u15514544731551454473 Luiz Fabrício Mendes

A Segunda Guerra Mundial. Sonhos são destroçados, vidas são destruídas. Em meio a esse ambiente de horror, um amor sincero e inusitado pode marcar dois jovens para sempre...


De Época Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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Capítulo I

Outono no Rio


Capítulo I


Quando uma guerra se aproxima – e o perigo é iminente – a vida de algumas pessoas pára por completo. Mas a de outras continua, e sofrida...


Vento. As folhas das árvores mudavam de cor e caíam destas, amontoando-se em grandes montes aos pés das mesmas. Em meio à floresta que cercava Paris estavam localizados vários vilarejos. Uma estrada rústica, de terra, se estendia até a fazenda D'Arc. A propriedade tinha esse nome devido à devoção de seus proprietários para com a santa padroeira da França: Joana D'Arc. Tanto que haviam colocado o nome da bem-aventurada em sua filha, Joana.

O pai de Joana, senhor Liriê, era um fazendeiro pobre. As uvas que plantava em sua fazenda para a produção de vinho não davam mais lucro, principalmente com as notícias da guerra. Sim, a guerra... Essa palavra de seis letras tão temida rondava as fronteiras da França. O III Reich queria conquistar o mundo e a França teria que colaborar, por bem ou por mal. Liriê, desiludido e vivendo de favores de parentes como eu, o doutor Grenoble, médico e caro irmão de sua esposa, a pobre Claire Liriê, bebia, a cada dia, uma garrafa de vinho de sua rica adega e, assim, aos poucos ia perdendo a razão.

Caminhava pela estrada já descrita, a caminho da fazenda de meu cunhado. O vento batia em minha barba castanha. Não tinha notícias boas para dar, mas teria que fazer isso.

O sol começava a desaparecer no horizonte. As raposas e lobos iam para suas tocas, enquanto as crianças voltavam para casa da escola e o acendedor de lâmpadas já preparava seus instrumentos para iluminar os bairros pobres de Paris, onde a eletricidade ainda não havia chegado ao contrário do que fizeram a fome, a miséria e as doenças... Parecia que, quanto mais a ameaça alemã aumentava, mais as doenças se alastravam, mais a fome crescia, mais pessoas perdiam seus empregos...

Alguns passarinhos ainda voavam, mas logo partiriam para o aconchego de seus ninhos. Nisso, vi, sobre um pinheiro, um ninho em que alguns filhotes piavam, com fome. Não havia nem sinal da mãe. De modo igual estava a situação da França: o povo tinha fome e o inimigo se acomodava, mas os líderes não faziam nada a respeito. Petain e seus aliados não fizeram nada contra a ameaça nazista. Pareciam mais espiões de Hitler do que governantes franceses prontos para resistir. Alguns bravos compatriotas estavam dispostos a isso: resistir. Mas era difícil. O Exército não mexia um dedo em ajudar esses resistentes, e eles logo seriam completamente massacrados em sua primeira investida, por todo o país.

Os ingleses, inimigos no passado, agora pareciam preocupados com nossa situação. Churchill buscava forças para nos libertar. Mas, talvez, isso só seria uma preocupação, pois, após a máquina de guerra alemã dominar completamente nosso território, como havia feito na Polônia e provavelmente levaria nosso povo amontoado em trens para ser exterminado como havia feito com os pobres judeus, estaria com medo de Hitler cruzar o Canal da Mancha e provocar a queda de Londres.

Nisso, cruzei a ponte de concreto por onde passava o Rio Sena. O Rio Sena... A família inteira, até nossos mais antigos antepassados, havia crescido ao redor daquele rio. Suas águas límpidas, suas margens acolhedoras e as tocas dos animais silvestres ao redor haviam sido palco de romances, brigas, alegrias... Ou seja, conhecia como ninguém a saga dos Montiê.

Aos poucos, a cerca da fazenda surgia na minha frente. Nem percebi e já estava de frente para a porteira. A abri devagar e entrei na fazenda de minha irmã e meu cunhado.

O sol dava seus últimos suspiros antes de desaparecer completamente. Cruzei a horta, que ficava perto do celeiro, onde estavam guardadas as ferramentas e repousavam os cavalos. Eram três belos animais: um era macho e forte, sendo montado pelo meu cunhado Liriê. Os dois outros animais eram éguas. Uma delas era de estatura média, sendo montada por minha irmã e a outra, ainda filhote, filha da outra, era montada por minha sobrinha.

