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Bruno Araújo


Uma fanfic contando a história da nossa querida brawler inicial.


Fanfiction Todo o público.
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Uma Mini Caçadora

Alguns anos atrás, numa pequena floresta, uma garota de cabelos negros capturava lagartas. Ás vezes, fazia armadilhas de pedras e gravetos que seu pai te ensinou, e também usava sua redinha, que na verdade servia para pescar. Ela corria de um lado para o outro, caçando qualquer inseto que fosse. Ela fazia isso por diversão, e também por admiração. Seu pai era um grande caçador, e ela desejava ser como ele, forte e corajoso. O nome dessa menininha era Shelly.

Shelly vivia numa modesta casa de madeira com seus pais. O seu pai era um herói para ela, e ele sempre a incentivou a seguir o caminho dele. Sua mãe era uma dona de casa que adorava ver sua filha tão feliz. Shelly ás vezes era meio teimosa, porque ás vezes tinha que ajudar sua mãe na casa, só que ela só desejava caçar. Todos os dias, seu pai, em vez de lhe contar contos de fadas, contava as caçadas que tinha feito no dia. Ela ficava muito empolgada de saber das dificuldades que seu pai conseguiu passar, e isso a dava ainda mais determinação. Ao longo dos anos, Shelly foi melhorando suas habilidades, evoluindo de pequenos insetos até ratos e pássaros. O seu pai, percebendo a evolução da filha, comprou antecipadamente o presente dela de 12 anos, uma carabina, uma arma fácil de se usar e ao mesmo tempo letal, uma escolha perfeita para Shelly de acordo com o pai. A mãe de Shelly ficou desconfiada por um tempo, pois achava que a filha era muito nova para utilizar uma arma dessas.

Ao chegar no dia de seu aniversário, Shelly recebeu a carabina. A preocupação de sua mãe passou, pois viu a felicidade no rosto da filha, só, que aquele sentimento, durou pouco tempo. Alguns meses depois, Shelly foi pela primeira vez com seu pai numa caçada. Ela ficou muito contente em poder viver as histórias que seu pai a contava toda noite, mas, quando voltaram, a mãe de Shelly tinha desaparecido. Seu último vestígio foi uma carta, dizendo que ela ia buscar água no rio, e nunca mais voltou. Shelly e seu pai ficaram arrasados, chorando por dias. Ficaram meses procurando a mãe em qualquer canto que fosse. Mas nenhuma pista de sua presença foi encontrada.

Sem ter alguém para cozinhar, cuidar e limpar a casa, Shelly tinha que assumir este posto. Enquanto seu pai saía de dia para poder conseguir a refeição do dia seguinte, Shelly aprendeu as coisas que sua mãe fazia. Não era o que ela queria, mas ela sentia o cansaço do pai quando ele chegava de noite, então ela aguentou firme. Mesmo sendo responsável pela casa, Shelly não parou suas caçadas. Algumas vezes ao dia, ela parava o que estava fazendo e ia verificar se suas armadilhas capturaram algo. Por muito tempo a coisa ficou nesse pé, e Shelly estava se adaptando bem sem a presença da mãe, e até já estava acostumada com as tarefas domésticas, só que, mais uma vez, a vida virou o jogo para Shelly.

Numa noite, seu pai não voltou da caçada. Ela esperou, e esperou, até ficar cansada e ir dormir. De manhã, debaixo da porta havia uma carta, que nela dizia que seu pai havia sido morto por um urso na floresta. Shelly leu a carta, deitou no chão e chorou. Chorou e chorou por horas enquanto relembrava os doces momentos que havia vivido com a sua família. Depois de tanto tempo sentindo dor, Shelly percebeu que ninguém iria ser forte por ela, e que ela precisava ter coragem. Ela conseguiu viver sozinha por alguns dias, se virando como podia, mas as lembranças que ela teve naquela casa com seus pais não a paravam de atormentá-la, e, depois de tantos dias sendo assombrada e entristecida por aquela casa, Shelly juntou suas coisas, fez sua última refeição, e botou fogo na casa. Depois de uma noite de incêndio, Shelly fez um monumento com pedras em cima das cinzas em homenagem ao seus pais. Quando acabou, subiu escondida numa carroça que passava por ali e foi embora daquele lugar para sempre.

25 de Junho de 2020 às 00:29 1 Denunciar Insira Seguir história
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Raquel Terezani Raquel Terezani
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