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Marjorie Reis


Para Vegeta missão dada é missão cumprida! Mas ao receber de Bulma a tarefa de cuidar de Bra sua filha caçula, mal sabia ele que seria um trabalho de Hercules.


Fanfiction Anime/Mangá Todo o público.

#bra #vegeta #filha #pai #família #fluffy #amor
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Super Pai

Bulma gemeu, segurando o rosto com as mãos. As notícias financeiras não eram boas. Vários investimentos feitos pela empresa estavam desmoronando e uma das pequenas empresas que comprou há apenas duas semanas declarara falência. Ela não fez boas escolhas, acrescente isso ao acordo fracassado com uma de suas principais rivais e a um número incrivelmente alto de funcionários demitidos devido à gerência arrogante dela e as demandas impossíveis. Isso não é bom!, ela disse para si mesma.

Havia sido avisada de uma reunião do conselho, provavelmente para resolver alguns dos problemas que a Corporação Cápsula estava tendo, como resultado de suas decisões espontâneas e seu mau julgamento nas últimas semanas. A Corporação Cápsula estava perdendo capital e eles tiveram que retirar alguns produtos do mercado por causa de avarias perigosas.

O governo negou-lhes fundos para alguns de seus projetos de pesquisa e a cobertura da mídia não foi muito otimista. Ela nunca tinha estragado tantas coisas, especialmente de uma só vez, antes em sua carreira. O conselho não iria querer desculpas.

Era a primeira vez que ela estava se sentindo intimidada pelo Conselho de Administração. Eram sempre eles que se curvavam e respeitavam as vontades dela, mas se ela se mostrasse incompetente no papel de presidente, eles trabalhariam para tirá-la de sua posição.

Quem sabe ela ainda pudesse manter uma posição no setor de pesquisa e desenvolvimento, ou mesmo como vice-presidente ou alguma outra posição perto do topo da escala corporativa.

Mas Bulma Briefs não queria ser expulsa da cadeira de presidente, era o trono dela, era o direito dela. Ela era a herdeira, a filha do homem que construiu a Corporação Cápsula desde o início. Como ela poderia permitir que um bando de abutres tomasse o que era dela?

Era hora da ação!

— Vegeta?…Vegeta!…VEGETA!

Vegeta abriu os olhos alarmado imaginando um perigo iminente.

— O que é? — ele perguntou ao ver Bulma com as mãos na cintura. — O que você quer? Pra que todo esse escândalo, mulher?!

Bulma suspirou indo em direção ao closet, trazendo varias peças de roupas nas mãos.

— Acabei de receber uma ligação. Você não ouviu o telefone tocando? — Vegeta resmungou, balançando a cabeça. — Surgiu uma emergência de última hora, o Conselho Diretor da Corporação Cápsula convocou uma reunião extraordinária e eles precisam que a presidente esteja presente, por isso eu preciso que você cuide da Bra enquanto eu estiver fora. — disse Bulma terminando de se vestir.

Isso despertou a atenção de Vegeta.

— O que?! Por que eu? Por que o Trunks não pode cuidar dela?! E a sua mãe ou seu pai?

— Mamãe tem um encontro de decoração e jardinagem e papai está fora da cidade.

O saiyajin bufou e balançou a cabeça.

— Por que você não pode tomar conta de sua filha? — Bulma rebateu com a voz abafada por tentar colocar a blusa sobre a cabeça.

Vegeta grunhiu, aborrecido.

Bulma fez uma careta indignada para ele: — Se eu não estivesse com tanta pressa você ia ouvir umas verdades… Apenas cuide de sua filha, por favor. Eu prometo que farei o possível para voltar antes das seis da noite.

— Seis da noite? Mas eu tenho que treinar! — gritou Vegeta, vendo a mulher calçar os scarpins vermelhos.

A herdeira de cabelos azuis não se preocupou em discutir.

— Você não precisa fazer nada nesse momento exceto dar uma olhadinha nela. A Bra provavelmente ainda vai dormir por mais duas horas, de qualquer forma.

Assim que Bulma disse isso, Bra entrou no quarto dos pais, segurando sua girafinha vermelha de pelúcia esfregando os olhinhos, ainda sonolenta. Vegeta lançou um olhar reprovador para a mulher, mas Bulma o ignorou.

— Bra, querida, bom dia! Você dormiu bem? — perguntou Bulma, pegando a menina e colocando-a na cama.

Isso fez Bra sorrir: — Uh..Huh! Eu sonhei que o papai me dava um coelho cor-de-rosa e brincava comigo!

Os olhos de Vegeta se esbugalharam, mas Bulma não pode deixar de sorrir.

— È sério? Seu pai brincava com o coelho? — disse Bulma com uma voz estridente, tentando abafar o riso.

Bra assentiu: — Sim mamãe!

Bulma riu de novo.

— Querida, seu pai vai cuidar de você hoje, mamãe terá que ficar fora o dia inteirinho, ok?

O sorriso da garotinha de quatro anos se iluminou.

— Oba! Eu adoro ficar com o papai! — com isso ela se arrastou até a cabeceira da cama, passando os bracinhos em volta do pescoço do pai. Vegeta não a abraçou de volta, ele apenas revirou os olhos.

Bulma assentiu e olhando para o seu relógio de pulso.

— Ótimo, eu tenho que ir, vejo vocês dois quando voltar! Trunks está na casa do Goten! — ela gritou já no meio do corredor.

Bra então soltou o pai olhando para ele com suas enormes safiras.

— O que você quer fazer agora, paizinho?
Vegeta não respondeu, ele apenas se levantou da cama e saiu pela porta para o outro lado do corredor. Bra o seguiu.

— Quer brincar de casinha, papai?

— Não. — respondeu Vegeta com indiferença, ainda andando pelo corredor em direção ao banheiro.

— Quer fazer um piquenique?

— Não. — ele respondeu no mesmo tom.

— Quer me ajudar a fazer uma festa do chá?

— Não.

— Quer assar biscoitos?

— Não! — e, com isso, Vegeta chegou ao banheiro, entrando e fechando a porta.

Mas isso não parou a obstinada garotinha de cabelos cerúleos, que entrou logo atrás dele: — Quer me contar uma história?

Vegeta quase gritou de surpresa ao ver que Bra o tinha seguido até o banheiro. A menina então começou a pular para cima e para baixo, com sua girafinha de pelúcia voando em todos os sentidos.
— Eu já sei o que podemos fazer, paizinho! Podemos brincar de príncipe e princesa! Eu sou uma princesa e você será o príncipe!

Antes que Vegeta tivesse tempo de dizer alguma coisa, a pequena saiyajin agarrou a mão dele, puxando-o pelo corredor em direção ao quarto dela. Vegeta gemeu quando viu sua filha ir até a caixa de brinquedo dela, depois começou a remexer nela, jogando coisas para todo lado.

— Por que você não vai para a casa do Kakaroto brincar com seu irmão e o Goten? — Vegeta perguntou, cruzando os braços sobre o peito.

Bra tirou os olhos de sua caixa de brinquedo e se virou para o pai, encarando-o. Seu rosto vermelho de rubor e seus olhos arregalados.

— Por favor, paizinho! — e com isso ela se virou, recomeçando a sua busca.

Vegeta arqueou uma sobrancelha imaginando que artefato era aquele.

— Eu encontrei! — Bra gritou, eufórica, pegando uma caixa cor-de-rosa que estava no fundo da caixa de brinquedo.

Vegeta a observou correr para a cama, colocando a caixa no pé. Ela tirou a tampa e por dentro tudo estava brilhando. Bra primeiro pegou um vestido rosa cintilante, junto com um par de sapatilhas prateadas e uma coroa cor-de-rosa e uma varinha.

