u15796603161579660316 Jéssica Layne

Quatro integrantes de uma equipe partem em uma missão de resgate em uma ilha misteriosa. O que eles não sabem é que a ilha pode revelar ser o pior de seus pesadelos.


Horror Todo o público.

#medo #ficção-científica #suspense #ilha
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Em progresso - Novo capítulo Todas as Segundas-feiras
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A missão

— O medo é uma reação de defesa, ele serve para nos avisar quando algo está errado, quando estamos diante de uma ameaça e nossa sobrevivência está sendo posta em risco. Quando sentimos medo, nossas glândulas começam a liberar hormônios que colocam nosso corpo todo em estado de alerta. Nos primeiros minutos seus batimentos cardíacos aceleram, depois seus lábios ressecam, as pupilas se dilatam, sua pele começa a ficar pálida... Você só tem duas opções: lutar ou fugir.

Permaneço estática com as mãos sobre a arma, os olhos fixos no corpo caído diante de mim.


Alguns dias antes...


— Alguma pergunta?


Jhon direciona seus olhos para a equipe sentada à mesa. O silêncio preenche o ambiente aumentando o clima de tensão. Num gesto instintivo tamboreio meus dedos sobre o tampo de mármore.


— Quanto tempo teremos?


Will, o médico pergunta.


— Três dias.


— É pouco. A ilha possuí quantos quilômetros? — Três dias não são o suficiente para explorar todo o local em busca por sobreviventes...Eles podem estar em qualquer lugar...


— Três dias é o máximo que terão.


Meu chefe dá a sentença, os lábios contraídos em uma linha fina.


O doutor suspira inconformado.


— Assim que puserem os pés naquele lugar, terão três dias para começarem suas buscas, três dias e após isso o helicóptero será enviado para os tirarem de lá imediatamente com sobreviventes ou não.


Declara.


Fixo meus olhos azuis no monitor atrás deles , no desenho da ilha. A terra isolada no meio do oceano pacífico que por muito tempo ninguém soubera de sua existência . Analiso a vasta extensão, o verde intocável, a natureza primária em sua forma intacta, um mundo completamente desconhecido aos olhos humanos. O que fora suficiente para mover uma equipe de curiosos até lá . Passaram-se dias, semanas, meses, eles nunca retornaram. A princípio pensara se tratar de um naufrágio mas o barco não fora encontrado a ilha sim. Na melhor das hipóteses estariam vivos tentando sobreviver naquelas terras.


O corpo humano é capaz de passar meses sem ingerir alimento, água três dias. Estávamos torcendo para que a ilha se dispusesse daquelas necessidades básicas, caso contrário estariam mortos,o que tornaria nossa missão inútil, essa era a pior hipótese.


Aperto meus olhos sobre a imagem.


Sim, eu tinha esse pressentimento de que talvez algo muito pior do que um naufrágio pudesse ter ocorrido.Algo que me mandava ficar longe daquele lugar, que alertava todas as células de meu corpo para me afastar imediatamente.


O que pode ser pior do que a morte?


Will questionara com humor quando revelei minha intuição à ele.


Não respondi, mas sabia que existiam coisas piores do que a morte.


— Precisamos de mais sedativos.


Digo o que queria dizer desde o começo da reunião.


Todos os olhos se voltam para mim. Coro desejando-me afundar na cadeira. No meio daquelas pessoas eu não tinha voz , era apenas uma substituta recém formada do doutor Collin, o biólogo mais capacitado do país. Devido alguns problemas de saúde ele não pode ser escalado para missão e então depois de muitas reuniões e protestos, eu fui considerada '' adequada'', para substitui-lo. Não que eu fosse inexperiente, é só que ninguém deseja um substituto ,e para piorar eu era a única mulher da equipe.


— O que está esperando encontrar na ilha senhorita Taylor? Gorilas gigantes?

Lincon o geólogo brinca fazendo risinhos preencherem o ambiente.


— Talvez dinossauros.


James acrescenta repuxando os cantos dos lábios inferiores.


