de suas mãos na pele quente dele o fez se lembrar de um outro lado da vida esquecida.

E agora se encontravam nessa atualidade de dois amantes resignados a aceitar o seu fim, mas nem por isso, menos dispostos a aproveitar as horas que restavam. Sendo desse modo, Albafica deixou que Asmita o beijasse sem aviso prévio, que o segurasse pela cintura e fizesse suas armaduras se chocarem uma contra a outra. Um ósculo febril, suas bocas sedentas do sabor e da sensação que só ambos podiam proporcionar. Ofegantes, se separaram em busca de oxigênio, os rostos ainda perto.

— Se tivermos que morrer cumprindo nosso dever, que assim seja. — Asmita iniciou. — Mas que os deuses nos deem uma segunda chance e possamos nos amar sem amarras do destino na próxima reencarnação.

— Eu espero que possa vir a ser mais uma vez a dádiva da luz em minha vida. — Albafica findou seu desejo com a carícia de um beijo.

E assim a noite se estendeu, sendo narrada pelos corpos dos cavaleiros, os toques íntimos, os gemidos cheios de luxúria. A sensação deleitosa que Albafica degustou mais uma vez ao ter Asmita dentro de si, o estocando forte, fazendo seu corpo se banhar em suor e seus lábios soltarem os mais vergonhosos pedidos que só quem tomado pelo calor desenfreado do sexo poderia fazer. Alcançando o clímax e acarretando que Asmita também chegasse lá. Todavia, a volúpia daquele ato parecia não ter um limiar, portanto, transbordaram várias vezes naquele desfecho obsceno até que seus corpos não conseguissem mais.

O amanhã chegou e nele Albafica ausentou-se daquele mundo, e em algum outro, foi a vez de Asmita partir para o reencontro com seu amado.



Fanfic betada por Sweet Lady do Fairy edits
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2 de Julho de 2020 às 11:35 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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