— Esta é minha roupa de princesa! E essa é a sua fantasia, papai. — a garotinha pegou uma capa vermelha, delineada com algodão branco, uma coroa dourada e uma varinha. — Aqui está, papai! Coloque-a! — Bra insistiu, entregando a fantasia ao pai.
Vegeta tirou dela, já que a menina simplesmente o empurrava em seus braços de qualquer maneira. Viu que ela tirava o pijama e vestia a roupa.

— Por que eu preciso usar isso para ser um príncipe? — Vegeta indagou, olhando para a roupa que ele deveria vestir.

— Porque é assim que os príncipes e as princesas se vestem, papai. — Bra respondeu como se fosse óbvio. Assim que disse isso, ela já estava completamente vestida. A menina se virou para Vegeta, vendo que ele não tinha começado a se vestir. — Aqui, eu te ajudo, papai. Sente-se no chão!

— O que? Eu não vou fazer isso! — antes que Vegeta pudesse terminar, ele viu os olhos de Bra brilharem de raiva.

— Senta! — a menina gritou com uma voz alta e estridente.

Vegeta se assustou por ela ter tido uma explosão como essa, embora ele devesse ter esperado, afinal Bra era uma cópia em miniatura de Bulma. Ele então se sentou no chão, sem se preocupar em discutir com a filha. Bra deu um sorriso triunfante enquanto pegava a capa, passando por trás dele, envolveu-a ao redor do pai, encaixando o clipe embaixo do queixo. Ela pegou a coroa, colocando-a no topo da cabeça dele… ou pelo menos tentou.

— Papai! A coroa não vai caber na sua cabeça, seu cabelo está atrapalhando! — a mini saiyajin reclamou.

Vegeta teve que rir: — Então eu não preciso usá-la.
Bra olhou em volta e então seus olhos se iluminaram.
— Sim, você vai! Espere aqui, papai! Eu já volto!

A menina deixou o quarto por apenas alguns minutos, voltando rapidamente. Como estava de costa para a porta Vegeta não viu o que a filha trazia nas mãos. Antes que ele tivesse tempo de pensar no que ela poderia ter agarrado, Vegeta ouviu um ruído cortante. Eu sei que já ouvi esse som antes…, era tudo o que o mais velho conseguia pensar. Foi quando ele viu pedaços de seu cabelo caindo ao seu lado. Seus olhos se arregalaram e ele se levantou rapidamente.

Vegeta olhou para a filha vendo a tesoura nas mãozinhas dela. Ele se virou para o lado do quarto dela, curvando-se para se olhar no espelho. Ao olhar, viu que metade do lado esquerdo de seu cabelo era muito mais comprido que o direito.

— Bra! — ele gritou de raiva. — Sua pirralha malcriada! Veja o que você fez! —Vegeta se virou para ver o lábio inferior de Bra começar a tremer. — Oh, não! Não, não pense que chorar vai funcionar comigo! — ele gritou mais alto, apontando o indicador para a filha.

A pequena azulada abaixou a cabeça deixando a tesoura cair das mãozinhas. De onde Vegeta estava viu as lágrimas dela caírem no tapete felpudo. No ato, Vegeta suavizou o olhar, por mais irado que estivesse ele não gostava de ver sua garotinha chorar. Ele foi até a menina, ajoelhando-se sobre um joelho e agarrando-a pelos ombros, disse: — Bra… eu… — antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa, a azuladinha colocou os braços em volta do pescoço dele e começou a chorar em seu ombro.

— Sinto muito, papai! — ela conseguiu dizer entre um soluço e outro.

Vegeta deu um tapinha nas costas dela desajeitadamente, sem saber exatamente como confortar a filha.
— Está tudo bem.

Bra olhou para o pai com o rostinho cheio de lágrimas: — Sério…?

Vegeta assentiu, fazendo a garotinha sorrir novamente.

— Do que você está rindo? — Vegeta perguntou confuso.

— É que você está muito engraçado, papai! — disse Bra, cobrindo a boca com as mãos e ainda rindo.

Vegeta grunhiu, voltando-se para o espelho: — Eu sei… eu preciso consertar isso!

— Eu posso fazer isso papai! Fiz um ótimo trabalho de um lado, posso fazer o mesmo do outro! — Bra exclamou entusiasmada.

Vegeta olhou para ela e suspirou. Eu não posso acreditar que eu vou permitir isso, ele resmungou baixinho.

— Ok, Bra, mas é melhor você fazer um bom trabalho! — disse o mais velho enquanto se sentava outra vez no chão.

— Sim! — Bra exclamou enquanto pegava a tesoura novamente e automaticamente começou a cortar o cabelo do pai.
— Ei! — Vegeta gritou ao ver praticamente todo o cabelo caindo ao lado do corpo. — Cuidado com o que você está fazendo, Bra!
Bra deu risada em resposta: — Isso está ficando…

Com esta resposta dita de modo enigmático, Vegeta apenas fechou os olhos desejando não ficar mais ridículo que o idiota do terceira classe, mas em questão de minutos Bra afirmou, eufórica, que tinha terminado. Ela deu a volta para encarar o pai de frente admirando seu trabalho.

— Você ficou bonitão, papai! Eu fiz um ótimo trabalho! — disse ela, começando a rir novamente.

Vegeta gemeu temendo o pior.

— Eu realmente quero ver isso. — como se estivesse respondendo sua própria pergunta, ele se levantou e olhou no pequeno espelho cor-de-rosa, mas para a sua surpresa seu cabelo estava apenas quatro centímetros mais curto. Depois de examinar isso, ele viu Bra aparecer ao lado dele no espelho, exibindo seu grande sorriso.

— Você gostou, papai? — ela perguntou.

— Devo confessar que você não fez um trabalho tão ruim quanto eu pensava, Bra.

O sorriso da pequena saiyajin cresceu, sentindo-se especial ao receber um elogio de seu querido pai.

— Agora que seu cabelo está fora do caminho… — ela pegou a coroa novamente e colocou sobre a cabeça do pai. A coroa servira agora!
Desde que Bra começou a cortar seu cabelo, Vegeta esqueceu qual era o verdadeiro motivo de ele estar ali. Agora ele desejava ter se afastado a tempo, para que ele não tivesse que usar aquela coroa estúpida. Para o toque final, Bra lhe entregou a varinha.

— Pronto, papai! Agora você está parecendo um príncipe!

Vegeta rosnou em resposta.

— Eu sempre pareço um príncipe!

Bra riu e acenou com a mão: — Claro que não!

Vegeta resmungou e se virou: — Então, o que vamos fazer agora? Que tal nos treinarmos para proteger o planeta caso formos vítimas de um ataque inimigo!? — ele perguntou, tentando convencê-la para que ele pudesse começar seu treinamento.

Mas a menina balançou a cabeça.

— Não, temos um guarda-costas para fazer isso por nós. Temos que… — ela pensou um minuto antes de dar uma volta completa em empolgação. — Temos que assar biscoitos para nossos súditos!

Vegeta levantou uma sobrancelha negra.

— Por que?

A menina suspirou colocando as mãozinhas na cintura.

— Para que eles possam nos respeitar!

— Eles já não deveriam nos respeitar? — questionou Vegeta. — E se não o fizerem, digo que devemos torturá-los!

Bra ofegou: — Papai! Honestamente, isso não vai adiantar! Temos que fazer deliciosos biscoitos chocolate.

Com isso dito, Vegeta não pode deixar de sorrir de como a filha tentava parecer adulta. Os olhos de Bra se iluminaram quando ela viu isso e automaticamente entendeu que a resposta era sim.

— Vamos fazer biscoitos! — ela praticamente gritou, fazendo o mais velho temer que seus tímpanos tivessem estourado.