Aquele maldito soldado que se acha superior apenas por portar-se de uma metralhadora M4 Carbine.


— Talvez seu cérebro.


Entro no jogo, agora sem nenhuma hesitação .Se aqueles arrogantes achavam que iam me intimidar...


Lincon cai na gargalhada.


— Pelo menos ela tem senso de humor.


Ele dá um tapinha no braço do companheiro. O soldado continua com os olhos semicerrados nos meus.


— Mas o que é isso? Uma turma do colegial?


Jhon exclama fazendo o silêncio recair imediatamente sobre a sala.


— Escolhi vocês porque são os melhores em suas profissões,os melhores entenderam? — E não vou tolerar qualquer gracinha ou desrespeito para qualquer membro desta equipe. Fui claro?


— Sim, senhor!


Os dois bradam em uníssono.


Abro o meio sorriso da vitória.


— Senhorita Taylor... — Os ventos naquela região são muito intensos, não podemos arriscar sobrecarregar o helicóptero demais, é importante uma redução da carga o máximo possível . Fora os suprimentos que já levam , apenas o essencial é prioridade. Will já possui os medicamentos necessários, não há espaço para mais sedativos...


— Sei que a senhorita Taylor se preocupa com a segurança da equipe...

James interrompe fingindo seriedade.


— Mas, levo munição necessária comigo, nada que uma bala no peito da criatura não resolva o problema.


Ele pisca um olho.


— A não ser que ela preze pela vida dos animaizinhos da natureza.


— Manter as criaturas da natureza viva é o nosso trabalho senhor James.

Will constata calmamente.


Olho para ele em satisfação. Um médico e uma bióloga, salvar vidas humanas ou animais, não importa. ''Salvar''. Era o nosso lema, o nosso juramento.


— Mas tudo muda quando se tratando de sua sobrevivência.


É Jhon quem dá a resposta. Ele inclina a cabeça na direção de James.


— Tem permissão para atirar em qualquer criatura que os ameace. Mas afirmo que isto não é preocupação. Apesar da biodiversidade daquele lugar ser completamente desconhecida , estudos comprovam que dado o tipo de clima e localização, no máximo encontrarão algumas serpentes peçonhentas e mamíferos inofensivos.


Assinto em silêncio.


Carter Paker, meu falecido vizinho tinha o mesmo pensamento antes de ser devorado por um tubarão, nadando em um mar que supunha não ser propenso a ter tubarões.


— Lembre-se que ao chegarem lá tornaram-se incomunicáveis, sem acesso a qualquer sinal.O único contato que teremos é quando a missão tiver concluída. Até lá estarão por conta própria.


Ele se volta para nós.


— Desejo-lhes boa sorte.


E nos levantamos de nossos assentos prontos para cumprirmos a nossa missão de salvar os sete supostos sobreviventes em uma ilha misteriosa.


Quando avisto o helicóptero pousado sobre a cobertura do prédio ,sinto algo estremecer dentro de meu peito. Will ajeita as bagagens no compartimento e estende suas mãos para mim. As aceito penetrando no interior da aeronave. Lincon dá um pulo sentando-se ao meu lado e James à minha frente com um rifle sobre as mãos. O motor é acionado, a hélice começa a girar a toda velocidade e em poucos minutos estamos no ar. Olho para baixo enxergando a cidade ficar cada vez menor e com o tempo é substituída pela imensidão do oceano.Suspiro pesadamente não conseguindo afastar para longe aquela sensação ruim em meu peito.

24 de Junho de 2020 às 20:44 0 Denunciar Insira Seguir história
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Continua… Novo capítulo Todas as Segundas-feiras.

Conheça o autor

Jéssica Layne Apaixonada por livros! Escritora nas horas vagas. Sou uma pessoa cuja mente encontra-se além da realidade, tenho apreço por todos os tipos de gêneros, especialmente por ficção científica ( sou bióloga hehe) Por que eu escrevo? Pelo mesmo motivo que eu respiro. 😉

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