A casa da fazenda não era muito grande. Era formada por dois quartos, uma sala e uma cozinha com fogão à brasa. Havia uma porta do lado de fora que dava numa escada que levava até a adega de vinhos e, também fora da casa, havia uma pequena construção de um metro quadrado onde se faziam as necessidades da natureza.

Bati na porta duas vezes até que meu cunhado atendeu:

"Olá, Grenoble. Entre".

"Obrigado, meu cunhado!" – respondi, entrando pela porta.

"O que faz aqui numa terça-feira? Você só costuma vir aos domingos! Sente-se".

Sentei-me numa cadeira. Havia várias poltronas ali antes, mas agora só havia uma, onde Liriê sentou-se. Ele teve que vender as outras para pagar algumas dívidas na cidade.

"Por que tu estás aqui, meu cunhado?" – perguntou Liriê.

"É que tenho algo para dizer a vocês".

"É uma notícia boa ou ruim?".

"Nestes tempos de guerra, você acha que pode haver notícias boas, meu cunhado?".

Nisso, Claire veio da cozinha e, vendo-me, disse:

"Olá, meu irmão".

"Boa noite, minha querida irmã".

"O que fazes aqui numa terça?".

"Tenho uma notícia para dar. Poderia chamar minha bela sobrinha Joana?".

"Sim, meu irmão".

Claire foi chamar Joana em seu quarto. Ela veio, sorridente, como sempre, segurando seus livros de estudos, pois estava fazendo suas tarefas de casa dadas há cinco dias, pois nesse período não havia tido aula na segunda-feira.

"Olá, tio Grenoble" – saudou a sorridente jovem. – "Muito boa noite".

"Boa noite, minha amada sobrinha".

Joana, nos seus dezesseis anos, era bela. Tinha cabelos negros, olhos azuis. Devido a sua beleza, vários rapazes a cortejavam. Liriê era severo e não aceitava que nenhum rapaz tivesse um sentimento maior do que amizade para com sua filha. Ele desejava que ela fosse sempre casta e, futuramente, desejava mandá-la para um convento.

"Vamos, meu irmão" – disse Claire. – "Conte logo o que tem a dizer".

"Está bem, minha irmã".

Olhei nos olhos do três presentes e comecei:

"Vocês três sabem que eu sempre trabalhei na Santa Casa de Misericórdia de Paris. Sempre gostaram do meu trabalho, e meus pacientes sempre confiavam em meus diagnósticos, seguiam minhas receitas e tomavam os remédios que pedia, mas, hoje, vi que tudo isso em nada adiantou. O diretor da Santa Casa me mandou embora, junto com outros médicos e enfermeiros, me dando o dinheiro que ainda faltava receber: uma mixaria. Setenta francos. Ele disse que a Santa Casa está passando por dificuldades e que dispensou alguns funcionários. É essa a mensagem que tinha para dar".

"Meu Deus..." – surpreendeu-se Liriê. – "Então você foi mandado embora?".

"Sim, meu cunhado e, se daqui a pouco mais de uma semana eu não encontrar um novo emprego, vou acabar passando fome, pois gastei todas as minhas últimas economias".

Claire estava pasmada. Não disse nada, apenas me olhava com os olhos arregalados. Ela tinha razão para estar nesse estado: o que os ajudava a viver eram empréstimos que lhes fazia todo mês, de cerca de cem francos cada. Liriê me prometia pagar o dinheiro quando os tempos melhorassem, mas isso, pelo visto, ainda demoraria a acontecer.

Joana, apesar de jovem, entendia desses assuntos e me olhava com expressão um pouco menos espantada do que a da mãe. Mesmo assim, também parecia petrificada. Liriê perguntou:

"E em que, meu cunhado, você gastou suas últimas economias?".

"Gastei minhas últimas economias comprando um rifle de guerra, para me defender caso os alemães cheguem até aqui!".

"Eu não acredito no que estou ouvindo!" – disse Liriê, levantando-se da poltrona com a mão na testa. – "Os alemães vão chegar aqui. Logo virão para esta região procurar por resistentes para prendê-los. Se lhe pegarem com essa arma, meu cunhado, serás preso!".