Bra imediatamente saiu correndo do quarto em direção as escadas. Vegeta levantou com relutância seguindo atrás dela. Este será o dia mais longo de minha vida!, resmungou.



****
Vegeta entrou na cozinha e encontrou Bra tentando, sem sucesso, abrir um saco de farinha de trigo. Ela resmungava baixinho por não conseguir abrir a embalagem. Ele sorriu e tirou o saco das mãos dela.

— Aqui, eu abro pra você!

Bra entregou ao pai o saco de farinha, mas fez beicinho por não conseguir abrir sozinha. Mas Vegeta não estava prestando atenção na força empregada para abrir o saco, e assim que abriu a embalagem voou farinha por toda parte…inclusive neles.

— Bom trabalho, papai! Temos farinha para fazer uma tonelada de biscoitos agora! — Bra elogiou o pai, pegando uma enorme tigela dentro do armário embaixo da pia e uma cadeira para chegar ao topo do balcão. Ela pegou a farinha do balcão e colocou na tigela, fazendo mais bagunça ainda.

Vegeta não se incomodou com isso, apenas se livrou da embalagem vazia nas em suas mãos.

— Não há certo limite de quanto você coloca nisso? — ele perguntou, olhando para a tigela nas mãos da menina.

Bra assentiu.

— Sim, e é isso que a mamãe diz! — disse ela, colocando a tigela na mesa e se deparando com a geladeira. Ela abriu a pesada porta com a mão, olhando para dentro. — Ah! — ela exclamou antes de desaparecer quase que completamente dentro da geladeira.

Vegeta voltou-se para toda a farinha, vendo suas pegadas pelo chão. Vou ter que limpar isso depois., ele disse baixinho.

Bra voltou para o balcão colocando um retangular pedaço de manteiga e uma caixa de ovos e leite. Ela desembrulhou a manteiga e jogou na tigela, então abriu a caixa de ovos, vendo nove da dúzia ainda lá dentro.
— Apenas o suficiente! — Bra disse, pegando um ovo e batendo ele no balcão na tentativa de quebrá-lo, mas ela achou muito difícil uma vez que o ovo caiu fora da tigela, indo direto ao chão e fazendo um estatelado ruído.

Pai e filha assistiram a queda, encarando o ovo imóvel antes que Bra pegasse o que podia com as mãos e jogasse na tigela. Ela quebrou outro ovo, desta vez ao lado da tigela. Ela não o partiu em dois, colocando o ovo inteiro com casca e tudo.
A azuladinha espiou: — Oh, acho que já está bom certo? — Bra perguntou, sem se preocupar em olhar para cima enquanto tentava se lembrar se precisava colocar mais algum ingrediente.
— Eh… certo. — foi tudo o que Vegeta pode dizer.
A menina olhou ao redor da cozinha e, em seguida seus olhos se iluminaram quando ela pulou tentando alcançar uma prateleira alta onde estava o sal e o açúcar mascavo. Ela pulava para cima e para baixo, tentando alcançar.

— Papai! Eu não consigo alcançar. — ela reclamou.

Vegeta sorriu e se aproximou, pegando os dois ingredientes que ela queria. Ele entregou a filha que, sem agradecê-lo, voltou-se para a tigela, sacudindo um pouco de sal.

— Pronto…Ops!

Vegeta caminhou rapidamente de volta para ela: — O que você fez, Bra?

— Uhh… — Bra olhou para o pai que então viu o que aconteceu.

Enquanto ela derramava o sal a tampa se soltou, deixando todo o recipiente do sal vazio.
Os olhos de Vegeta se arregalaram.

— Bra! Tem sal demais! Até eu sei que isso não vai ficar com um gosto bom.

Vegeta se arrependeu na hora de suas palavras quando viu sua filha baixar os olhos envergonhada.

— Está tudo bem, Bra! Depois que misturarmos tudo tenho certeza que vai ficar ótimo! — Vegeta assegurou. Por que apenas ela consegue me fazer sentir mal?, ele se questionou.

A menina sorriu, pegando o açúcar mascavo: — Você está certo papai! Meus biscoitos vão ficar deliciosos e então vamos ser amados pelos nossos súditos!

Vegeta assentiu, observando-a despejar pacote de açúcar, que para sua sorte já estava aberto. Mas ele não queria ter comemorado antes do tempo, pois quando Bra virou a embalagem de lado tudo o que estava praticamente de cabeça para baixo derramou a maior parte do pacote quando ele viu a mistura na tigela subir. A menina colocou ao lado enquanto abria outro armário tirando uma espátula grande. Bra começou a se mexer bruscamente tentando misturar tudo.

— É tudo o que precisamos colocar? — Vegeta perguntou, torcendo por isso.

— Não, eu estou apenas misturando agora!

— Você quer fazer alguma coisa?

— Papai, procure onde a mamãe guarda as gotas de chocolate. — a garotinha disse, ainda lutando para misturar todos os ingredientes.

Vegeta grunhiu, mas obedeceu. Não demorou muito para ele encontrar as gotas de chocolate, pois elas estavam na prateleira debaixo da geladeira. Enquanto voltava, viu a água correndo e Bra colocando a espátula embaixo da torneira, colocando água a mistura, mas isso também fez a água percorrer todo o chão para juntar a farinha.

— Bra! O que você está fazendo agora?! — ele perguntou, olhando a bagunça na cozinha.

— Mamãe sempre disse que você precisa de água para misturar. — ela explicou. — A tigela estava pesada demais para ser colocada embaixo dela, então eu vou usar uma colher! — Bra explicou, finalmente desligando a torneira voltando a misturar novamente.

— Coloque as gotas de chocolate aqui enquanto eu mexo, papai!

Dessa vez Vegeta abriu a embalagem cuidadosamente, antes de colocar uma única gota de chocolate na mistura.
Bra parou colocando as mãos nos quadris, fazendo parecer um mine clone da mãe: — Eu preciso de mais do que isso, você sabe disso, papai!

Vegeta sorriu colocando outra gota de chocolate, lá recebendo um olhar recriminador da filha.

— Heh.. tudo bem. — foi tudo o que Vegeta disse antes de derramar todo um pacote de gotas de chocolate na tigela. Ele sorriu quando a filha gritou de prazer vendo a tigela ficar mais alta com a adição de mais um ingrediente.

Uma vez que a embalagem estava vazia, Vegeta amassou e jogou fora.

— Tudo pronto! — a azuladinha gritou.

O mais velho assentiu, abaixando-se para pegar uma forma de pizza. Bra viu, mais não disse nada sobre ser a forma errada. Ela achou que era a certa também. Depois de mais alguns instantes mexendo Bra virou a tigela, deixando o conteúdo amarronzado cair na assadeira de pizza.

Vegeta fez um olhar de nojo para o conteúdo da forma, no entanto não disse nada. Ele não queria magoar os sentimentos da filha, apenas torceu para que aquilo não estivesse tão intragável e que fosse algo comestível.

Depois que tudo saiu da tigela, Bra pulou da cadeira e pegou a forma.

— Ligue o forno, papai!

— Qual a temperatura? — Vegeta perguntou, olhando os números no visor do fogão.

— Duzentos e cinqüenta! Eu me lembro da mamãe dizer isso! — Bra sorriu orgulhosamente.

Vegeta assentiu, pegando a forma dela colocando-a no forno e aumentou para 250º graus. A garotinha limpou as mãozinhas.

— Fizemos um ótimo trabalho, hein, papai?

Vegeta concordou.

— Nós formamos um bom time, não é? — ela disse, aproximando-se do pai pegando sua mão.

— Sim, sim! — Vegeta concordou antes de olhar ao redor a bagunça que eles tinham feito na cozinha. — Que tal fazermos uma boa equipe limpando também? — ele sugeriu.

Bra se ajoelhou e começou a limpar o chão, o que realmente só empurrou toda a farinha de trigo em uma grande massa. Vegeta balançou a cabeça quando ele colocou tudo em um saco plástico, deixando-a jogar toda a farinha lá, uma vez que tudo estava limpo ele jogou a sacola no dispensador de lixo.



****

Bra saiu da cozinha sendo seguida por Vegeta, que a viu sentada no sofá brincando com sua Barbie. Vegeta se sentou no lado oposto do sofá com o intuito de apenas esperar os biscoitos, ou melhor, o biscoitão assar, no entanto assim que ele estava confortavelmente relaxado, Bra se arrastou até ele, dando-lhe um boneco.

— Papai, você será o Ken e eu serei a Barbie! — a menina informou.
Vegeta pegou o boneco de cabelos castanhos e olhou para o mesmo e o boneco Ken sorriu para ele, o que fez o saiyajin mais velho franzir o cenho. Ele descobriu que um boneco sorrindo não era uma coisa agradável de ver.

Bra aproximou sua boneca Barbie de Vegeta.

— Olá, Ken! Você quer brincar comigo? — a menina perguntou inocentemente com uma voz um pouco mais anasalada que a dela.

Vegeta riu disso, colocando seu boneco Ken na frente da Barbie: — Sim, o que você quer brincar.? — ele perguntou, usando sua própria voz.

— Eu não sei… — Bra fez sua Barbie virar de um lado para o outro antes de a boneca encarar o Ken novamente: — Do que você quer brincar?

Vegeta sorriu e posicionou seu Ken para beijar a Barbie.

— Ahh! Bra gritou batendo no Ken com sua Barbie, fazendo o Ken voar das mãos do pai, aterrissando com a cara no tapete: — Fique longe de mim! — a menina vociferou, fazendo a Barbie ir embora.

Vegeta não pode deixar de sorrir disso quando ele agarrou Bra pela cintura sentando-a em seu colo, ouvindo-a gritar de prazer.

— Essa é a minha garota… Afastando garotos idiotas. — ele disse arrogantemente.

A menina riu: — Garotos idiotas!

Vegeta balançou a cabeça, ainda sorrindo, dando-lhe um abraço, segurando-a perto dele. Eu gostaria que você pensasse isso para sempre, Bra.

— O que foi, papai? — ela olhou para ele confusa.

— Não importa.— o pai respondeu, olhando para ela.

Bra sorriu para o pai antes de pegar a Barbie novamente, desta vez trazendo uma escova de cabelo, começando a escovar os longos cabelos loiros da boneca.
Vegeta observava a cena contente, mas depois de um tempo ele percebeu que já tinha passado alguns minutos: — Acho que já está na hora de tirar os biscoitos do forno. — ele disse à filha.

Isso foi suficiente para a menina saltar do colo dele e correr para a cozinha, deixando sua boneca em algum lugar ao longo da sala.

Vegeta a seguiu até a cozinha, vendo-a olhar para o forno.

— Está pronto, papai! — Bra exclamou, pulando para cima e para baixo quando o calor saiu do forno.

Vegeta anuiu e tirou a assadeira do forno sem se preocupar em usar uma luva térmica para as mãos. Ele colocou a forma no balcão vendo Bra farejar o ar.

— Hum, está com um cheiro bom! Não acha, papai? — ela disse, espiando por cima do balcão.
— Sim… vamos ver se o gosto é bom. —disse Vegeta, com receio de dar a primeira mordida, infelizmente sua filha não estava.

A pequena saiyajin pegou um pedaço grande do biscoitão sem perceber que estava quente, colocando-o na boca. O mais velho olhou para a menina aguardando seu veredicto.

O rosto de Bra torceu de bom para enojado e depois ela parou, e disse: — Hum…nada mal…

Vegeta observou as expressões faciais da filha para ver se a menina estava dizendo a verdade, mas uma vez que ela pegou outro pedaço, ele decidiu experimentar também. Ele colou um pedaço na boca, percebendo que não era tão gostoso quanto o que sua sogra fazia para o chá da tarde, mas pelo menos estava comestível, o que fez Bra sorrir de orelha a orelha.

Dez minutos depois o biscoitão havia desaparecido, restando apenas farelo. A menina saiu da cozinha, esfregando a barriga muito sorridente.

— Ufa, estou cheia.

— Heh, sim, mas não conte a sua mãe que eu deixei você comer biscoito no café da manhã. Eu ouviria a tagarelice dela sobre isso para sempre.

A menina assentiu.

— Não se preocupe, papai, não vou contar. Será nosso segredinho, jurando, juradinho. — disse ela, pegando o dedo mindinho de seu pai e entrelaçando ao seu para simbolizar o juramento.

E com isso ela começou a subir as escadas, muitas vezes tropeçando nos degraus, mas isso não a impedia de continuar subindo.

— Ei, onde você está indo agora!? — Vegeta gritou para ela, subindo os degraus.

Bra riu.

— Aposto que você não consegue me encontrar!

Vegeta sorriu.

— Esconde-esconde? Eu sou o mestre nesse jogo.

Vegeta subiu os degraus, ouvindo a risada de Bra enquanto ela “se escondia” de um lugar para o outro. Quando chegou ao topo das escadas ele viu os cabelos cerúleos da menina voarem para dentro de seu quarto, uma batida suave era ouvida de dentro.
Ele sorriu indo para o closet abrindo-o levemente e espiando, fingindo que não sabia onde ela estava.

— Bra? Você está aqui…? Acho que não. — ele fechou a porta silenciosamente, andando um pouco antes de sair do quarto, indo direto para o corredor, antes de abrir um dos quartos de hóspedes. — Bra?

Ao ouvir o pai chamar seu nome, Bra riu novamente. Vegeta olhou para cima e fechou a porta.
— Acho que eu ouvi algo… — ele abriu a porta olhando para o quarto ligeiramente iluminado. Ele viu as cobertas da cama se mover do fundo da cama. Vegeta atravessou o quarto e entrou no banheiro. Um click alto soou quando ele ligou o interruptor.

Todos os lugares que ele procurava, incluindo a banheira, ele dizia em volta que a estava procurando para que ela imaginasse que ele não estava perto de seu esconderijo.
E toda vez que ele fazia isso a menina ria.
Depois de um tempo no banheiro, ele desligou a luz e voltou para o quarto.

— Agora, onde a Bra pode estar? — ele se perguntou em voz alta, abrindo o closet novamente.

Bra conseguiu ficar em silêncio o suficiente, pois pressionava a boca com as mãos para diminuir seus ruídos.
Vegeta suspirou.

— Acho que ela não está aqui.— ele disse saindo do quarto, indo em direção ao corredor outra vez, mas falando alto para a filha saber onde ele estava.

Ele abriu a porta de outro quarto fazendo a porta bater contra a parede enquanto ela se abria completamente. Rapidamente, Vegeta levitou e volta para o quarto e se abaixou para o lado da porta, ficando o mais quieto possível.

Seu truque funcionou quando o mais velho ouviu Bra lutando para sair debaixo da cama. A menina estava puxando-se para cima com as mãos, fazendo um farfalhar suave com seu vestido ao se esfregar contra o tapete, então um barulhinho foi ouvido seguido de um gemido.

— Ai, minha cabeça! —Bra dizia, indignada, enquanto esfregava a cabeça dolorida. Ela chutou a cama com força. — Cama má!

Vegeta fez o possível para não rir alto.

Bra correu em direção à porta, alheia ao fato de que seu pai estava do lado de fora. Vegeta ouviu isso e se inclinou um pouco pronto para o ataque, quando ouviu a menina se aproximando cada vez mais do corredor. A menina correu, pensando em ir para um quarto do outro lado do corredor, mas foi pega por dois braços fortes na metade do caminho.