"Eu não sou um resistente, mas se esses nazistas aparecerem por aqui eu vou matar um a um!".

"Pierre..." – disse minha irmã, chamando-me pelo primeiro nome, pois me chamo Pierre Grenoble Montiê. – "Você tem essas idéias loucas desde criança. Não acha que é hora de parar com isso, pois acabará morrendo?".

"Concordo com minha mãe" – disse minha sobrinha. – "O senhor já está ficando velho e não deveria ficar pensando nessas coisas".

Na época, tinha quarenta e sete anos. Olhei para os olhos fraternos de minha irmã, para os brilhantes de minha sobrinha e para os severos de Liriê. Após um instante sem dizer nada, levantei-me da cadeira e caminhei na direção da porta. Minha irmã perguntou:

"Já vai tão cedo? Coma conosco. Não gosta de carne de javali? Era o que mais comia quando era pequeno...".

"Sim, fique meu cunhado" – convidou Liriê. – "Nós queremos cear ouvindo suas sábias histórias. Joana as adora".

"Sim, tio" – disse minha sobrinha, com os olhos brilhantes. – "Fique conosco para a ceia. Adoro suas histórias. Quando era menor, o senhor as contava para eu dormir se estivesse sem sono, mas agora que cresci, nunca mais as ouvi. Por favor, fique conosco".

"Está bem..." – respondi.

Todos se alegraram. Minha irmã foi preparar a mesa para comermos. Liriê fez a pergunta que eu esperava:

"Podemos pagar-lhe as dívidas depois do outono? Os tempos estão difíceis, caro Grenoble, e sei que não tem um tostão, mas não posso fazer nada...".

"Fique tranqüilo meu caro Jacob Liriê... Quando vocês puderem, me paguem. Além disso, não quero ver minha sobrinha sem o seu material de escola".

"Mas como vai se virar?".

"Eu dou um jeito, meu caro cunhado... Eu dou um jeito...".

Minha sobrinha não ouviu a conversa. Se tivesse ouvido, teria com certeza protestado contra minha decisão.

Minha irmã nos chamou para cear. Nos sentamos em volta da mesa de quatro cadeiras. Eu fiquei de frente para Liriê e Joana ficou de frente para minha irmã.

E começamos a comer a carne de javali que eu, particularmente, adoro. Após levarmos uns sete ou oito pedaços da carne do suíno à boca, minha sobrinha pediu amavelmente:

"Conte uma história, tio Grenoble".

"Claro,mon chéri".

E contei a seguinte história:

"Um dia, um gordinho e belo cordeirinho caminhava por um bosque de pinheiros. Andou, andou e andou o dia todo. Quando já acabava a tarde, o cordeirinho não sabia o caminho de volta. Desesperado, decidiu pedir orientação ao primeiro animal que visse. A primeira que viu foi a coruja, mas, apesar da inteligência da ave, ela não sabia o caminho de volta. Depois, encontrou uma raposa, mas, apesar de toda a sua esperteza, ela não sabia o caminho. Depois, encontrou um pardal, mas, mesmo ele podendo voar, não sabia o caminho. Mais à frente, o cordeirinho avistou um lobo. Inocente, foi pedir-lhe orientação. A fera, vendo o cordeirinho, disse, quando ele perguntou o caminho, que era para ele o seguir, pois o levaria para fora do bosque. O lobo levou o ovino até a alcatéia, que o matou e os assassinos dividiram entre si sua carne".

"Qual é a moral, tio Grenoble?" – perguntou minha sobrinha.

"Quando nos perdemos nos caminhos da vida, não podemos pedir ajuda a qualquer um. Enquanto poucos são confiáveis, a maioria não sabe como ajudar ou acaba logrando os inocentes!" – respondi.

"Bravo" – disse minha irmã, batendo palmas. – "Você conta histórias como ninguém, meu irmão!".

"Vá buscar a sobremesa, mamãe!" – pediu minha sobrinha, logo que terminou seu prato.

Minha irmã foi pegar algo na cozinha e logo voltou com um prato onde estava um bonito bolo de milho. Ela cortou quatro pedaços e colocou um em cada prato de sobremesa dos presentes.