A azuladinha gritou de surpresa antes de ser arremessada sobre um ombro. Depois de superar o choque, ela percebeu que era o seu pai e riu com gosto.

— Papai, você trapaceou! Isso não vale! — Vegeta riu, envolvendo o braço em volta das costa dela levando-a para o quarto que ela estava prestes a entrar. Ele jogou a menina na cama fazendo-a rir com prazer, um enorme sorriso estampado em seu rosto.

Vegeta se deitou ao lado dela, deixando escapar um suspiro profundo quando ele fechou os olhos.

— Então, o que você queria aqui? — ele perguntou.

Bra deu uma risadinha.

— Não me amole! Seu verme insolente!
Vegeta abriu os olhos e olhou para a filha.

— Bra, você sabe que se fosse qualquer outra pessoa, ela não estaria viva agora por causa desse comentário. — o mais velho advertiu.

— Eu sei ! — disse a azuladinha, que se levantou e sentou-se de bruços, olhando para o pai. — Mas eu não sou, então posso falar o que eu quiser. — ela disse de modo arrogante, mostrando a língua para o pai.

— É melhor você guardar essa língua. —Vegeta ameaçou.

A partir desse aviso, a pequena saiyajin fez questão de não mostrar a língua novamente, mesmo quando ela estava falando.

— Eu não preciso fazer nada. — ela conseguiu dizer com um fio de voz.

— Quer apostar? — disse Vegeta, prestes a fazer cócegas nela.

Então o telefone tocou.

Bra pulou da cama correndo o mais rápido que suas perninhas conseguiram, descendo escada abaixo. Vegeta se levantou também a chamando: — Bra, você esqueceu que há um telefone do outro lado do corredor.

Vegeta não ouviu a filha responder, então ele foi para o lado esquerdo da cama onde sua esposa dormia, pegando o telefone colocando-o no ouvido.
— O que você quer? — ele questionou secamente.

Oi, Vegeta! Como estão as coisas por aí? — Veio a voz de Bulma do outro lado da linha.

Vegeta rosnou antes de responder: — Por que não estaria?

Eu tive um intervalo de cinco minutos, então decidi ligar para casa. Isso é crime por acaso?

Olá! — A voz de Bra apareceu de repente quando ela pegou o telefone no andar de baixo.

Oi meu amorzinho! — A voz de Bulma ficou animada. — O que houve?

A menina sorriu.

Eu e o papai estamos no divertindo muito! Quer saber o que nós fizemos? Primeiro nós…

Bra estava prestes a começar sua narrativa, quando sua mãe a interrompeu.

Que tal você me contar tudo quando eu chegar em casa? Eu só tenho mais dois minutos no meu intervalo. — Explicou Bulma.

Tudo bem! — Foi tudo o que a menina disse antes dela se despedir da mãe.

Vegeta gruiu: — Mas alguma coisa?

Acho que não. — Bulma suspirou. — Vejo vocês no final do dia.

— Tanto faz.

Tchau meu amor, meu docinho de coco! — ela riu do outro lado da linha.

Vegeta revirou os olhos antes de desligar o telefone, mas não sem antes de ouvi-la murmurar algo sobre sempre querer dizer isso. No momento em que ele desligou o telefone, ouviu Bra gritar no andar de baixo.

— Bra? — sem pensar duas vezes, Vegeta voou escada abaixo literalmente. Ele correu para a sala, parando bem na frente dela enquanto ela estava saindo.

— O que aconteceu? Por que você gritou Bra? — Vegeta perguntou, exasperado.

A menina encolheu os ombros.

— Nada, me deu vontade de gritar, aí eu gritei. — a azuladinha explicou. Com isso, ela passou pelo pai e saiu da sala de estar.

Vegeta assistiu a filha sair da sala, sua boca ainda estava aberta em confusão. Ele balançou a cabeça e começou a segui-la. Só ela para me assustar. Murmurou. Mais uma vez ele a viu subir as escadas. Quantas vezes essa menina vai subir e descer essas escadas?

— O que você está fazendo agora?

— Quero ir ao parque. — avisou Bra, do topo das escadas.

Vegeta resmungou.

— Ninguém me perguntou sobre ir ao parque. — disse ele, sugerindo que ela deveria pedir.

Bra se virou e olhou para o pai com os olhos suplicantes.

— Podemos ir ao parque, por favor, papai!?

Vegeta olhou para a filha.

— Claro, Bra!

O olhar suplicante da menina logo mudou para um indignado.

— Papai, por que você me fez pedir se teria dito sim de qualquer forma?

Vegeta deu um sorriso presunçoso antes de responder: — Eu queria ver você me perguntar.
Ao ouvir isso, Bra olhou para o pai e cruzou os braços imitando a famosa pose dele. Vendo isso Vegeta riu, orgulhoso de sua filha. Ele colocou a mão na cabeça dela bagunçando seus fios azulados enquanto seguia para o quarto.

— Acho melhor você se apressar, eu não vou ao parque de noite. — ele disse, fazendo Bra correr para o quarto dela.

Vegeta entrou em seu quarto, batendo a porta atrás de si. Por que ela tinha que querer logo o parque? Eu odeio o parque., ele afirmou caminhando até o closet, tirando uma camisa azul e uma calça moletom.

Isso vai ser interessante.



****

— Estou pronta para ir, papai! — Bra gritou, correndo para o quarto dos pais e pulando a cama enquanto terminava de abotoar sua blusa.

Vegeta olhou para a filha vestindo uma calça jeans azul clara e uma blusa cor-de-rosa de mangas, fazendo-o lembrar de sua camisa Bad Man que Bulma o obrigou a vestir anos atrás.

— Pelo menos você está vestida com roupas normais, então vamos logo antes que eu mude de idéia.

A menina continuou a pular na cama, girando em círculos de vez em quando e olhando para o pai: — Ok, mais você precisa me pegar! — ela saltou mais algumas vezes antes de se lançar para frente em direção a Vegeta, braços abertos como se estivesse voando.
Vegeta estendeu os braços e a pegou com facilidade, ele colocou-a debaixo do braço carregando-a para fora do quarto, até a entrada da casa.

— Baixinho! — Bra gritou bem no ouvido do pai, fazendo-o recuar. Vegeta olhou para o corpo reto dela, fingindo que ela estava voando. — Me dê uma carona, papai!

— De jeito nenhum! — ele respondeu.

Bra olhou para ele com suas enormes safiras: — Por favor, eu vou ser uma boa menina. — ela fez chantagem.

Vegeta riu.

— Pelo resto do dia?

Ela deixou cair às pernas e os braços quando ficou mole, embora não parecesse diferente para ele.

— Se você não me der uma carona, eu vou gritar! — a azuladinha ameaçou.

— Não, você não vai! — disse Vegeta, sabendo que ela poderia atrair muita atenção caso fizesse isso.

— Sim, eu vou! — teimou a menina.

— Você não…
— Sim! — Bra interrompeu.

— Não!

— Sim!

— Não!

Bra parou de discutir, respirando fundo, pronta para gritar. Assim que ela estava prestes a soltar um grito ensurdecedor, Vegeta cobriu a boca dela com a mão.

— Tá bom! Vou te dar uma carona. — ele avisou, jogando-a para cima de seus ombros.

Bra deu uma risadinha, cruzando os braços, apoiando-os na cabeça do pai.

— Ainda bem que eu cortei seu cabelo papai, se não eu não iria enxergar nada!

Um rosnado escapou da garganta de Vegeta.

— Cale a boca, Bra!

— Awww.. você disse cala boca! — a garotinha gracejou.

— Diga mais uma palavra e voltamos para casa agora mesmo! — o mais velho ameaçou.

A garotinha apenas deu um risinho

— Certo, papai!

Vegeta apenas suspirou.

— Olha,
é um filhote de cachorro! — Bra falou de repente, apontando o dedo na frente do pai.

Ele olhou para a esquerda e viu um pequeno golden retriever dourado claro rolando na calçada.

— Eu quero acariciá-lo! — a menina pediu, inclinando-se para ver melhor o cãozinho, quase caindo dos ombros do pai.

— Eu sabia que haveria pelo menos uma parada no meio do caminho… — Vegeta disse antes de caminhar até o cachorrinho e colocar Bra no chão depois que ele estava na frente do animal.

Bra acariciou a cabeça do cachorro assim que ele ficou ao seu alcance, fazendo com que o mesmo balançasse a cauda e colocasse a língua para fora.

— Você é tão fofinho! Qual seu nome?

O cachorro latiu em resposta, circulando ela e cheirando-a de cima a baixo. A menina riu.

— Isso faz cócegas! — ela sentou na calçada, fazendo o cachorro pular nela.
Vegeta olhou para o animal com cara de nojo, imaginando o que os terráqueos viam naquele animal. Tudo o que eles faziam era dormir, comer e fazer suas necessidades fisiológicas em todos os lugares possíveis. Ele riu, sabendo que se dissesse isso na frente de Bulma, ela diria a mesma coisa sobre ele. Bem… ele não ia ao banheiro em todo o lugar.

Bra olhou para ele: — Papai… eu te amo.

Vegeta levantou uma sobrancelha e depois balançou a cabeça.

— Você não vai ficar com esse cachorro!

Bra se levantou, fazendo o cachorro ficar ao lado dela. Ela fez beicinho e olhou para ele:
— Vamos lá, papai, deixa! Ele não tem um lar, ele não tem casa.

Vegeta riu e balançou a cabeça novamente.

— Não, sua mãe me mata se eu deixo você levar esse cachorro para casa.

— Ela não mataria você! — Bra parecia horrorizada.

— Certo…mais ela me faria dormir no sofá por no mínimo uma semana, o que é pior ainda. — Vegeta disse, tentando não rir da cara de Bra.

— Você pode dormir no meu quarto, papai! Eu empresto minha cama! — Bra ofereceu.

Os lábios de Vegeta se ergueram um pouco.
— Não, Bra, além disso, acho que ele já tem uma casa. Olha… — Vegeta se inclinou e puxou a coleira em volta do pescoço do cachorro. — Ele tem uma identificação… seu nome é Inu. — disse Vegeta, olhando novamente para a coleira novamente se certificando de que ele entendeu o nome direito.

A menina sorriu.

— Oi, Inu! Você quer vir ao parque comigo?

O cãozinho latiu em afirmação.

— Ótimo ! Vamos lá! — disse Bra, liderando o resto do caminho, o que não foi longo demais. Ela seguindo na frente do cachorro, depois Vegeta.

O trio entrou no portão do Parque Capital do Oeste, onde muitas crianças brincavam no playground. Bra correu, subindo a escada de corda, subindo a plataforma mais alta. O cachorro a seguiu, batendo com força o rabo no chão enquanto olhava para ela. A menina desceu correndo dois degraus e pulou na pequena ponte de madeira que levava ao outro lado.

Infelizmente para um menino que estava no meio da ponte, mas com muito medo de seguir o resto, Bra não estava disposta a parar e esperar por ele ou ajudá-lo. Ela queria atravessar para fora do caminho, fazendo com que o menino voasse pela ponte.

Vegeta que observava a cena sorriu para si mesmo. Essa é a minha garota tirando os vermes do caminho.

Bra continuou se divertindo enquanto corria de um lado para o outro algumas vezes sem se incomodar em desacelerar para descansar ou contornar alguém. Na hora em que ela se cansou de tudo, ela pulou da plataforma superior onde começou fazendo as outras crianças olharem de modo estranho para ela enquanto a mesma corria para o balanço livre.

— Me empurre, papai! — ela chamou Vegeta.

Vegeta gruiu e olhou em volta para os outros pais brincando com seus filhos, ninguém parecia notar, para ele, que uma menina de todas as outras crianças queria que seu pai a empurrasse no balanço. É melhor que ninguém perceba isso…, ele torceu mentalmente enquanto, relutantemente, caminhava até onde a filha estava.

Bra sorriu para seu genitor e impulsionou as pernas para frente e para trás, esperando que ele desse a ela um impulso extra. Vegeta foi para trás dela agarrando as correntes nas quais ela estava pendurada e a levantou para trás a menina ria animadamente, vendo o chão ficar cada vez mais longe dela.

Uma vez que Vegeta a levantou alto, ele a empurrou para frente, fazendo-a voar mais do que o balanço, quando ela se virou demais passou por cima do brinquedo. Ela se firmou no chão com os pés depois que o balanço voltou a cair. Pai e filha olharam em volta percebendo que as outras pessoas, ou melhor, todos que estavam no playground viram o que aconteceu, pois inúmeros pares de olhos estavam esbugalhados.

Bra corou e o pai bufou.

— Não é tão difícil…

Vegeta bufou novamente.
— Você parece a sua mãe falando.

— Hã?

Vegeta balançou a cabeça e riu.

— Nada Bra. — disse ele, voltando a empurrar levemente fazendo-a balançar alto, mas não o suficiente para fazê-la balançar sobre o balanço outra vez.

Bra riu.

— Está melhor assim, papai!

Vegeta assentiu em concordância, empurrando-a mais uma vez, fazendo seu balanço dar um empurrão, depois a empurrando novamente, repetindo esse padrão. Isso continuou por um tempo até que ele sentisse alguém pular em suas costas.

— O que!? — Vegeta gritou, virando-se a tempo de ver Inu olhando para ele com seus grandes olhos amendoados. Isso foi o suficiente para fazer o saiyajin tremer de horror. — O que você quer animal horrendo? — ele exigiu do cachorrinho,que apenas lhe deu um latido alto.

Bra parou o balanço e saiu, dando uma volta e acariciando a cabeça de Inu: — Não seja tão malvado, papai! Inu só queria dizer “olá”.

— Mande ele dizer olá para outra pessoa!

— Awww, mas ele gosta de você, papai! — Bra riu.

— Eu não ligo! — disse Vegeta, cruzando os braços.

Bra deu seu famoso olhar fofo e malvado: — Eu acho que você também gosta do Inu, tanto quanto ele gosta de você. — a menina provocou.

Vegeta decidiu dar a ela o seu olhar malvado o que realmente não era bonito.

— Eu não gosto daquele vira-lata irritante!

Bra olhou para Inu e depois para o pai fazendo beicinho.

—Você está dizendo que não gosta de mim?

Vegeta foi retirado dessa pergunta, tentando descobrir o que a filha queria dizer com aquilo.

— Bra… você não é um vira-lata!

— Eu sou sim! — com isso ela se ajoelhou no chão olhando para o pai com a língua de fora.

Vegeta blasfemou todos os kaiohshins do universo em desaprovação ao ver a cena.

— Nenhum filho meu é um vira-lata! Levante-se Bra!
Mas Bra ignorou a ordem, tentando coçar atrás da orelha com o pé como o cachorro estava fazendo, até que ela achou mais difícil do que parecia quando ela caiu com a cara no chão. Vegeta teve dificuldade em reprimir o riso, mais não queria que a filha soubesse que ela imitando um cão estava engraçado.

Bra levantou-se ilesa, bem a tempo de ver o cachorro sair correndo pelo playground, ela tentou seguir o exemplo imitando-o, mas quando ela descobriu que não podia correr assim, decidiu mudar um pouco as regras e correr normalmente.