Minha sobrinha começou a comer o bolo sorrindo para mim. Eu era seu tio favorito, como uma vez ela já havia me dito.

Após terminar a sobremesa, Liriê começou a palitar os dentes, dizendo:

"Eu tenho que acertar a sua ida para o convento, Joana. Não quero que seja cortejada por nenhum rapaz. Quando viver enclausurada sua beleza não importará mais, e sim sua fé em seguir a doutrina de Cristo".

"Sim, meu pai" – disse minha sobrinha. – "Se deseja que eu seja sempre casta, assim serei".

"Para que convento vocês mandarão Joana?" – perguntei, um pouco triste, pois minha sobrinha sempre viveria enclausurada e não se casaria nem teria filhos.

"Para o Convento das Irmãs da Virgem, em Paris!" – respondeu Liriê.

"Aquele convento em que as freiras aprendem enfermagem?" – perguntei.

"Sim".

"Mas provavelmente eles vão convocar as irmãs para servirem como enfermeiras na guerra! Não é melhor mandar Joana depois que tudo isto acabar?".

"A guerra amadurece as pessoas" – respondeu meu cunhado. – "Lutei na guerra e não me arrependo. Além do mais, não quero ver minha filha ser cortejada por aqueles porcos nazistas aqui na França! Ela provavelmente será mandada para alguma outra frente, como na África!".

"Eu não concordo com esse seu ponto de vista...".

"Por favor, não briguem!" – interferiu minha irmã.

Minha sobrinha observava tudo, calada. Quando falamos da guerra, percebi que ela empalideceu por um instante. Pobre Joana...

Cerca de meia-hora depois, parti para o sobrado onde morava, nos subúrbios de Paris.

Não vi mais Joana naquele outono, mas eu soube que poucos dias depois de minha visita à casa de minha irmã, Liriê mandou minha sobrinha para o Convento das Irmãs da Virgem, onde ela entrara como noviça e aprenderia o ofício da enfermagem.

Às vezes, o destino é traiçoeiro, mas quando certas coisas devem acontecer, elas geralmente acontecem, até as desgraças...

Num dos últimos dias daquele outono, numa tarde de sol, minha irmã foi lavar roupas no Rio Sena. Ela tinha quase quarenta anos, mas mesmo assim atraía os homens com sua beleza, que minha sobrinha Joana havia herdado.

Quando ela voltava para a fazenda carregando as roupas, na beira da estrada estava uma patrulha alemã, que naquele dia procurava por resistentes na região. O homem que comandava a patrulha de dez homens, um tal capitão Wilhelm, viu minha irmã passar pela estrada e a olhou com extremo interesse. Claire nem reparou a patrulha e, para o alemão, uma bela mulher não olhar em seus olhos quando passasse era uma ofensa.

O capitão, então, foi tomado por um desejo insano e, dando uma ordem em sua língua aos soldados que comandava, começou a seguir, de longe, Claire, sem que ela pudesse perceber.

O capitão esperou cerca de cinco minutos após minha irmã entrar na casa, e esta não havia percebido a patrulha nazista ainda, para bater palmas na porteira da fazenda.

Liriê, que no momento alimentava os cavalos no celeiro, foi atender a patrulha alemã. O capitão disse que eles estavam averiguando todas as propriedades da região para checar se não havia resistentes. Liriê, sem nem desconfiar do terrível destino que o esperava, abriu a porteira.

A patrulha alemã seguiu diretamente para a casa da fazenda. Ao entrarem, Liriê convidou-os a sentar. Apenas o capitão Wilhelm o fez.

Logo o lobo viu sua presa: Claire estava na cozinha, fazendo café. Liriê mandou que a mulher servisse os alemães e saiu, voltando para o celeiro com o fim de terminar a tarefa que fazia.

Wilhelm levantou-se e seguiu até a cozinha. Ficou de costas para minha irmã, que estava de frente para o fogão à brasa.

O capitão agarrou Claire pela cintura e a prendeu contra seu peito com uma mão. Com a outra, Wilhelm tampou a boca de minha irmã, para que ela não gritasse.

Ele a empurrou contra uma parede e se jogou sobre ela, assediando-a. Minha irmã, tentando se defender, chutou seu tórax. O nazista, revoltado, esbofeteou o rosto de Claire violentamente, chamando-a de vagabunda.