Vegeta observou os dois por um tempo, sentindo os lábios dele se curvarem, ouvindo-a rir histericamente, mas seu sorriso logo viraria uma careta quando ele percebeu que o cachorro estava indo em direção a rua.
Bra estava se divertindo demais tentando pegar Inu, então ela não percebeu para onde estava indo. Vegeta observou o cão atravessar a rua com facilidade indo em direção a um rapazinho. Ele logo voltou à atenção para filha, vendo-a se aproximar da rua foi quando ele percebeu que havia um enorme caminhão de reboque descendo a rua.

— Bra! — o pai gritou o nome dela, mais ela não ouviu. Vegeta sabia que um caminhão não podia machucar um saiyajin, mas ele não sabia sobre uma híbrida de quatro anos para, ser mais exato.

Vegeta não se incomodou em tentar chamá-la novamente, tudo o que ele conseguiu pensar na hora foi em tirá-la do meio da rua antes que ela fosse atropelada. Com uma velocidade impressionante, ele agarrou a filha em segundos bem a tempo de ver o caminhão buzinar em advertência.

Os olhos da menina de cabelos cerúleos estavam arregalados, sem perceber que o caminhão enorme estava lá antes de aparecer bem na frente dela. Bra logo voltou à realidade, no entanto, ao sentir e ouvir o pai respirando pesadamente ao lado de sua orelha.

— Papai? — a menina conseguiu gritar antes de lutar para se virar em seu aperto forte para encará-lo. Uma vez que ela conseguiu isso, seus olhos azuis se arregalaram uma vez mais Pela primeira vez em sua vida ela viu medo nos olhos negros de seu pai. — Papai? — ela o chamou novamente, tentando fazê-lo falar com ela.

Ao ouvir a filha chamá-lo dessa vez, Vegeta piscou duas vezes diretamente nos olhos dela, imediatamente seus olhos se estreitaram.

— Bra, o que você estava pensando? Você podia ter morrido se eu não tivesse chegado a tempo de salvá-la! — Vegeta vociferou, agarrando os ombros dela com força para que ela continuasse olhando para ele, mas não com força suficiente para machucá-la. — O que você estava pensando?! — ele perguntou novamente, sacudindo-a de um lado para o outro.

Bra até ouviu o quão assustado seu pai estava com a voz embaralhada, às vezes. O que a deixou mais assustada ainda. As meninas sempre enxergam seu pai como seu super-herói, onde nada as assusta e com Bra não era exceção, então vendo que seu pai tinha medo fez com que lágrimas caíssem de seus olhinhos: — Sinto muito, papai. — disse ela entre soluços.

O semblante de Vegeta relaxou um pouco, mas ainda podia sentir seu coração batendo rapidamente no peito.

— Está tudo bem Bra, apenas procure ter mais cuidado.

A menina assentiu, mas não conseguiu dizer mais nada quando se lançou sobre o pai, passando os bracinhos ao redor do pescoço dele, segurando-o mais forte que pode. Dessa vez foi diferente do resto, Vegeta não pode deixar de abraçá-la também. Ele suspirou. Eu nunca tive medo, até Bra ficar em perigo!, Vegeta refletiu.

— Que tal irmos para casa agora? Sua mãe deve chegar em mais ou menos duas horas. — ele perguntou a filha depois de perceber que as pessoas estavam olham para eles… Para ele, o que o deixou com raiva e ele não queria destruir tudo na frente de sua garotinha.

Bra assentiu, mas não levantou a cabeça do ombro dele. Vegeta tomou isso como uma dica para ele carregá-la, e foi o que ele fez. Antes de deixar o parque, Vegeta olhou para o outro lado da rua e viu um adolescente acariciando o cachorro. Deve ser o dono. Cachorro estúpido! Eu sabia que ir ao parque era um problema., e, com isso, ele levou Bra de volta para Corporação Cápsula, sentindo os braços dela descascarem a tensão que estavam a alguns minutos atrás.



****

— Bra, chegamos. — a menina de cabelos cerúleos levantou a cabeça do ombro do pai e olhou para casa. Vegeta a colocou no chão e caminhou até a porta, destrancando-a.

A pequena correu para dentro de casa depois que Vegeta abriu a porta, correndo direto para a cozinha.

— Eu quero sorvete! — Vegeta riu quando fechou a porta atrás de si, ouvindo Bra correr para a cozinha para conseguir uma cadeira para alcançar o freezer.

Assim que ele começou a caminhar em direção a cozinha para ajudá-la, ele ouviu um estrondo. Vegeta congelou, com medo do que poderia encontrar assim que entrasse na cozinha.

— Eu não fiz isso! — Disse Bra, ligeiramente pulando da cadeira e correndo para fora da cozinha.

— Espere aí! —Vegeta exigiu, agarrando-a pela blusa levantando-a para que ela estivesse apenas correndo no ar. — Eu acho que você tem uma bagunça para limpar. —disse o mais velho ao ver que todo o congelador foi derramado na frente da geladeira.

Depois de tentar mais algumas vezes fugir das garras do pai, mas sem sucesso, ela caiu enquanto ele ainda a segurava pela blusa.

— Eu não fiz isso! — ela repetiu.

— É mesmo? — Vegeta levantou uma sobrancelha. — Então a quem eu devo perguntar?

— Humm. — Bra parou um momento antes de olhar para o pai com olhos esperançosos de que ele acreditasse nela. — Um fantasma?

— Heh — Vegeta balançou A cabeça e colocou Bra no chão. —, Bem, então eu sugiro que você encontre esse tal fantasma e diga a ele que se ele não limpar essa bagunça você vai limpar!

Isso pareceu funcionar para Bra e com isso ela saiu em disparada para as escadas.

Vegeta ficou no meio da cozinha por alguns minutos, esperando Bra voltar, mas a menina não voltou. De repente ele percebeu que ela não iria descer.
O saiyajin rosnou.

— Bra! — Vegeta gritou, mas em vez de esperar mais um pouco, ele apenas levitou toda a comida caída de volta para o freezer e fechou a porta da geladeira. Depois disso, ele subiu as escadas.

— Bra! — ele gritou mais uma vez, abrindo a porta do quarto da garotinha em um chute.

Vegeta não a viu em nenhum lugar do quarto, mas ele sentiu que ela estava escondida debaixo da cama

— Bra, saia já daí! — disse Vegeta, aproximando-se.

— Mais eu estou tentando encontrar o fantasma.

Vegeta respirou fundo e cruzou os braços sobre o peito.

— Não se preocupe… Eu já limpei a bagunça que o “fantasma” fez.

Ao ouvir isso Bra saiu debaixo da cama.

— Bem, nesse caso…

Vegeta não pode deixar de rir disso vendo o quanto sua filha podia mudar de comportamento de acordo com a conveniência.

Bra riu ao ver que seu pai sorria.

— Então ainda posso tomar sorvete? — ela arriscou.

Vegeta saiu rapidamente do quarto: — Se você chegar à cozinha antes de mim. — ele desafiou de brincadeira. Foi à vez de Bra rir enquanto corria para fora do quarto, vendo o pai descendo as escadas.

— Não é justo! Você tem vantagem!

— Desculpas, desculpas! — ela ouviu o pai gritar de volta, aparentemente já no andar de baixo.
Bra gritou. Não havia motivo para isso, ela apenas sentia vontade de fazer isso. Ela seguiu o pai dessa maneira, onde se ela não ganhasse ou conseguisse, ela ficaria muito, muito, brava. Ela quase literalmente voou escada abaixo.

— Hum, este sorvete é uma delícia. — Vegeta disse da cozinha.

A menina correu para a cozinha, mas, como não havia tapete, ela não conseguiu se conter enquanto deslizava pelo chão, não contato com a parede oposta a porta com um empurrão. Ela caiu no chão, mas velozmente se levantou apontando um dedo acusador para o pai.