Nisso, Liriê entrou na cozinha e jogou-se sobre Wilhelm. O capitão o repeliu com um soco e dois dos soldados alemães abriram fogo contra o meu cunhado: Jacob Liriê voou sobre a mesa da cozinha, morto.

Claire tentou fugir, mas um dos soldados lhe empurrou e ela caiu de bruços no chão. Wilhelm, então, com extrema crueldade, sacou seu revólver e fulminou mortalmente a minha irmã.

O capitão, recompondo-se, mandou que os soldados retirassem os dois corpos da residência. Depois, mandou que botassem fogo em tudo: na casa, no celeiro, na horta e na adega...

Os soldados carregaram os corpos para fora da fazenda, sob as ordens de Wilhelm, enquanto tudo era consumido pelas chamas. Toda uma vida construída depois de vários anos de suor e sangue foi totalmente destruída em poucos instantes.

Ao chegarem à ponte sobre o Rio Sena, Wilhelm ordenou que os corpos fossem jogados na água. E assim os soldados fizeram, enquanto o capitão, rindo, marcava com um lápis um traço numa pequena folha de papel, na frente de outros três: Claire Liriê havia sido sua quarta vítima...

28 de Junho de 2020 às 00:38 4 Denunciar Insira Seguir história
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Karina Zulauf Tironi Karina Zulauf Tironi
Olá, Luiz! Tudo bem? Faço parte do Sistema de Verificação e venho lhe parabenizar pela Verificação da sua história. Antes de tudo, eu adorei que você é professor de história e está escrevendo sobre a Segunda Guerra Mundial! A primeira coisa que pensei foi: caramba, essa vai ser uma das boas. E não me enganei; é muito claro o domínio que você possui sobre esse assunto e o período em que a história transcorre. A menção do Rio Sena, o acendedor de lâmpadas, a brutalidade dos soldados alemães. Aqui deixo minha clara admiração, Luiz! Na questão da gramática, não encontrei muitos errinhos! Porém, na primeira frase do capítulo, “Quando uma guerra se aproxima – e o perigo é iminente – a vida de algumas pessoas pára por completo”, há o acento na palavra para, que foi abolida tanto na forma verbal quanto a preposição. Também gostaria de aconselhar que é sempre uma boa ideia procurar não repetir muito algumas palavras, como em “amontoando-se em grandes montes”, pois isso deixa a leitura muito mais fluída e prazerosa! (: Ah, e gostei muito da moral da história do cordeirinho que se perdeu. “Quando nos perdemos nos caminhos da vida, não podemos pedir ajuda a qualquer um. Enquanto poucos são confiáveis, a maioria não sabe como ajudar ou acaba logrando os inocentes.” Achei uma reflexão bastante inteligente, se encaixando muito bem no cenário da Segunda Guerra Mundial. Inclusive, fez um bom link com o final do capítulo e a menção do capitão Wilhelm como “lobo”. Mais uma vez, parabéns pela história, espero esbarrar com mais escritas suas por aqui no Inkspired! Um abraço!
August 19, 2020, 01:04

  • Luiz Fabrício Mendes Luiz Fabrício Mendes
    Obrigado pelo gentil comentário :) Confesso que esta história é meio antiga. Ela é de 2002-2003, quando eu ainda estava no Ensino Fundamental, hauahaua! Não era professor de História ainda, mas já adorava a matéria e acaba que se nota a aspiração. Obrigado por destacar os detalhes do contexto histórico, isso é gratificante a qualquer pesquisa para se escrever. E pelos apontamentos gramaticais também. Fiquei contente por ter gostado do uso da fábula (que vi num livro de escola na época, confesso!) e de ter associado a moral ao enredo. Muito obrigado pela análise. Fico feliz pelos elogios. Abraços! August 19, 2020, 01:15
  • Karina Zulauf Tironi Karina Zulauf Tironi
    Caramba, Luiz! Escreveu no Ensino Fundamental? Temos um prodígio aqui, hahaha! August 19, 2020, 01:55
  • Luiz Fabrício Mendes Luiz Fabrício Mendes
    Huahauahaua, antes fosse um prodígio. Hoje vi que não progredi tanto. Mas vou tentando, hauahau! Valeu. August 19, 2020, 14:57
~

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