— Não se atreva a me dizer que comeu todo o sorvete! — a azuladinha indignou colocando as mãos nos quadris.
Vegeta arqueou a sobrancelha: — Eu ainda não tirei o sorvete do pote.

Bra ficou satisfeita sentando-se à mesa.

Vegeta colocou o pote sobre a mesa, pegando duas taças e duas colheres para eles. Ele abriu o pote e enfiou a colher no sorvete congelado. O saiyajin tentou tomar o sorvete, mas sem sucesso, isso só o deixou agitado, então ele pressionou a colher com mais força, fazendo uma grande bola de sorvete voar e aterrissar no teto.

Os dois olharam para cima por um momento antes de Bra apontar e começar a rir histericamente. À medida que a menina fazia isso, o mais velho apenas balançava a cabeça. Ele pegou o sorvete com mais cuidado dessa vez colocando-o nas taças. Bra ainda estava rindo, o sorvete havia derretido com o calor do teto, fazendo-o cair de volta na mesa.

Depois de servir as duas taças com sorvete de chocolate, Vegeta sentou-se à mesa em frente à Bra e começou a tomar seu sorvete rapidamente, ainda que de modo educado. A menininha por outro lado queria tomar o sorvete mais rápido possível, mas ainda ria com o sorvete caído.

Vegeta tentou ignorar o mau modo da filha a mesa, mas não por muito tempo.

— Bra coma direito! — ao ouvir isso, ela cuspiu o sorvete que tinha na boca para poder rir ainda mais.

— Eu deveria saber que sorvete de chocolate te deixaria hiperativa. — ele disse mais para si do que para ela.

Bra largou a colher e assentiu vigorosamente fazendo parecer que ela estava hiperventilando.
Mais uma vez Vegeta arqueou a sobrancelha ao tentar descobrir o que a filha estava fazendo. A próxima coisa que ela viu foi que ela estava caindo da cadeira e se rastejando no chão.

— Bra você está tomando sorvete do chão!? — repreendeu Vegeta, sabendo quanto ouviria de Bulma se ela viesse à filha fazendo isso.

A azuladinha se levantou e correu para a porta que era à saída da cozinha, apenas para correr contra a parede. Bra tinha os dois braços abertos quando ela caiu para trás. Não pareceu incomodá-la enquanto olhava para o pai de cabeça pra baixo, novamente ela riu.

Vegeta resmungou: — Eu nunca vou entender você, menina.— ele se levantou do assento e a pegou, sentando-a no balcão da pia para limpar todo o chocolate do rosto dela com um pano. — Você é a pirralha mais bagunçada que eu conheço.

Ela riu.

— Isso porque você é meu papai!

— O que você quer dizer com isso, Bra?

Vegeta levantou a sobrancelha esquerda. A menina espertamente desviou os olhos para toda a cozinha.

— Nada, paizinho…

— Tanto faz. —ele disse, antes de baixá-la para vê-la fugir em disparada da cozinha.
Os olhos de Vegeta se voltaram para o chão, notando que não era uma bagunça tão grande assim. Não acredito que vou ter que fazer isso., ele disse para si mesmo antes de se ajoelhar com relutância e limpar o chocolate do chão. Ele se levantou o mais rápido que pode, limpando a mesa a seguir e colocando as taças sujas na pia.

Ela deve estar cansada em pouco tempo.,disse ele, entrando na sala sentando-se no sofá. Assim como previsto, depois que Bra subiu e desceu as escadas cerca de cinquenta vezes, tropeçando em si mesma e voando para frente, ela finalmente começou a desacelerar respirando pesadamente enquanto caminhava para frente do pai.

— Cansada? — Vegeta perguntou com um sorriso de lado, vendo-a praticamente arrastar os pés.

Bra balançou a cabeça.

— Não… eu ainda, não estou cansada. — Bra conseguiu dizer entre as respirações apenas para desmoronar ao lado do pai. Ela descansou a cabeça no ombro dele até que sua respiração finalmente voltou ao normal.

Vegeta já podia ver os olhinhos dela se fechando e a energia caindo gradativamente. Lentamente ela colocou o corpo no colo dele para descansar a cabeça no peito dele, sua respiração agora entrando no estado suave, dizendo que ela já estava meio dormida.

Para torná-lo mais confortável para a filha, Vegeta a abraçou e deitou no sofá, a menina se aconchegou mais em seu peito, deixando escapar um suspiro de satisfação antes de adormecer. Vegeta não teve como não sorrir com isso, tirando alguns fios azulados do rosto para ter uma boa visão dela. Ela era sua princesinha, sua garotinha insolente.
Eu amo você, ele disse mentalmente. Era algo que ele costumava falar para ela, Trunks ou Bulma, mesmo que nunca dissesse em volta alta, mas ele não tinha problemas em aceitar o fato de que ele se importava com sua família. E ele sabia que sua esposa e filhos sabiam disso.

Vegeta se inclinou e beijou a testa de sua filha antes de cair no sono junto com ela. Ele acordou algum tempo depois ao ouvir uma porta bater, seus olhos se abriram quando ele os moveu para ver quem era.

Bulma entrou em casa cantarolando uma música suavemente:

[…]

Y cuando llega la noche

Quiero abrazar mi familia

Y tengo buenos amigos

Que a mi me adornan la vida

Y de andar tantos caminos

Es que me encuentro conmigo

Cuando regreso a lo mio

Soy tan feliz

Cuando llego a casa

Se detiene el tiempo

Vuelve la alma al cuerpo/strong>

Y si estoy contigo

Me olvido el resto

Cuando llego a casa

Llegan los momentos

Llegan las canciones

Y encuentro paz

Puro sentimiento

Cuando llego

Cuando llego

Cuando llego

[…]


Bulma rapidamente calou a boca uma vez que viu Bra dormindo no sofá com o braço de Vegeta ao seu redor. Seus olhos se arregalaram por um momento, quase não acreditando o que estava vendo, mas ela logo superou o choque e sorriu.

— Pelo que eu estou vendo, vocês dois se divertiram bastante! — comentou Bulma, em pé, em frente ao sofá.

Vegeta nada disse, não querendo acordar a filha. Ele se sentou lentamente, fazendo a menina se mexer um pouco, mais uma vez que o pai se levantou com cuidado Bra permaneceu dormindo.

— Então como foi seu dia? — Bulma perguntou, olhando para a filha depois para o marido.

— Adequado. — foi à resposta de Vegeta, mas mesmo assim Bulma sabia que pela maneira como o saiyajin mal-humorado olhou para a filha, ele aproveitara cada minuto com a pequena.

Bulma sorriu e fechou o espaço entre eles enquanto passava os braços em volta do pescoço de Vegeta e lhe dava um beijo nos lábios.

— Obrigada! — ela disse assim que se afastaram.

— Por quê? — quis saber o desconfiado saiyajin.

A herdeira da Corporação Cápsula deu de ombros.

— Por tudo, por cuidar de Bra… — ela parou e deu ao marido um enorme sorriso e inclinou a cabeça para trás para tirar a franja dos olhos. — E por ser o melhor pai e marido do mundo.
— Heh… — foi tudo o que Vegeta conseguiu pensar em dizer, não estava preparado para receber a esposa lhe dando tantos elogios em uma mesma sentença.

— Eu te amo. — ela disse, beijando-o novamente.

Depois que ela se afastou viu que ele estava corando, mas mesmo assim mantinha um discreto sorriso de canto.

— Não precisa dizer… eu sei.

Os dois ficaram parados por um tempo apenas observando a filha dormir.

— Vegeta? — Bulma o chamou, passando a mão nas madeixas dele.

— O que foi? — Vegeta perguntou, sendo retirado de seus pensamentos.

— O que aconteceu com seu cabelo?

1 de Julho de 2020 às 13:32 0 Denunciar Insira Seguir história
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